MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Humanizar para melhor cuidar

 

Enfermagem é a arte de cuidar e a ciência cuja essência e especificidade é a assistência/cuidado ao ser humano, individualmente, na família, ou em comunidade, de modo integral e holístico. O enfermeiro desenvolve de forma autónoma, ou em equipa, actividades de promoção, protecção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde, possuindo conhecimento científico para tal.

Em Angola, os enfermeiros têm desempenhado ao longo de décadas um papel ímpar a cuidar da saúde das pessoas, geralmente em condições muito adversas. E, cada vez mais, o enfermeiro assume um papel decisivo e proactivo na identificação das necessidades do cuidado da população, bem como na promoção e protecção da saúde dos indivíduos em suas diferentes dimensões.

 

Vem este tema a propósito do II Congresso Internacional que a Ordem dos Enfermeiros de Angola, sob a coordenação da Bastonária Maria Teresa Vicente, realiza no final deste mês, com um vasto programa científico de excelência e o objectivo de reflectir, avaliar e debater um conjunto alargado de temáticas ligadas ao exercício da profissão.

O lema não poderia ser mais adequado aos tempos que correm e aos desafios que enfrentamos no actual estádio do processo de reconstrução nacional: Humanizar para melhor cuidar.

O Jornal da Saúde está convosco!

 

 

 

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Diabéticos precisam de apoio

 

Uma gala de beneficência foi realizada a 14 deste mês (dia mundial da diabetes), em Luanda, pela Associação dos Diabéticos de Angola (ASDA) com o objectivo de angariar fundos para apoiar todos os portadores da doença associados. Segundo a presidente da Associação, Filomena Quiosa, a criação de condições sociais de qualidade, melhoria da assistência médica e medicamentosa dos pacientes com diabetes, a elevação do nível de confiança no seio da família e na sociedade são as principais prioridades da instituição que existe há nove anos.

Em gesto de solidariedade, o Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, fez-se presente e afirmou ao JS que a ASDA é uma associação com quem o ministério tem boas relações e que ele, em particular, tem um grande apreço, pois trata-se de um parceiro importante das instituições públicas no sentido de se encontrarem os melhores caminhos para servir uma população de utentes que vai crescendo em todo país e que necessita de interlocutores que permitam fazer chegar aos poderes públicos aquilo que se pode fazer para, mais rapidamente, se responder às expectativas deste grupo alvo.

Questionado sobre o número de doentes no país, o ministro José Van-Duném disse não haver no momento números exactos mas tem-se a noção que os mesmos são crescentes “infelizmente” resultado dos novos estilos de vida e dietas menos saudáveis.

“Mundialmente a Diabetes concorre para as primeiras causas de morte e, no nosso contexto, rivaliza com a hipertensão arterial no quadro das doenças crónicas. A preocupação é que esta é uma doença que dura a vida toda e, se não a detectarmos precocemente, acaba por ter implicações graves na qualidade de vida das pessoas. Afecta os rins, levando as pessoas a fazer a hemodiálise, e outros órgãos, de modo que “é de todo desejável que se faça o controlo, a prevenção e o diagnóstico precoce” exortou.

 

Conselhos aos leitores

A pedido do Jornal da Saúde, o ministro deixou alguns conselhos baseados no seu próprio estilo de vida. “Todas as pessoas devem fazer actividade física regularmente.  Faço caminhadas, alternadas com ginástica, todos os dias!”

A bebida alcoólica deve ser consumida moderadamente, assim como as gorduras e carnes vermelhas.

Aos profissionais de saúde, o conselho deixado é “não perder a oportunidade cada vez que um doente for fazer uma consulta aproveitar para controlar a glicemia”.

 

 

 

 

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Parabéns farmacêuticos angolanos!

 

A Ordem dos Farmacêuticos de Angola (OFA) já é uma realidade, o que representa uma grande honra para todos os seus profissionais e uma mais-valia para o nosso país.

A sua proclamação aconteceu no final do mês de Outubro. Entre as suas atribuições destaca-se a colaboração na definição e execução da política de saúde em cooperação com o Estado, a defesa da dignidade da profissão farmacêutica, a atribuição do título profissional e a regulamentação do exercício da respectiva profissão.

A cerimónia homologada  pelo secretário de Estado para a Saúde, Carlos Alberto Masseca, em representação do Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, serviu igualmente para a tomada de posse de Boaventura Moura como primeiro bastonário e presidente do conselho nacional da OFA, de João Lelessa como presidente da mesa da Assembleia Geral, e de Pombal Mayembe, como presidente do Conselho Fiscal, para um mandato de quatro anos.

Estiveram ainda presentes para testemunhar o acto, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Maurício Barbosa, Joaquim Luís Pascoal em nome do Governo da Província de Luanda, bastonários das Ordens profissionais existentes em Angola, representantes de associações da saúde, directores centrais e provinciais do Ministério, entre outras altas individualidades governamentais.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca, considera que a referida Ordem  tem a responsabilidade de velar pela formação contínua e permanente dos profissionais deste ramo, como também cumprir com o código de ética e deontologia que aprovaram na assembleia constituinte do estatuto da OFA.

 

 

 

 

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Chevron promove campanha de luta contra o cancro da mama

A companhia pretende alertar a população sobre a doença e as suas consequências

 

Em alusão ao mês da luta contra o cancro da mama, e no âmbito da sua responsabilidade social corporativa na área da saúde, a Chevron promoveu, a 31 de Outubro, em Cabinda, uma campanha de sensibilização sobre a doença e as suas consequências. A iniciativa contou com a colaboração da Fundação Mulher Contra o Cancro da Mama e do Centro Nacional de Oncologia.

O evento, organizado pelo Departamento de Políticas, Relações Públicas e Governamentais da Chevron, decorreu no salão multi-uso do Tafe, contando com a presença do governo provincial de Cabinda, e de órgãos de comunicação social locais.

 

Sensibilizar o público

O cancro da mama é uma preocupação para a saúde pública em Angola, liderando a lista de cancros diagnosticados no país. O objectivo da Chevron, com esta iniciativa, é de alertar e sensibilizar o público sobre a doença.

Durante a campanha, uma equipa de profissionais da Secretaria Provincial de Saúde de Cabinda efectuou consultas de triagem sobre a doença, ensinou os participantes a realizarem o auto-exame da mama, e distribuiu informação sobre a doença. A campanha esteve também aberta ao público em geral. O evento contou com um testemunho acerca do cancro da mama, da autoria da presidente da Fundação Mulher contra o Cancro da Mama, Vanda Freire.

“A Chevron continua a apoiar os esforços do Governo e do Ministério da Saúde na luta contra o cancro da mama. Os países com baixo e médio rendimento demonstram algumas dificuldades em lidar com o cancro da mama e do útero, considerados os mais perigosos para mulheres acima dos 30 anos de idade. Estes países necessitam de implementar estratégias para resolver os problemas de saúde pública de forma eficiente e efectiva. As campanhas de sensibilização para o cancro da mama da Chevron visam alertar a população, em especial as mulheres, para a necessidade de adoptar comportamentos positivos e proactivos no diagnóstico e tratamento do cancro da mama.”, disse Vanda Andrade, Directora Geral de Políticas, Relações Públicas e Governamentais, Recursos Humanos e Serviços Médicos da Chevron.

 

 

 

 

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Com criações na área da saúde

Inventores angolanos ganham medalhas em certame internacional

 

O inventor angolano Inácio Augusto Simão conquistou uma medalha de ouro na Feira de Ideias, Inovações e Novos Produtos (IENA), em Nuremberga, Alemanha, no início deste mês, com um software que traduz a linguagem gestual usada por surdos-mudos para línguas nacionais, e vice-versa, o que permite a estes deficientes passarem a comunicar com terceiros, facilitando significativamente a sua integração social e profissional.

Também Mabiala Damasco trouxe uma medalha de bronze e o grande prémio atribuído pela Associação Europeia de Inventores pela criação de um dispositivo que, com recurso a um produto natural da flora angolana, estanca a progressão da cárie dentária.

Na senda das distinções, o inventor Inácio Augusto Simão foi ainda agraciado com medalha de prata por ter apresentado um suporte de velas que faz a reciclagem da cera, produzindo uma nova vela, e igualmente medalha de prata para o inventor Ricardo Figueiredo, com a máquina automática de limpar janelas em arranha-céus, com o re-aproveitamento da água utilizada para fins sanitários ou rega.

Os outros agraciados com prata foram os inventores Mpanda Makambua, com a concepção de material didáctico, a partir de materiais de uso vulgar, para o ensino da óptica geométrica, e Hélder Silva pelo conjunto de 10 obras apresentadas.

Medalhas de bronze foram ainda atribuídas a Mavi Nguengo, com a geleira inteligente (avisa por SMS quando um produto ultrapassou o prazo de validade) e Adilson Octávio da Costa, com um sistema de pagamentos por impressão digital.

Os inventores entram agora numa fase de aprofundamento técnico-científico das suas invenções, registo das patentes e procura de parceiros na indústria para o seu desenvolvimento, conforme revelaram à reportagem do Jornal da Saúde que acompanhou a delegação a Nuremberga.

O director nacional de Tecnologia e Inovação, Gabriel Luís Miguel, foi distinguido com uma medalha de ouro e um diploma de mérito pelo empenho que o Ministério da Ciência e Tecnologia (Minct) tem dado aos inventores nacionais, com a colaboração da Associação dos Inventores Angolanos e o apoio da BP Angola.

 

 

 

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Huambo promove a saúde mental

 

O Hospital Geral do Huambo, em conjunto com a Direcção Provincial da Saúde, desenvolve um sistema que prima por medidas de promoção, prevenção, atenção médica e de reabilitação para combate às doenças mentais. O novo sistema garante mais dinamismo, conforme o Jornal da Saúde constatou em entrevista ao médico Enrique Cossío Gonzales, especialista em psiquiatria e organização e administração da saúde na área de psiquiatria, do Hospital Geral do Huambo.

 

— Na generalidade, como caracteriza o estado de saúde mental dos habitantes do Huambo?

— A doença mental caracteriza-se por um desequilíbrio psíquico do indivíduo deixando-o fora da realidade do ambiente em que vive. No Huambo há uma grande morbilidade pois existem ainda muitas doenças psicóticas como a esquizofrenia, com maior incidência, e os psicotraumas, devido a conflitos familiares e problemas sociais. Seguem-se as perturbações mentais devido ao uso excessivo do álcool. Deparamo-nos ainda com transtornos de personalidade, neurose, depressão e outros problemas mentais resultantes de enfermidades infecciosas, nomeadamente a malária cerebral, VIH e neurosífilis, que são doenças muito frequentes na província. A idade mais frequente de doentes é entre os 15 e os 25 anos. Porém, temos muitos em idade adulta que apresentam transtornos psíquicos como consequência da guerra.

— Fale-nos da capacidade de atendimento da área de psiquiatria.

— O serviço de psiquiatria do hospital tem uma capacidade de 70 camas. Neste momento, contam-se 26 pacientes internados entre os quais 12 do sexo feminino. Temos outras dezenas de doentes que recebem tratamento ambulatório, como é o caso das sessões de psicoterapia. Proximamente estabeleceremos seguimento na comunidade para aqueles que receberem alta, que incluirá a deslocação dos profissionais às comunidades até ao fim do tratamento.

— Que trabalho está a ser feito para combater as doenças mentais?

— O Hospital, em conjunto com a Direcção Provincial da Saúde, está a desenvolver um sistema que prima por medidas de promoção, prevenção, atenção médica e de reabilitação. Quanto à promoção, pretende-se fazer com que a população eleve a qualidade de vida, desenvolvendo hábitos recreativos, culturais, desportivos, e que planifiquem momentos de espairecimento. Relativamente à prevenção, já estamos a destacar equipas médicas nas comunidades para identificarem os factores de risco que alteram a saúde mental e realizarem um diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Assim, estrutura-se um serviço de psiquiatria mais dinâmico que engloba a reabilitação médica e a reinserção social.

— E as condições para este sistema estão criadas?

— Sim, estamos a trabalhar em todos os serviços. Por exemplo, já criámos uma sala de desintoxicação de álcool para ajudar os dependentes alcoólicos a extinguir o vício, que também é causa de doenças mentais, e assim ajudá-los a recuperar a dignidade como seres humanos.

— Quais são as principais dificuldades neste serviço?

