MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

A saúde é um combate diário

 

A melhoria das condições de saúde das populações é um combate diário. A alimentação saudável e a prática de exercício são ferramentas necessárias e conhecidas para o combate nessa guerra. Medidas de higiene simples, como por exemplo a lavagem frequente das mãos, são do conhecimento geral e eficazes para a prevenção de variadas doenças. Mas, infelizmente, nem todos têm a oportunidade ou possibilidade de praticar estas medidas, nem todos nascem ou permanecem saudáveis.

 

No combate diário contra a doença estão todos os dias, a todas as horas, milhares de profissionais de saúde e investigadores que, durante anos a fio, procuram uma solução para uma qualquer doença. No século XX e no século presente, a procura mais premente tem sido a da Sida e do cancro. Tanto uma como a outra continuam a matar prematuramente. Mas, tanto numa como na outra, já há meios que permitem aumentar a esperança de vida do Homem, ou que, no caso do cancro, consiga mesmo a cura.

 

Por isso, a  ONUSIDA (agência da ONU para o combate à Sida), no relatório divulgado este mês, lança a mensagem:  “Há Esperança e há desafios”. Durante muitas décadas o vírus da SIDA, e a própria doença, têm vindo a matar milhões de pessoas em todo o mundo. Actualmente, após anos de investigação e um enorme financiamento, já é possível viver com o vírus da Sida, o VIH. Possível, para quem tem acesso aos medicamentos, caros, e os quais nem todos os países conseguem adquirir. Por isso também, a ONUSIDA  se vem batendo, há vários anos, por uma causa: a de pôr um fim ao “fosso” (gap) entre os países ricos e pobres, entre pessoas que têm acesso a medicamentos e vivem e as que não têm acesso.

 

 

 

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Vacina contra vírus do Papiloma Humano a introduzir em 2015 para evitar doenças como o cancro

 

A vacina, que pode ser responsável pelo cancro do colo do útero, combate muitas outras doenças.

 

O vírus do papiloma humano (HPV) é responsável por um elevado número de infeções que, na maioria das vezes, não têm sintomas e desaparecem de forma espontânea mas que tanto pode originar tanto lesões benignas como evoluir para um cancro, com destaque especial para o cancro do colo do útero.

O HPV é um vírus sexualmente transmissível com a capacidade de infectar todas as pessoas, independentemente do seu sexo, idade, etnia ou localização geográfica.

Desde o início dos anos 90, a associação deste vírus com o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero, verrugas e outras patologias anogenitais, tem sido muito forte, acreditando-se actualmente que esteja presente na grande maioria de casos de cancro do colo do útero.

Esta medida das autoridades de saúde foi anunciada pelo ministro da Saúde, José Van-Dúnem, na abertura da 10ª Conferência Internacional sobre a Situação do Tratamento do Cancro em Áfria, designado "AORTIC PALOP", em Outubro, em Luanda, organizado pelo Centro Nacional de Oncologia.

A estratégia está definida no Plano Nacional para Desenvolvimento Sanitário (PNDS) de 2012-2015 aprovado pelo Executivo, e inclui fundamentalmente a sensibilização das pessoas para a importância dos estilos de vida saudáveis, visando acções  de prevenção como a introdução da vacina VPH.

Outro objectivo é capacitar os profissionais de saúde para detectarem, prevenirem e tratarem o cancro, na medida do possível. Pretende ainda a implementação de intervenções para a detecção precoce, particularmente, nos cuidados primários de saúde, e a intensificação de acções de vigilância epidemiológica.

Van-Dúnem referiu que o mundo de hoje possui conhecimentos científicos que evidenciam que um terço de cancros podem ser prevenidos com medidas preventivas relacionadas com os estilos de vida, como a eliminação do uso de tabaco, a redução do consumo excessivo de álcool, a prática de actividade física regular e a adopção de uma dieta rica em fruta e vegetais.

O responsável anunciou também a cooperação com os outros países africanos, particularmente os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a ajuda mútua e a partilha de conhecimentos nesta área.

A nível dos PALOP, deverá haver um investimento na criação de Centros de excelência para a formação de quadros, desenvolvimento da investigação, bem como a produção de material científico em português, que contribua de forma dinâmica para a formação de profissionais, de inovadora, e também para a melhoria qualitativa dos profissionais de saúde.

 

 

 

 

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A electromedicina é um futuro que já começou

 

Trazer para Angola os melhores meios de diagnóstico e contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde é uma prioridade da Tecnimed.

 

O administrador comercial da Tecnimed, Rui Coelho, disse, em entrevista ao Jornal da Saúde, que a empresa existe há vinte e um anos em Angola, sendo constituída por cinco sócios. Actualmente, conta com cem funcionários, dos quais trinta técnicos, quatro dos quais cubanos e catorze engenheiros nacionais especializados e formados no exterior, no âmbito de um acordo rubricado com os parceiros do grupo.

