MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Rui Moreira de Sá

Director Editorial

direccao@jornaldasaude.org

Os eventos e a vitalidade do sector da saúde

 

Neste canto do JS, pomposamente chamado editorial, já temos vindo a escrever e a comentar os inúmeros eventos – entre congressos, conferências, jornadas e workshops – que se realizam no nosso sector da saúde. Recordo-me que, em Setembro do ano passado, contabilizámos, durante um mês, uma média de três eventos científicos por semana! E opinámos a este propósito que “…dificilmente um outro sector social ou económico do país apresenta a dinâmica que o da saúde tem revelado, medido pelo número de actividades que se realizam”. Este ano, continua a ser verdade. Acabou de ter lugar a 2ª Semana da Farmácia Angolana, o I Congresso do Hospital Josina Machel e inicia-se, dentro de dias, o 3º Congresso de Ciências da Saúde da Multiperfil. Já anunciado para Janeiro de 2016 um dos eventos de referência, já na sua 11ª edição, o Congresso Internacional dos Médicos em Angola. Todos com programas científicos de excelência. Ora, isto é bom, porque de uma forma geral correm muito bem e os profissionais de saúde colhem experiências e ensinamentos destes encontros que lhes permitem fazer melhor no seu dia-a-dia, como podemos constatar nas conclusões de um inquérito recente, espelhadas nos gráficos que publicamos nesta página.

Quanto às feiras profissionais que decorrem em simultâneo – em 2013/14 foi um número exagerado, conforme aliás nos assinalou o Senhor Secretário de Estado da Saúde – o mercado já se clarificou por própria opção das empresas participantes: temos no país dois grandes Salões por ano – um em Janeiro, a Médica Hospitalar, em paralelo ao Congresso da Ordem dos Médicos, e outro em Setembro, a Expo Farma, com a Semana da Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA).

Bons eventos e boa leitura!

 

 

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ADELAIDE CARVALHO

“A adopção de estilos de vida saudáveis, como o controlo dos factores de risco (obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial, colesterol, tabagismo, má alimentação e stress) permite reduzir significativamente a incidência das doenças cardiovasculares, tanto em pessoas sãs, como nas que já tenham contraído alguma patologia. Para tal, deve-se primar na mudança de comportamentos, alterando os hábitos de vida"

JOSETH RITA DE SOUSA

 “O índice das doenças cardiovasculares está a aumentar e ultimamente acompanha o perfil epidemiológico das doenças contagiosas. Este aumento crescente deve-se ao consumo de bebidas alcoólicas, ao uso excessivo do sal, ao sedentarismo, ao tabagismo, à alimentação à base de enlatados e ao consumo de gorduras”

Workshop sobre doenças cardiovasculares.

Cuide-se pela saúde do seu coração.

 

FFrancisco Cosme dos Santos com Cláudia Pinto

 

As doenças cardiovasculares estão a aumentar em todo o mundo e constituem uma das principais causas de morte em Angola. A adopção de estilos de vida saudáveis e a aposta na prevenção através da consulta a especialistas são algumas das estratégias que permitem reverter os números.

 

As doenças cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), ceifam a vida a milhares de pessoas em todo mundo. Estima-se que sejam responsáveis por cerca 17,3 milhões de mortes por ano provendo-se uma duplicação no ano de 2030.

A celebração do Dia Mundial do Coração convidou a uma reflexão sobre a importância dos cuidados a ter com este órgão vital de forma a evitar mortes prematuras. “Muitas das mortes que fazem parte das estatísticas ocorrem antes dos 70 anos”, explicou Adelaide de Carvalho, Directora Nacional de Saúde Pública, na abertura do workshop realizado a este propósito em Luanda. O objectivo do evento foi sensibilizar e consciencializar toda a população para a prevenção de doenças cardiovasculares. Foram debatidos diferentes temas que realçam o contexto desta doença, como por exemplo, a hipertensão arterial, os cuidados a ter com pacientes que tiveram AVC, ataque cardíaco e tromboembolismo. “A adopção de estilos de vida saudáveis, como o controlo dos factores de risco (obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial, colesterol, tabagismo, má alimentação e stress) permite reduzir significativamente a incidência das doenças cardiovasculares, tanto em pessoas sãs, como nas que já tenham contraído alguma patologia. Para tal, deve-se primar na mudança de comportamentos, alterando os hábitos de vida", referiu. A responsável afirmou ainda que o país vive actualmente um contexto de transição epidemiológica, em que persistem as doenças transmissíveis e se verifica o aumento das doenças crónicas não transmissíveis, onde as doenças cardiovasculares se incluem e constituem as altas taxas de mortalidade e morbilidade. Este facto obrigou o Mistério da Saúde a incluir um subprograma no Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025 alguns projectos direccionados para a prevenção e o tratamento dessas mesmas doenças.

 

Consultar especialistas

“O índice das doenças cardiovasculares está a aumentar e ultimamente acompanha o perfil epidemiológico das doenças contagiosas”, acrescentou Joseth Rita Sousa, médica cardiologista. Este aumento crescente deve-se ao consumo de bebidas alcoólicas, ao uso excessivo do sal, ao sedentarismo, ao tabagismo, à alimentação à base de enlatados e ao consumo de gorduras.

O encontro serviu para chamar à atenção dos participantes para a prevenção das doenças cardiovasculares. Para tal, é necessário procurar um cardiologista e fazer uma vigilância regular e adequada de forma a controlar melhor a sua saúde. “O hábito de consultar regularmente especialistas que lidem regularmente com esta área da medicina é essencial para se evitarem complicações graves uma vez que muitas pessoas acabam por perder a vida por falta de conhecimento sobre a doença e por não terem apostado na prevenção destas patologias”.

 

 

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Sobre o Dia Mundial do Coração

 

Foi instituído pela Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), da qual fazem parte a Organização Mundial da Saúde e a UNESCO. A efeméride assinala-se anualmente no último domingo de Setembro. Para saudar a data, estas três organizações realizaram inúmeras actividades de sensibilização em vários países, como testes médicos, debates públicos, marchas, entre outros, alertando a população para os riscos das doenças cardiovasculares.

 

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Tratamento do cancro do estômago

 

Lúcio Lara Santos

Professor Doutor, oncologista cirúrgico

e assessor do IACC

ONCOCIR-Angola

 

O cancro gástrico é, em muitos países africanos, um problema de saúde pública, tendo em conta as taxas de incidência. No entanto, como é sabido, estas taxas são muitas vezes estimadas dado a inexistência de registos de base populacional.

 

O estudo desta patologia em Angola remonta aos anos 80. O registo de tumores do Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Américo Boavida, então dirigido pelo Prof. Carlos Lopes, revelava que o cancro do estômago era o quarto tumor mais frequente e, embora atingindo ambos os sexos, era mais frequente no sexo masculino. Os dados de uma tese de licenciatura do curso de medicina da Universidade Agostinho Neto de 1985, referente ao estudo de 187 casos consecutivos de cancro de estômago diagnosticados e tratados no mesmo hospital, foram publicados pelo IARC em 1991 permitindo a primeira caracterização desta doença após a independência. A maioria dos tumores localizavam-se ao antro gástrico, cerca de 81,4% eram tumores avançados e a taxa de ressecabilidade cirúrgica era de apenas 21,4%.