— A dificuldade fundamental é o défice de recursos humanos. Para a ultrapassar estamos a capacitar os técnicos já existentes para melhorar a qualidade de atendimento. Temos também a gradual inserção dos estudantes universitários finalistas da Faculdade de Medicina e do curso de enfermagem do Instituto Superior Politécnico da Universidade José Eduardo dos Santos no Huambo. Durante cerca de seis semanas, cada um é submetido a um período de estágio connosco para que possam ser integrados e o quadro reforçado.

 

 

 

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Cataratas constituem 75% das cirurgias oftalmológicas realizadas no Hospital Geral do Huambo

 

A especialista de primeiro grau em oftalmologia e cirurgiã oftalmologista, Isabel Diaz Dominguez, explica ao Jornal da Saúde que a catarata é a principal razão que leva os pacientes a procurarem o serviço de oftalmologia do Hospital Geral do Huambo. Desde meados de Junho último, quando começaram a ser feitas intervenções cirúrgicas, já terão sido realizadas mais de cem cirurgias de remoção de cataratas, o que equivale a uma média de 43 por mês. Concede que o número de cirurgias poderia ser maior, mas a capacidade cirúrgica do hospital não o permite, já que existem outras intervenções a serem realizadas no único bloco operatório existente.

As condições de cirurgia no hospital têm vindo a melhorar desde Dezembro de 2011, altura em que eram feitas apenas cirurgias simples ou de urgência por falta de equipamentos. Na realidade, era necessária a modernização do equipamento com vista a melhorar a média de atendimento. “Com o apoio da Direcção Provincial da Saúde, foi possível um aumento do número de aparelhos e consequentemente de cirurgias oftalmológicas”, garante. A unidade gostaria agora “de ver aumentado o pessoal médico e de enfermagem que se iria juntar aos optometristas e ao cardiologista que nos ajuda a avaliar o estado físico do paciente”, diz Isabel Dominguez.

 

Doença degenerativa

A especialista esclarece que a catarata é uma doença degenerativa que afecta o cristalino caracterizada fundamentalmente por uma diminuição lenta e progressiva da acuidade visual do doente. Tem tendência a aparecer a partir dos 40 anos de idade, ainda que 75% dos pacientes atendidos tenha mais de 75 anos. Pode ser congénita e adquirida por enfermidades oculares, tóxicos, por medicamentos e, na região, é muito frequente ser causada por traumas, dada a quantidade de acidentes de trabalho e de viação. Mas mesmo que constitua a primeira causa de cegueira no mundo e sendo de difícil prevenção, Isabel Dominguez garante que a catarata é curável.

 

Pacientes de outras províncias

Para além do Huambo, o hospital atende pacientes provenientes de outras províncias tais como Kwanza-Sul, Menongue e Bié. Nestes casos, as cirurgias são realizadas sobretudo em doentes a partir dos 20 anos de idade e nos casos de urgência em menores. Não obstante, a cirurgiã do Hospital Geral do Huambo reitera: “Para nós não importa a proveniência, é sempre um orgulho trabalhar e devolver a visão aos doentes. Eles ficam felizes e nós também, estamos abertos para todos os pacientes que acorram à nossa unidade de saúde.”

 

 

 

 

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Enfermeiros de Angola de mãos dadas pela humanização dos seus serviços

 

A enfermagem como profissão surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram as primeiras formas de prestação de assistência. Num primeiro estágio da civilização, estas acções garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência, estando, na sua origem, associadas ao trabalho feminino, caracterizado pela prática do cuidar nos grupos nómadas primitivos, tendo como pano de fundo as concepções evolucionistas e teológicas.

 Mas, como o domínio dos meios de cura passaram a significar poder, o homem, aliando este conhecimento ao misticismo, fortaleceu tal poder e apoderou-se dele.

Partindo do princípio de que o cuidar do corpo humano exige, necessariamente, um olhar para a dimensão total do ser, inclusive de sua essência existencial, conseguimos visualizar a importância e necessidade do profissional de Enfermagem dentro do contexto da saúde.

A Enfermagem é uma profissão que tem mostrado compromisso com a colectividade e a saúde do ser humano, participando com dignidade, competência, humildade e responsabilidade dos processos a ela relacionados.

Assim sendo, a Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA) realizará o seu IIº Congresso Internacional sob o lema “Humanizar para melhor cuidar”.

O evento terá início com cursos pré-congresso que serão realizados nos dias 26 e 27 de Novembro, na Universidade Jean Piaget e decorrerá com o Congresso e a Expo Enfermagem nos dias 28 a 30 de Novembro, no Centro de Conferências do Futungo de Belas.

Em entrevista ao Jornal da Saúde, a Bastonária da Ordem, Maria Teresa Vicente,  assegurou que este congresso será certamente uma oportunidade para reflexão, avaliação e debate sobre temáticas ligadas ao exercício da profissão, quer pelo valor social que encerra a actividade laboral da profissão, quer pelo aprofundamento de orientações estratégicas conducentes a melhoria do estado de saúde e qualidade de vida da nossa população.

A Expo Enfermagem vai realizar-se pela primeira vez como forma de divulgar a mais recente tecnologia de enfermagem junto aos profissionais.

Está assim lançado o repto à toda comunidade de enfermagem e saúde para participação massiva neste evento que terá participações da África do Sul, Brasil, Cabo-Verde, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos da América, Guiné-Bissau, Moçambique, Japão, Portugal, São Tomé e Timor Leste.  A organização estima um total de 2.500 participantes.

 

A importância do enfermeiro no SNS

Questionada sobre a importância do enfermeiro no âmbito do Sistema Nacional de Saúde, Maria Teresa Vicente reafirmou que o profissional de enfermagem assume um papel cada vez mais decisivo e proactivo no que se refere à identificação das necessidades do cuidado da população, bem como na promoção e protecção da saúde dos indivíduos em suas diferentes dimensões.

“A sua importância deve-se ao facto de ser reconhecido, por compreender o ser humano como um lado, pela integralidade da assistência à saúde, pela capacidade de acolher e identificar-se com as necessidades e expectativas dos indivíduos, pela capacidade de interagir directamente com os utentes e a comunidade, bem como pela capacidade de promover o diálogo entre os utentes a equipa de saúde e família” respondeu-nos visivelmente emocionada.

O crescimento acelerado da economia e o processo de reconstrução nacional têm resultado na edificação de diversas unidades hospitalares e sanitárias. Em consequência deste facto, a Bastonária alerta para a necessidade de disponibilidade de profissionais de saúde em quantidade e qualidade, necessários para o funcionamento dessas instituições.

 

O caminho da formação em enfermagem

“É nesse contexto que as instituições de formação têm dado o seu contributo no âmbito da formação técnica e científica, formando profissionais com atitude responsável, eticamente comprometidos com o saber ser, saber fazer e saber estar. Deve-se direccionar a formação de profissionais de enfermagem no sentido de serem capazes de atender às necessidades de toda uma sociedade. Para isso, torna-se indispensável uma tomada de consciência e um comprometimento efectivo da categoria na busca de soluções para os problemas, levando-se em consideração questões mais amplas, como a saúde preventiva. O compromisso a ser assumido pelas instituições de formação, pelos órgãos representantes e pelos profissionais da área, deve ser o de esclarecimento das consciências, na busca de maior autonomia e do exercício profissional comprometido com a colectividade. Nesse sentido, a opção pelo colectivo deverá pesar mais do que a preocupação em garantir uma boa colaboração no mercado de trabalho, pois o conhecimento das doenças e das formas de tratamento individual não deverá prevalecer em relação aos métodos epidemiológicos de abordagem dos problemas colectivos de saúde, da mesma forma que a sofisticada tecnologia da medicina hospitalar não deverá anular as necessidades de medidas de carácter preventivo”, afirmou a Bastonária, quando questionada sobre qual o caminho da formação em enfermagem no nosso país.

 

Dificuldades a vencer

Já no que toca às principais dificuldades e desafios que se colocam ao enfermeiro, a nossa entrevistada disse que existem algumas dificuldades relacionadas com as condições de trabalho, promoção na carreira (mecanismo de acesso), poucas ofertas de cursos de pós-graduação (especialização), desvalorização das intervenções autónomas de enfermagem, sobrecarga de trabalho por escassez de profissionais de enfermagem, entre outros.

 

O futuro da enfermagem

Relativamente ao futuro da enfermagem neste século XXI, fez-nos saber que as estruturas organizacionais tradicionais, caracterizadas por formas autoritárias nas quais os profissionais eram dirigidos ou instituídos sobre o que, como e quando fazer, estão a dar passagem a formas democratizadas por um estilo participativo e cooperativo. Os profissionais de enfermagem estão a exigir voz nas decisões e nos processos decisórios que os afectam. Para tal é fundamental ″conhecer-se a si mesmo, o que significa separar quem você é e quem você quer ser, do que o mundo pensa que você é e quer que você seja”. Os principais desafios que se colocam à profissão de enfermagem assentam em quatro temas descritos em categorias centrais. Primeiro, quanto à valorização da profissão. Considero que se deveria investir na valorização profissional, aumentando o seu reconhecimento social e afirmando-a como uma profissão autónoma com um conjunto próprio de saberes. Em segundo lugar, quanto à promoção na carreira de enfermagem. Esta deve ser de acordo com os anos de trabalho, ajustes salariais, progressões de acordo com as actualizações académicas e investimento na actualização de conhecimentos. Em terceiro lugar, a continuação da formação e investigação para valorização das competências individuais de cada profissional de enfermagem a continuarem o seu percurso formativo por toda a vida actualizando os seus conhecimentos. Por fim, encontrar mecanismos que permitam o desenvolvimento da profissão de forma sólida baseada no conhecimento científico. Acredito que o desafio esteja na investigação de modo a tornar a enfermagem mais científica, sem esquecer a componente relacional inerente ao cuidar”.

 

O IIº  Congresso Internacional da Ordem dos Enfermeiros de Angola, sob o lema “Humanizar para melhor cuidar”, pretende reunir especialistas na área de enfermagem nos diferentes níveis, estudiosos e profissionais na área da saúde visando alcançar os seguintes objectivos:

1º- Contribuir para a recolha de conhecimentos e habilidades sobre humanização da assistência de enfermagem e seus reflexos na realidade social de um país à luz de um estudo comparativo;

 

2º- Reforçar o intercâmbio técnico, científico e cultural entre os profissionais de enfermagem, na humanização do cuidado;

 

3º- Incentivar a implementação do programa nacional de humanização a nível do país;

 

4º- Contribuir para a recolha de propostas para o empoderamento e marketing em enfermagem em Angola;

 

5º- Organizar um debate de ideias sobre a importância da enfermagem, reflectindo a sua incidência em três vertentes:

— Humanização na assistência de enfermagem;

— Relações interpessoais/ enfermeiro/ utente/ enfermeiro outros profissionais do sector da saúde,

— Ética e deontologia

 

PRINCIPAIS TEMAS A ABORDAR

— Gestão de Qualidade em Saúde como um processo para humanização no atendimento;

— Política Nacional de Humanização na visão dos diferentes países (Experiências de cada país);

 — Humanização como um princípio da assistência em enfermagem;

— Humanização na assistência ao parto;

— Humanização no contexto de saúde: experiência de Angola.

— A humanização do ponto de vista multidisciplinar na perspectiva da enfermagem, médica, psicológica,  religiosa e social;

— Acolhimento aos utentes na atenção primária da saúde;

— O papel das instituições de ensino em saúde na promoção do atendimento humanizado;

— Qualidade  e  segurança do paciente na assistência domiciliária.

 

 

 

 

 

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Congresso de ciências da saúde proporciona múltiplas experiências

 

A clínica Multiperfil, no quadro da sua vocação institucional voltada para a formação graduada e pós-graduada contínua, aperfeiçoamento profissional e investigação, tem vindo a realizar com regularidade acções neste domínio com vista a dotar os quadros nacionais de conhecimentos técnico-científicos actualizados que lhes permitam desempenhar com maior competência o exercício quotidiano das suas funções.

 

Essas acções integram cursos de curta e média duração, evenƒtos científicos de nível internacional, nomeadamente congressos, simpósios e outras realizações formativas cujos resultados se têm revelado frutíferos para os profissionais envolvidos e, também, para os pacientes que passam a dispor de um atendimento ainda mais aprimorado.