A Tecnimed, com sede na Província de Luanda, é uma empresa angolana vocacionada para fornecimento de equipamentos médicos na área da electromedicina para os hospitais, e substituiu a antiga Tecnidata extinta em 1993.

A empresa, segundo Rui Coelho, tem como missão contribuir, através de parcerias, para o progresso, desenvolvimento e melhoria da qualidade dos serviços médicos à população angolana. O administrador da Tecnimed afirmou que a empresa é, neste momento, “uma das principais empresas do país na promoção de soluções hospitalares”.

Representante de uma gama de produtos hospitalares de mais de vinte parceiros internacionais, como Siemens, Drager, Schiller, Schmitz, Sirona, Tuttnauer, Martin, Hill-Rom, Agfa, Bbraun, Leica e Olympus, entre outras, a empresa vem trabalhando para a melhoria dos cuidados de saúde, através da comercialização da vasta gama de produtos hospitalares que representa no país.

“A empresa não se limita ao fornecimento de equipamentos hospitalares, inclui também, consumíveis para hospitais, clínicas, e centros de saúde. Tem também disponíveis equipamentos para consultórios das especialidades de cardiologia, estomatologia, otorrinolaringologia, urgência, obstetrícia/ginecologia, ortopedia, urologia e outros. A empresa tem uma forte componente na área da imagiologia”, disse.

Os produtos da empresa são distribuídos em todas as províncias do país, mas a Tecnimed tenciona alargar o volume de negócios e, para tal, irá abrir, numa primeira fase, filiais em Malange, Huila, e Benguela.

“Para alcançar este objectivo, tem sido essencial a aposta na formação de profissionais - principalmente jovens - nas áreas em que a empresa pretende melhorar o desempenho e a qualidade dos serviços. A empresa quer mesmo atingir dimensão internacional num horizonte de cinco anos”, adiantou.

Segundo o responsável, a liderança no mercado angolano traz à Tecnimed responsabilidades acrescidas na área da introdução de tecnologias de ponta num país em desenvolvimento.

A empresa tem como objectivo principal concentrar os investimentos nas áreas referidas, pois sabe que a “electromedicina é um mercado com um enorme potencial. Subjacente a este objectivo está a necessidade de trazer para Angola melhores meios de diagnóstico para garantir a qualidade nos serviços para garantir a melhoria da qualidade dos serviços de saúde”.

“Por isso, disse, quer continuar a crescer no mercado e ser reconhecida como parceiro credível pelo Estado angolano, uma vez que sente um enorme orgulho por saber que contribui activamente para o progresso da saúde no país”.

O Administrador prevê que o Programa Nacional de Formação de Quadros traçado pelo executivo venha dar um impulso importante ao sector.

Rui Coelho disse que o Estado angolano preocupa-se com a formação de quadros, pois tem consciência que a sua maior riqueza é o povo. É necessário, pois, exigirmos mais dos técnicos nacionais e também, obviamente, oferecer mais oportunidades. É fundamental também regulamentar algumas leis que complementem as já existentes para disciplinar a entrada e comercialização dos equipamentos hospitalares no país.

 

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“Cegueira dos rios" atinge nove províncias de Angola

 

A oncocercose, doença conhecida como “cegueira dos rios”, existe em 9 das 18 províncias e em 44 dos 161 municípios de Angola, ameaçando uma população de mais de 2,5 milhões de pessoas.

 

O Director do Programa Africano de Luta contra a Oncocercose (APOC),Jean-Baptiste Roungou, efectuou este mês uma visita oficial a Angola com vista a sensibilizar as autoridades angolanas e os parceiros do sector da saúde para a luta contra a oncocercose, e motivar os agentes comunitários a aumentar as campanhas de sensibilização e participação das populações em risco.

Esta doença pode ser eliminada com um tratamento massivo sob direcção comunitária (TIDC), com «Ivermectina», medicamento que deve ser administrado uma vez por ano nas áreas de risco.

Com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS)/APOC, o país está a implementar oito projectos «TIDC», cobrindo mais de 3.240 comunidades endémicas.

Com cerca de meio milhão de pessoas cegas e uma estimativa de 120 milhões de pessoas em risco em 31 países africanos, a oncocercose é a principal causa de cegueira em vários países do continente.

A oncocercose é causada pelo parasita nematóide Onchocerca volvulus, transmitido a humanos pela picada da mosca da espécie Simulium damnosum comum em áreas próximas dos rios. As formas adultas parasitam o ser humano, formando nódulos (oncocercoma) no tecido conjuntivo, por baixo da pele ou no tecido adiposo.

Apesar de não existir um estudo em Angola sobre o impacto socioeconómico desta doença, os especialistas estimam que os casos de cegueira causados pela oncocercose afectam consideravelmente a mão-de-obra, desestruturam as famílias afectadas e e a economia familiar, e diminuem o rendimento escolar das crianças afectadas.

O APOC foi lançado em 1995, com o objectivo de eliminar a oncocercose enquanto problema de saúde pública em África e as suas actividades em Angola começaram em 2005.