De acordo com o Director do IACC, o cancro do estômago continua a ser um tumor frequente no país. É um dos 10 tumores mais frequentes. Infelizmente, no momento do diagnóstico, a maior parte destes tumores encontram-se em estádios avançados. A taxa de mortalidade desta neoplasia maligna nesses estádios é elevada.

 

Ressecção cirúrgica

 

A ressecção cirúrgica constitui a base do tratamento do cancro do estômago e a linfadenectomia é capital para a obtenção de sobrevivências elevadas. Defendemos a linfadenectomia tipo D2 (25 ou mais gânglios removidos durante a cirurgia). Em 2001, o estudo prospectivo SWOG/Intergroup 0116 trial, mostrou que o tratamento pós-operatório de quimioterapia e radioterapia (5 Fu/leucoverina antes, durante e após a radioterapia – 45Gy/25 fracções) teve impacto significativo na sobrevivência média e sobrevivência livre de doença, quando comparado com a cirurgia isolada. A linfadenectomia na maioria dos casos desse estudo era insuficiente (<15 gânglios tinham sido removidos). Demonstraram que a terapêutica adjuvante nesses doentes associa-se a um aumento da sobrevivência global.

 

Devem ser considerados candidatos a tratamento adjuvante de quimioterapia e radioterapia os doentes com amostragem ganglionar <15 gânglios e os doentes com cirurgia R1, com ECOG <2 e idade <70 anos

 

Quimioterapia peri-operatória

 

Na Europa, estudos de fase II revelaram aumento da sobrevivência global com a quimioterapia peri-operatória e sem aumento da morbilidade. Os estudos de fase III confirmaram essa vantagem. No estudo MAGIC, realizado no Reino Unido, foram aliatorizados doentes em dois ramos: três ciclos de quimioterapia pré-operatória (esquema ECF), seguidos de cirurgia (250 doentes) versus cirurgia apenas (253 doentes). O grupo de doentes tratados com quimioterapia teve uma sobrevivência global superior (HR para a morte = 0.75; IC 95%: 0.60 – 0.93, p=0.009), com taxas de sobrevivência aos 5 anos de 36% versus 23%. O estudo FNLCC ACCORD 07/FFCD aliatorizou 224 doentes em dois ramos: 2 ciclos de quimioterapia pré-operatória (CF) seguidos de cirurgia e 4 ciclos do mesmo esquema de quimioterapia no pós-operatório (caso existisse resposta antes da cirurgia), versus cirurgia isolada. Constatou-se um aumento da sobrevivência aos 5 anos com a associação da quimioterapia: 38% versus 24% (HR = 0.69; IC 95%: 0.5 – 0.95, p=0.021). A taxa de ressecção curativa também foi superior nesse ramo. Um outro grupo europeu (SAKK) apresentou dados demonstrando que a quimioterapia pré-operatória (contendo Docetaxel) é melhor tolerada que a quimioterapia pós-operatória.

A quimioterapia paliativa determinou melhor qualidade de vida e sobrevivência global quando comparada com o melhor tratamento de suporte.

 

Esquema recomendado

 

Um estudo de fase III recente (V325), em que 445 doentes com cancro gástrico avançado foram aleatorizado em dois ramos de tratamento (DCF – Docetaxel, Cisplatina, 5-Fluorouracilo versus CF), revelou que o tempo para a progressão foi significativamente superior no primeiro ramo (5.6 meses versus 3,7 meses). A taxa de sobrevivência aos dois anos foi o dobro (18% versus 9%), e a sobrevivência mediana estatisticamente superior (9.2 meses versus 8.6 meses, p=0.02) (71). Actualmente, este é o esquema recomendado em doentes com bom estado geral.

A Capecitabina é uma fluoropirimidina oral, cuja eficácia em substituição do 5-FU foi avaliada em dois estudos de fase III (REAL-2 e ML 17032). O estudo REAL-2 comparou a Capecitabina com o 5-FU e a Oxaliplatina com a Cisplatina. O estudo incluiu 1003 doentes em 4 ramos: ECF versus EOF versus ECX versus EOX. Com um seguimento mediano de 17,1 meses não se verificaram diferenças significativas entre os 4 ramos em termos de taxas de resposta: 41% versus 42% versus 46% versus 48%. Porém o estudo Japonês ML 17032 comparou a associação Capecitabina / Cisplatina versus 5-FU / Cisplatina, tendo mostrado no primeiro ramo uma taxa de resposta superior (41% versus 29%), assim como uma sobrevivência mais elevada (10.5 meses versus 9.3 meses). Estes achados sugerem que a Capecitabina (um medicamento oral) não é inferior ao 5-Fluorouracilo, e que a Oxaliplatina não é inferior à Cisplatina (que tem efeitos adversos renais).

Novos medicamentos estão a emergir dado o conhecimento molecular do cancro gástrico e dos medicamentos que modulam a resposta imunitária.

O conhecimento de todos estes estudos foi fundamental para o desenho do Guia de Tratamento do cancro gástrico, que poderá ser útil entre nós, realizado pelo Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD). Todos os profissionais de saúde podem ter acesso no seu portal (www. gicd.pt).

 

 

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Acabar com o estigma e promover a dignidade das pessoas com doença mental

 

Francisco Cosme dos Santos com Cláudia Pinto

 

“Dignidade em Saúde Mental” foi o lema do workshop realizado pelo MINSA a propósito do Dia Mundial de Saúde Mental comemorado este mês. Os preconceitos, estigma e discriminação, os benefícios do acompanhamento biospsicosocial para o paciente e a capacitação de profissionais foram alguns dos temasdebatidos.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da população mundial sofre de distúrbios mentais, o que representa aproximadamente, 700 milhões de pessoas. De entre estas, 250 milhões de pessoas têm depressão, independentemente da posição social. “A maioria vive em países não desenvolvidos com menos de um psiquiatra disponível por cada 100 mil habitantes”, referiu na ocasião o ministro da Saúde, José Van-Dúnem. Há que compreender as pessoas com doença mental de forma a viverem com maior dignidade e a sentirem os seus direitos preservados. “As instituições do Estado, o Sistema Nacional da Saúde e as famílias destes doentes devem trabalhar nesse sentido”, afirmou. As doenças mentais são muito prevalentes em Angola devido ao uso de drogas, ao alcoolismo, ao stress pós traumático, à depressão, à esquizofrenia, aos transtornos mentais e aos conflitos sociais e conjugais. “A maioria destes casos não tem sido tratada com a devida antecedência devido à falta de informação e ao estigma associado às patologias do foro mental. Por outro lado, existe a indisponibilidade dos serviços de saúde em tratar estas doenças bem como de especialistas treinados para o seu acompanhamento”, alertou. A depressão diminui a capacidade das pessoas lidarem contra os conflitos diários, propicia a ruptura familiar, a interrupção da escolaridade e leva à perda de emprego. “Tanto nos locais de trabalho, como nas unidades hospitalares, na comunidade e em casa, deve-se falar abertamente sobre os problemas de saúde mental, para que sejamos promotores de estilos de vida e de comportamentos que nos ajudem a viver com menos stress. Há que estimular hábitos de leitura, exercício físico, ocupação dos tempos livres com actividades lúdicas que proporcionam o convívio social, combater alcoolismo e as drogas.

