MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Rui Moreira de Sá

Director Editorial

direccao@jornaldasaude.org

Evite as doenças: lave as mãos

 

Lavar as mãos é uma das medidas mais importantes para impedir a propagação de doenças. A higienização adequada das mãos pode evitar que fique doente e também é capaz de interromper a transmissão de infecções virais, bacterianas e parasitárias para outras pessoas.

Grande parte das infecções comuns, tais como constipações, gripes, intoxicação alimentar, hepatite A, parasitoses intestinais e muitas outras, são transmitidas habitualmente por mãos contaminadas. Mesmo as infecções respiratórias, que podem ser transportadas através da tosse ou do espirro, são, na verdade, transmitidas com mais frequência pelas mãos do que pelo ar.

Não é exagero, portanto, dizer que o simples hábito de lavar as mãos com frequência pode salvar vidas, não só a sua, como também das pessoas que contacta. Isso é especialmente importante se tiver contacto próximo com bebés, idosos ou pessoas debilitadas.

Ainda este mês, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), em comunicado, salientava que a lavagem das mãos pode reduzir as doenças diarreicas e a desnutrição em cerca de 44 porcento. E estima um acumulado de 272 milhões dias em que as crianças faltam à escola todos os anos como consequência da diarreia, que é um dos problemas mais comuns causados pela falta de higiene das mãos. Esta doença, associada à pneumonia, leva à morte cerca 1,7 milhões de crianças a cada ano. A lavagem das mãos com água e sabão ou cinza pode reduzir estas cifras pelo menos a um quarto.

A lavagem das mãos pode também diminuir as doenças causadas pela má preparação da comida ou falta de higiene, que contribuem para o aumento da desnutrição. A desnutrição, assegura a UNICEF, é outro problema que afecta 156 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, reduzindo as suas capacidades de crescerem fortes e saudáveis.

Segundo a nota, foi feito um estudo pela UNICEF em Angola, sobre ‘Água e saneamento nas escolas”, constatando-se que, apesar de a maior parte das escolas apresentar locais para lavagem das mãos, muitos destes pontos não estavam funcionais, e apenas cerca de 31 por cento das escolas inquiridas possui um local adequado para prática da lavagem das mãos.

O dia mundial da lavagem das mãos comemora-se a 15 de Outubro. Faça desta prática simples uma forma efectiva e acessível de evitar doenças e salvar vidas.

 

 

 

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Gulbenkian financia bolsas de estudo e investigação

 

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e a EDCTP (Parceria entre a Europa e os Países em Desenvolvimento para a Realização de Ensaios Clínicos) assinaram um protocolo de financiamento, no valor total de 265 mil euros, com o objetivo de reforçar as capacidades de investigação clínica no espaço PALOP. A FCG vai apoiar o programa de bolsas da EDCTP financiando estudantes e investigadores dos PALOP que concorram e sejam vencedores de uma bolsa de estudo/investigação da EDCTP.

O envolvimento da FCG é no financiamento do “preparatory fellowships” –  bolsas dirigidas a investigadores africanos com o grau de Doutor para aumento das suas competências e regresso aos países de origem, aumentando a competitividade de grupos de investigação destes países na construção de projetos de investigação clínica –, e também de “Masters fellowships in epidemiology and medical statistics” – bolsas para licenciados africanos para realização de formação pós-graduada na área da epidemiologia e estatística médica em instituições de referência internacional e posterior desenvolvimento de investigação nos seus países de origem.

Durante o mês de Outubro de 2016 estarão abertos no site da EDCTP os concursos referidos em:

 http://www.edctp.org/funding-opportunities/calls/

 

 

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Pâncreas artificial promete revolucionar a vida de diabéticos

 

 Estados Unidos aprovaram uma tecnologia inovadora para tratar a diabetes tipo 1 que praticamente não precisa da intervenção do doente.

 

É conhecido como "pâncreas artificial híbrido" e pode revolucionar a vida de milhões de diabéticos em todo o mundo. O Medtronic's MiniMed 670G, um dispositivo que monitoriza automaticamente a glicose e fornece doses apropriadas de insulina, foi aprovado este mês pela Food and Drug Administration (órgão que controla os alimentos e medicamentos nos EUA) para a população com mais de 14 anos que sofra de diabetes tipo 1. Trata-se de um "aperfeiçoamento" da bomba infusora de insulina, já disponível em alguns países, mas que ainda só chega a um número reduzido de doentes.

"Este é o primeiro tipo de tecnologia que proporciona às pessoas com diabetes tipo 1 maior liberdade para viverem as suas vidas sem terem de forma consistente e manual de monitorizar os seus níveis de glicose basais e administrar insulina", destacou Jeffrey Shuren, director do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica da FDA.

Este sistema foi desenvolvido para ajudar a controlar a doença, com menos intervenção do doente. Para isso, mede os níveis de glicose a cada cinco minutos, administrando automaticamente a insulina. O pâncreas artificial é uma bomba difusora mais sofisticada que tem a possibilidade de automatizar grande parte da administração de insulina, sem intervenção do doente. Por um lado, liberta o doente de uma série de constrangimentos e, por outro, controla melhor a diabetes tipo 1.

Trata-se de um sistema híbrido que ainda não é completamente automático. De acordo com especialistas, é um avanço muito importante no tratamento da diabetes, mas ainda não permite uma total automatização na administração da insulina. Durante a noite, o dispositivo é completamente automático, mas, durante o dia, o doente tem de introduzir algumas variáveis, relacionadas com os alimentos que ingere, para que "a máquina calcule a quantidade de insulina a injectar".

Esta inovação terapêutica consiste num pequeno aparelho que tem um sensor para medir os níveis de glicose, uma bomba de insulina e um cateter através do qual é administrada. Para a aprovação do dispositivo, a FDA avaliou os resultados de um ensaio clínico com o híbrido Medtronic"s MiniMed 670G que contou com 123 participantes com diabetes tipo 1. Este mostrou que o aparelho é seguro para indivíduos com mais de 14 anos que sofrem da doença. A Medtronic, empresa responsável pelo seu desenvolvimento, procura agora perceber qual a eficácia e segurança em crianças mais novas.