Em termos de realizações orientadas neste sentido, a clínica Multiperfil desde a sua criação, a 8 de Novembro de 2002, promoveu e levou a cabo até ao momentos oito relevantes eventos científicos, regra geral com um número elevado de participantes, entre quadros nacionais e estrangeiros, e com oradores de reconhecida capacidade intelectual, científica e técnica, ao nível das suas respectivas áreas de intervenção.

O tema escolhido para este segundo congresso realizado pela clínica Multiperfil “Na qualificação e reforço de competência dos profissionais da saúde” não podia ser mais actual pois enquadra-se na orientação do programa de desenvolvimento do nosso executivo 2012-2017 que passa pela promoção de acções de formação, superação técnica e actualização dos quadros, através da realização de seminários académicos e outras actividades técnico-profissionais, assegurando a formação contínua e permanente dos quadros de saúde, realçando os aspectos técnicos, éticos, deontológicos e patrióticos para a promoção e protecção da saúde.

 

Dimensão internacional

Esta edição do segundo Congresso de Ciências da Saúde, que decorreu no Centro de Convenções de Talatona de 4 a 8 de Novembro, traduziu-se num programa científico rico,  diversificado e interdisciplinar à altura do tema e com a presença de palestrantes que, sem dúvida, contribuíram para o sucesso científico deste momento de formação e enriquecimento científico, mas também de reflexão, de encontro e de festa. Ao longo dos cinco dias de trabalho que durou o evento, foi possível escutar muitos palestrantes nacionais e estrangeiros transmitindo os seus conhecimentos e partilhando a sua experiência. Foram realizados 51  cursos pré-congresso, 2 simpósios ( o segundo de Anemia Falciforme e o segundo de Enfermagem), 12  mesas redondas, 97 palestras, 64 temas livres, 91 posters electrónicos.

Tratou-se de um evento científico onde estiveram presentes cerca de 100 palestrantes angolanos, 51 brasileiros, 25 cubanos, 20 portugueses, e dois norte americanos, todos com nível notável de experiência na área da saúde e mais de dois mil e quinhentos profissionais inscritos.

A presença de numeroso contingente de cientistas de países de África, América latina, da Europa e dos Estados Unidos, testemunham o carácter internacional deste congresso e revelam o crescente respeito que a clínica Multiperfil adquiriu no meio universitário e científico.

 

Expo Multiperfil com 60 empresas

Além disto, também se realizou a Expo Multiperfil, em colaboração com a Marketing For You / Jornal da Saúde,  que contou com 60 empresas do ramo da saúde expondo os seus produtos e serviços  na qualidade de patrocinadores, patrocinadores-expositores e expositores.

Na cerimónia de abertura, doze médicos receberam os seus diplomas de formação efectuada no Brasil em especialidades como cardiologia, ortopedia e traumatologia, neurologia, anestesia, radiologia, pediatria e infectologia.

 

Marca na agenda científica

Ao discursar, a Ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, reconheceu que este congresso é uma marca na agenda científica nacional por ser uma grande oportunidade para a disseminação de conhecimento técnico-científico mais avançado para os profissionais de saúde, o que contribui para o desenvolvimento do sector no país. Segundo a ministra, falar da anemia falciforme, hipertensão arterial, cardiologia, epidemiologia, infectologia, das emergências médicas, genecologia e obstetrícia, entre outras doenças, é abordar aquilo que mais preocupa a sociedade angolana e o seu governo que, de forma constante e regular, busca as melhores soluções para o bem estar das populações.

“Não se deve buscar apenas a competência técnica, é importante e fundamental com certeza que sim, porém, ao lado desta, deve existir o aspecto da humanização, do cumprimento do dever para com a nação. Sentimo-nos regozijados pois estes aspectos aqui não foram esquecidos”, exultou Maria Cândida Teixeira na presença do Governador de Luanda, Bento Bento, do Secretário de Estado para a Saúde, Carlos Alberto Masseca, do bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Pinto Sousa, e do presidente do conselho de administração da Clínica Multiperfil e anfitrião do congresso, Dias dos Santos. Estiveram ainda presentes membros do governo, reitores, directores de instituições médicas, entre outros convidados.

 

Biblioteca virtual de saúde

Questionado sobre as expectativas relativamente à sua participação no 2º Congresso, Mário Fresta, professor titular da Universidade Agostinho Neto, disse que este revelou-se substancialmente maior, mais diversificado e ambicioso que o primeiro, representando um espaço de referência na saúde nacional e mesmo além-fronteiras. “Para além de termos aceite o convite da Multiperfil para participarmos em diferentes momentos (incluindo um curso pré-congresso precisamente sobre a utilização da Biblioteca Virtual de Saúde), decidimos inscrever-nos também como formandos noutras actividades de considerável pertinência e utilidade que são oferecidas por formadores muito qualificados”, enfatizou Mario Fresta.

Já para o Professor Associado de Fisiologia e Reitor da Universidade Katyavala Bwila, Albano Ferreira, o grau de antecipação, o alto nível e rigor impostos na preparação deste congresso, evidenciaram e garantiram, logo à partida, a qualidade alcançada pela organização e por todos os participantes.

O Jornal da Saúde procurou também ouvir os convidados estrangeiros e, entre os muitos satisfeitos, foi Marcos Boulos, professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no Brasil, que confirmou estar muito bem impressionado com o apelo que o 2º Congresso de Ciências da Saúde registou. “Este fervilhar em busca de conhecimentos que ajudam o desenvolvimento profissional é fundamental para o estímulo de melhoria de qualidade nos diferentes serviços. A programação científica, bastante bem elaborada para as necessidades do país, transforma este evento num exemplo de sucesso”, disse o professor Boulos.

 

 

 

 

 

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Congresso traz especialista em medicina robótica a Angola

 

O tratamento do cancro da próstata é uma das novidades que este congresso trouxe para os pacientes do país. Esta inovação foi apresentada pelo especialista em urologia, dos Estados Unidos, Vipul Patel, director da Global Robotics Institute e do Programa de Oncologia Urológica do Florida Hospital, Estados Unidos da América, que proferiu uma palestra subordinada ao tema “Importância do rastreio do cancro de próstata na saúde do homem”, tendo falado igualmente sobre cirurgia robótica, procedimento que, neste âmbito, consiste na remoção do cancro da próstata.

 

Outros temas abordados de relevante destaque foram Politrauma, as Grandes Endemias, Diabetes, Hipertensão Arterial, Transporte Renal, Saúde do Homem, da Mulher e da Criança. No segundo simpósio de Enfermagem (uma ante-visão do que será o segundo Congresso de Ordem dos Enfermeiros) foi referenciado em abordagem a Formação em enfermagem no país, a Humanização como um Acto de Cidadania e Dignidade no Cuidar, Sistematização dos Cuidados de Enfermagem em Angola, a Prática baseada na Evidência em Enfermagem. Porquê? Para quê?, Existirão Outros Indicadores Clínicos do Diagonóstico de Enfermagem na Pessoa Idosa?, entre outros temas.

Quanto ao segundo simpósio de Anemia Falciforme, os principais temas abordados foram a História e Fisiopatologia da Doença Falciforme, Diagnóstico Neonatal da Drepanocitose e Aconselhamento Genético a Casais de Risco no Hospital Geral de Benguela, Diagnóstico e Tratamento das Complicações Osteoarticulares Agudas e Crónicas na Anemia Falciforme, Sobrecarga de Ferro, Principais Situações Clínicas Associadas à Doença Falciforme, Hipertensão Pulmonar e Síndrome Torácico Agudo, Transplante de Progenitores: Hematopoieticos na Anemia Falciforme, entre outros não menos interessantes.

 

 

 

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A Expo Multiperfil,  que novidades?

 

Decorreu em simultâneo ao Congresso e constituiu um salão especializado e profissional no sector dos medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos. A Expo Multiperfil, co-organizada pela Marketing For You / Jornal da Saúde, reuniu cerca de 60 empresas, entre fornecedores e distribuidores que apresentaram os seus produtos junto dos profissionais de saúde muito interessados em conhecer novas soluções. Passamos também aqui, alguns destaques, para aqueles leitores que não tiveram a oportunidade de lá estar.

 

Codisa Medical fideliza clientes

Entre os seus objectivos de participação, destacou-se a fidelização de clientes, a promoção da marca, e a apresentação de soluções líderes de mercado em tecnologia, com o seu pacote IT Solutions. Quanto à optimização de espaços de trabalho, a Codisa apresentou o seu programa AT WORK.  Segundo Nafize Madatali, responsável pela empresa na Expo, outros produtos expostos foram consumíveis hospitalares, medicamentos, equipamentos e mobiliário hospitalar.

 

Angosaúde mostra equipamentos de cirurgia

A Angosaúde, expositor e patrocinador prata, expôs equipamento de cirurgia, bomba de infusão e aspirador cirúrgico. Representou a Bio Rad, Maquet, Cavo, Gima, Arcomed e Fukuda. A Angosaúde foi criada em 2006 com o objectivo de disponibilizar produtos e serviços na área da saúde. Integra duas diferentes empresas:  Angosaúde SA localizada em Lisboa e a Angosaúde Lda, em Luanda. Presente no evento, o seu responsável, Carlos Parente.

Grupo Concentra presente em força

O grupo Concentra quer reafirmar a parceria privilegiada para a saúde em Angola. Segundo Raul Cabral “estamos em peso com a Concentra Representações, que tem produtos desde as vacinas a medicamentos e consumíveis, a Concentra Diagnósticos com o que temos de melhor para laboratórios de análises clínicas e a Iber Concentra com a gama de equipamentos hospitalares”.

 

Tecnimed cresce

A Tecnimed, estabelecida em Dezembro de 1993, é uma empresa de referência no mercado dos equipamentos hospitalares, com 86 colaboradores, dos quais 10 engenheiros e 16 técnicos, um armazém de 1.500 metros quadrados e show room na sua sede. Presente na Expo Multiperfil mostrou equipamentos das suas representadas Drager e Siemens. De acordo com Rui Coelho, a empresa, em franca expansão, prepara agora a abertura de delegações nas províncias.

 

Bayer activa

O objectivo da participação da Bayer no evento da Multiperfil é o de promover os produtos e serviços  para que seja, cada vez mais, vista como uma marca de referência no mercado angolano.Em particular, divulgar os produtos de saúde do homem, designadamente o contraceptivo Qlaira,  e a Ciproxina – um antibiótico pertencente à família das fluoroquinolonas, cuja substância ativa é a ciprofloxacina que atua matando as bactérias que causam infeções.

De acordo com Eugénia Cabanga, a Bayer quer expandir a área social, nomeadamente promovendo acções de educação e rastreio da diabetes e palestras na área do planeamento familiar.

Medtrónica mostra alta tecnologia

Segundo Mateus Venâncio, “a Medtrónica quer manter a liderança na comercialização e assistência técnica de equipamentos médico-hospitalares”. No stand tinham exposto ecógrafos, cadeiras dentais, Raios X, entre outros aparelhos de  nova geração, da Samsung Medison, com as marcas Acuvix A30, A10, EK07 e SAX8, Fedesa, com a Acanto, e Ecoray com as marcas ECO CX9 e PX300HF.

 

Dala Tecnologia oferece soluções de TICs

Segundo o responsável da empresa, Felipe Baptista Retke, a Dala Tecnologia é uma empresa com actividade no sector das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Entre outros produtos e serviços, destacam-se: a gestão de TIC, “disaster recovery”, soluções de armazenamento de dados, controlo de acesso e segurança, integração entre plataforma, construção de data centers, virtualização de ambientes, monitorização 24 x 7, projectos de telecomunicações, sistemas de gestão clínica e hospitalar, outsourcing e insourcing, entre outros.

Os seus objectivos na Expo passam por estabelecer parcerias com mais empresas para a continuidade da gestão eficiente dos negócios dos seus clientes.

 

Farma.log com participação 5 estrelas

 A Farma.log participou na Expo Multipefil com um stand com excelente imagem e decoração, liderado por Sónia Pacheco. Distribuidora de medicamentos e outros produtos na área da saúde, representa a NBC Medical, Sanofi Aventis, AstraZeneca, Bial, Bayer, Bluepharma, Tecnifar, Smith Medical, Medinfar e Medtronic.

 

Labiomed expõe implantes para ortopedia

Implantes para ortopedia, prótese total da anca e do joelho Lafitt, instrumentos cirúrgicos, consumíveis para estomatologia e implantes dentários foram alguns dos produtos expostos pela Labiomed, expositora e patrocinadora prata do evento.