 

Facilitar o acesso ao tratamento

 

Em 2012, o Ministério da Saúde, fez uma avaliação em todo o território nacional com o objectivo de melhorar a assistência destas doenças e garantir a dignidade que o doente mental merece. Com base nessa avaliação, foram organizados os serviços em Benguela, Cabinda, Huambo, Huíla, Malange e Luanda numa primeira fase onde foram integrados serviços de saúde mental, em 37 unidades de todo país, culminando com a formação de vários profissionais, enfermeiros e médicos com habilidades deste domínio e a inauguração de normas e protocolos de actuação.

 

Pacientes estigmatizados

 

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Angola, Hernando Agudelo, afirmou que “a comemoração do Dia Mundial da Saúde Mental pretende chamar à atenção para a preservação da dignidade da vida humana”. Em África, uma em cada seis pessoas sofre de algum tipo de transtorno mental. Muitos desses pacientes são estigmatizados neste continente mas também em todo o mundo, sendo muitas vezes, privados de alimentação e condições de higiene. “Tais actos são absolutamente condenáveis por atentarem contra a vida humana”, reforçou. A OMS reconhece os esforços empreendidos pelos países africanos pela implementação de medidas que consciencializam todos os angolanos sobre os problemas da saúde mental como garantia de permitir o fácil acesso aos serviços no Sistema Nacional de Saúde.

 

Reorganização dos serviços

 

Massoxi Vigário, coordenadora do Programa Nacional de Saúde Mental, adiantou que estão a ser reorganizados serviços para acompanhar os problemas do país a este nível. “Graças ao trabalho intensivo que tem sido desenvolvido foi possível atender nas consultas cerca de 10.800 pessoas”. No ano de 2014, houve uma incidência de patologias, “destacando-se a esquizofrenia, seguida dos transtornos por consumo abusivo de álcool e outras drogas, transtornos orgânicos que causam malária, e por último, mas não menos importante, as depressões”. Em 2015, têm sido observadas mudanças, quer no aumento da procura como da oferta de serviços, ainda que os resultados estejam muito aquém dos preconizados devido à existência de discriminação e estigma no seio das comunidades. A rede de serviços de saúde mental permitiu implementar a integração de serviços dentro dos hospitais, facilitando o acesso, para que todas as pessoas possam usufruir de cuidados de saúde que outrora não eram facultados sobretudo pelas longas distâncias em que se encontravam estas unidades. “Estão a ser desenvolvidos vários trabalhos no sentido de dar mais atenção à divulgação das doenças mentais”, afirmou a responsável. Actualmente, em seis províncias, estão a ser reorganizados dados estatísticos de há um ano para cá, com o objectivo de informar a população sobre o contexto que envolve as doenças mentais, não considerando apenas o total de consultas e o número de casos, mas também a realização de palestras e eventos de capacitação de profissionais da área de saúde e não só.

 

 

 

 

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No 3º Congresso de Ciências da Saúde.

Multiperfil mostra cirurgia robótica por videoconferência

 

Francisco Cosme dos Santos

 

Os participantes do 3º Congresso de Ciências da Saúde terão a oportunidade de assistir, por videoconferência, a uma operação a um cancro na próstata realizada por um robô-cirurgião, assistida por um médico norte-americano especialista neste sistema.

 

n De acordo com o PCA da Multiperfil, e presidente do Congresso, Manuel Filipe Dias dos Santos, “esta será uma das novidades do evento que contará também com a realização de 65 cursos pré-congresso, o 3º Simpósio de Enfermagem, o 3º Simpósio de Anemia Falciforme, um workshop sobre sinistralidade rodoviária e o 1° Simpósio de Fisioterapia”. Este último realiza-se “porque temos tido uma enorme procura de formação nesta área que ajuda na reabilitação e diminuição do tempo de internamento dos pacientes, bem como na redução de muitas sequelas provenientes de algumas patologias, como os acidentes vasculares cerebrais e outras resultantes de traumas”. Trata-se de um “congresso de grande vulto e magnitude porque serão abordados temas da maior preocupação para a saúde em Angola”, afirmou.

“A hipertensão arterial – igualmente objecto de uma outra videoconferência a partir da Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo –, o politrauma, as infecções, entre as quais o VIH, malária, e todas as outras patologias que nos afectam e inquietam todos os profissionais quando procuram as melhores soluções para conter o sofrimento dos pacientes nos hospitais do país, e os seus familiares, estarão em debate nas conferências”, adiantou.

 

Formação contínua

Segundo Dias dos Santos, em 2016, a clínica Multiperfil vai continuar a melhorar a qualidade da prestação dos serviços, nomeadamente através de maior capacitação dos seus profissionais através dos cursos que serão ministrados no seu centro de formação. “Formação contínua, especializações dos técnicos de enfermagem e enfermeiros, internato médico, para que melhorem os serviços para o bem dos angolanos, não só na nossa unidade hospitalar, mas em todo território nacional”, concluiu.

O 3º Congresso realiza-se de 3 a 6 de Novembro, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda. A Clínica Multiperfil foi inaugurada em Novembro de 2002 e possui estatuto de instituto público, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

 

 

 

 

 

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ANTÓNIO AZEVEDO

 “Os serviços não se restringem à entrega de equipamentos e descartáveis. Uma equipe especialmente treinada e capacitada instala e instrui pacientes, familiares e cuidadores como utilizar os equipamentos e obter os melhores resultados do tratamento prescrito”

As redes de produção e distribuição de fluidos ou gases medicinais são dispositivos médicos que têm como finalidade o transporte de gases medicinais, desde as centrais até às tomadas

 

Novera vai prestar serviços de terapia respiratória ao domicílio

 

Francisco Cosme dos Santos com Cláudia Pinto

 

Com mais de duas décadas de actividade, a Novera prepara-se para lançar este ano o serviço de terapia respiratória ao domicílio. Por outro lado, na área das redes de distribuição de gases medicinais “ao apostar na qualidade dos materiais e equipamentos que distribui e comercializa, os serviços da empresa permitem, para além da redução de custos, melhorar as condições de saúde dos doentes e optimizar o espaço nos hospitais”, de acordo com o seu director-geral, António Azevedo.

 

“Esperamos lançar este ano novos serviços de terapia respiratória domiciliária pós internamento que estão a ser desenvolvidos pela empresa e têm sido uma referência em outros países. Permitirão que os pacientes tenham cuidados de saúde no interior de suas casas mediante indicação médica, em vez de permanecerem no hospital”, adiantou o responsável desta empresa especializada em engenharia hospitalar. Os serviços não se restringem à entrega de equipamentos e descartáveis. Uma equipe especialmente treinada e capacitada instala e instrui pacientes, familiares e cuidadores como utilizar os equipamentos e obter os melhores resultados do tratamento prescrito.

“A recuperação dos pacientes num ambiente familiar é muito benéfica. A terapia ao domicílio pode ser um factor catalisador para a rápida melhoria dos doentes e impossibilitará, em simultâneo, que venham a contrair várias infecções nosocomiais nos hospitais”. Por outro lado, estas terapias diminuem custos, tanto para o Estado, como para pacientes e hospitais. “A implementação dos serviços representa um grande passo para a empresa que irá reflectir-se na saúde pública. A instalação e os equipamentos devem ser projectados tendo em atenção os aspectos de segurança, impacto ambiental e o uso racional da energia”, afirmou António Azevedo.