 

 

 

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Província do Zaire

De dois em dois dias, engravida uma jovem com menos de 14 anos

 

As autoridades sanitárias da província do Zaire registaram 752 casos de gravidezes precoces, dos quais 89 em menores de 14 anos, entre Janeiro a Junho deste ano. Mais 19 comparativamente a 2015. Os dados foram revelados este mês pela mestre em atenção integrada à criança, da direcção provincial de Saúde, Nieves Bueno Ramires, quando se dirigia aos alunos da escola de formação de professores “Daniel Vemba”, durante uma palestra subordinada ao tema “Saúde sexual e gravidez em adolescentes”.

 

Consequências da gravidez precoce

 

A gravidez precoce afecta tanto a jovem mãe, como o bebé que

irá nascer.

As principais consequências físicas são:

— Rompimento precoce da bolsa de água;

— Parto prematuro e complicações durante o parto;

— Aborto espontâneo;

— Diminuição do peso e risco de anemia.

As consequências emocionais são:

— Problemas afectivos entre a mãe e o bebé;

— Diminuição da auto-estima da grávida;

— Risco de depressão na jovem grávida.

As consequências socioeconómicas da gravidez precoce são:

— Baixo nível escolar e abandono do estudo;

— Dificuldade em encontrar emprego;

— Rejeição da jovem por parte da sociedade;

— Aumento da pressão para realizar o casamento.

As principais consequências da gravidez precoce para o bebé são:

— Prematuridade;

— Baixo peso ao nascer;

— Risco de malformações.

 

 

 

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Investigadores analisam relação entre ferro e malária

em crianças entre 5 e 10 anos

 

O Centro de investigação em Saúde de Angola (CISA), em parceria com o Instituto de Medicina Molecular (iMM), está a desenvolver um estudo que pretende analisar a relação entre os níveis de ferro no sangue e a malária em crianças entre os cinco e os dez anos atendidas no Hospital Geral do Bengo.

 

Os dados recolhidos pelos investigadores neste projecto vão ajudar a compreender e a resolver a questão da suplementação de ferro em populações afectadas por malária em Angola, e em outras regiões de África, fornecendo informações importantes sobre os mecanismos de utilização de ferro subjacentes às interações hospedeiro humano – parasita Plasmodium, o parasita causador da malária.

Este projeto tem como objetivo principal caracterizar a expressão de transportadores de iões metálicos do parasita em amostras clínicas de crianças atendidas no Hospital Geral do Bengo diagnosticadas com malária. Ao analisar os níveis de ferro no sangue e a expressão genética dos transportadores nos parasitas em amostras clínicas de doentes com malária, pretende-se investigar diretamente a presença de mecanismos adaptativos utilizados pelo parasita de forma a colmatar variações na disponibilidade de ferro. Além de factores específicos do parasita, este estudo pretende igualmente determinar as frequências de vários polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do ferro em doentes com malária em Angola. A recolha de amostras está ser conduzido pelo investigador do CISA, Edilson Vicente, contando com o apoio de outros investigadores deste Centro e do iMM.

 

 

 

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Primeiros socorros psicológicos ajudam as pessoas que passaram

por uma grave situação de crise

 

Os Primeiros Socorros Psicológicos (PSP) abrangem o apoio psicológico e social e envolvem a ajuda solidária, humanista e prática às pessoas que passaram por uma grave situação de crise. Quando ocorrem acontecimentos angustiantes, tais como guerras, catástrofes naturais, acidentes, incêndios, violência interpessoal e perda de entes queridos, as pessoas afectadas entram num estado de sofrimento e angústia. Os PSP destinam-se a reduzir o sofrimento inicial causado por acontecimentos traumáticos e promover uma adaptação que permita à pessoa funcionar e lidar com o acontecido.

Formação em PSP

Este apoio é habitualmente providenciado por alguém que faz parte da rede social da pessoa afectada (como um familiar, um amigo ou um colega de trabalho) ou alguém que trabalhe nos serviços sociais, p. ex., um profissional de saúde, um professor, um polícia ou até mesmo um funcionário de uma agência de recrutamento. A formação em PSP permite aos serviços de emergência responderem de uma forma natural, solidária e prática. Durante situações de crise, estes esforços devem ser complementados com outros apoios essenciais psicológicos e de saúde mental. A resposta psicossocial e em termos de saúde mental em situações de crise deve ser uma resposta multissectorial.

Na Região Africana, em virtude do baixo investimento e da falta de profissionais na área da saúde mental, os PSP nem sempre estão disponível quando ocorre uma situação de crise. No entanto, noutras partes do mundo, os primeiros socorros psicológicos foram incorporados nas estratégias de preparação para as catástrofes. Aproveitando esta experiência, incentivam-se as autoridades nacionais responsáveis pela gestão das situações de catástrofe a considerarem a existência de equipas prontas a deslocar-se para as regiões afectadas por catástrofes e a orientarem os serviços locais de emergência em termos de primeiros socorros psicológicos, quando ocorrerem situações de catástrofe.

Desde 2011, a OMS tem vindo a realizar cursos de formação em PSP, tendo sido elaborado um manual para nortear os países como parte dos esforços para reforçar a preparação e a resposta a situações de crise humanitária.

 

Acesso aos serviços de saúde mental

 

Ao comemorarmos o Dia Mundial da Saúde Mental, exorto os países a utilizarem este manual para formar mais pessoas que sejam capazes de prestar primeiros socorros psicológicos durante situações de emergência. Este investimento em primeiros socorros psicológicos faz parte de um esforço a longo prazo para garantir que qualquer pessoa em sofrimento psicológico agudo devido a uma situação de crise possa receber apoio psicológico básico.

Lanço também um apelo aos países para que aumentem o acesso aos serviços sociais e de saúde mental para todos os que precisem de ajuda nesta área, e não apenas de primeiros socorros psicológicos.

 

 

Muito obrigada.

 

 

 

 

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Paulo Campos

“Consulta pré-natal é o pilar para reduzir os casos de pré-eclampsia”

 

A consulta pré-natal e o planeamento familiar são pilares essenciais para diminuir a pré-eclampsia e, circunstancialmente, a mortalidade materna”, defendeu o presidente da Associação dos Ginecologista e Obstetras de Angola (AGOA), Paulo Campos.

 

O responsável, que falava no II Congresso da AGOA, disse que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar que surjam grandes complicações, como o coma, ou até a morte.

“As taxas ainda são elevadas e estão em volta de 400 mortes em 100 mil nados vivos, o que ainda é um número bastante alto comparativamente a outros países”, assegurou.

Considera ser necessário que os técnicos de saúde cheguem até às comunidades mais remotas, como forma de diminuir a mortalidade materna no país.