 

Organizações RCA & DLA angaria novos clientes

As Organizações RCA & DLA são um distribuidor especializado de cerca de seis mil medicamentos e produtos de saúde, mais de três mil artigos de higiene, perfumaria e cosméticos, conforme revelou ao Jornal da Saúde, a directora de recursos humanos da empresa, Maria Emília Fernandes.

O principal objectivo da participação consistiu na apresentação da RCA & DLA “como uma referência no fornecimento de produtos, na logística e tecnologia utilizada, com elevados padrões de qualidade, garantindo sempre resultados positivos para os seus gestores e parceiros”. As expectativas são de angariar novos clientes.

Maria Emília felicitou esta iniciativa da Multiperfil. “As instituições hospitalares e as clínicas precisam de investir numa ampla variedade de produtos e equipamentos de qualidade, não esquecendo a qualificação dos seus profissionais”.

 

Galeno distribui saúde

De acordo com o director da Galeno, Rui Vaz, a empresa está no certame essencialmente para promover mais a marca  e colaborar com os serviços médicos em Angola, “dando o nosso contributo, mais uma vez, aos profissionais da saúde”.

“O nosso slogan é distribuímos saúde. Procedemos assim à distribuição de medicamentos éticos e genéricos e produtos de saúde na sua generalidade, desde  puericultura à alimentação infantil, entre muitos outros”, disse ao Jornal da Saúde.

“Trouxemos ao evento produtos de um dos nossos parceiros, a Infarma, um laboratório de produção de genéricos de Cabo Verde, por serem de qualidade e terem um preço acessível.

 

Hospitec mostra a sua dimensão

A Hospitec é uma empresa que fornece equipamentos e reagentes para análises clínicas. Habitualmente presente nos certames profissionais que se têm realizado em Luanda nos últimos três anos,  onde aproveita para identificar novos clientes e receber os seus clientes habituais, marcou mais uma vez uma presença de prestígio, pela mão de Manuel Baião. Representa a Roche Diagnósticos, Sysmex Europe, Becton Dickinson, Biomerieux, Allerg, Carestream (Kodak) e Medica Corporation, esta última norte-americana.

 

Unisaúde gere saúde

corporativa e seguros

“O objectivo com a participação na Expo Multiperfil é mostrar que o nosso papel é cuidar das pessoas para que a sua empresa cuide do seu negócio”, afirmou à reportagem do Jornal da Saúde a coordenadora de clientes da Unisaúde, Graciela Paula. É parceira da Global Seguros e faz a gestão dos seus seguros de saude.

“É uma oportunidade ímpar para promover os serviços da empresa” que se consubstanciam na “assistência  em saúde corporativa, gestão de seguros de saúde e programas de turismo de saúde”. Oferece ainda cobertura médica de qualidade para os seus beneficiários e rede diferenciada.

 

Internet é com a ITA

A coordenadora de marketing, Sónia Sirgado, disse ao Jornal da Saúde que a ITA - Internet Technologies Angola participa pela primeira vez na Expo, em resultado de uma parceria com a Multiperfil. Expuseram as suas soluções em Internet wireless ( via satélite e redes privadas virtuais) que permitem manter escritórios continuamente ligados à Internet, além dos serviços avançados como o registo e hospedagem de domínios, servidores virtuais, hardware e soluções completas de correio electrónico.

 

Aenergia com o melhor da GE

Representando o que de melhor tem a marca GE Healthcare, como equipamentos de ressonância magnética, TAC, sistemas integrados de mamografia, equipamentos de cuidados materno-infantil, a Aenergia esteve presente com o stand nº 30. Diogo Bettencourt, responsável da empresa, referiu ainda que a empresa presta serviços na área de recondicionamento de equipamento técnico ultrapassado, análise e proposta para melhoria de  perfis, e softwares especializados de tratamento de imagem.

 

Testes rápidos são com a Cicci Angola

A Cicci Angola levou para a Expo os seus testes rápidos, o novo padrão dos produtos de diagnóstico in vitro,  filtros de água e mosquiteiros. Segundo Apolónia Ivânia, assistente administrativa presente no stand,  a grande novidade apresentada neste certame são “os testes rápidos de malária com o resultado em 15 minutos”. Representam a SD - Standard Diagnostics Inc.

 

Oliveira e Lima constrói clínicas e hospitais

O CEO da construtora Oliveira e Lima – Construção Civil e Hospitalar, Iata Lima, revelou ao Jornal da Saúde que os objectivos da empresa são “ampliar a nossa gama de participação na área hospitalar”. Entre outros actuais clientes “temos já hoje nosso nosso portfolio algumas unidades de saúde

de renome como a Multiperfil, centro de cardiologia do Josina Machel, clínica Afrodente, entre outras”.

A empresa “quer ser uma referência neste serviço especializado de construção hospitalar que presta com um elevado padrão de qualidade e respeitando todas as regras internacionais de saúde, como por exemplo protecções radiológicas adequadas, criação de zonas que evitam o acúmulo de bactérias, entre outras funcionalidades que um hospital especificamente necessita, concluiu.

 

Mosel lança mobiliário para farmácias

Presente no evento esteve também o representante e distribuidor da Nutribem e cosméticos da linha da Intherapotek, à base de produtos naturais, produtos de higiene para bebé, puericultura e descartáveis. A assistente de marketing da Mosel, Carolina Tomas, falou-nos do lançamento da linha Tecnyfarma – mobiliário por medida para farmácias, incluindo reclames luminosos.

 

 

 

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Nova fábrica industrial apresenta-se na Expo

Gaze made in Angola

 

A Medvida é uma empresa industrial angolana, constituída este ano, que vai fabricar tecido gaze em compressas. De acordo com Jaime Vale, a fábrica vai produzir compressa de gaze estéril 100%

algodão, compressa de gaze não estéril 100% algodão, compressa de “não tecido” não estéril, compressa de gaze para bloco

operatório com fio de contraste ao RX 100% algodão, ligadura

elástica algodão/poliamida, ligadura ortopédica, ligadura gaze 100% algodão e ligadura elástica tipo crepe 100% algodão.

 Localizada na Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda,

aproveitou a Expo Multiperfil para apresentar publicamente

o projecto.

 

 

 

 

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Atenção, humanismo e profissionalismo médico no Serviço de Pediatria da Clínica Meditex

 

A pediatria estuda a saúde das crianças. Mas o seu alcance é maior que a erradicação da doença, já que engloba tanto as crianças doentes, como as sãs, tendo assim um papel ao mesmo tempo curativo e preventivo. É portanto essencial que existam agentes de saúde pediátrica capacitados e dedicados à sua difusão, como é o exemplo da Clínica Meditex (Rua da Missão, número 52, Bairro Ingombota, Luanda). Tem como objectivo prestar serviços de qualidade na ordem científica, técnica e profissional, garantindo assim uma maior qualidade de vida para os pacientes e um elevado nível de satisfação por parte dos familiares.

As doenças mais comuns são as infecções produzidas por vírus ou bactérias, que se caracterizam pela sua rápida transmissão por via oral. Mais frequentemente ocorrem padecimentos respiratórios e enfermidades diarreicas, as quais são seguidas atentamente para que possam ser curadas e evitando que evoluam para problemas mais graves.

A clínica oferece consultas de Puericultura (cuidado do ser humano em desenvolvimento) para pacientes em idade pediátrica – desde o nascimento até aos 14 anos  – para seguimento sistemático, permitindo valorar o estado de saúde e o progresso do desenvolvimento nutricional e psicomotor das crianças atendidas. São também dadas orientações sobre cuidados de saúde, alimentação e requerimentos de vacinas segundo o Programa Nacional de Vacinação.

A Meditex conta ainda com um serviço de cirurgia pediátrica para o diagnóstico, cuidado pré-operatório, operação e manejo pós-operatório dos problemas apresentados pelas crianças em fase lactante, em idade escolar, adolescentes e jovens adultos. São atendidos em valoração conjunta com outras especialidades e apoiados pelos serviços de ambulância, laboratório clínico e de microbiologia, imagiologia, electroencefalografia, ozonoterapia, serviços estomatológicos e maxilofaciais, assim como farmacêuticos 24 horas por dia.

Também permanente é o sistema de urgência especializada, e para os pacientes que assim o necessitem realizam-se internamentos na sala de Pediatria, localizada no 4º andar da clínica, onde existem camas destinadas aos cuidados intensivos e neonatais devidamente equipadas com a tecnologia requerida para seu funcionamento. Para além dos doze enfermeiros, estão ao dispor três médicos especialistas em saúde infantil, nomeadamente em Pediatria, Pediatria Intensivista, e Neonatologia.

 

A Clínica Meditex fica na Rua da Missão, nº 52, Bairro Ingombota, Luanda.

 

 

 

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49º Congresso Europeu de Diabetes  2013

Actualizações científicas *

 

Os inibidores da DPP 4 e o risco cardiovascular

No quadro das novas opções terapêuticas para a diabetes de tipo 2 que incluem a relativamente nova classe de fármacos – os inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP4) conhecidas como Gliptinas – foram, também, divulgados os resultados de dois estudos de segurança cardiovascular com a alogliptina (EXAMINE) e com a saxagliptina (SAVOR-TIMI53). Estes estudos já tinham sido apresentados em Agosto de 2013 na European Society of Cardiology e publicados online no New England Journal of Medicine. No Congresso da EASD em Barcelona houve a oportunidade de se proceder a uma discussão mais profunda dos resultados com o envolvimento de várias especialidades. Assim, na perspectiva dos endocrinologistas os dois novos estudos nada acrescentaram para preencher a lacuna de conhecimentos mais gritante da actualidade, na gestão da diabetes tipo 2 que é a de se saber qual é a melhor forma de determinar, para um dado doente, a próxima droga a acrescentar depois da prescrição em primeira linha da metformina. Enquanto os resultados foram tranquilizadores quanto à segurança cardiovascular, o aumento da incidência de internamentos por insuficiência cardíaca verificado com a saxagliptina no estudo SAVOR foi considerado preocupante e exige uma investigação mais aprofundada. Assim, e enquanto se aguardam estudos pos-hoc sobre a insuficiência cardíaca do estudo EXAMINE, os peritos recomendam que esta classe de fármacos, provavelmente, não deve ser prescrita a doentes com diabetes de tipo 2 com insuficiência cardíaca associada.  Embora admitindo que possam ter havido benefícios cardiovasculares que não foram captados pelos 2 estudos devido à duração intermédia (1,5 e 2 anos) dos mesmos, os peritos realçaram que a redução do risco cardíaco e de eventos cardiovasculares nos diabéticos passa, hoje, inequivocamente, por intervenções de alta efectividade como a redução da pressão arterial, a prescrição de estatinas e a cessação tabágica. Reduzir a HbA1c nestes doentes assegura uma redução das complicações microvasculares, mas não das complicações macrovasculares. A saxagliptina, com efeito, esteve associada à redução da microalbuminúria no SAVOR, um end-point ainda não analisado no EXAMINE. Nos dois estudos referenciados, os inibidores da DPP 4 não mostraram aumento do risco de pancreatite nem de cancro do pâncreas, duas antigas preocupações relacionadas com estas drogas. Ambos os fármacos reduziram a progressão para o uso da insulina, registaram um efeito neutral no ganho de peso e uma reduzida incidência de hipoglicémias (com excepção da saxagliptina associada às SUs).

O efeito hipoglicemiante relativamente fraco dos inibidores da DPP4 foi, também, amplamente discutido. Relativamente a este ponto, o endocrinologista e co-investigador do SAVOR, Itamar Raz, fez notar que os efeitos anti-hiperglicemiantes das gliptinas podem ser mais fortes em certos grupos de doentes, tais como aqueles em que o controlo da HbA1c se afigura mais difícil. Afirmou ainda que no SAVOR a redução da HbA1c esteve dependente dos valores da linha de base, em que os doentes com valores mais elevados, p.e. acima de 8,5% foram os que registaram uma baixa mais acentuada, sem ocorrência de hipoglicémias. Recordou ainda que,  se olharmos para os resultados do estudo ACCORD, o que este estudo mostrou como principal problema foi uma maior mortalidade nos doentes com HbA1c altas e com hipoglicémias, mas nos quais não foi possível reduzir a HbA1c em mais de 0.5%. O estudo SAVOR vem mostrar que dispomos, actualmente, de uma classe de drogas que, se acrescentadas à insulina, podem reduzir a HbA1c em 0,7 a 0.8% sem aumento da incidência de hipoglicémias. Por esta razão, os inibidores da DPP4 (GLIPTNAS) são uma adição útil ao armamentário terapêutico dos não endocrinologistas que tratam diabéticos. Quando um diabético de tipo 2 tem uma HbA1c superior a 8.0% os médicos podem baixá-la, sem o risco das hipoglicémias e sem o risco de ganhos de peso.