 

Redes de distribuição de fluidos e gases

A empresa encontra-se preparada para fornecer vários equipamentos de qualidade para a área das redes de distribuição de gases medicinais e terapia respiratória em hospitais e outras unidades de saúde, como concentradores de oxigénio, balões de oxigénio, ventiladores mecânicos, aerossóis, nebulizadores, CPAPS, BIPOPS, oxímetros, aspiradores de secreções, glucómetros, esfigmomanómetros, máscaras, cânulas e circuitos respiratórios, oxigenoterapia, ventiloterapia, aerossolterapia e sucção.

As redes de produção e distribuição de fluidos ou gases medicinais são dispositivos médicos que têm como finalidade o transporte de gases medicinais, desde as centrais até às tomadas. O vácuo medicinal utilizado para aspiração de fluidos corporais surgiu para optimizar a utilização dos gases em ambientes hospitalares em redes centralizadas. Estas redes evitam a circulação de garrafas de gases nos corredores, no interior dos blocos e outras áreas afectas aos hospitais. “As centrais de gases que temos montado no país são provenientes da Alemanha e Portugal, salvo o oxigénio que é adquirido nos Estados Unidos da América. A maior parte dos gases que utilizamos nas unidades hospitalares são produzidos pelas centrais de produção de gases medicinais dos próprios hospitais, excepto o protóxido de azoto (N2O) por se tratar de um gás que é feito com a composição química de nitrato de amónio que não se pode fazer numa rampa de gás”.

Defendendo a fiscalização nas obras de grande e pequeno porte, o responsável indica que é fundamental denunciar todas as empresas que primam pela ilegalidade. Algumas das dificuldades têm sido ultrapassadas com a formação de quadros em Angola e França, possibilitando a sua qualificação para estarem a altura de servirem o grupo e o público, com a excelência e a qualidade exigida, o que nos distingue da concorrência. “Actualmente, a Novera revê-se na assistência personalizada, disponibilidade permanente, qualidade garantida, encontrando-se a um nível bastante aceitável”, afirmou.

 

Filial em Cabinda

No que respeita a projectos futuros, a empresa prepara a instalação de uma filial em Cabinda, no segundo trimestre do próximo ano e a contratação de um técnico estrangeiro para acompanhar e auxiliar a formação de alguns técnicos da empresa, devido aos grandes avanços tecnológicos que exigem uma maior complexidade.

Actualmente, dispõe de 23 trabalhadores nacionais, nove dos quais estão integrados na categoria técnica. A empresa tem três filiais situadas em Luanda e Lubango “para responder às necessidades das províncias do centro e sul de Angola”, concluiu.

 

 

 

 

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MANUEL DUARTE VARELA

“Manter as mãos sempre limpas é uma das maneiras mais simples e eficientes de evitar doenças infecciosas, transmitidas por bactérias, vírus ou fungos”

Manuel Duarte Varela.

Lavar as mãos com sabão evita doenças

 

O director provincial da saúde do Cuanza Norte, Manuel Duarte Varela, defendeu este mês, em Ndalatando, a lavagem das mãos com água e sabão como acto muito importante, sendo uma forma de evitar doenças diarreicas, infecções respiratórias e outras que provocam a morte de muitas crianças menores de cinco anos.

 

 À margem do acto que assinalou a passagem do 15 de Outubro, dia mundialmente consagrado à lavagem das mãos com água e sabão, o médico indicou que o simples acto de lavar as mãos na escola, no local de trabalho ou em casa pode mudar esta situação alarmante, por tratar-se também de um aspecto cívico e moral da componente higiene e saúde, informou a Angop.

Mais de mil alunos da escola primária de Catome de Baixo, em representação das crianças dos dez municípios da província, participaram do acto de lavagem das mãos, sob a égide da Direcção Provincial da Educação.

“Manter as mãos sempre limpas é uma das maneiras mais simples e eficientes de evitar doenças infecciosas, transmitidas por bactérias, vírus ou fungos”, aconselhou Manuel Varela.

Apelou aos professores e encarregados de educação a incentivarem as crianças à prática de lavar as mãos com água e sabão, facto que também concorre em manter sempre a escola e a casa limpa, bem como consciencializar a população de que o acto de lavar as mãos pode salvar vidas.

A cerimónia decorreu sob o lema “Levante a sua mão para a higiene”  e foi orientado pelo vice-governador da província para o sector técnico e infraestruturas, Ernesto Erlindo Lidador.

O evento contou ainda com a participação de membros do conselho consultivo da direcção provincial da Educação, professores, directores de escolas primárias de Cazengo, município sede da província, pais e encarregados de educação.

O Dia Mundial de Lavagem das Mãos com Água e Sabão foi instituído em 2008 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e visa chamar a atenção para o hábito de lavagem das mãos e aumentar a consciencialização sobre os benefícios da lavagem das mãos com detergentes.

 

 

 

 

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Hospital de Ambaca conta com incineradora de lixo e central de esterilização

 

O hospital municipal de Ambaca, no Cuanza Norte, tem actualmente já em funcionamento a incineradora de lixo hospitalar e a central de esterilização.

 

De acordo com o director geral da instituição, Caetano José Miguel, os equipamentos estavam inoperantes desde a entrada em funcionamento do hospital, em 2013, na medida em que apresentavam dificuldades técnicas que só foram solucionadas em finais de Setembro transacto, de acordo com a Angop.

O médico disse que a entrada em funcionamento daqueles equipamentos representa uma mais-valia para a unidade sanitária, em particular, e para o município em geral, pois a incineradora permitirá que o lixo hospitalar seja seguramente destruído e a central de esterilização dispõe de um aparelho próprio para esterilizar os utensílios hospitalares.

Esclareceu que, anteriormente, o lixo era queimado ao relento, facto que manifestamente representava um atentado à saúde pública, aclarando ainda que tais meios funcionam já desde o dia 28 de Setembro.

Revelou, por outro lado, que todo lixo hospitalar produzido pelos postos e centros médicos do município passa a ser destruído na incineradora, para garantir segurança na sua eliminação e evitar o tratamento inadequado que pode colocar em risco as comunidades.

“Isto significa que os centros e os postos médicos não vão poder mais tratar do lixo pois o mau encaminhamento do mesmo pode colocar em risco milhares de vidas”, disse, acrescentando que serão acionados meios próprios para o transporte do lixo das sedes comunais até Camabatela, capital municipal.

Avançou ainda que sem a central de esterilização o hospital tinha a sua actividade amputada no tocante à esterilização de instrumentos, sobretudo os de fórum cirúrgico, na medida em que o processo de esterilização era feito através de outros utensílios não vocacionados para o efeito.

Com a entrada em funcionamento da incineradora e da central de esterilização o hospital municipal de Ambaca vê o seu potencial técnico a funcionar em quase cem por cento, garantiu.

 

Capacidade de internamento

A unidade hospitalar, inaugurada em Dezembro de 2012, ocupa uma área de 22,5 mil metros quadrados e conta com uma capacidade de internamento de 75 camas. Está dividida em 10 blocos que compreendem as áreas administrativa, de consultas externas, banco de urgência, farmácias, laboratórios, bloco operatório e salas de partos, entre outros serviços.

Dispõe ainda de uma lavandaria, cozinha industrial, refeitório, morgue com capacidade para a conservação de seis cadáveres, para além de sala de autópsias. As áreas de hemoterapia e de exames radiológicos são outros dos serviços aí prestados.

O hospital está dotado de uma zona residencial com 16 habitações destinadas a acomodar os médicos e os gestores da instituição. Para além da população da província do Cuanza Norte, a unidade presta também assistência a cidadãos do Uíge e de Malanje.