De acordo com Paulo Campos, “normalmente as mulheres que surgem no hospital com este tipo de complicações são as menos alfabetizadas, dada a pouca informação de que dispõem sobre a importância do acompanhamento médico na gestação”.

Também a médica Manuela Mendes disse que diariamente chegam a atender cerca de 10 mulheres com pré-eclampsia e eclampsia na maternidade Lucrécia Paím. Segundo a especialista a pré eclampsia continua a ser a segunda causa de morte em Angola, sendo a primeira as hemorragias da gravidez e do parto.

É uma patologia  prevenível se a mulher grávida tiver um bom acompanhamento pré-natal.

O lema do congresso da AGOA foi precisamente ”Doenças hipertensivas na gravidez: os desafios de uma gestão saudável”.

 

O que é a pré-eclampsia

 

A pré-eclampsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria), ou de retenção de líquidos (edema), que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto. A eclampsia é uma forma de pré-eclampsia mais grave que provoca convulsões ou coma.

 

 

 

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Semana da Farmácia Angolana ultrapassa todas as expectativas

Mais de meio milhar de participantes debateram temas

essenciais para a saúde dos angolanos

 

Contrariando algumas previsões e receios devido ao período difícil que o país atravessa, os farmacêuticos demonstraram o seu empenho e união ao sobrelotarem o auditório com mais de 500 profissionais presentes no maior evento do sector. Também as principais empresas industriais e distribuidoras mostraram na feira simultânea, a Expo Farma, que continuam a apoiar e a apostar no sector disponibilizando medicamentos de qualidade e contribuindo decisivamente para a sua modernização.

Ao sucesso do evento não foi certamente alheio o trabalho e perseverança da direcção da Ordem dos Farmacêuticos de angola (OFA) que, apesar de ainda jovem, já concretizou três eventos com dimensão internacional.

Enfim, foi um evento que ficará na história pelo nível das comunicações apresentadas e pela elevada interacção que proporcionou ao reunir governantes, farmacêuticos, técnicos de farmácia, empresários e estudantes.

 

 

 

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III SEMANA DA FARMÁCIA ANGOLANA / EXPOFARMA 2016

AS NOVIDADES E AS OPINIÕES DOS PARTICIPANTES

 

Francisco Cosme dos Santos  com RUI MOREIRA DE SÁ

 

Joice Espírito Santo, farmacêutica

“Destaco a participação de muitos profissionais, formados em Angola, como palestrantes, com trabalhos de investigação inovadores”

 

É impossível não gostar da Semana da Farmácia e da Expofarma. Eventos como este são bons porque vêm a dignificar a classe farmacêutica do país, e trazem sempre novidades.

O ponto alto do certame foi a participação de muitos profissionais formados em Angola, como palestrantes, com trabalhos de investigação inovadores que apresentaram nas sessões e foram debatidos.

Na área farmacológica, destacaria os genéricos porque vêm para o mercado com uma proposta diferente do medicamento de marca, com preços acessíveis.

Relativamente à feira deste ano, comprovou-se concretamente quais as empresas que vieram para o país para ficar e contribuir para a saúde dos angolanos sobretudo na melhoria da qualidade dos medicamentos.

 

Amílcar João, estudante de Ciências Farmacêuticas

“O ponto mais alto do evento foi

a enorme aderência de participantes

às conferências”

A III Semana da Farmácia é um evento necessário para os profissionais e estudantes. Serve para absorvermos muitos conhecimentos e atualizarmo-nos na área das ciências farmacêuticas para que possamos acompanhar da melhor forma o desenvolvimento farmacêutico do país.

O ponto mais alto do evento foi a enorme aderência de participantes às conferências, o que espelha o elevado interesse que a classe farmacêutica demonstra ao querer aumentar os seus conhecimentos em prol do desenvolvimento da farmacologia angolana.

Uma das minhas principais metas individuais na área farmacêutica, é actualizar-me constantemente para crescer e ser um bom profissional, de forma a poder desempenhar da melhor maneira a profissão e servir os cidadãos cada vez com mais qualidade.

Bruno Patinho, director adjunto da Farwell

“O nosso grande objectivo para 2017

é a estabilização da empresa no

mercado para continuarmos a fornecer os produtos com regularidade”

 

A Farwell é uma empresa de distribuição de medicamentos e comercialização de soluções laboratoriais que actua no mercado angolano há mais de 12 anos.

Para o nosso grupo, a Expofarma foi muito importante porque, além de expormos os nossos produtos, possibilitou-nos reunir com um grande leque de expositores e entrar em contacto com os clientes. Reforçámos o intercâmbio com as outras empresas que actuam no sector farmacêutico do país com quem mantivemos trocas de experiências sobre o contexto da indústria farmacêutica.

As novidades que trouxemos para Expofarma de 2016 consistiram essencialmemte em novos equipamentos médicos que iremos lançar este ano.

O nosso grande objectivo para 2017 é a estabilização da empresa no mercado para continuarmos a fornecer os produtos com regularidade para os angolanos, o que se tem revelado particularmente difícil este ano devido à falta de divisas para pagar aos fornecedores.

O ponto mais alto da feira, além da visita dos nossos clientes, foi a presença do secretário de estado da Saúde e de outros membros do governo.

Devido à situação económica que o país atravessa, os nossos projectos estão em estudo, porque merecem uma análise rigorosas antes de serem implementados para terem algum sucesso.

O que mais gostámos no evento foi a interacção entre expositores e, também, o grande clima positivo existente entre os diversos actores da indústria farmacêutica no país.

Comparativamente à edição anterior, afigura-se-nos que este ano o certame esteve melhor organizado, embora num espaço menor. Mas os visitantes tiveram uma melhor visualização dos produtos e dos vários intervenientes na feira. Parabenizo a organização porque o certame tem vindo a melhorar significativamente, se bem que existem alguns aspectos que têm que ser revistos. Mas o progresso é evidente.

Os clientes podem esperar da Farwell um fornecimento contínuo dos principais medicamentos para as doenças que são contraídas pela população do país.

 

 

 

Nuno Cardoso, director da Bial-Angola

Cuidar da saúde e melhorar

a qualidade de vida

 

A Bial é uma empresa multinacional portuguesa com 90 anos no mercado farmacêutico e com mais de 15 anos em Angola. Dedica-se à investigação e desenvolvimento de novos medicamentos e comercializa em todo o mundo vários fármacos. Em Angola, tem produtos ligados à maternidade, antobioterapia, sistema nervoso central, dor e também uma linha de produtos OTC.