A OMS assegura que a eficácia do TIDC é comprovada e que está em fase de expansão em coordenação com outras intervenções de saúde pública, como por exemplo a distribuição de mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração.

O APOC presta um significativo apoio técnico, material e financeiro a Angola, incluindo a oferta de meios de transporte, mapeamentos epidemiológicos, formação de profissionais de saúde e missões de acompanhamento.

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Adesão de mulheres a consultas de planeamento familiar e pré-natal diminuiu número de mortes

 

A saúde da mulher e do recém-nascido em Angola estão, na generalidade, a evoluir num sentido positivo. Esta evolução é o resultado das políticas seguidas pelo Ministério da Saúde a nível da municipalização dos serviços de saúde no país.

 

Toda a estratégia que tem sido seguida, em Angola, no âmbito da saúde da mulher tem trazido muitos benefícios, garantiu o director-geral da Maternidade Lucrécia Paím, Abreu Pecamena Tondesso, nas jornadas científicas da instituição. O mesmo referiu que as políticas do Ministério da Saúde fizeram que com que muitas mulheres aderissem ao planeamento familiar, e às consultas pré-natais, o que contribuiu significativamente para a diminuição dos riscos da mortalidade infantil e a neo-natal.

Na Província de Luanda o nível de aceitação de novos serviços vem aumentado dia após dia. Actualmente os indicadores apontam um crescimento de 40 por cento.

Os partos não assistidos que chegam àquela Maternidade são muito preocupantes, porque os que são iniciados ou finalizados no domicílio são influenciados por algumas práticas não aconselháveis. “Há ainda muitos tabus que fazem com que várias mulheres procurem as parteiras tradicionais, sendo essa uma das situações que tem provocado a morte de muitas gestantes”, alertou.

Esses partos, fora do controlo das maternidades, têm causado vários casos de fístulas obstétricas, doença essa que impossibilita que as mulheres voltem a ter filhos.

Existem muitos casos destes no país – frisou.  “É necessário que quem de direito faça uma abordagem profunda deste problema para se pôr fim a este flagelo que vem vitimando muitas mulheres no continente africano e, particularmente, em Angola”, alertou o responsável.

“Estão a ser feitos vários trabalhos para a municipalização dos serviços, a par da  promoção da saúde junto das comunidades, para que as mulheres adquiram o hábito de se deslocarem aos serviços de saúde para terem partos seguros e assistidos.

 

Tensão alta induzida

pela gravidez

Uma das maiores preocupações daquela instituição são as doenças hipertensivas  (tensão alta) induzidas pela gravidez (eclâmpsia) que podem ser prevenidas. O tratamento deve ser feito por um profissional experiente, pois se isso não acontecer pode levar as gestantes à morte, disse.

Esta doença é a segunda causa de morte materna em Angola, seguida da hemorragia pós-parto, que pode prevenir-se com consultas pré-natais durante a gravidez para conhecer os factores de risco. A terceira causa de morte, na Maternidade Lucrécia Paim, é a sépsia, normalmente consequência de abortos ilegais e partos domiciliares. A estas causas juntam-se outras indirectas como a malária e a Hepatite A.

O director-geral da Maternidade disse ainda que a nível ministerial está a ser feito um esforço acrescido para reduzir a mortalidade materna e infantil no país.

Em média, disse, no banco de urgência da Maternidade, são atendidos diariamente cerca 145 casos. A nível de partos, anteriormente, era de 79 por dia mas, com a municipalização dos serviços de saúde, actualmente houve uma ligeira redução para 72.

 

Infertilidade é um

problema de saúde

pública

A infertilidade é um problema de saúde pública, sublinhou Tondesso, frisando que estão a ser dados os primeiros passos para inverter a situação no país. “O que dificulta a credibilidade e satisfação dos utentes é a não existência da lei que regulamenta o seu exercício”, afirmou.

O responsável referiu que a Maternidade tem feito uma consulta específica de infertilidade que faz o diagnóstico e a causa da mesma, o que permite orientar e motivar alguns procedimentos de baixa complexidade.

“E tem havido uma certa adesão, porque em três meses, houve mais de 400 pessoas atendidas”. Mas Tondesso teme que possa ainda subsistir uma certa desconfiança de todos os serviços por parte das populações.

“O planeamento familiar deve ser considerado pela sociedade como a melhor solução para se reduzir a mortalidade e os abortos espontâneos”, concluiu o director-geral da Maternidade Lucrécia Paím.

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Melhor ginástica cerebral é ser bilingue

Esta indicação poderá ajudar no combate ao Alzheimer

 

As pessoas que falam vários idiomas exercitam mais a mente e aprendem de forma natural a abstraírem-se de distrações, afirmam cientistas de duas universidades norte-americanas.

 

O bilinguismo é um tema que tem intrigado cientistas há muitas décadas. Por isso foram sendo efectuados diversos estudos sobre a actividade cerebral nestes casos.

O cérebro de uma pessoa que fala duas línguas desde criança, até aos 7 anos, funciona como uma espécie de semáforo. Quando precisa de escolher uma palavra, dá luz verde ao idioma que está a usar e bloqueia aquele de que não necessita.