A unidade sanitária localiza-se na vila de Camabatela, sede do município de Ambaca, 180 quilómetros a nordeste de Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte.

 

 

 

 

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Das 167 mil crianças imunizadas, cerca de 79,2 mil dos seis meses aos cinco anos de idade beneficiaram também de vitamina A

Vacinação contra a pólio imunizou 167 mil crianças

 

A segunda fase da campanha de vacinação contra a pólio imunizou, este mês, cerca de 167 mil crianças no Cuanza Norte. De acordo o supervisor provincial de promoção da saúde, Alfredo da Conceição Caetano, deste total, cerca de 79,2 mil crianças dos seis meses aos cinco anos de idade beneficiaram também de vitamina A.

Para a campanha estiveram mobilizados 984 técnicos, subdivididos em 230 equipas, sendo 458 vacinadores, 66 supervisores e 230 mobilizadores.

Adiantou que para a o êxito do programa foram preparadas 106 mil doses de vacina da poliomielite e 90 mil cápsulas de vitamina A, que foram distribuídas aos dez municípios da província.

Alfredo Caetano exortou os pais e os encarregados de edução a levarem as crianças aos postos criados para a vacinação ou apresentarem-nas durante a passagem dos vacinadores.

 

 

 

 

 

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HENRIQUE LOPES SILVESTRE

 “A província dispõe de 24 médicos nacionais, 115 médicos expatriados, 1.586 enfermeiros, 340 técnicos de diagnóstico e terapêutica, 625 administrativos e 353 auxiliares de apoio hospitalar, num total de 3 043 efectivos”

Na feira foram efectuados 629 testes de  malária, VIH/Sida, glicémia e doença do sono. Nos 214 testes de malária identificaram-se 24 positivos. Nos 124 testes de VIH  detectou-se um positivo e nos 126 testes de glicémia encontraram-se dez positivos. Os 200 testes de doença do sono não revelaram casos positivos.

Feira da Saúde destaca potencialidades do sector em Quibala

 

Casimiro José

Correspondente no Cuanza Sul

Texto e fotografias

 

A primeira feira provincial da saúde permitiu aos milhares de visitantes realizar exames de diagnóstico e consultas de especialidade. Foram também sensibilizados para a prevenção de doenças transmitidas sexualmente. No decorrer do certame, os participantes tiveram ainda acesso a informação sobre a evolução do sector da saúde na província, os desafios presentes e futuros.

 

A Direcção Provincial de Saúde do Cuanza Sul realizou, na vila da Quibala, em Setembro, uma feira da saúde que, entre outros objectivos, patenteou as potencialidades do sector.

O certame, que juntou especialistas do ramo da saúde dos doze municípios da província, foi marcado por actividades de assistência médica e medicamentosa às populações, pela demonstração do potencial do sector nos domínios das infraestruturas e equipamentos, bem como na análise dos desafios actuais e futuros.

Durante dois dias, especialistas do sector puseram à prova os seus conhecimentos. “Procurámos juntar especialistas num mesmo espaço para partilharmos experiências sobre o modo de actuação nas distintas circunscrições municipais da província”, afirmou Henrique Lopes Silvestre, chefe de departamento de gestão dos recursos humanos da direcção provincial da saúde e coordenador da feira, em entrevista ao JS.

No certame, os visitantes tiveram também a oportunidade de efectuar consultas de especialidade e fazer testes à malária e ao VIH / Sida. “Foram identificadas muitas patologias através dos testes de diagnósticos realizados”. Foi efectuado “um total de 629 testes de  malária, VIH/Sida, glicémia e doença do sono. Nos 214 testes de malária identificaram-se 24 positivos. Nos 124 testes de VIH  detectou-se um positivo. Nos 126 testes de glicémia encontraram-se dez positivos. Por fim, efectuaram-se 200 testes de doença do sono sem nenhum caso positivo detectado”.

Henrique Lopes Silvestre apontou a malária e as doenças diarreicas agudas como as que foram mais diagnosticadas na região nestes dois dias de evento.

 

Evolução crescente

dos recursos humanos

Durante a feira divulgaram-se os resultados de um estudo comparativo sobre a situação sanitária na província do Cuanza Sul. De acordo com o coordenador do evento, observa-se uma evolução satisfatória do sector. Antes da independência, o Cuanza Sul dispunha de 822 efectivos, entre médicos, enfermeiros básicos, práticos e promotores da saúde. Após a independência registou-se um crescimento notável. Actualmente dispõe de 24 médicos nacionais, 115 médicos expatriados, 1.586 enfermeiros, 340 técnicos de diagnóstico e terapêutica, 625 administrativos e 353 efectivos de apoio hospitalar, num total de 3.043 efectivos. Em termos de infraestruturas e equipamentos, Henrique Silvestre adiantou que a província possui uma rede sanitária com 245 unidades sanitárias, sendo dois hospitais provinciais de referência, 13 hospitais municipais, 31 centros de saúde e 194 postos de saúde.

No acto de encerramento da feira, o Director Provincial da Saúde,   Abreu Undongo, referiu que ”todos os anos são construídas novas infra-estruturas sanitárias em diversas localidades da província com o propósito de aproximar os serviços de saúde às populações, destacando-se a assistência materno-infantil para a redução da morbi-mortalidade infantil”.

Abreu Undongo salientou que o sector da saúde acompanha a evolução demográfica sendo cada vez mais necessárias outras unidades sanitárias e o respectivo alargamento dos serviços. “Cada vez mais temos a obrigação de acompanhar a explosão demográfica, construindo unidades sanitárias onde há necessidade, sendo este um compromisso permanente”.

 

 

 

 

 

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International SOS abre centro médico

 

São muitos os serviços e as consultas disponibilizados no novo centro médico pertencente ao grupo International SOS recentemente inaugurado.

 

“Cada momento em que me associo a eventos que visam trazer serviços para o ramo de saúde em Angola é um motivo de muita satisfação porque vem demonstrar a vitalidade do sector. Os angolanos vão beneficiar de mais um serviço que irá aumentar a concorrência, mas ampliar a oferta”, afirmou o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, no acto inaugural do novo centro médico da Internacional SOS em Talatona.

O centro vai oferecer diversos serviços de saúde, como por exemplo, o rastreio pré emprego/aptidão física, exames clínicos periódicos e pós doença, exames médicos certificados pela United Kingdom Oil&Gas, consultas de clínica geral, ginecologia e pediatria, vacinação infantil e de adultos, exames de diagnóstico com laboratório e radiologia, entre outros.

O director do centro médico Internacional SOS, Francisco Teixeira Homem, adiantou que “o centro está aberto para as empresas que queiram garantir cuidados de saúde de qualidade aos seus trabalhadores através de uma gama de serviços acima da média”.

Esta nova clínica conta com três consultórios, um laboratório, sala privada de isolamento, esterilização, colheitas, sala de repouso do pessoal, observação, radiologia, procedimentos, triagem, radiologia, e serviço de emergências para estabilização de pacientes bem como evacuação médica por via de meios aéreos, se necessário, para o exterior dependendo do destino preferencial do cliente. Disponível 24 sobre 24 horas todos os dias da semana, conta com uma equipa de 15 profissionais, dos quais 70% nacionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e Raio-X, especialistas.

 

 

 

 

 

 

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Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Secretário de Estado dos Desportos, Albino da Conceição José.