A Expofarma é bastante importante por ser o único certame anual que congrega o maior número de farmacêuticos do país. Permite-nos expor os nossos produtos e partilhar as nossas ideias relativas ao mercado e à classe farmacêutica nacional. Para a Bial, é muito benéfica porque possibilita interagir directamente, com facilidade, com vários grupos.

A maior notoriedade das marcas, o seu reconhecimento por parte dos clientes e a possibilidade de informarmos os farmacêuticos nacionais foram os principais ganhos obtidos da feira.

Um dos aspectos que mais valorizei consistiu na elevada participação dos expositores no certame. Em relação ao evento anterior, este está melhor organizado, teve lugar numa instalação mais ordenada, registou menos expositores devido aos efeitos da crise, mas ultrapassou as expectativas.

Os clientes podem esperar da Bial uma empresa que está sempre à altura de prestar um serviço que cuida da sua saúde e que melhora a sua qualidade de vida –  a nossa principal missão.

 

João de Barros, director geral da África Pharmacy

Novo centro logístico no horizonte

 

A África Pharmacy, Limitada é a representante e distribuidora exclusiva da Shalina Healthcare em Angola, empresa multinacional farmacêutica de cuidados de saúde que fornece produtos de qualidade ao país. Apresenta uma ampla gama de medicamentos, produtos farmacêuticos das principais categorias terapêuticas que suprem as necessidades de tratamento de diversas doenças agudas e crónicas presentes no continente africano, dispositivos médicos, produtos hospitalares e de higiene pessoal.

A Expofarma é sempre importante para a África Pharmacy. Trata-se de um espaço privilegiado onde expomos os nossos produtos, debatemos as necessidades e as novas propostas de medicamentos do mercado farmacêutico nacional e internacional com os nossos clientes, com a classe farmacêutica, com a classe médica, em suma com os profissionais de saúde e com outros expositores, com o intuito de contribuir para a melhoria da saúde e o reforço da nossa posição como parceiros do ministério da Saúde.

A África Pharmacy trouxe algumas novidades para a Expofarma deste ano, nomeadamente produtos destinados a várias áreas terapêuticas, entre as quais a malária, a gestão da dor e as diversas patologias pediátricas.

A empresa perspectiva abrir uma fábrica de medicamentos e um novo centro logístico em Luanda – dotado dos mais elevados padrões internacionais de boas práticas de armazenamento e distribuição de produtos farmacêuticos, num futuro não muito distante.

Os pontos positivos da Expofarma foram o elevado número de profissionais presentes no evento, o seu perfil e os temas debatidos.

Comparativamente com os anteriores eventos, considero que teve uma boa representação de empresas expositoras, embora condicionadas pelo momento que atravessam, o que se reflecte sobretudo nas grandes dificuldades de obtenção de divisas para a importação de mais produtos.

Reconhecemos o grande empenho e a tenacidade da organização à qual endereçamos o nosso apreço e votos de crescimento.

Os clientes podem esperar da África Pharmacy, um parceiro activo em prol da saúde dos Angolanos com a mesma dinâmica e empenho, adaptado a nova realidade.

 

Hermenegildo Cambolo, gestor do Banco Caixa Angola

 “Queremos alavancar o negócio das empresas farmacêuticas”

 

O Banco Caixa Geral Angola foi o primeiro banco privado estabelecido em Angola após a independência. Foi autorizado a iniciar operações como sucursal do Banco Totta & Açores, em Março de 1993, destacando-se como banco de apoio às empresas exportadoras, nomeadamente empresas petrolíferas mas também empresas de mineração, bem como empresas multinacionais suas fornecedoras de equipamentos e prestadoras de serviços.

Na qualidade de patrocinador, considera que a Expofarma constitui um evento de extrema importância para o Banco Caixa Geral Angola. Possibilitou-nos promover a imagem e expor os nossos produtos e serviços a potenciais novos clientes – entre congressistas e empresas expositores do certame. Esta interacção pode contribuir para surgirem, num futuro próximo, grandes parcerias que alavanquem o crescimento das empresas do sector farmacêutico, nomeadamente farmácias, distribuidores e indústria. O evento é assim uma mais-valia para a Caixa.

A conta supernegócios foi a grande novidade que o Banco levou para a feira.

 

 

Pedro Teixeira, director comercial

“A Expofarma é um evento de extrema importância para a Azinor”

 

Ecofarma e Ecilfarma são duas empresas do vasto grupo Azinor. A Ecofarma é uma empresa de distribuição de medicamentos, gastáveis e puericultura. A Ecilfarma distribui produtos na área de ginecologia, diagnóstico e oftalmologia.

A Expofarma é um evento de extrema importância para a Azinor. Proporciona-nos uma grande interacção com novos e antigos clientes e o estabelecimento de novas parcerias de negócios com outras empresas no mercado dos medicamentos. Possibilita-nos, também, manter um contacto directo com a indústria farmacêutica e com os farmacêuticos angolanos.

Entre as novidades que apresentámos na feira, com as duas empresas em conjunto, destacam-se os produtos de puericultura, diagnósticos e estomatologia, sendo esta uma das áreas que pretendemos alargar.

O ponto alto do evento foi sem sombra de dúvida a concorrência que houve no certame entre os expositores. A Expofarma já teve mais expositores, mas esta edição de 2016 superou a anterior de 2015. É de louvar e salientar que, mesmo com a crise, teve muita adesão.

Futuramente, os clientes podem continuar a contar com a Ecofarma e a Ecilfarma. Somos parceiros em quem podem confiar, com o mesmo rigor e eficiência para valorização da saúde. Dispomos também de uma grande gama de equipamentos médicos para equipar hospitais e clínicas. Somos um projecto inovador com garantias para o futuro.

 

Cláudia Reis, Key Account Manager

Labconcept apresenta o termómetro

de infravermelhos e os testes rápidos multidrogas

 

A Labconcept é uma empresa de distribuição de medicamentos e equipamentos médicos e laboratoriais, destinados às mais diversas áreas da saúde. Está há cinco anos no mercado angolano e representa marcas internacionais, tais como a Abbott, Analyticon, R-Biopharma, Medec, Alere e Atlanticonceito.  Com uma forte aposta na formação, criou uma unidade de negócio, a Cletraining - Formação Especializada, cuja actividade incide na formação de profissionais e/ou estudantes da área da saúde.