De acordo com o Dr Simon Heller invetigador do EXAMINE, estas são drogas úteis, incrementalmente importantes e têm um lugar nas opções de tratamentos da diabetes de tipo 2, actualmente disponíveis.

 

Novas tecnologias

Na áreas das novas tecnologias foram também apresentadas novidades interessantes. Uma delas foi a insulina inalatória Afrezza que está ainda em fase experimental mas que pode ser submetida para revisão regulatória nos EUA a curto prazo. Trata-se de  uma insulina inalatória de acção ultra-rápida que visa o controlo dos picos glicémicos pós-prandiais e que deve ser usada em associação com a insulina basal e que tem a vantagem de evitar as injecções.

Outras das novidades apresentadas refere-se à área da auto-monitorização da diabetes tendo a ABBOTT revelado o seu sistema designado como Flash Glucose Monitoring — que é um sistema não invasivo para monitorização da glicémia que utiliza um pequeno sensor para ser usado no braço até 14 dias que, através de um mini-leitor, faz as leituras das glicémias, permitindo obter o perfil ambulatório da glicémia, com uma visualização dos padrões e tendências diárias da glicémia. Apesar de o sistema se encontrar ainda em fase de ensaios pensa-se que poderá ser disponibilizado aos utilizadores no final de 2014.

Também digno de registo foi o anúncio pela Sanofi do seu MyStar Extra Meter que fornece o valor estimado da HbA1c e mostra em simultâneo as tendências das glicémias de jejum. Espera-se que esteja disponível na Europa para o final do corrente ano.

Outra área em franco desenvolvimento é a dos softwares para iPhones e iPads que disponibilizam uma ampla gama de aplicações com menus de navegação personalizáveis permitindo a escolha de tipos específicos de alimentos ou de dietas pré-definidas, a contagem de hidratos de carbono e a selecção de categorias de desporto para a prática regular de exercício físico.

Em conclusão as actualizações a que tive o privilégio de assistir, acrescentam um valor inestimável ao capital de conhecimentos na área da diabetologia e contribuem, seguramente, para tomar as decisões clínicas que a evidência sugere serem as melhores para os nossos doentes. Por isso, não poderia deixar de partilhar este evento com os colegas que não tiveram a oportunidade de estar presentes.

 

*Conclusão do artigo publicado no número anterior

 

 

 

 

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O veneno doce

 

Para consciencializar o público, o 14 de Novembro é celebrado, em todo o mundo, como o Dia Mundial da Diabetes. E 2013 marca o quinto e último ano da campanha 2009 - 2013 sobre “Educação e Prevenção da Diabetes (“Diabetes Education & Prevention”), cujo slogan é “Diabetes: proteja o nosso futuro”.

 

A diabetes mellitus é um distúrbio metabólico de etiologias múltiplas que se caracteriza pelo aumento crónico do açúcar no sangue associado a distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas, resultando de defeitos na secreção da insulina, acção da insulina ou ambas.

 

Estatística da Diabetes Mellitus

— 347 milhões de pessoas a nível mundial têm diabetes;

— Em 2004, estima-se que cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram em consequência de uma glicemia elevada;

— Mais de 80% das mortes por diabetes ocorrem em países de rendimentos baixos ou médios;

— A OMS projecta que a diabetes será a 7ª maior causa de morte em 2030;

— Uma dieta saudável, uma actividade física regular, a manutenção de um peso corporal normal e evitar-se o consumo de tabaco podem prevenir ou atrasar o aparecimento da diabetes do tipo II.

 

Tipos de Diabetes

Mellitus

A diabetes do tipo I desenvolve-se geralmente na infância e na adolescência e os doentes requerem injecções de insulina durante toda a vida para sobreviverem. A diabetes do tipo II, que é mais frequente (90% dos casos), desenvolve-se geralmente na idade adulta e está relacionada com a obesidade, falta de exercício físico e uma dieta pouco saudável.

 

Outros tipos de Diabetes Mellitus

A diabetes gestacional desenvolve-se durante a gravidez e devido a outras causas mais raras (síndromes genéticas, processos adquiridos tais como pancreatite, doenças como a fibrose quística, exposição a certos fármacos, vírus e causas desconhecidas). Foram definidos estados intermédios de hiperglicemia (alteração da glucose em jejum ou alteração da tolerância à glucose). Estes estados são significativos na medida em que podem progredir para diabetes, mas com uma perda de peso e alterações de estilo de vida, esta progressão pode ser prevenida ou atrasada.

 

Causa da diabetes mellitus

A diabetes mellitus do tipo I é geralmente (mas nem sempre) causada por destruição autoimune das células beta do pâncreas, com a presença de certos anticorpos no sangue. É uma doença complexa causada por mutações em mais de um gene, assim como por factores ambientais.

A diabetes mellitus do tipo II está associada à obesidade, redução da actividade física e regimes alimentares pouco saudáveis (e envolve resistência à insulina em quase todos os casos), ocorre mais frequentemente em indivíduos com hipertensão, dislipidemia (perfil de colesterol anormal), obesidade central, e é uma componente da "síndrome metabólica". Geralmente existe uma tendência familiar, mas trata-se de uma doença complexa causada por mutações em mais de um gene, assim como por factores ambientais.

 

Sintomas

— A tríade clássica da diabetes mellitus é o aumento da frequência urinária (poliúria), sede (polidipsia), fome (polifagia), e perda de peso inexplicável;

— Dormência nas extremidades, dores nos pés (disestesias), fadiga e visão desfocada;

— Infecções recorrentes ou graves;

— Perda de consciência ou náuseas/vómitos (cetoacidose) intensos ou coma. A cetoacidose é mais frequente na diabetes mellitus do tipo I do que na diabetes mellitus do tipo II;

— Os doentes podem não apresentar quaisquer sintomas ou apenas sintomas mínimos durante anos antes de serem diagnosticados.

 

Diagnóstico

— Juntamente com a tríade de sintomas clássicos, observa-se uma concentração de glucose no plasma ≥ 7 mmol/l (ou 126 mg/dl) ou ≥11,1 mmol/l (ou 200 mg/dl) 2 horas após uma bebida com 75 g de glucose.

— Nos doentes sem os sintomas clássicos, o diagnóstico também pode ser feito com a obtenção de duas análises ao sangue, com valores anormais,  em dias separados.

— A análise HbA1C dá-nos informação sobre o controlo metabólico nos 2-3 meses anteriores e fornece orientações em relação às decisões de tratamento.

 

Complicações da diabetes

As complicações microvasculares (devido a lesões nos vasos sanguíneos pequenos) incluem lesão dos olhos (retinopatia) que origina cegueira, dos rins (nefropatia) que origina insuficiência renal e dos nervos (neuropatia) que origina impotência e distúrbios de pé diabético (os quais incluem infecções graves que levam à amputação). As complicações macrovasculares (devido a lesões nos vasos sanguíneos maiores) incluem doenças cardiovasculares, tais como, ataques cardíacos, tromboses e insuficiência no escoamento de sangue para as pernas. Existe evidência proveniente de ensaios aleatorizados, controlados, de grandes dimensões, de que um bom controlo metabólico na diabetes do tipo I e II pode atrasar o aparecimento e a evolução destas complicações.

 

Tratamento

— O tratamento da diabetes mellitus não consiste apenas no alívio dos sintomas e na normalização dos níveis de açúcar no sangue, mas também no diagnóstico precoce e prevenção de várias complicações através de exames oculares regulares, análises à urina, cuidados com os pés, e referenciação a especialistas, conforme seja necessário.

— Educação do doente em termos de auto-monitorização dos sinais/sintomas de hipoglicemia (tais como fome, palpitações, tremores, sudação, sonolência e tonturas) e da hiperglicemia.

— Educação do doente em termos de dieta, exercício físico e cuidados com os pés.

— Os doentes com diabetes do tipo I requerem injecções de insulina para o resto da vida em combinações diferentes: de acção curta/de acção prolongada/de acção intermédia ou bomba de insulina.

—Os doentes com diabetes mellitus do tipo II são tratados com dieta/exercício físico ou por adição de uma ou mais categorias de medicação oral, com uma combinação de medicação oral e insulina, ou com insulina só.

 

Como prevenir

Para prevenir a diabetes mellitus do tipo II e as suas complicações, tenha em atenção o seguinte:

— Seja fisicamente activo – pelo menos 30 minutos de actividade regular, de intensidade moderada, na maior parte dos dias da semana. É necessário haver mais actividade quando se pretende perder peso;

— Atingir e manter um peso corporal saudável;

— Fazer refeições pequenas, frequentes e saudáveis com cerca de 3 a 5 porções de fruta e vegetais por dia e reduzir a ingestão de açúcar e de gorduras saturadas;

— Evitar o uso de tabaco já que este aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

 

 

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Mau hálito: quais as causas e como  tratar

 

Halitose significa mau hálito. Na maior parte dos casos, a halitose tem origem na cavidade oral como resultado da putrefacção microbiana ou metabolismo bacteriano de aminoácidos em debris tecidos locais. Os gases frequentemente associados à halitose são compostos voláteis de enxofre (CVE) que, como poderemos ver mais adiante, a detecção deste composto na cavidade oral do paciente é uma das formas de diagnóstico da doença.

Está provado que a halitose afecta todos os indivíduos pelo menos uma vez na vida. Por se tratar de uma doença bem mais complexa do que se possa pensar, o diagnóstico deverá ser feito tendo em conta os seguintes parâmetros: tipos de halitose, tipos de pacientes, mecanismos de formação dos compostos voláteis.

 

Tipos de halitose

Existem dois tipos gerais de halitose: a halitose real e a halitose imaginária. Sim, ouviu bem, halitose imaginária. A halitose real caracteriza-se pela presença de odorivectores – o odor é produzido por pequenas partículas dispersas no ar capazes de imprimir a sensação olfactiva nas células receptoras da cavidade nasal. A estas partículas chamamos de odorivectores – ofensivos ao olfacto humano, no fluxo expiratório. Com base nas informações transmitidas pelo paciente e as reveladas pelo exame clínico é possível determinar a frequência e grau de propagação da halitose. Assim, a frequência da halitose pode ser crónica quando está presente de forma contínua ou transitória quando presente de forma intermitente.

Quanto ao grau de propagação este pode ser:

1. Halitose de intimidade – quando esta é perceptível apenas quando o portador estiver próximo;

2. Halitose “do interlocutor” – quando esta é perceptível à distância de conversação;

3. Halitose social – quando a halitose é perceptível no ambiente em que o portador exala o fluxo expiratório.

A halitose imaginária ou psedo-halitose, por outro lado, caracteriza-se pela ausência de odorivectores ofensivos ao olfacto humano, no fluxo expiratório. No fundo, é um distúrbio que modifica a percepção gustativa e/ou olfactiva do paciente, fazendo com que este acredite ser portador de halitose. Há indivíduos que sentem dificuldade em diferenciar a gustação de olfacto (Bromley, 2000).

 

Tipos de pacientes

Tipo I – Consciente

É aquele que já foi alertado por alguém de seu convívio social e por isso procura tratamento. Características comportamentais frequentes: discreto incómodo ou evidente abalo emocional com relato de insegurança nos relacionamentos interpessoais (Halitose real).

Tipo II – Inconsciente

É aquele que procura o profissional com outra queixa e é alertado sobre sua halitose durante a consulta. Características comportamentais frequentes: constrangimento, reacção defensiva e/ou dificuldade em aceitar o diagnóstico (Halitose real).

Tipo III – Condicionado

É aquele que procura o profissional com queixa específica de halitose porque acredita ser portador da mesma. Entretanto, nas avaliações clínicas seriadas não se detecta alterações qualitativas no hálito. Características comportamentais frequentes: peregrinação em busca de tratamento, pessimismo, tristeza e tendência ao isolamento social e a estados depressivos (Halitose imaginária ou pseudo-halitose).