Trata-se de um processo de seleção natural que, se for feito centenas de vezes por dia, funciona como uma ginástica involuntária que melhora a massa cinzenta, segundo um estudo agora apresentado pela investigadora Viorica Marian, psicóloga e autora principal do estudo da Universidade de Northwestern (Evanston, Estados Unidos).

Já existem investigações que indicam que falar dois idiomas permite combater melhor o Alzheimer ou a demência.

Duas universidades norte-americanas estão, actualmente, a estudar as vantagens que traz a utilização de uma segunda língua no dia-a-dia. "Os cérebros bilingues estão melhor equipados para processar a informação", explica Viorica Marian.

O cérebro de uma criança, até aos sete anos, adapta-se facilmente a qualquer inovação, dizem os especialistas. Entre os oito e os 18 anos de idade, a aprendizagem de línguas estrangeiras torna-se "mais académica e lenta", logo, mais complicada.

Ambas as equipas norte-americanas, da universidade de Washington e Northwestern, querem observar as partes do cérebro que se activam nas pessoas que dominam apenas um idioma e fazer a mesma análise nas que falam, pelo menos, mais uma língua estrangeira.

 

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Directora-geral do CMFR, Armanda da Conceição

“O processo de reabilitação de pessoas com deficiência física deve ser iniciado o mais precocemente possível após a avaliação de uma equipa multidisciplinar”

 

A directora-geral do Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR), Armanda da Conceição disse, em entrevista ao Jornal da Saúde, que o lema escolhido para o encontro, se deve à convicção de que é indispensável uma equipa multidisciplinar para a reabilitação socioprofissional dos utentes, e que a abordagem multidisciplinar deve ser assumida como um princípio subjacente ao processo de reabilitação.

Segundo a responsável, as jornadas pretendem fornecer aos participantes informação sobre a reabilitação em geral e, especificamente, em relação aos temas que o CMFR escolheu. Contudo, disse, o objectivo central é a ideia de que a reabilitação deve ser multidisciplinar e multiprofissional  e iniciada a mais precocemente possível.

 

— Que mensagem se pretende transmitir com este lema, e a quem é dirigida? Aos profissionais, para sua aprendizagem e posterior transmissão desta abordagem de reabilitação à população?

— A mensagem é dirigida, em primeiro lugar, aos funcionários do Centro de Medicina Física de Reabilitação (CMFR) e também a todos os demais profissionais de saúde. A população também tem que ser sensibilizada. Temos consciência de que a reabilitação ainda hoje é vista por muita gente como algo que consiste apenas em massagens.

É preciso combater esta ideia, uma vez que no processo de reabilitação participam, em geral, o médico de clínica geral, que faz a primeira abordagem, seguido do encaminhamento para o especialista, que tem a responsabilidade de tratar a patologia de base, passando para a fase da reabilitação propriamente dita, onde, em função da especificidade do caso, poderão participar o fisioterapeuta, o ortoprotesista, o acupunturista, o psicólogo clínico, assistentes sociais, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, e outros.

— Quantas pessoas vão participar nestas Jornadas, e de que área profissional são? Que conclusão gostaria que resultasse deste encontro?

— As previsões apontam para 130 pessoas. As Jornadas têm como público-alvo médicos, fisioterapeutas, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, psicólogos clínicos e assistentes sociais. Convidámos, também, especialistas em neonatologia e parteiras para participarem nos cursos pré-jornadas, que incidem na Paralisia Braquial Obstétrica (PBO).

— Qual a situação actual da Reabilitação em Angola e que reabilitação é efectuada no CMFR? Quem tem acesso a ela?

— A reabilitação em Angola está a sofrer uma restruturação profunda na sequência do diagnóstico feito nesta área da medicina, constatando-se a necessidade de serem criadas áreas de reabilitação a partir do primeiro nível de atendimento aos utentes. Quer dizer, ainda no hospital municipal ou no Centro de Saúde o utente deve beneficiar, na medida do possível, de uma intervenção da fisioterapia e de todos aqueles que garantam a reabilitação.

Devem ser encaminhados para o Centro de Medicina Física e de Reabilitação todos os casos que careçam de um programa de reabilitação mais específico, estruturado e suportado por fisiatras, ortopedistas, neurologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, ortoprotésicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e terapeutas da fala. Actuamos essencialmente em casos de lesões do aparelho neuro-locomotor.

A missão de CMFR é prevenir, diagnosticar, tratar e apoiar a reinserção social dos pacientes que aí acorrem. A prevenção é o centro da questão. Estamos a lidar com uma tarefa da sociedade em geral, como por exemplo no caso de acidentes rodoviários.

— Existe alguma articulação /cooperação entre o CMFR e os centros ortopédicos que existem no país?