A Expofarma é um evento bastante importante. Na realidade, trata-se de um veículo de divulgação obrigatório da farmacologia nacional, dos nossos produtos, que influencia positivamente todos os profissionais de saúde, e faculta-lhes conhecimentos sobre novos equipamentos e tecnologias que actualmente se exigem neste sector.

As grandes novidades que a empresa levou para a feira foram o termómetro de infravermelhos e os testes rápidos multidrogas, que se tratam de testes imunocromatográficos para detecção rápida e qualitativa de vários tipos de drogas em simultâneo na urina humana.

O ponto mais alto do evento foi a adesão dos profissionais  ao certame. É bom saber que, apesar da situação que o país esta a atravessar, ainda há um grande número de pessoas que se interessam em obter informação e conhecimentos na área da saúde, o que é muito importante.

Os clientes podem esperar da Labconcept produtos de qualidade e serviços personalizados em tempo record.

Andrea Ferraz, directora

HE Farmacêutica à frente

na dermocosmética

A HE Farmacêutica é uma empresa de distribuição de produtos dermocosméticos que actua no mercado nacional há alguns anos.

A Expofarma é muito importante porque é o único evento que há no país exclusivo para impulsionar as ciências farmacêuticas, em que saímos todos com ganhos significativos sejam farmácias comunitárias ou hospitalares.

A HE Farmacêutica apresentou no certame uma ampla variedade de marcas de dermocosméticos e de puericultura que representa e que foram lançados este ano. Entre outros, constam neste leque os produtos para o acne, atupia, tratamento da pele dos bebés e leites, entre outros.

Destacamos a elevada adesão dos profissionais que, aliás, tem vindo a aumentar.Comparativamente ao evento anterior, esta edição contou com um menor número de expositores, mas mais visitantes.

 

 

Filipe Cuenda, director técnico

Luzofarma aposta firme na expansão dos negócios do grupo em todas

as províncias do país

 

A Luzofarma é uma empresa de direito angolano que está há dois anos no mercado, com uma experiência de 20 anos na área dos medicamentos, através do grupo SILISA. Possui um depósito de medicamentos e tem procurado contribuir para o crescimento do sector farmacêutico.

A Expofarma tem uma grande importância para a nossa empresa. Na realidade, trata-se de um momento em que todo o mercado farmacêutico se reúne, o que permite apreciar “ao vivo” a sua estrutura, organização, principais agentes económicos e profissionais de saúde. Ficamos a saber qual o estado do sector e as medidas da política farmacêutica previstas. Constitui, também, naturalmente, uma mais-valia para os farmacêuticos.

A grande novidade que a nossa empresa apresentou na feira foi o serviço de aquisição de medicamentos via e-mail e posterior entrega.

Estamos focados na aposta firme da expansão dos negócios do grupo em todas as províncias do país. Foram criados dois novos postos de venda de medicamentos na região sul (Lubango) e norte (Zaire), com preços iguais aos praticados em Luanda. Já iniciámos a criação de um outro centro de vendas na Lunda-Sul, em Saurimo, que vai atender Malanje, Lunda-Norte e Cuando Cubango.

Comparativamente ao evento anterior, entende-se que haja um pouco menos expositores, motivado pela crise que assola o país. Mas foi bom ver e sentir que o evento não deixou de existir. Felicito a organização e digo ainda que tenham muita força. Contem sempre com o nosso auxílio como parceiros.

Os clientes podem esperar da Luzofarma, uma empresa dedicada ao fornecimento de produtos de qualidade e à salvaguarda da saúde dos angolanos.

 

Roberto Fontes, responsável de exportação

Generis, uma marca cada vez

mais reconhecida no mercado

 

A Generis Farmacêutica, SA é um laboratório farmacêutico português, especializado no mercado de genéricos e similares. Líder neste mesmo mercado, detém o maior portfólio de genéricos em Portugal. Desenvolve, produz e comercializa medicamentos genéricos da mais elevada qualidade, das marcas Generis e Labesfal Genéricos, a um preço acessível para os doentes. Tem uma presença constante em Angola desde há alguns anos.

A Expofarma é um evento muito importante porque nos possibilita publicitar e fazer com que os nossos produtos sejam mais conhecidos, e reconhecidos, junto dos nossos clientes, numa abordagem directa e sem nenhuma complicação.

As novidades apresentadas nesta edição foram sobretudo os produtos das nossas linhas de genéricos, nomeadamente os últimos lançamentos das marcas Generis e Labesfal Genéricos, bem como uma nova gama de medicamentos que não necessita de receitas médicas para a sua comercialização.

O ponto alto que marcou a Expofarma deste ano foi a enchente de pessoas que se verificou, sobretudo a adesão dos estudantes do curso de farmácia, para além dos profissionais da área farmacêutica.

Os nossos projectos futuros estão canalizados na continuidade do investimento no mercado angolano, para que a marca seja cada vez mais reconhecida em Angola.

Os clientes podem esperar da nossa empresa serviços com qualidade e produtos que assegurem a saúde e o bem-estar dos angolanos, a um preço mais acessível e justo.

 

James Titelman, director da CICCI Angola

Relações estreitas com os seus clientes

 

A CICCI Angola é uma empresa de distribuição de medicamentos com uma vasta gama de produtos e serviços, presente no mercado angolano há muitos anos.

A Expofarma tem extrema importância para o nosso grupo porque é o maior evento que nos auxilia na divulgação dos produtos. Possibilita-nos também uma maior interacção com os clientes e uma grande aproximação aos nossos parceiros e a outros intervenientes do sector farmacêutico angolano.

As grandes novidades que levamos para a expo 2016 foram o novo anti-palúdico D-Artepp, muito eficaz, e um outro injectável que já está ser distribuído em todo país. Além destes, a CICCI disponibiliza o SD Bioline TDR, da PermaNet os mosquiteiros MTILD, o anti-malárico Artesun da Guilin Pharma e os filtros de água da Lifestraw.

O ponto alto da feira foi o espaço em que se realizou. Não tinha a dimensão das edições anteriores, mas proporcionou uma grande interacção com todos os visitantes e com as empresas e entidades que compareceram no certame.

Os clientes podem esperar da CICCI, a qualidade dos seus produtos, boa distribuição, e uma grande e forte relação que os une à empresa.