 

Os mecanismos de formação dos odorivectores

1.Halitose causada pela ingestão de produtos aromáticos

A alteração do hálito é causada pela ingestão de alimentos ou medicamentos capazes de produzirem odorivetores orais e/ou sistémicos.

Estas substâncias aromáticas apresentam duas vias de absorção, através do contacto com a mucosa oral, gerando odorivectores orais e através do contacto com a mucosa intestinal, gerando odorivectores sistémicos.

Após absorção no intestino serão metabolizadas no fígado, gradualmente libertadas na corrente sanguínea e excretadas pela via pulmonar (respiração).

2.Halitose causada pela presença de focos orais de tecido necrosado (morto)

Tonzetich (1964) descreve a alteração do hálito causada pela presença de áreas de tecido necrosado asséptico ou contaminado por microrganismos patogénicos. (Fig. 1)

Estes compostos podem ser formados na boca ou noutra parte qualquer do organismo (perceber mecanismo explicado no ponto 1) e serão chamados de compostos orgânicos voláteis (COV).

3- Halitose causada pela presença de matéria orgânica estagnada

Outra possibilidade para o aparecimento de halitose é pela presença de matéria orgânica estagnada na cavidade oral.

4- Halitose causada pela lentidão do metabolismo ou falência de um órgão

Diversos nutrientes dissolvidos no conteúdo intestinal, incluindo hidratos de carbono, ácidos gordos, aminoácidos entre outros, são absorvidos para o líquido extracelular, o qual é transportado pelo sangue circundante por todo o corpo. Nem todas as substâncias absorvidas do trato gastrointestinal podem ser usadas pelas células na forma original. O fígado altera a composição química de muitas delas, transformando-as em formas mais utilizáveis.

Quando ocorre a lentidão ou falência, por exemplo do fígado, as substâncias ingeridas não são adequadamente metabolizadas. Estes subprodutos são transportados pela corrente sanguínea e libertados durante as trocas gasosas ocorridas no pulmão. Assim, quando estes compostos voláteis apresentarem odor carregado, serão detectados no ar expirado.

5- Halitose causada pela alteração do fluxo salivar

Sabe-se que os constituintes salivares exercem funções variadas e um dos factores que mais influência na composição salivar é a taxa de fluxo (quantidade). Observa-se que, tanto na parótida como na sub-mandibular, a diminuição da taxa de fluxo leva a uma redução de quase todos os elementos constituintes da saliva.

Assim a diminuição do ião de bicarbonato, diminui a capacidade tampão da saliva (capacidade de estabilização do pH dentro de valores neutros) factor preponderante para o aparecimento da cárie dentária. A redução da quantidade de lisozimas e aglutininas, reduz a capacidade bactericida e bacteriostático da saliva e por fim, a mucina para além de favorecer a fixação de matéria orgânica na cavidade oral e orofaringe, aumenta a viscosidade salivar favorecendo a putrefacção dos próprios componentes salivares.

 

Exames auxiliares de diagnóstico e tratamento

Uma vez diagnosticado a partir dos vários métodos ou exames auxiliares de diagnóstico como a anamnese, a ectoscopia, a oroscopia, a halitometria, a avaliação dos padrões salivares, a avaliação dos hábitos alimentares, os exames por imagem, os exames laboratoriais e os testes microbiológicos, o passo seguinte é oferecer um tratamento/solução ao paciente.

O sucesso do tratamento da halitose reside na diminuição dos compostos voláteis de enxofre e outras substâncias desagradáveis. Assim, a maior parte dos tratamentos consiste em intervenções mecânicas e químicas no ambiente oral. As intervenções mecânicas são tipicamente a intensificação da escovagem dentária, o uso do fio/fita ou escovilhão e a raspagem da superfície lingual e as químicas faz-se com o uso de líquidos de bochecho antimicrobianos ricos em clorexidina.

Se, por outro lado, os exames auxiliares nos ditam que, por exemplo, a razão da halitose surge por falência de um órgão a actuação deverá ser multidisciplinar.

 

 

Bibliografia

-http://www.cdtatm.com.br/html /halitose.html

- http://www.saliva.com.br/saliva/ pdf/Sobrape.pdf

- http://doc.omd.pt/docs/folhetos/ folheto-omd-mau-halito.pdf

- Brunetti, M. C.; Fernandes M. I.; Moraes, R. G. B.; - Fundamentos de Periodontologia Teoria e Prática – Artes Médicas, 2007

 

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Época chuvosa

Saúde preparada para combater eventual surto de cólera

 

Quase toda a região do país já sentiu as primeiras chuvas desta época. Por isso, as pessoas têm sido alertadas a terem maior cuidado para evitar doenças como o paludismo e diarreias sendo necessário o reforço das medidas de higiene.

 

A cólera é uma doença intestinal grave, muito contagiosa, que ataca o ser humano. O doente tem diarreia abundante e pode perder com as fezes mais de dez litros de água por dia. Cinquenta por cento dos doentes não tratados podem morrer. Segundo as autoridades, existem zonas de maior risco, como o Cunene, Kuando-Kubango e uma parte do Namibe, por serem áreas com escassez  de água potável e, consequentemente, condições higiénico-sanitárias precárias.

Nesta senda, o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, em visita recentemente à província do Cunene recomendou medidas urgentes para o combate da cólera com vista a evitar o surgimento de novos casos.

Medidas essas que não servem apenas para a população daquela região, mas para todas as restantes províncias. Basicamente, trata-se de melhorar a distribuição de água potável, educar a população sobre os cuidados a ter e melhorar o funcionamento dos centros de tratamento comunitários da doença. Há também a necessidade da população acorrer sempre às unidades hospitalares mais próximas logo ao primeiro sinal de doença. Por outro lado, assegurou existir uma grande quantidade de vacina Rotavírus que protege as crianças contra as diarreias.

Segundo dados da direcção provincial da Saúde no Cunene, no período de 26 de Agosto a 30 de Outubro, assinalaram-se 26 óbitos por cólera, dos 807 casos registados.

 

Em Luanda

A exemplo das acções que acontecem um pouco por todo país, em Luanda, uma equipa de cerca de setenta profissionais da saúde, entre médicos, psicólogos e mobilizadores, estão a trabalhar regularmente nos últimos meses, em programas de sensibilização aos munícipes em matérias relacionadas com a prevenção da cólera, segundo a direcção da repartição de saúde da Comissão Administrativa da cidade. Além das campanhas de sensibilização, os técnicos estão a distribuir Hipoclorito de Cálcio para desinfectar a água de consumo.

 

SAIBA MAIS...

Como se apanha a cólera

A cólera só entra pela boca.

Pelo contato de uma pessoa doente com pessoas sadias quando não há higiene pessoal.

Pelas mãos sujas.

Pela água contaminada por vírus das fezes e vómitos do doente.

Pelos esgotos contaminados.

Pelas moscas e baratas sobre os alimentos.

Quais os seus sinais e sintomas

 Diarreia, náuseas e vómitos, cólicas abdominais, perda de peso, dores no corpo, câimbras.

Como evitar

 A cólera pode ser evitada através de três acções básicas:

 1 - Tratar da água;

2 - Destino adequado das fezes;

3 - Higiene das mãos e dos alimentos.

 Devemos tratar a água para matar os micróbios e evitar as doenças. Mesmo parecendo limpa, a água possui micróbios que causam vários tipos de doença, como a verminose e, principalmente, a diarréia.

Tratar a água significa torná-la saudável para consumo humano.

Como tratar a água?

 A água deve ser filtrada, fervida, ou clorada.

Filtrar: O filtro retira as impurezas contidas na água. A cada oito dias, as velas do filtro devem ser lavadas com açúcar.

Ferver: Ferva a água cerca de 10 minutos. A maioria dos micróbios existente na água não sobrevive a temperaturas elevadas.

 Clorar: Pingar duas gotas de hipoclorito de sódio (ou água sanitária) em cada litro de água.

Atenção aos reservatórios  de água

 Lave os vasilhames, tanques e cisternas por dentro e por fora com água limpa e sabão, usando uma escova ou esponja.

Esfregue bem com uma vassoura limpa as paredes dos tanques ou cisternas.

Depois de encher, trate a água nova e limpa com hipoclorito de sódio.

Atenção às hortaliças e frutas

 A alface, o coentro, a salsa, o repolho, a cenoura e a beterraba, quando comidos crus, podem conter germes causadores de doença. Por isso, é necessário lavar bem as verduras, retirando qualquer sujidade e colocá-los de molho na água limpa com vinagre.

 

 

 

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Mulheres angolanas em idade fértil protegidas contra  o tétano

 

Cerca de três milhões de mulheres em idade fértil (dos 14 aos 49 anos) estão a ser vacinadas contra o tétano numa campanha nacional iniciada em Outubro, nos 66 municípios de maior risco para esta doença.

Esta é a terceira campanha de imunização que as autoridades sanitárias angolanas organizam contra o tétano para proteger as mulheres em idade fértil e os recém-nascidos, com o apoio da OMS, UNICEF e outros parceiros da iniciativa internacional de vacinação, tendo as duas anteriores coberto os 166 municípios do país, em 2010 e 2011.

Sob o lema «Vamos Participar e Vamos Mobilizar», o lançamento da campanha aconteceu no município de Cacuaco em Luanda e teve a participação da Directora Nacional de Saúde Pública, Adelaide de Carvalho, da Directora Provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa Campos, do representante da OMS, Hernando Agudelo, do representante do UNICEF, Francisco Songane, assim como de autoridades provinciais, municipais e comunais, profissionais da saúde, músicos e grupos teatrais.

Para atingir as mulheres em idade fértil, a campanha de vacinação será realizada em duas fases, sendo a primeira nas áreas urbanas, mediante postos fixos nas unidades sanitárias, e em postos avançados em escolas, mercados, igrejas, entre outros; e a segunda fase em áreas rurais, mediante equipas móveis que visitarão as aldeias e comunas para proteger as mulheres contra o tétano.

 

 

 

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Pólio

Director Regional da OMS para África apela para um maior reforço dos Programas Nacionais de Vacinação

 

O Director Regional da OMS para África, Luís Gomes Sambo, apelou este mês aos governos, parceiros internacionais e populações a aumentarem a cobertura vacinal de rotina para 90 por cento no mínimo, melhorarem a qualidade das campanhas de vacinação, reforçarem a vigilância epidemiológica e aplicarem o Regulamento Sanitário Internacional.

«Esta é a via para acelerar a redução das doenças evitáveis pela vacinação e interromper definitivamente a transmissão do vírus selvagem da poliomielite», enfatizou o Director Regional da OMS para África.

Luís Gomes Sambo fez este apelo na capital angolana quando discursava na abertura da oitava Reunião do Grupo Consultivo Técnico sobre a Erradicação da Poliomielite que avaliou os progressos, dificuldades e definiu novas acções para garantir a contribuição da Região Africana no processo mundial de erradicação da poliomielite.

No discurso de abertura da Sessão, o Ministro angolano da Saúde, José Van-Dúnem, reafirmou o compromisso do governo em aprofundar os progressos obtidos na interrupção da transmissão do vírus dessa doença e reforçar a colaboração entre os estados africanos.

José Van-Dúnem recordou, com satisfação, que Angola regista zero casos de pólio há dois anos consecutivos, comparativamente aos 33 casos notificados em 2010.

«Este sucesso deve-se ao facto de termos implementado planos de emergência para assegurar a interrupção da circulação do vírus, assim como ao aumento das taxas de cobertura acima de 80% e a novas metodologias de monitorização e avaliação da qualidade da vacinação, com um maior envolvimento de autoridades governamentais», realçou o Ministro da Saúde de Angola.

 

 

 

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Chupetas - sim ou não?

Conheça as vantagens e desvantagens

 

Há quem as adore, há quem as deteste……

As mães usam este tipo de objectos calmantes há séculos para acalmar e sossegar bebés. E, por vezes, também crianças mais velhas. Enquanto algumas mães sentem que não conseguiriam sobreviver até ao final do dia sem dar ao bebé uma chupeta, outras progenitoras e alguns profissionais de saúde reprovam fortemente a sua utilização. O debate em torno do uso da chupeta dura há já uma série de anos e permanece um tema em que os pais continuam a receber conselhos contraditórios.