“O apoio aos atletas paralímpicos tem um forte conteúdo inclusivo”

 

“ A aposta nos atletas paralímpicos transcende a mera actividade desportiva e tem um forte conteúdo inclusivo, porque estes homens e mulheres são referência na sociedade e as suas conquistas elevam a auto-estima de todos os portadores de deficiência”. A afirmação é do Secretário de Estado para os Desportos, Albino da Conceição José, na cerimónia de lançamento da campanha de preparação dos atletas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, no dia 25 de Setembro de 2015, no Palmeiras Clube, em Luanda. O governante agradeceu à BP Angola “por manter a sua palavra e continuar a parceria” e augurou um êxito que “dignifique o nome do País”.

 

Já só faltam 249 dias

Para o Presidente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), Leonel da Rocha Pinto, “este é mais um momento histórico para o Comité Paralímpico Angolano, no âmbito da nossa parceria com a BP Angola, quando faltam exactamente 249 dias para o início dos Jogos Paralímpicos em 2016, no Rio de Janeiro. O responsável lembrou ainda a “primeira aparição da selecção angolana, em 1996, nos Jogos de Atlanta e o percurso de sucesso que se seguiu na Austrália, Grécia, China e Reino Unido”. Mas “temos de trabalhar arduamente para termos os nossos atletas no pódio”, advertiu.

Juntos seremos

campeões

Por sua vez, o Presidente Regional da BP Angola, Darryl Willis, garantiu que “o espírito de equipa, a coragem e a determinação que os atletas paralímpicos demonstram  estão também patentes nos valores colectivos da BP. Acreditamos no desporto paralímpico como um factor de inclusão social, desenvolvimento humano e unidade nacional”, declarou.

Darryl Willis reafirmou o apoio da BP ao Comité Paralímpico Angolano e aos atletas “certos de que, em breve, iremos brindar com mais alegria e, claro, muitas medalhas, pelo que juntos seremos campeões”, finalizou.

O Director de Comunicação e Relações Externas da BP Angola, António Vueba, chamou de seguida os atletas um a um que foram longamente ovacionados. Entre estes, estavam presentes os paralímpicos “Embaixadores da BP Angola”, José Sayovo, Esperança Gicasso, Octávio dos Santos, Joaquim Manuel e Maria Gomes da Silva.

Na cerimónia, a que se seguiu um cocktail, esteve ainda presente a Vice-Presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, deputados e dirigentes desportivos. Foi lida uma mensagem de incentivo enviada pela Presidente da Assembleia-geral do CPA, Fátima Jardim, que se encontrava no exterior do país.

 

 

O que são os Paralímpicos?

 

Os jogos Paralímpicos são o maior evento desportivo mundial envolvendo pessoas portadoras de deficiência. Incluem atletas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de deficientes mentais. Realizados pela primeira vez em 1960 em Roma, Itália, têm a sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições desportivas para deficientes físicos, como forma de reabilitar militares feridos na 2ª Guerra Mundial.

O sucesso das primeiras competições proporcionou um rápido crescimento ao movimento paralímpico, que, em 1976, já contava com quarenta países. Neste mesmo ano foi realizada a primeira edição dos Jogos de Inverno, levando a mais pessoas deficientes a possibilidade de praticar desportos em alto nível. Os Jogos de Barcelona, em 1992, representam um marco para o evento, já que pela primeira vez os comitês organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos trabalharam juntos. O apoio do Comitê Olímpico Internacional após os Jogos de Seul, em 1988 proporcionou a fundação, em 1989, do Comitê Paralímpico Internacional. Desde então os dois órgãos desenvolvem ações conjuntas visando ao desenvolvimento do desporto para deficientes.

Vinte e sete modalidades compõem o programa dos Jogos Paralímpicos, sendo que vinte e cinco já foram disputadas e duas irão estrear na edição de 2016 dos Jogos. Além de modalidades adaptadas, como atletismo, natação, basquetebol, ténis de mesa, esqui alpino e curling, há desportos disputados exclusivamente por deficientes, como bocha, goalball e futebol de cinco.

José Sayovo foi o primeiro paralímpico angolano a ganhar três medalhas de ouro, nos 100, 200 e 400 metros, nas olimpíadas de Atenas. Mantendo as vitórias ao longo do tempo, conquistou a medalha de ouro nos 400 metros, em Londres 2012.

 

 

 

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A educação alimentar deve começar em

casa. Alimentos como carne e peixe devem ser convenientemente cozidos; os produtos alimentares devem ser lavados em água

corrente com lixívia ou vinagre e as frutas devem ser devidamente desinfectadas

Como melhorar a sua saúde através da alimentação

 

Francisco Cosme dos Santos com Cláudia Pinto

 

Uma alimentação adequada é essencial para ter saúde. Para isso, a escolha dos alimentos é fundamental bem como alguns cuidados que permitem evitar contaminações e infecções. Conselhos úteis para levar em consideração dia a dia.

 

No passado dia 16 de Outubro comemorou-se o Dia Mundial da Alimentação, e para assinalar a data, a Clínica Luanda Medical Center, realizou um workshop com vários temas ligados à alimentação e nutrição destinado a jornalistas e a outros profissionais do saber. A nutricionista Maria Martins adiantou na ocasião que “a comemoração deste dia é extremamente importante para todos os povos do mundo, porque possibilita a reflexão sobre tudo que está acontecer no planeta sobre a situação alimentar principalmente Angola que é um país em vias de desenvolvimento”. As diferenças existentes entre os vários países são provocadas por distúrbios relacionados com a alimentação e obrigam Angola a adoptar políticas sociais e de protecção na agricultura e a uma maior reeducação alimentar das populações, para o maior controlo desta epidemia com grande incidência no país, como é o caso da obesidade, para se reduzir as altas taxas de evolução desta doença no seio das populações”.

 

Combater a obesidade

 

Deve prestar-se atenção à obesidade que afecta cada vez mais pessoas. “A doença incide sobre as pessoas com uma situação económica mais estável, por se alimentarem desregradamente ou de forma não balanceada. Por outro lado, é importante ainda ser solidário com os indivíduos que, por falta de alimentação, morrem de fome devido à impossibilidade de obtenção dos alimentos”. Angola necessita da criação de um sector que se encarregue da situação alimentar do país. “Existem inúmeros estabelecimentos comerciais que não têm qualquer legislação sobre a segurança alimentar e não cumprem com as normas exigidas”, alerta a nutricionista. Defende ainda a elaboração e a existência de políticas que estabeleçam regras “para evitar a maior probabilidade de serem adquiridas várias doenças relacionadas com a intoxicação alimentar, como a febre tifóide, e outras devido à insegurança alimentar. Deve manter-se o controlo rigoroso dos estabelecimentos comerciais e acabar com a venda dos produtos alimentares na rua para se evitar as doenças provenientes da má higienização dos alimentos que facilitam a existência de microrganismos e outras substâncias nocivas para a saúde, que podem causar infecções alimentares”.