 

 

Socifarma

Socifarma aposta na qualidade e

inovação como factor de diferenciação

 

Distribuidora farmacêutica em Angola, desde 2012, a Socifarma marcou presença no evento com um stand onde apresentou os serviços, produtos e a sua equipa. A Socifarma actua na área da distribuição farmacêutica em Angola e assume-me como um operador logístico global que prima pela excelência do serviço e aposta na qualidade e inovação como factor de diferenciação. De acordo com o CEO do grupo, “a nossa ambição é ser o parceiro preferencial da indústria farmacêutica, das farmácias, dos hospitais e dos demais agentes de saúde angolanos”. O seu compromisso na área da saúde em Angola “é apresentar aos clientes soluções globais, eficientes e inovadoras no âmbito da logística e distribuição de medicamentos e produtos de saúde”.

 

 

Nova Angomédica presente

 

O momento em que o Secretário de estado da Saúde, Eleutério Hivilikwa, foi recebido por Espada de Sousa, no stand da Nova Angomédica, empresa industrial angolana.

 

Bene farmacêutica

A vida é mais vida sem dor

 

O stand da bene farmacêutica este sempre com grande actividade, em interacção permanente com os farmacêuticos. Ben-u-ron, Ib-u-ron, Dol-u-ron, Tram-u-ron e Thrombocid em pomada e gel foram as principais marcas que apresentou. A bene farmacêutica assume-se como uma companhia focada na terapêutica da dor, cujo compromisso é dispor de conhecimento e competências específicas que alicerçam a sua relação com os profissionais de saúde.

Simultaneamente, propõe-se trabalhar em conjunto com todas as pessoas e instituições interessadas e empenhadas no tratamento da dor, dando corpo à ideia de que “a vida é mais vida sem dor”.

A bene farmacêutica é a filial portuguesa da bene-Arzneimittel GmbH, companhia alemã que comercializa os seus produtos em Portugal há mais de 50 anos, através de empresas licenciadas.

Os seus produtos, que têm como substância activa o paracetamol (acetaminofeno), paracetamol+codeína e pentosano polissulfato de sódio (PPS), são dos mais prescritos pela classe médica e dos mais dispensados pela classe farmacêutica.

As suas marcas são reconhecidas como sendo das que maior confiança oferecem a prescritores e utentes, estando presente na maioria dos lares.

 

 

Australpharma

Saúde mais próxima dos angolanos

Com cerca de 40 colaboradores, a Australpharma distribui medicamentos, produtos de saúde, de diagnóstico, gastáveis hospitalares e ortopedia a mais de 1000 clientes em Angola, com distribuição diária e semanal em sete províncias (Luanda, Benguela, Huambo, Lubango, Malange, Cabinda e Kwanza Sul). Oferece aos seus clientes (farmácias, hospitais e clínicas) um serviço completo, incluindo a distribuição de produtos de saúde e um serviço de consultoria complementar à sua actividade. De acordo com os seus responsáveis “a Australpharma pretende continuar a marcar a diferença na promoção do acesso à saúde, desenvolvendo soluções inovadoras e de valor acrescentado, com o objectivo de tornar a saúde mais próxima dos angolanos”.

 

Neofarma

A distribuir saúde com qualidade

e confiança

A Neofarma Distribuidora de Mediamentos e Cosméticos, Lda. é uma empresa genuinamente angolana que iniciou as suas actividades em Fevereiro de 2003.

Com o intuito de participar do desenvolvimento do país, a empresa nasceu estruturada para atender a todo o território nacional no fornecimento de medicamentos e gastáveis.

De acordo com os seus responsáveis, a missão da empresa é “disponibilizar ao mercado angolano produtos para a saúde, soluções em logística e equipamentos médico-hospitalares, satisfazendo os clientes, colaboradores e investidores”. Ao mesmo tempo quer “ser reconhecida como a melhor opção por excelência em pessoas, serviços, processos e tecnologia na distribuição de produtos para saúde”.

Os investimentos feitos pela Neofarma “garantem a certificação de uma empresa de alto padrão em armazenagem e prestação de serviços em armazenamento e logística, nos tornando uma das maiores empresas de distribuição de medicamentos, gastáveis e equipamentos médico-hospitalares em Angola”.

Em 2005, sentindo a necessidade de ampliação, a Neofarma construiu um novo armazém com capacidade superior ao armazém inicial, somando uma área total de 2.500 m² para a armazenagem de seus produtos.

Com os crescentes investimentos em tecnologia, infraestrutura, marketing e recursos humanos, “estamos melhorando a cada dia a qualidade dos serviços oferecidos aos nossos clientes”.

No intuito de cumprir com o compromisso inicial, a Neofarma conquistou e mantém desde outubro de 2009 a certificação de qualidade ISO 9001 em importação, logística, e distribuição de produtos cosméticos, farmacêuticos e hospitalares.

Dando continuidade ao processo de crescimento da Neofarma, no segundo semestre de 2013, começou as obras da sua filial que iniciou os trabalhos de atendimento a seus clientes a partir de Novembro de 2014.

Localizada na capital da província de Benguela, a nova filial veio para facilitar o atendimento aos clientes situados naquela capital, bem como nos municípios, comunas e até mesmo nas províncias do Namibe, Huambo, Huila e Bié.

 

farma.log

Ter o produto certo, no momento

certo, ao preço certo

 

A Farmalog é um operador de logística farmacêutica que actua no mercado de Angola.

Criada em 2010, a Farmalog dispõe já de uma infraestrutura moderna que aposta na diferenciação e na qualidade do serviço.

 Com uma frota própria de veículos de distribuição, incluindo transporte de frio, a Farmalog criou também condições de armazenagem que a colocam num patamar de excelência em matéria de boas práticas de distribuição de medicamentos. Possui alvará de medicamentos e substâncias psicotrópicas, o que lhe permite responder eficazmente às necessidades do mercado; apostou ainda na construção de uma base de dados actualizada, apresentando-se ao mercado com uma diversidade alargada de produtos.

 

Aposta clara em "ter o produto certo, no momento certo ao preço certo!” A Farmalog tem uma ligação directa ao mercado externo através de uma parceria comercial, administrativa e de gestão com a NBCMedical em Portugal; para tal, investiu numa plataforma de transmissão de dados via internet, conseguindo validar o tratamento da informação de forma remota e eficaz.

De acordo com os seus responsáveis, “o grande objectivo da Farmalog é abastecer os mercados privado e público de Angola, da forma mais abrangente possível”.