A sucção é um reflexo do bebé desde o útero materno e pode ser observado através de ecografias, que mostram alguns bebés a chupar o dedo. Esse reflexo é vital para o crescimento e desenvolvimento psíquico do bebé.

A criança, especialmente no seu primeiro ano de vida, tem uma necessidade fisiológica de sucção. Além da amamentação, que garante a sua sobrevivência, a sucção também promove a liberação de endorfina, uma hormona que produz um efeito de modulação da dor, do humor e da ansiedade, provocando uma sensação de prazer e bem-estar ao bebé.

A amamentação é suficiente para satisfazer o desejo básico de sucção do bebé, desde que ele esteja a mamar exclusivamente no peito e a mãe o ofereça sempre que o bebé quiser. É importante enfatizar que a sucção do bebé ao mamar no seio materno é completamente diferente do sugar o bico de um biberão ou chupeta. Mamar no peito é muito importante para o desenvolvimento da mandíbula e restantes ossos da face, dos músculos da mastigação, da oclusão dentária e da respiração de forma adequada.

 

Vantagens do uso da chupeta

— Alguns estudos evidenciaram possível efeito protector contra morte súbita, desde que seja introduzida após a terceira semana de vida ou com a amamentação já estabelecida e utilizada apenas durante o sono (recomendação oficial da Academia Americana de Pediatria - AAP).

— A principal vantagem do uso da chupeta é acalmar o bebé e ajudá-lo a dormir. O acto de sugar a chupeta ajuda a aliviar a dor, porque relaxa o bebé, e por isso muitos pais recorrem a ela quando a criança sofre de cólicas ou não está a conseguir acalmar-se. Ao sugar, os batimentos cardíacos do bebé ficam mais regulares.

—  A chupeta pode, em certos casos, ajudar bebés prematuros que estejam com dificuldade de pegar na tetina do biberão ou no bico do seio, para poder abandonar a alimentação por sonda. Ela funciona como um treino para a sucção.

 

Desvantagens do uso da chupeta

— Maior probabilidade de infecções nos ouvidos – está comprovada a relação entre a utilização prolongada da chupeta e infecções no ouvido médio (otites) . Pensa-se que a sucção numa chupeta aumenta a probabilidade de transferência da infecção da boca para a trompa de Eustáquio (a passagem de ar que liga o ouvido médio à parte de trás da garganta).

— Pode conduzir também a  prejuízos respiratórios importantes, levando a uma expiração prolongada, reduzindo a saturação de oxigénio e a frequência respiratória. A respiração acaba ficando mais frequente pela boca (respiração oral), o que piora a elevação do palato (céu da boca), diminuindo o espaço aéreo dos seios da face e provocando desvio do septo nasal. A respiração oral leva à diminuição da produção da saliva, que pode aumentar o risco de cáries. Como a respiração nasal tem a função de aquecer, humidificar e purificar o ar inalado e isto não ocorre de forma adequada na respiração oral, temos maiores hipóteses de irritações da oro faringe, laringe e pulmões, que passam a receber um ar frio, seco e não filtrado adequadamente.

— Associação a infecções gástricas e outras – o uso da chupeta foi associado a um maior risco de sintomas como vómitos, febre, diarreia e cólicas.

—  O uso de chupetas também está associado a maior probabilidade de candidíase oral (sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter uma chupeta com higiene adequada.

—  O uso da chupeta a longo prazo pode dar origem a problemas dentários. Usar a chupeta ou chuchar no polegar, pode dar origem a problemas durante o crescimento e desenvolvimento dos dentes, em especial se a criança ainda os usar como calmantes quando começar a nascer a dentição definitiva. Para corrigir estes problemas, a criança poderá necessitar de usar um aparelho dentário temporário ou fixo durante um ou dois anos quando for mais velha.

— A sucção da chupeta deixa os músculos das bochechas, lábios e língua flácidos, sem força. Isso trará prejuízos na mastigação e deglutição. A criança não conseguirá mastigar os alimentos mais consistentes, levando as mães a dar alimentação triturada, levando ao aumento da flacidez de toda a musculatura oro facial. O desenvolvimento da fala também será afetado já que a criança não terá força na musculatura para executar alguns sons. Habitualmente tem dificuldades na produção de todos os sons que impliquem um bom tónus do ápice da língua. Apresentam dificuldades em produzir o /l/, /r/, /t/, /d/, /s/, /z/…...

— Problemas na linguagem – o uso da chupeta impede os bebés de palrar, um passo importante na aprendizagem da fala, desincentivando os bebés mais velhos da conversa de que necessitam para desenvolver as competências de linguagem.

— O uso diário da chupeta interfere na amamentação – existem fortes indícios de que os bebés que usam chupeta deixam de mamar mais cedo do que aqueles que não usam chupeta diariamente. Um estudo concluiu igualmente que as mães dos bebés que usam chupeta conseguem amamentar em exclusivo durante menos tempo ou referem falta de leite quando o bebé tinha pelo menos um mês de vida.

O uso de chupetas e a sua relação causal com o facto de algumas mulheres desistirem da amamentação é uma questão controversa. Alguns argumentam que as mães usam chupetas porque estão a deparar-se com problemas na amamentação ou porque, na realidade, não querem amamentar. Outra linha teórica defende que os bebés têm dificuldade em transitar da sucção na chupeta ou tetina artificial para a sucção no mamilo – designado por vezes por “confusão de mamilos”. Outros acreditam que a sucção numa chupeta em vez do mamilo leva a uma falta de estimulação da produção de prolactina pelo peito, conduzindo por sua vez a uma menor produção de leite. As mulheres que desistem da amamentação nos primeiros seis meses referem frequentemente que a causa é a “falta de leite”.

Independentemente do motivo, o uso diário da chupeta está associado à interrupção da amamentação antes de o bebé atingir os três meses de idade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que todos os bebés sejam amamentados em exclusivo durante os primeiros seis meses devido aos enormes benefícios do leite materno. Por conseguinte, tanto a OMS como o Fundo das Nações Unidas para a Infância desaconselham fortemente o uso da chupeta.

 

 Até que idade é aceitável que a criança use chupeta?

Recomenda-se que a idade de três anos seja a época limite para a eliminação do uso de chupeta. Entretanto, reconhecemos que o ideal seria remover gradualmente esse hábito até os dois anos, sendo esta a idade do fim da fase oral. Quanto mais cedo a chupeta for banida, maiores as probabilidades de autocorrecção de possíveis desarmonias nas arcadas dentárias devido ao uso do acessório. Espera-se que a partir dos dois anos e meio e os três anos, a criança, que já estará envolvida em actividades diversas, pelo que começa a desligar-se do hábito de chupar chupeta, porque tem outros interesses.

 

Como usar a chupeta

O choro constante do bebé pode desestabilizar a família inteira, e o que o bebé mais precisa para se desenvolver com saúde é de um ambiente tranquilo. Em nome dessa paz pode ser que valha a pena tentar a chupeta. Para isso, siga as seguintes dicas:

— Use chupetas ortodônticas e adequadas para a idade do bebé (procure informações na embalagem).

— Mantenha as chupetas sempre limpas - esterilize-as com frequência, idealmente todos os dias, pelo menos nos primeiros três meses do bebé. Se for guardá-las dentro de caixinhas especiais, esterilize a caixinha também.

— Troque a chupeta se notar que ela está desgastada, furada ou pegajosa.

— Nunca mergulhe a chupeta em alimentos doces como açúcar, para fazer o bebé parar de chorar. Esse costume pode provocar cáries.

— Limite o uso da chupeta ao estritamente necessário, como durante crises de cólicas ou na hora de dormir.

— Espere o bebé precise da chupeta, em vez de colocá-la na boca dele automaticamente.

— Tente tirar o hábito de chupar chupeta o quanto antes

— Não deixe que o uso da chupeta se torne um vício para o bebé, especialmente durante o dia. Deve ser o adulto a controlar o uso da chupeta e não o bebé. Não a deixe à disposição e evite prende-la à roupa do bebé.

 

Como largar a chupeta

— Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta.

— Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente. Seja firme.

— Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, autocolantes ou quadros de estrelas – nunca dê doces em troca da chupeta.

— Reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta - elas adoram sentir-se mais crescidas.

— Incentive a criança a dar  todas as chupetas para alguém - nem que seja o Pai Natal ou o Coelhinho da Páscoa. Depois que isso aconteça, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca.

— Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram. Há quem faça, por exemplo, um furo na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta está estragada.

— Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante uma gripe, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas da vista dele e espere. Quando o seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente.

— Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina - de criança grande - não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar.

 

 

 

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Lançamento do projecto de educação higiénico-sanitária

Mais saúde para o bairro da Boavista com o apoio da BP

 

A Organização Não-Governamental "Acção Integrada para o Desenvolvimento Comunitário (AIDC)", em parceria com a Administração Comunal do Patrice Lumumba, procedeu à entrega de diplomas a 44 activistas em educação higiénica e sanitária formados no bairro da Boavista em Luanda.

 

Segundo o vice-presidente do conselho de administração desta ONG, Domingos Jorge, a acção de formação decorreu durante uma semana e dos quarenta e quatro formados havia desde jovens de 15 anos de idade a adultos de 50 anos, com maior predominância sexo feminino.

A BP, financiadora deste projecto, no âmbito das suas práticas de responsabilidade social, disponibilizou para o efeito 14,7 milhões de kwanzas. De acordo com Elzira Rodrigues, responsável da AIDC, “o projecto tem como objectivo mudar a consciência da população, alertando-a para os perigos que o lixo causa e assim contribuir para acabar com muitas doenças”. Acresce que “poderá servir de exemplo para outras áreas da cidade”.

 

População satisfeita

Na Boavista já aconteceram dois casos de cólera em anos consecutivos. A população que afluiu ao local mostrou-se bastante satisfeita pois sente que, finalmente, o quadro crítico de doenças causadas pelo lixo, como a cólera e a malária, poderá ser revertido com as campanhas de limpeza programadas doravante todas as sextas-feiras e sábados com a participação de todos.

Segundo Elzira Rodrigues “a população reagiu muito bem à formação dos activistas e começámos a receber pedidos de moradores que querem juntar-se a esta causa e participarem nas campanhas de limpeza”.

Germano Tchitumba, formador em representação da Administração da Comuna do Patrice Lumumba, também ouvido pelo Jornal da Saúde, afirmou “o que nós queremos mais é que a própria comunidade participe, porque os activistas só darem a conhecer e sensibilizar não vai bastar se não houver a moldura humana da população a participar das actividades. Consideramos assim este projecto da AIDC um bom princípio e, como representantes da administração apoiamos”.

A activista Antónia Medina que vive no bairro da Boavista, desde 1971, disse que é a primeira vez que acontece algo do género aqui, e pensa contribuir com o seu melhor. Dona Antónia, logo que soube do projecto, mobilizou toda a sua família e os seus oito filhos também participaram da formação. “Vêm aí as chuvas e penso já pôr em prática o que aprendi na formação. Agradeço a ajuda que nos vem dar esta organização” salientou.

Para o activista Délcio Mulemba, recém-diplomado, a sua acção a partir de agora “vai ser em prol da campanha, porque tudo o que mais quer é ver o meu bairro limpo”.

Délcio aproveitou a oportunidade para deixar a seguinte mensagem: “A todos os jovens, sejam eles da Boavista ou de outros bairros de Luanda, peço que ajudem neste tipo de campanhas, porque não é o governo que produz esse lixo, quem está a fazer o lixo é a população, então que seja esta a acabar com o lixo. É este o meu conselho”.

Por parte da BP esteve presente o Director do Desenvolvimento Sustentável, Gaspar Santos. Na sua intervenção pediu empenho total dos activistas na sensibilização de todos os moradores para a redução considerável das lixeiras naquele local.

Um representante do Ministério do Ambiente, a responsável dos serviços comunitários de Luanda e da comissão de moradores, dirigentes da Elisal, dos Caminhos de Ferro de Luanda, da Textang (lugar onde decorreu a acção de formação) e os representantes da Sonils e da Panalpina, compareceram para testemunhar o acto patrocinado pela BP Angola.

 

O que é o lixo?

De uma forma sintética, o lixo corresponde a todos os resíduos gerados pelas actividades humanas, considerados sem utilidade e que entraram em desuso.

O lixo é um fenómeno puramente humano, uma vez que na natureza não existe, pois tudo no ambiente agrega elementos de renovação e reconstrução do mesmo. O lixo pode ser encontrado no estado sólido, líquido e gasoso.