 

Saiba escolher os alimentos

 

A educação alimentar deve começar em casa. Alimentos como carne e peixe devem ser convenientemente cozidos; os produtos alimentares devem ser lavados em água corrente com lixívia ou vinagre e as frutas devem ser devidamente desinfectadas. “Não comer saladas cruas, não beber água da torneira e não consumir produtos sobretudo se não se tiver a certeza de que foram cumpridos os parâmetros de segurança”, aconselha Maria Martins. Para uma alimentação saudável, recomenda-se a aquisição de produtos do campo, como a beterraba, a batata-doce, os ovos, a farinha, a mandioca e a kizaca porque contêm ferro. “Chamo à atenção para o facto de a primeira refeição do dia ser a mais importante. Não saia de casa sem fazer esta refeição, faça cinco a seis refeições por dia, coma de três em três horas em pequenas quantidades porque quando alguém permanece muito tempo sem se alimentar, no momento em que come, o seu organismo absorve uma maior quantidade do alimento ingerido. Posteriormente, esse mesmo alimento transforma-se em gordura, acabando por esta atitude ser prejudicial à saúde”.

 

 

 

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Sobre o Dia Mundial da Alimentação

 

Esta data simboliza o dia da fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 1945, em Québec, no Canadá. O dia Mundial da Alimentação, comemorado todos os anos a 16 de Outubro, foi estabelecido em Novembro de 1979, pelos países membros da 20ª Conferência da FAO e teve início em 1981. Este ano, o tema escolhido foi a protecção social e agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural.

O objectivo da comemoração desta data é alertar a população para a importância da segurança alimentar para se garantir uma alimentação adequada e o combate a fome indicando as acções necessárias para que a alimentação saudável seja acessível a todos. A efeméride já é reconhecida em mais de 150 países e é fundamental para informar e consciencializar a opinião pública quanto às questões relacionadas com a nutrição e a alimentação em todo mundo destacando o combate à fome que atinge diversas populações.

O tema deste ano teve como objectivo chamar à atenção para a produção agrícola em todos os países, estimulando a cooperação económica e promovendo o sentimento de solidariedade nacional e internacional na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza.

 

 

 

 

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Alimentação: mitos e factos

 

Luanda Medical Center

 

A alimentação é um tema que gera sempre muita controvérsia. Há muitas filosofias acerca de alimentação com ideias que são incutidas desde o nascimento até à idade adulta e que permanecem enraízadas na sociedade. Fique a conhecer alguns desses mitos e controvérsias, com todas as justificações baseadas na ciência e nos estudos feitos pela medicina e nutrição até o momento.

 

Mito

“Frutos gordos são muito calóricos por isso não devemos consumi-los.”

É verdade que os frutos gordos como o próprio nome indica contêm muita gordura, mas é uma gordura boa. Pesquisas recentes sugerem que a ingestão de frutos gordos como nozes, amêndoas, ginguba como parte de uma dieta saudável pode ajudá-lo a perder peso. Os investigadores acreditam que a gordura presente nos frutos gordos ajuda as pessoas a sentirem-se saciadas e a proteína ajuda a libertar uma hormona que tem o efeito de reduzir o apetite. Além disso são uma excelente fonte de fibras e fornecem muitos nutrientes como vitamina E, magnésio, folato e cobre. Por isso, em quantidade reduzida e no âmbito de uma alimentação variada podemos e devemos consumi-los.

 

Mito

“Beber água às refeições engorda.”

A ingestão de água não engorda. Ela não fornece calorias, pois não tem macronutrientes (proteínas, gorduras e hidratos de carbono). Até pelo contrário, beber um copo de água durante as refeições pode causar uma sensação de saciedade mais rápida, o que leva que haja uma diminuição de alimentos ingeridos. Mas se ingerir muito mais do que um copo de água tem o efeito contrário, pois dilata o estômago e assim será necessário ingerir uma maior quantidade de alimentos para que atinja a saciedade. Lembre-se que é fundamental que beba pelo menos 1,5L de água por dia para se manter mais saudável e não tenha medo de beber à refeição.

 

Mito

“O azeite não engorda.”

Embora o azeite seja uma gordura mais saudável que outras que utilizamos, este também é calórico. O azeite fornece calorias semelhantes ao óleo e às outras gorduras, 9 Kcal por grama, ou seja, é melhor moderar o consumo. No entanto a gordura fornecida pelo azeite é considerada uma das mais saudáveis, estando associada à redução de mau colesterol, mas o consumo exagerado só porque é saudável deve ser evitado.

 

FAC

 “O chá verde ajuda a emagrecer.” Diversos estudos indicam que o chá verde, para além de ser rico em antioxidantes, tem entre outras, propriedades diuréticas e termogénicas, podendo ser um aliado numa dieta para perda de peso.

 

Mito

“Ficar muitas horas sem comer emagrece.”

Há quem pense que emagrecer implica fazer menos refeições, ingerir menos alimentos e ficar em jejum. Esta ideia está totalmente errada. Ficar horas sem comer apenas torna o metabolismo mais lento, acabando por ter o efeito contrário ao pretendido, dificultando a eliminação de gorduras. Para emagrecer é fundamental comer de forma fracionada. Faça 5-6 refeições ao longo do dia, em porções mais reduzidas que o habitual e seguindo uma alimentação equilibrada.

 

.FAC

“As bactérias do iogurte são benéficas”. O iogurte é geralmente obtido pela fermentação do leite, através da ação de duas bactérias: Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus que transformam a lactose (o açúcar do leite) em ácido láctico. Uma vez que são adicionadas após o processo de pasteurização do leite, estas bactérias permanecem "vivas", tornando os iogurtes verdadeiros "alimentos vivos". Estas duas bactérias conseguem manter um meio ácido no intestino que impede o desenvolvimento de outros microrganismos e leveduras prejudiciais que podem causar infeções. Para além disso também ajudam o nosso corpo a reagir quando a flora intestinal se encontra fragilizada ou na presença de microrganismos prejudiciais.

 

Mito

 “A fruta é saudável por isso pode-se comer toda a fruta que se quiser.”A fruta contém frutose, um açúcar simples que pode e deve ser consumido diariamente mas sem exagero. A quantidade de fruta recomendada diariamente é de 3 a 4 peças. Quem consome fruta em excesso não está a fazer uma alimentação saudável e poderá desencadear problemas de saúde no futuro.

 

Mito

“O pão engorda muito.”Frequentemente ouve-se dizer que para emagrecer não se deve comer pão. Este, como qualquer alimento, deve ser consumido com moderação, no entanto, não é um alimento proibido para quem quer emagrecer. O grande problema não é o pão por si só, mas sim o que lhe juntamos (manteiga, doces, queijos gordos, chourição), aumentando significativamente o seu valor calórico.

 

Mito

“Há alimentos proibidos.” Qualquer alimento pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. É verdade que alguns alimentos, sobretudo quando são ricos em gorduras ou em açúcar são apontados como pouco saudáveis. O que não significa que não possam ser ingeridos. A questão fundamental prende-se com a quantidade e a frequência. Alimentos menos equilibrados devem ser ingeridos em menor quantidade e apenas de vez em quando.

 

.FAC

“A margarina é menos saudável que a manteiga”. A margarina é menos saudável do que a manteiga, por que possui ácidos gordos trans. Este tipo de gordura existe na margarina porque ela sofre um processo de hidrogenação para adquirir a consistência adequada. Este tipo de gordura aumenta o mau colesterol (LDL) e diminui o bom colesterol (HDL), sendo assim, é mais prejudicial à saúde do que a manteiga. O ideal é consumir outras formas de gordura como os cremes vegetais para barrar, azeite e óleos vegetais na sua forma natural. Hoje no mercado já existem margarinas isentas de gordura trans. Este tipo de margarina sim, pode ser mais saudável do que a manteiga.