— A articulação é permanente, não só com as instituições que tratam da reabilitação, mas com outras, como por exemplo, a Maternidade Lucrécia Paim. Após a participação num dos congressos da Maternidade, no qual se abordou a problemática da Paralisia Braquial Obstétrica (PBO) e a necessidade do seu tratamento precoce, visando uma reabilitação eficaz, o Centro começou a receber crianças com esta patologia com idade máxima de dois meses. Este exemplo é o resultado de um bom trabalho de equipa multidisciplinar e de cooperação entre duas instituições de saúde.  A relação com os demais Centros Ortopédicos ocorre através da troca de experiência em matéria de formação de quadros.

—  A Reorganização da Gestão de Utentes na Reabilitação do CMFR é um dos temas das Jornadas. O que significa? Em que consiste?

— Como vinha experimentando alguns constrangimentos no atendimento dos seus utentes, o Centro optou por melhorar a gestão dos mesmos. Assim, com o objectivo de reorganizar e melhorar a prestação de serviços, iniciou em Janeiro a formação dos recursos humanos. O processo abarcou a humanização dos serviços de saúde, adoptando-se como estratégia, a priorização em função do estado clínico do paciente (agudos/urgentes). Como resultado, diminuiu o tempo de espera, assim como melhorou a qualidade de serviço prestado.

Em conclusão, o Centro consegue atender um utente que tenha critério clínico de prioridade no prazo máximo de uma semana, quando, antes da reorganização o tempo de espera era de um mês, por vezes até mais.

— Quais são as principais situações clínicas que se apresentam no CMFR?

— A principal causa de admissão para a reabilitação no Centro de Medicina Física de Reabilitação de Luanda são as sequelas de AVC, seguida da Lombalgias de várias causas e Pé Equino Boto.

— O Centro reabilita pessoas com amputações? Em caso afirmativo quais são as principais causas?

— O Centro reabilita pessoas com amputações encaminhadas de várias instituições de Luanda e não só, sendo grande parte ocasionadas, actualmente, por acidentes de viação e vasculares (Diabetes). Anteriormente, a principal causa radicava na detonação de engenhos explosivos.

— De que forma o CMFR intervém em vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)?

— A reabilitação ao nível de AVC, assim como em relação às demais patologias consiste na garantia da melhor funcionalidade possível, tendo em conta a nova situação de saúde do utente, e não na devolução a 100% do seu estado antes do evento.

— Qual a importância da utilização de órteses, e quem tem acesso às mesmas?

Para melhor entendimento, a órtese é um aparelho ortoprotésico que potencia a funcionalidade de determinada parte do organismo, sobretudo as extremidades. Neste sentido, a sua importância resulta na garantia da estabilidade, cujo acesso é preferencialmente atribuído às pessoas a quem foi prescrita a utilização após avaliação em equipa multidisciplinar.

 

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Testemunhos

 

Testemunho de um paciente com sequelas de AVC

 

“Já estou doente há um ano e oito meses. Saí de Benguela para o Huambo. Estacionei o carro, não me sentia bem. Não sabia que tinha problemas de tensão arterial. Saí do carro. Quando cheguei ao quarto, avisei o meu ajudante que me acompanhava que não queria ser incomodado. Fechei a porta do quarto e caí. Só me encontraram no dia seguinte. Estive toda a noite no chão. Não falava quando me encontraram. Disseram-me que tive um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que me afectou a perna, o braço e a boca. Depois comecei os tratamentos no CMFR, com terapia da fala, electroestimulação, e outros tratamentos.  Agora já falo e mexo um pouco a mão.

 

Breve história de uma paciente do CMFR

 

“Estava grávida de quatro meses. Comecei a sentir-me doente. Fui ao hospital. Disseram-me que o bebé não estava no lugar e, de facto, a criança morreu. Comecei a sentir-me pior e fui perdendo a força nos pés. Estive assim durante 10 meses e depois vim ao CMFR.

O tratamento no CMFR é muito bom porque quando vim para aqui eu não andava, já estava numa cadeira de rodas. Um mês depois de ter começado aqui o tratamento já me punha de pé, e após dois meses já recuperei bastante. Os médicos dizem-me que vou voltar a andar. O pessoal daqui é muito paciente. Eu estou a melhorar rapidamente”.

 

 

 

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Resumos de algumas das comunicações apresentadas nas 1as. Jornadas Científicas do CMFR

 

Hidrocefalia – situação actual em Angola

 

A abordagem médico-cirúrgica da Hidrocefalia, por força da procura hospitalar e do seu contexto evolutivo no país, conheceu um maior enfoque científico e social nos últimos cinco anos.

Pela sua natureza fisiopatológica, frequência pediátrica e complicações ao nível de sequelas, configura-se no conjunto de outras patologias, nomeadamente a espinha bífida, a craniossinostose, os tumores do SNC, a paralisia cerebral, as alterações de base psico-mentais, entre outras, cuja atenção integral exige maior esforço profissional e institucional.

Pretende-se, pela primeira vez nestas jornadas, cruzar a perspectiva reabilitadora e fisioterapêutica em particular, com o objectivo de motivar os jovens formandos e melhorar a visão multi-disciplinar.