A Farmalog fez assim uma aposta clara nas necessidades de consumo das clínicas, farmácias e hospitais, não excluindo a possibilidade de concorrer a concursos públicos.

Nesse sentido, a gama de produtos é transversal, indo dos medicamentos (genéricos, éticos e OTC’s), a todo o tipo de dispositivos médicos, material de penso, reagentes de laboratório, vacinas e insulinas, material de sutura, pequenos equipamentos e mobiliário hospitalar, fardas e uniformes.

Mesmo que pontualmente não exista stock de algumas linhas, a Farmalog assume o compromisso de se aprovisionar das mesmas no mais curto espaço de tempo.

Na sua grande maioria, os produtos comercializados pela Farmalog, são originários do mercado português, correspondendo assim a uma vontade crescente dos clientes em apostar numa melhoria de qualidade, quer dos produtos, quer do serviço.

 

Paula Guerreiro, directora regional da Bluepharma

Medicamentos de elevada qualidade e preços muito acessíveis para a população

 

A Bluepharma é uma empresa farmacêutica de medicamentos genéricos, localizada em Coimbra, Portugal. Iniciou a actividade em 2001 quando um grupo de profissionais relacionado com a área farmacêutica decidiu adquirir a unidade industrial da Bayer, em Coimbra.

A Bluepharma internacionalizou a sua operação e desde 2012 que está presente em Angola, com escritórios em Luanda e um grupo de profissionais a trabalhar os seus produtos.

Neste momento, dispomos de um portefólio com cerca de 80 moléculas que cobre todas as áreas terapêuticas básicas das patologias tratadas em ambulatório, área cardiovascular, sistema nervoso central, anti-infecciosos, anti-inflamatórios e aparelho respiratório.

A Bluepharma contribui com uma grande variedade de medicamentos de elevada qualidade e preços muito acessíveis para a população em geral permitindo um melhor acesso ao medicamento por parte dos doentes.

Somos uma empresa próxima dos nossos clientes e com uma equipa qualificada e sempre disponível para atender as suas necessidades.

 

Investigação, internacionalização e inovação

A Bluepharma  tem centrado a sua estratégia de desenvolvimento na investigação, internacionalização e inovação.

Sendo uma empresa que comercializa medicamentos genéricos, também investiga para inovar e tem baseado a sua investigação em áreas emergentes nomeadamente na oncologia, onde temos um medicamento para o tratamento do cancro da cabeça e pescoço em estudos de fase II.

A Expofarma correu bem. É sempre importante a presença nestes eventos. Permite-nos fazer novos contactos, estabelecer novas relações comerciais e fortalecer as já existentes com os clientes. A nossa participação neste evento permite reforçar a mensagem que pretendemos transmitir ao país: somos uma empresa que disponibiliza produtos farmacêuticos da mais elevada qualidade a preços competitivos.

 GlaxoSmithKline

 

A GlaxoSmithKline (GSK) é uma companhia global na área da saúde, cuja missão é “melhorar a qualidade de vida das pessoas, permitindo-lhes fazer mais, sentir-se melhor e viver mais tempo”.

A GSK produz uma ampla gama de vacinas e medicamentos de prescrição médica que tratam muitas doenças agudas e crónicas. Na área de consumo, a empresa dispõe de inúmeras marcas nas categorias de bem-estar, cuidados orais, nutrição e saúde da pele. Em Angola, conheceu recentemente uma reorganização dos seus serviços e a nomeação de novos responsáveis.

 

 

 

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III SEMANA DA FARMÁCIA ANGOLANA / EXPOFARMA 2016

 Elevado nível científico marcou os debates

 

O evento da 3ª Semana da Farmácia Angolana constituiu um ponto de encontro de todos os farmacêuticos angolanos e outros profissionais de farmácia e de saúde, quer nacionais, como estrangeiros, ligados ao medicamento. Teve início às 9h35 minutos do dia 22 de Setembro de 2016, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda. A sessão de abertura iniciou com apresentação da mesa do presidium e a entoação do hino nacional, cantado por Samanta Dollores.

 

A mesa do presidium esteve composta por:

Sua Excelência Senhor Doutor Eleutério Hivilikwa, Ministro da Saúde em exercício, que presidiu a sessão;

Sua Excelência Doutora Mariana Afonso, Deputada da Assembleia Nacional, em representação da 7ª Comissão e membro da Ordem dos Médicos de Angola;

Excelentíssima Sra. Dra. Rosa Bessa de Campos, Directora do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda;

Excelentíssimo Sr. Prof. Doutor Carlos Alberto Pinto de Sousa, Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola e o

Excelentíssimo Sr. Dr. Boaventura Moura, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Angola.

Honraram o evento, com sua presença, os Excelentíssimos Senhores:

Sr. Prof. Doutor Carlinhos Zassala, Bastonário da Ordem dos Psicólogos de Angola;

Sr. Dr. Adão Cassoma, representante da Ordem dos Enfermeiros de Angola;

Sr. Representante da Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal e Vice-Presidente do Infarmed, Prof. Doutor Helder Mota Filipe;

Representantes do corpo diplomático, membros do Executivo, do conselho de direcção do Ministério da Saúde e entidades militares, policiais e civis.

Após a entoação do hino nacional, seguiu-se um minuto de silêncio em memória aos heróis da Pátria, especialmente, ao Saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto e dos farmacêuticos falecidos, com realce para a figura do Dr. João Lelessa, primeiro Presidente de Mesa da Assembleia Geral da OFA.

Na sua mensagem de boas vindas, o senhor bastonário da OFA, realçou a importância e os objetivos do encontro, destacando os feitos da Ordem e as actividades desenvolvidas até ao momento, bem como destacou os desafios e perspectivas.

 

II Simpósio Terapêutico

Após o momento cultural, tomou a palavra o Dr. Daniel Santos da 2-Logical que fez a apresentação do II Simpósio Terapêutico, sublinhando as metas, importância, utilidade e aplicação.

Em paralelo, o Dr. Boaventura Moura, procedeu ao lançamento, autografando alguns exemplares dos quais se fez entrega simbólica a algumas entidades, frisando que a sua distribuição ao Sistema Nacional de Saúde é uma das várias contribuições da OFA. Tem como finalidade o melhoramento da prescrição medicamentosa para garantia do uso racional de medicamentos. Estão contempladas na distribuição, entre outras (unidades hospitalares) centrais, regionais, gerais, municipais, centros e postos de saúde, importadores e distribuidores, farmácias, clínicas e centros médicos.