 

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10 curiosidades sobre o olho humano

 

Luanda Medical Center

 

 Parecendo simples, o olho humano é um dos órgãos mais complexos do corpo humano. Quase nenhum de nós tem verdadeira noção dos números e dos factos que estão por detrás do olho, por isso aqui ficam dez curiosidades que provavelmente desconhece.

 

  1. O nervo óptico é constituído por 1.2 milhões de fibras nervosas e liga o olho ao cérebro. Este número, apesar de tudo, parece insignificante quando o comparamos com o número de receptores nervosos presentes na retina: 130 milhões.
  2. Há muitas pessoas com um olho de cada cor, ou seja, íris com cores distintas. Esta condição tem o nome de heterocromia da íris. A cor dos olhos de uma pessoa depende da densidade de um tipo de célula denominado melanócito: quanto maior é esta densidade, mais escura é a íris.
  3. Ao contrário do que se pensa, uma visão de 20/20 não significa visão perfeita. A sensibilidade ao contraste ou a percepção de halos muitas vezes não interfere com esta quantificação e interfere na qualidade da imagem.
  4. O comprimento do olho é determinante no seu tipo de defeito refractivo. Desta forma, olhos grandes estão associados a miopia e olhos pequenos a hipermetropia.
  5. Apenas 1/6 do olho humano é exposto (o mais anterior) e o globo ocular encontra-se inserido e protegido na órbita, uma cavidade óssea no crânio em forma de cone.
  6. 6Em média, pestanejamos 10 vezes por minuto e cada pestanejar dura 100 a 150 milisegundos.
  7. Enquanto uma impressão digital apresenta 40 características únicas, a íris do olho apresenta 250. É por isso que cada vez mais a íris é utilizada em questões de segurança, até porque não é falsificável.
  8. Existem no mundo 39 milhões de cegos. No entanto, se pensarmos que desses 39 milhões, 31 milhões têm tratamento disponível, o número é preocupante. No fundo, 80% dos cegos podiam estar a ver, ainda que parcialmente.
  9. Os olhos aparecem muitas vezes vermelhos nas fotografias devido à iluminação do interior do olho pelo flash. A luz é reflectida pela retina com tonalidade vermelha, conferida pela sua grande quantidade de vasos sanguíneos.
  10. Olhar directamente para o sol pode, de facto, provocar a cegueira, ao induzir uma maculopatia solar (alteração na área macular da retina, a mais importante) irreversível.

 

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Conheça-os para evitá-los

Eis os principais actores que causam os acidentes

 

Os factores que mais contribuem para os acidentes rodoviários são a condução sob o efeito de álcool e outras drogas, o excesso de velocidade, a deficiente preparação dos condutores, a falta de respeito aos sinais de trânsito, a não utilização de capacetes, cintos de segurança e dispositivos protectores para crianças, o uso inadequado de telemóveis enquanto se conduz, o mau estado das estradas e veículos, a falta de vias próprias para circulação de peões e ciclistas.

Morrem mais de cinco angolanos por dia nas estradas do país.

Cerca de 50% têm entre 15 e 35 anos

 

Francisco Cosme dos Santos com Cláudia Pinto

 

É um flagelo nacional responsável pela morte de mais de duas mil pessoas por ano. Angola vive com o problema da sinistralidade rodoviária causada por inúmeros comportamentos de risco. Nesse sentido, foi lançada uma campanha nacional de forma a prevenir acidentes rodoviários e a poupar vidas a longo prazo.

 

A Direcção Nacional de Viação e Trânsito elaborou uma análise global de sinistralidade rodoviária 2009/ 2014 e demonstrou que Angola ocupa a quinta posição no que respeita à taxa de sinistralidade rodoviária. Morrem todos os anos mais de duas mil pessoas em Angola em resultado de acidentes de viação. Mais de 50% das vítimas são cidadãos entre os 15 e os 35 anos de idade. “Os acidentes rodoviários constituem a segunda causa de morte no país e a primeira causa de deficiência na população”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde, Luís Gomes Sambo, no acto de lançamento da Campanha Nacional de Prevenção da Sinistralidade Rodoviária. Mais de 500 crianças morrem todos os dias em todo o mundo vítimas de acidentes rodoviárias sendo a sinistralidade rodoviária a principal causa de morte infantil. “A mortalidade é três vezes mais alta nos países em desenvolvimento, comparando com os países desenvolvidos. Por outro lado, as crianças das famílias mais pobres têm maior risco de serem as mais atingidas nas estradas”, afirmou o Secretário de Estado.

A campanha foi apresentada numa escola primária, em Luanda, pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação sob o lema “Segurança das Crianças”. Tem como objectivo reforçar a prevenção dos acidentes rodoviários e a produção das suas consequências, aumentar o sentido de responsabilização dos motoristas e dos utentes das vias públicas sobre o cumprimento das regras de trânsito e a adopção de atitudes que venham a causar menos riscos para a saúde e a aumentar a coordenação para aceleração dos resultados relativos à prevenção e educação rodoviária. Na apresentação desta campanha, houve ainda uma exposição sobre simulação de prevenção rodoviária, onde alunos e demais participantes puderam aprender como, quando e onde se deve atravessar uma estrada e como proceder para se evitarem acidentes.

 

Promover atitudes

seguras

Os factores que mais contribuem para os acidentes rodoviários são a condução sob o efeito de álcool e outras drogas, o excesso de velocidade, a deficiente preparação dos condutores, a falta de respeito aos sinais de trânsito, a não utilização de capacetes, cintos de segurança e dispositivos protectores para crianças, o uso inadequado de telemóveis enquanto se conduz, (incluindo o envio de mensagens de texto), o mau estado das estradas e veículos, a falta de vias próprias para circulação de peões e ciclistas, entre outros. “Para que esta situação seja ultrapassada, o executivo angolano criou o Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, um mecanismo inter-sectorial com o objectivo de promover atitudes e comportamentos que favoreçam a segurança ambiente rodoviário e reduzam os riscos para as vidas humanas”, acrescentou Luís Gomes Sambo. Disse ainda que a actual situação aconselha à promoção do civismo, da responsabilidade individual, o respeito das regras do código de estrada e a precaução enquanto componentes da educação rodoviária. “O cumprimento da legislação a melhoria da qualidade e segurança das estradas e dos veículos que circulam são medidas que contribuem significativamente para a redução de traumatismos e óbitos por acidentes rodoviários”. O Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito está a trabalhar nesse sentido e reforçará as acções necessárias com vista à obtenção de resultados no domínio da redução da sinistralidade.

 

Reduzir 50% dos

acidentes de trânsito

em cinco anos

O continente africano assumiu o compromisso de reduzir os acidentes de trânsito em 50% até ao ano de 2020 através da execução do plano de acção e da Comissão Económica para África. Na opinião de Salvador Rodrigues, do Comando Geral da Polícia Nacional, “esta não é uma tarefa fácil para as autoridades policiais por serem as únicas que têm como missão cooperar com as diferentes instituições da sociedade civil no sentido de levar avante o combate e a prevenção rodoviária”. Por sua vez, o representante da OMS, Hernando Agudelo, afirmou que “África tem a maior taxa de mortalidade por acidentes rodoviários com uma média de 24,1 por cada cem mil habitantes. Angola tem uma das médias mais altas do Continente com 23,1”.

 

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