 

Mayanda Inocente

Médico Neurocirurgião

 

 

A importância da reabilitação respiratória em doentes com sequelas de lesão vértebro-medular

 

A lesão medular é uma das lesões mais devastadoras que uma pessoa pode sofrer, causando paralisia, perda sensorial, disfunção fisiológica e envolvendo uma série de funções corporais. O trauma raquimedular (TRM) é uma lesão neurológica incapacitante com grande impacto na sociedade, representando um problema de saúde pública. Afecta principalmente a população de adultos jovens, entre os 16 e 30 anos de idade, do sexo masculino, sendo a região cervical e a transição toracolombar os segmentos mais atingidos. Muitas vezes resulta em morte ou deficiência. As complicações respiratórias são as maiores causas de mortalidade e morbilidades em pacientes com tetraplegia nos primeiros seis meses a um ano após a lesão. O grau de défice respiratório está directamente associado ao nível da lesão, à presença de trauma adicional no momento da lesão (como fractura de costela, derrame pleural, etc.), à condição muscular respiratória residual e ao estado respiratório pré-mórbido. O comprometimento da força muscular respiratória e da função pulmonar limita significativamente os exercícios durante a reabilitação dos pacientes tetraplégicos.

Objectivo: Agrupar e actualizar conhecimentos em relação à actuação fisioterapêutica respiratória no trauma raquimedular nas diferentes etapas da lesão vértebro-medular.

Metodologia: Foi realizada uma actualização da literatura nas bases de dados Lilacs, PubMed e Scielo, cruzando os descritores spinal cord injury, cinesiotherapya, physiotherapy, mobilization, rehabilitation, respiratory, reeducação respiratória, técnica de tosse assistida e treinamento de los músculos respiratórios, no período de 2005 a 2010.

Resultados: As diferentes literaturas revistas assinalam que o treino muscular respiratório é recomendado para a melhoria da força muscular respiratória (PEMax) e da função pulmonar (A). O treino muscular inspiratório pode melhorar a pressão inspiratória máxima (PIMax), a máxima capacidade de insuflação e da função pulmonar (A). A reeducação respiratória melhora a capacidade inspiratória (CI)(A). A manobra da tosse assistida de forma manual e mecânica ajuda a remover secreções (C). O comprometimento da força muscular respiratória e da função pulmonar limitam significativamente os exercícios durante a reabilitação geral dos doentes tetraplégicos (B).

 

Yolanda Torres Delis Especialista em Pneumologia - Centro de Medicina Física e Reabilitação, Luanda

 

 

 

Orientações psicopedagógicas sobre o controlo motor para crianças e adultos com lesões neurológicas

 

O objectivo central que presidiu à elaboração deste programa foi o de orientar psicopedagogicamente os pacientes adultos, crianças e familiares com patologias neurológicas, assim como sensibilizar os especialistas que trabalham com os mesmos para a importância do controlo motor nas vidas dos seus pacientes. Essa acção de sensibilização realiza-se mediante um programa educativo acerca das possibilidades de correcção e compensação do defeito e desenvolvimento de novas capacidades.

Pretende-se preparar psicopedagogicamente a família com crianças afectadas pela Paralisia Cerebral ou adultos com a doença de Parkinson e sequelas de AVC ou de resultados de um acidente de viação, para que possam participar activamente nas actividades de rotina. Por outro lado, também se procura desenvolver o nível motor dos pacientes, no sentido de que, segundo os diferentes graus de lesão, mostrem mudanças através dos mecanismos de correcção e compensação, possibilitando a sua inclusão social. Os adultos com doença de Parkinson, AVC, traumatismos e lesões provocadas por acidentes de viação, entre outros, possuem este material, que os pode auxiliar na sua recuperação e tratamento, tanto num Centro de Reabilitação, como ao domicílio - existe um vídeo que permite sistematizar com maior perfeição os seus exercícios e orientações.

 

Arnaldina Rebeca Sateleia Moisés

Psicopedagoga, Psicóloga Clínica e especialista em N.E.E

C. Oscar Oliden Torres Carro

Logofoniatra, Defectólogo Especialista em Neuro-Reabilitação

 

 

 

A importância do uso das Órteses em paciente com PCI

 

Introdução: Órteses são dispositivos ortopédicos que têm como finalidade corrigir e prevenir a progressão de deformidade em caso de patologias neuromusculares. Existem órteses que permitem aumentar a independência nas actividades da vida diária. Proporcionam suporte com alinhamento biomecânico, auxiliando na funcionalidade da criança, trazendo, assim, benefícios durante as AVD e no controlo postural.

Objectivos: O presente trabalho tem como objectivos: a abordagem da utilização das órteses em pacientes com paralisia cerebral infantil; identificação de órteses mais frequentes em crianças com patologia do género; e a clarificação  dos benefícios da utilização de órteses nas crianças com Paralisia Cerebral.

Metodologia : É um estudo descritivo que incluiu trabalhos práticos no CMFR e em que se analisaram diversos tipos de órteses para utentes com sequelas de PCI.