 

Parceiro estratégico

Finalmente, e após mais um momento cultural, procedeu-se à abertura oficial do evento por sua Excelência Senhor Ministro da Saúde em exercício, que, em nome do Senhor Ministro da Saúde, Sua Excelência Prof. Doutor Luís Gomes Sambo, agradeceu à OFA o convite formulado para proceder à abertura oficial da 3ª Semana da Farmácia Angolana e 4ª ExpoFarma, evento de referência nacional da classe farmacêutica do país. Sua Excelência Dr. Eleutério Hivilikwa destacou também os feitos que a OFA já alcançou ao realizar um conjunto de projectos, de dimensão internacional, tal como este evento, já na sua terceira edição, reafirmando ainda que a OFA é um parceiro estratégico na implementação das políticas de saúde traçadas pelo Executivo, na assistência medicamentosa. Apelou à uniformização dos planos de estudo para o ensino das Ciências Farmacêuticas, à criação das condições indispensáveis ao bom ensino e aprendizagem nas instituições que ministram, quer o curso de licenciatura em Ciências Farmacêuticas, como o curso Superior de Farmácia, em prol da promoção da prestação da assistência farmacêutica com serviços farmacêuticos bem estruturados e seguros que não prejudiquem o Estado e os utentes.

 

Exercício da actividade profissional

Do ponto de vista científico, as actividades iniciaram com a apresentação do Plano estratégico nacional para a cadeia de logística do Serviço Nacional de Saúde de Angola, apresentado pelo Dr. Patrick Gaparayi (CECOMA/SIAPS/MSH).

O Painel I, sobre a regulação do exercício da actividade profissional e do sector farmacêutico, foi moderado pelo Doutor Miguel dos Santos Oliveira, Director Nacional da Saúde Pública e integrado por representantes da Ordem dos Médicos, Enfermeiros, Psicólogos, Farmacêuticos e a visão do Gestor.

Vários temas foram apresentados durante os trabalhos, nomeadamente a cooperação entre as Ordens profissionais no domínio das Ciências da Saúde, pelo representante da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Prof. Doutor Hélder Mota Filipe, o Perfil dos Directores Técnicos das Entidades Farmacêuticas, pela Dra. Katiza Mangueira DNME, a Lista Nacional de Medicamentos Essenciais e Formulário Nacional, pelo Dr. Pombal N`gonga Mayembe (DNME) e Dra. Irene Diogo (PNUD), O papel do farmacêutico na promoção da saúde - prevenção da doença, adesão à terapêutica e farmacovigilância, pela Dra. Isabel Margareth Bandeira (Depto. Farmacovigilância, DNME). Em seguida, realizou-se uma mesa redonda relativa ao investimento na formação farmacêutica pré-graduada, contínua e pós-graduada em Angola:  Perspectivas de harmonização e uniformização dos planos de estudo, à luz da Resolução da AFPLP sobre o ensino farmacêutico nos PALOPs, moderado pelo Prof. Doutor Manuel Londa Vueba (ISCISA/UAN) e integrado por representante da OFP/INFARMED, da UniPiaget, UPRA, ISCISA/UAN e ISP Piaget de Benguela.

Paralelamente, decorreu um encontro de trabalho entre Sua Excelência Secretária de Estado do Ministério da Saúde e representApós o encerramento dos trabalhos do primeiro dia, decorreu a Assembleia de Farmacêuticos para o lançamento de candidaturas para o Conselho Regional de Luanda.

 

Logística farmacêutica

No dia 23 de Setembro, os trabalhos recomeçaram com o painel II da Logística farmacêutica, moderado pelo Dr. Pombal N`gonga Mayembe (DNME e Presidente do Conselho Fiscal da OFA), com os seguintes temas: Balanço das acções de reforço do Projecto SIAPS com vista à boa governança farmacêutica, pelo Dr. Lubaki João (SIAPS/MSH), Dra. Katiza Mangueira (DNME) e Dra. Juliana Carolina Pinto Ferreira (CECOMA); Erros de medicação em farmácia comunitária e hospitalar, pela Dra. Helena Guilherme (Delegada da OFA de Benguela) e Niurka Espinosa Martinez; Gestão e uso racional de medicamentos em farmácia hospitalar, pelo MSc António Pedro Cutala Zangulo (Hospital do Prenda e Vice-Presidente da OFA) e o ensino da ética, deontologia e legislação farmacêutica pela Dra. Antónia Buanga (Mestranda em RAMPS/FFUL).

 

Contrafacção de medicamentos

Seguidamente, decorreu uma Mesa Redonda relativa à Contrafacção de Medicamentos em Angola – um problema de saúde pública, moderada pelo Prof. Doutor Hélder Mota Filipe (OFP), cujos intervenientes foram representantes da DNME, Inspecção Geral da Saúde, Serviço Nacional de Investigação Criminal e Administração Geral Tributária – Serviço Nacional das Alfândegas.

Relativamente ao Painel III da Assistência farmacêutica, moderada pela Dra. Júlia Simão (Inspecção Geral da Saúde/DIF), os temas apresentados foram: Melhoria da Gestão dos Produtos do VIH nas unidades de saúde, pela Dra. Olinda da Costa (SIAPS/MSH), Custo do tratamento de pacientes com Diabetes mellitus no Hospital do Prenda pelo MSc António Pedro Cutala Zangulo (Hospital do Prenda), Eficácia e Segurança de ACTs no tratamento de casos de malária não complicada por P. falciparum em três províncias de Angola pela Dra. Claudete Samutondo (FM/UAN) e Reacção adversa medicamentosa rara pelo Dr. Félix da Costa (Hospital Militar Principal), estes dois últimos, moderados pela Dra. Ana Margarida de Almeida (Gabinete Provincial da Saúde em Luanda).

Finalmente, procedeu-se uma consulta aos profissionais farmacêuticos sobre a nova proposta de lei do código penal para análise e contribuições no que tange à saúde pública e aos profissionais de saúde, moderado pelo Dr. Boaventura Moura e apresentado pelo Dr. Lino Costa (Jurista da CECOMA/MINSA).

O evento contou com um total de mais de 500 participantes, representando 11 províncias e 20 expositores, doas quais quatro patrocinadores. A todos, a OFA muito agradece a sua presença e apoio.

 

Luanda, 23 de Setembro de 2016

 

 

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