O lixo pode ser classificado como orgânico (restos de alimentos, folhas, sementes, papéis, madeira entre outros), inorgânico – e este pode ser reciclável ou não (plástico, metais, vidros etc.) –, lixo tóxico (pilhas, baterias, tinta etc) e lixo altamente tóxico (nuclear e hospitalar).

Todas as cidades enfrentam diversos tipos de problemas, entre os quais, a questão do lixo, principalmente o sólido. Diariamente as cidades emitem uma enorme quantidade de lixo e grande parte desses detritos não são processados, ou seja, o excedente vai sendo armazenado em proporções alarmantes. O problema cresce gradativamente, devido o elevado número de pessoas e o grande estímulo ao consumo.

Antes da Primeira Revolução Industrial, o lixo produzido nas cidades era composto basicamente por elementos orgânicos. Além disso, o número de habitantes era menor, assim como os centros urbanos. Os moradores enterravam os resíduos no próprio quintal.

Após o período da Primeira Revolução Industrial, houve um grande crescimento da produção industrial, aumento significativo da população, processo que teve um enorme incremento após a Segunda Guerra Mundial, a partir da qual se verifica um aumento exponencial da quantidade de lixo e uma diversificação na sua composição.

Perigos que acarreta

O lixo é mais evidente nos países em desenvolvimento, onde muitas vezes não existe um sistema de colecta de lixo e saneamento eficaz. Entre outros

 

 

Perigos que acarreta:

—Disseminação de insectos e ratos que são hospedeiros de doenças, como a malária, peste bubónica, dengue, leptospirose e, indirectamente, a cólera, entre outras.

—Decomposição de matéria orgânica que gera um odor desagradável e produz um líquido ácido de cor escura, absorvido pelo solo e que atinge o lençol freático, tornando-o poluído.

—Contaminação do solo com produtos tóxicos e das pessoas que estão em contacto.

—Deslizamento de encostas.

—Assoreamento de mananciais e enchentes.

—Armazenamento de materiais que não são biodegradáveis.

 

 

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Caminhadas

Odebrecht promove hábitos saudáveis junto aos seus trabalhadores

 

Para os trabalhadores da Odebrecht em Luanda e da obra da hidroeléctrica do Laúca, província do Kwanza Norte, a iniciativa de realizar uma caminhada, com o fim de promover a integração e práticas de saúde e bem-estar,  foi realizada no dia 27. Uma jornada agradável para todos, tanto para os colaboradores em Luanda, quanto em Laúca.

Na baía de Luanda, os trabalhadores da Odebrecht e seus familiares formaram um grupo de aproximadamente 350 pessoas e percorreram cinco quilómetros. No trajecto, os participantes tiveram à disposição pontos de hidratação, com água e bebidas isotónicas, e foram acompanhados por profissionais de educação física que guiaram a atividade desde o aquecimento.

Para as crianças, foi montado um espaço com brinquedos, bonecos e monitores de recreação infantil.

Para completar a promoção de hábitos saudáveis, a área de saúde da Odebrecht Infra-estrutura Angola reforçou a campanha de prevenção e tratamento da hipertensão organizada  para os trabalhadores no país, tendo montado uma tenda com profissionais da saúde para o monitoramento da tensão arterial. Por outro lado, e em adesão à campanha Outubro Rosa, realizada pelo Instituto Nacional do Cancro – que visa alertar a sociedade quanto aos cuidados a ter no que se refere ao cancro da mama –, a médica da Odebrecht, Paloma Gregório, aproveitou para esclarecer sobre os cuidados básicos a serem observados de modo a prevenir ou a possibilitar um diagnóstico precoce (processo de palpar, observação da presença de líquidos no bico do seio, etc),  para além de entregar um laço de cetim rosa aos participantes da caminhada, como forma de fixar e caracterizar a aderência à campanha.

 

…e nas obras de Laúca

No canteiro de obras da futura hidroelétrica de Laúca, província do Kwanza-Norte, o evento foi realizado pela primeira vez com trabalhadores do projeto, contando com a adesão de, aproximadamente, 300 participantes que fizeram alongamentos e uma caminhada de quatro quilómetros, fomentando a prática do desporto e a promoção da saúde.

 

Benefícios para a saúde

De acordo com os centros de controle de doença dos Estados Unidos (US Centers for Disease Control), os benefícios da atividade física para a saúde são extremamente importantes, não só no controle de doenças crónicas, mas também na redução  do risco de morte prematura em decorrência das principais causas de morte no mundo, como as doenças cardíacas e alguns tipos de cancro.

Estima-se que o sedentarismo seja causador de 1,9 milhões de mortes a nível mundial. É também a causa de 10 a 16% do cancro da mama, cólon e recto, bem como da diabetes mellitus, e, ainda, de cerca de 22% da doença cardíaca isquémica.

Pessoas fisicamente ativas durante cerca de sete horas por semana têm um risco 40% menor de morte prematura do que aquelas que são fisicamente ativas por menos de 30 minutos por semana.

Além de todas estas vantagens na promoção da saúde, a atividade física também  tem impacto na redução dos sintomas de depressão e ansiedade. Ajuda a controlar o peso e  a desenvolver e manter os ossos, músculos e articulações saudáveis, contribuindo assim para que os idosos fiquem mais fortes e tenham mais mobilidade. Sem dúvida que proporciona o bem-estar físico e psicológico em qualquer idade.

 

 

 

 

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Campanha de prevenção do cancro da mama

 

A área de  saúde do Projecto Vias Expressas, da Odebrecht Infraestrutura em Angola, promoveu, no mês de Outubro, um ciclo de palestras com as mulheres sobre o cancro da mama.

As palestras ministradas pelos médicos Rogerio Barcelos e Marise Chaves realçaram a importância dos cuidados a ter para prevenção.

Durante as palestras as mulheres aprenderam a realizar o auto exame para avaliar possíveis alterações.

“A realização do auto-exame deve ser feita ao menos uma vez por mês. A melhor altura para fazer é aproximadamente uma semana depois do período menstrual”, refere a médica responsável pela área de saúde, Paloma Baiardi Gregório.

O cancro da mama é a segunda maior causa fatal de cancro em mulheres.

Em Angola, o cancro da mama tem afectado as mulheres entre os 35 e 39 anos de idade. Luanda é a região que mais casos regista.

 

 

 

 

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Testagem voluntária no local de trabalho, o novo desafio

 

Nos dias que correm, já não deveria constituir novidade que fazer o teste do VIH é a melhor maneira de saber se uma pessoa é ou não portadora do vírus. De resto, em caso positivo ou negativo, saberá a pessoa como se tratar ou como se proteger do vírus.

 

Na África Austral, região onde Angola se encontra situada, o VIH tem tido, e continua a ter, graves efeitos nos homens e mulheres em idade entre os 15 e 24 anos, altura em que os mesmos se preparam para entrar para o mercado do trabalho. Assim sendo, em qualquer país, o local de trabalho constitui um sítio ideal para facilitar o acesso a todos os trabalhadores para a prevenção, tratamento, cuidados e apoios ao VIH.

A produtividade e o rendimento poderão estar seriamente comprometidos devido à ausência de trabalhadores, como resultado de doenças sexuais e reprodutivas, incluindo o VIH, as Infecções de Transmissão Sexual e outras infecções oportunísticas como a Tuberculose e cancros reprodutivos como o da próstata, da mama ou do colo do útero.

 

A responsabilidade das empresas

Uma vez que estas doenças podem ser prevenidas e geridas através do fornecimento de informação e serviços, um desafio se coloca a todas empresas, sejam elas privadas ou estatais, nacionais ou internacionais: é urgente e imperioso que as empresas contribuam para que os seus trabalhadores tenham acesso ao aconselhamento e testagem voluntária. E, mais importante ainda, estendam essas acções à elaboração e implementação de programas de promoção da saúde no local de trabalho, com a participação do Ministério da Administração Pública Emprego e Segurança Social (MAPTSS), do Comité Empresarial Contra o VIH e a SIDA, INLS – Instituto Nacional de Luta contra o VIH\SIDA e dos Sindicatos.

Estes programas cujo objectivo principal visam providenciar informação, educação e serviços relacionados com saúde sexual e reprodutiva deverão entre outras actividades permitir no local de trabalho, a realização regular de sessões de informação, realizar eventos de aconselhamento, testagem voluntária e rastreio periodicamente em colaboração com os provedores de serviços, fornecer informação sobre onde os trabalhadores podem ter acesso à tais serviços e não menos importante, fornecer preservativos.

Através destes programas, as empresas nos seus locais de trabalho podem complementar os esforços nacionais, e a materializar os importantes compromissos regionais e globais destinados a melhorar a saúde sexual e reprodutiva.

Por isso mesmo, no âmbito do Plano Estratégico Nacional de Respostas às Infecções de Transmissão Sexual, VIH e SIDA para o período de 2011 – 2014 em relação à componente da prevenção da vulnerabilidade e transmissão sexual espera-se que seja aumentada a proporção da população que conhece o seu estado serológico e, por via disso, se em caso de serem portadores possam buscar os serviços adequados às suas necessidades (Aconselhamento e Testagem Voluntária). A meta até final de Dezembro de 2013 era conseguir dois milhões de testes. As estatísticas ainda estão longe de atingir esta cifra mais, pensando além do horizonte, quem sabe, em 2015, cheguemos aos cinco milhões.

Alimentar sonhos é possível, realizá-los é a nossa meta, individual e colectiva. Faça o seu teste e ajude a sua empresa a implementar um programa mais abrangente, multidisciplinar e multisectorial traduzido na provisão de serviços de prevenção, facilitação de serviços de tratamento de doenças e questões sexuais e reprodutivas incluindo o VIH, a violência baseada no género e todos os cancros reprodutivos.

O aconselhamento e a testagem voluntária vão para além dos requisitos legais. Devem basear-se em acções voluntárias de ambas as partes: trabalhador e empresa. Faça a sua parte. Das empresas esperamos que ofereçam a todos sem discriminação ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Até lá, aconselhamento e testagem voluntária no local de trabalho já é a palavra de ordem do momento.

 

Dia Mundial da Luta Contra o VIH / Sida

Junte-se à marcha!

No sábado, 30 de Novembro, o Comité Empresarial Contra o VIH e SIDA em Angola, entidades da sociedade civil (ANASO), e o Instituto Nacional da Luta Contra a Sida, com o apoio do Jornal da Saúde, promovem uma marcha de sensibilização alusiva ao Dia Mundial da Luta Contra a Sida que se celebra a 1 de Dezembro. A concentração é às 7 horas, na Cidadela. A marcha sai às 9h00 e segue até a Praça da Família (no 1º. De Maio).

No dia seguinte, 1 de Dezembro, decorre, no estádio dos Coqueiros, um evento de confraternização das empresas associadas do CEC, liderado pela Esso. Entre outras actividades, destaca-se um jogo de futebol feminino, ginástica rítmica para gestantes e a dança da família. Um, ou os dois, embaixadores da Onusida (C4Pedro e Titica) estão convidados e devem animar o evento,  além de outros artistas.

As empresas interessadas em ingressar no CEC - Comité Empresarial Contra o VIH e a SIDA podem contactar a redacção do Jornal da Saúde.

 

 

 

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Bons exemplos empresariais

Anglobal realizou a  1ª Semana de Prevenção VIH/SIDA

 

A Anglobal realizou, entre 14 e 18 de Outubro, em Luanda, a sua primeira ação do Projecto Cuidar, com o objectivo de promover o bem-estar e a qualidade de vida dos seus colaboradores. Para o efeito contou com a colaboração da equipa da Climed Serviços de Saúde que ministrou palestras e realizou a testagem no local de trabalho com material de apoio do INLS – Instituto Nacional de Luta contra o VIH\SIDA. Participaram da actividade 149 colaboradores. As palestras foram realizadas nos Estaleiros de Viana, no Gamek e nos escritórios centrais no Morro Bento.  A adesão à testagem atingiu quase 80%.

A segunda acção foi efectuada nas suas instalações em Benguela, no início de Novembro, com a colaboração do Governo provincial de Benguela - Repartição de Saúde e Combate ao VIH – INLS. Assistiram à palestra, ministrada por Aline da Mata, 76 colaboradores.  Realizaram-se  51 testes.

 

 

 

 

 

 

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