Conclusão: Conclui-se que a utilização de órteses permite ajudar no ganho de independência funcional e estrutural, sendo que a decisão e o acompanhamento do seu uso  neste tipo de patologia devem ser feitos por uma equipa multidisciplinar.

 

Simão Manuel Camassa Domingos

Técnico Superior de Ortoprotesia

Orientador: Tomas Nhanga A. Domingos Técnico Superior de Ortoprotesia, Chefe de Secção de Próteses

 

 

Estudo de caso

Fisioterapia no amputado

 

Introdução: O trabalho debruça-se sobre o caso de um jovem com 33 anos vítima de acidente de viação, do qual resultou traumatismo crânio-encefálico, fractura do hálux do membro inferior remanescente e amputação transfemural do membro inferior esquerdo.

Entende-se por amputação a retirada total ou parcial de um membro, geralmente através de cirurgia. Para realizar uma reabilitação com maior potencial, deve realizar-se um tratamento pré e pós-amputação, quando possível. Nos casos traumáticos, a fisioterapia só actua na pós-amputação.

Objectivo:  Este estudo tem como objectivo avaliar o paciente com amputação de membro inferior por acidente de viação.

Destacar a importância da fisioterapia na fase pré e pós-protésica para tornar o paciente o mais independente possível. Objectivam-se alguns tópicos específicos, de entre os quais se destacam o incentivo à marcha, a restauração da independência funcional, a manutenção e ganho de força do coto e do corpo, de uma forma geral.

Metodologia: É um estudo de caso descritivo em que o utente foi avaliado antes do início de tratamento. Foram detectados os principais problemas e traçado um plano de tratamento. Realizaram-se 15 sessões em que foram levadas a cabo diferentes reavaliações.

Resultados: O utente apresentou melhorias ao nível do aumento das amplitudes articulares, diminuição do edema do coto, normalização da sensibilidade, eliminando-se a dor, e restabelecimento da autonomia nas AVDs (actividades de vida diária).

Conclusão: As sessões de tratamento em Fisioterapia são uma mais-valia porque proporcionaram um tratamento com eficácia, em que se conseguiu restabelecer a autonomia nas AVDs. O utente já foi integrado no trabalho.

 

Cesaltino Fisioterapeuta,CMFR

Orientador - Ft. Áurea Barros Fisioterapeuta, Formadora Fisiogaspar Angola, SA

Co-orientador -  Ft. Paula Pereira   Fisioterapeuta, Formadora Fisiogaspar Angola, SA

 

 

A importância do manuseio do traumatizado no local de acidente

 

Em Atendimento Pré-Hospitalar (APH), não pode dissociar-se o doente traumatizado dos acidentes. A avaliação de um doente traumatizado inicia-se antes mesmo da visualização da vítima, na fase pré-hospitalar do atendimento. Na avaliação da cena, a observação das circunstâncias nas quais ocorreu o evento, como sendo o tipo de colisão automobilístico (frontal, lateral, traseira), o grau de deformidade do veículo, a altura da queda, a velocidade dos corpos, o tipo de calibre das armas, entre muitas outras, permite que se estabeleça uma relação entre estes factos e as possíveis lesões apresentada pelas vítimas.

Estas informações permitem também estabelecer a chamada HORA DE OURO para o doente, já que se consegue calcular o tempo de notificação decorrido entre o incidente e a chegada do resgate.

Assim sendo, o manuseio do traumatizado deve ser feito por um socorrista treinado, que tem como missão facilitar o prolongamento da vida do paciente e beneficiar a sociedade com os seus anos produtivos salvos. Dessa forma, o socorrista, por meio de um atendimento adequado à vítima, garante a manutenção da vida, reduz a taxa de mortalidade e minimiza as sequelas.

 

Aníbal  P. Monteiro

 

 

 

Lesão Vértebro-Medular C6-C7

 

Introdução: O estudo de caso trata de uma lesão vértebro-medular ao nível de C6-C7 num jovem com 18 anos, resultante de um acidente rodoviário. A pertinência deste estudo de caso deve-se ao facto de ser um dos mais devastadores e traumáticos eventos que o ser humano pode vivenciar, em que as dificuldades e obstáculos os obrigam a adaptar-se a uma realidade nova. A prevalência aumenta com o índice de sinistralidade, sendo a camada jovem o público-alvo. A reabilitação deve ser introduzida assim que a estabilidade clínica o permita, de forma a optimizar o seu potencial.

Objectivos: Demonstrar os resultados obtidos mediante as novas abordagens de tratamento aplicadas na Fisioterapia do CMFR em pacientes com lesão vértebro-medular em regime de ambulatório, dando maior autonomia nas AVDs.

Metodologia: Estudo de caso realizado através da avaliação, tratamento e reavaliações registadas em vídeo no CMFR.

Resultados: Avaliados de 1/01/2014 a 31/10/2014. Verificou-se que o utente apresentou melhorias: mudanças de decúbito no leito; transferência do colchão-cadeira; ganho parcial do controlo do tronco; ganho de movimentos activos nos membros inferiores; ganho de posição “sentado” com controlo postural eficaz; melhoria de sensibilidade; desenvolvimento de dependência total nas AVDs, inicialmente, para independência parcial e mesmo total em algumas AVDs.

Conclusão: O paciente apresentou uma boa evolução em termos de ganhos funcionais, devendo manter continuidade de tratamento por apresentar potencial de reabilitação. Mantém critérios clínicos de continuidade de tratamento com bom prognóstico.

 

Fernanda Fundo Fisioterapeuta,CMFR

Orientador - Ft. Áurea Barros Fisioterapeuta, Formadora Fisiogaspar Angola, SA

 

 

 

A neuroplasticidade e a reabilitação neurológica

 

A capacidade de recuperação das lesões do tecido nervoso no cérebro, em qualquer idade, faz com que a comissão científica se preocupe, não só com o fenómeno que envolve a neuroplasticidade, mas também com a melhor forma de o trabalhar.

É neste contexto que se baseia a importância do fenómeno que envolve a neuroplasticidade e a reabilitação neurológica em pacientes com lesões do sistema nervoso central.

A neuroplasticidade é importante no contexto da reabilitação neurológica com lesões de acidente vascular cerebral ou outros distúrbios cerebrais em qualquer faixa etária, e quanto mais precoce for a intervenção, mais se consegue optimizar a neuroplasticidade.

 

Objectivos:

— Incentivar o estudo da neuroplasticidade para melhor tratamento de lesões e doenças neurológicas.

— Fortalecer a abordagem científica para a reabilitação neurológica.

 

Conclusões: Este estudo tenta definir a neuroplasticidade e explicitar as implicações do seu uso na neuro-reabilitação.

 

Eduardo Dunn Garcia

Médico Fisiatra do 1.º Grau de Medicina Geral Integral e Medicina Física e Reabilitação

 

Os resumos das outras comunicações, de igual importância científica, que não se apresentam nesta página, unicamente por falta de espaço, podem ser consultadas no web site do jornal: www.jornaldasaude.org

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Hospital Boa Esperança aumentou número de atendimentos a doentes com VIH/Sida

 

O hospital Boa Esperança, em Luanda, é uma unidade de referência no atendimento a seropositivos ou doentes com o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), e “tem feito grandes apostas na qualidade dos serviços”.

Criado em 2004, o hospital tem desenvolvido um intenso trabalho, reconhecido pelos utentes, do qual o seu director, Milton Veiga, se orgulha.

 

Após estes anos 10 anos, a instituição está quase a atingir o seu objectivo, que é tornar-se uma referência em termos de qualidade de tratamento a nível do país, afirmou. Quanto ao atendimento dos doentes com VIH, o responsável hospitalar referiu que está a ser criado um modelo próprio que irá contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas com o vírus.

“O Hospital Boa Esperança (H.E) tem feito um grande trabalho desde 2012, enfatizando a formação em todos os municípios, no sentido de melhorar as instituições onde é prestada assistência a estes doentes.

Anteriormente estes doentes não eram assistidos – disse- salientando que foram criadas condições para que todas as Províncias pudessem ter um maior número de serviços, de forma a garantir a garantir tratamento aos utentes.

O VIH foi integrado nas estratégias do Instituto Nacional de Luta Contra o Sida, (INLS), o que tornou obrigatório que qualquer doente que se apresente num hospital faça o teste de VIH que, no futuro, será um exame de rotina.

O INLS está a aumentar e melhorar em todos os serviços formação contínua, para que os profissionais sejam treinados, pelo Instituto nas suas localidades, e formem depois outros colegas das periferias.

O responsável afirmou que até 2015 existem dois objectivos a cumprir: reduzir em 90% o número de mortes, e diminuir o estigma social e a discriminação existente no país relativamente aos doentes com SIDA.

 

Reduzir o estigma

Milton Veiga referiu, relativamente ao estigma e à discriminação que tem sido realizado trabalho pela Comunicação Educação e Informação (IEC), a nível das comunidades, para a sensibilização das populações. Neste trabalho estão envolvidas autoridades tradicionais, doentes que vivem com o VIH, e pessoas com aceitação e credibilidade nas periferias, entre as quais, líderes religiosos, a quem é dada formação sobre a forma a passarem a outros, com segurança, os conhecimentos adquiridos.

 

Vítimas de violação

O hospital tem de lidar também com outro grave problema: as vítimas de violação, cujo número tem vindo a aumentar. Em 2013 chegavam ao hospital uma média de duas a três vítimas por mês e, actualmente, entram diariamente seis a 10 pessoas. Estes crimes envolvem todas as faixas etárias e ambos os sexos, com maior incidência no sexo feminino. São também vítimas de violação crianças nos primeiros anos de vida, facto que alarma o hospital. Segundo o director do hospital, a equipa pediátrica “tem sabido atender estes casos de forma satisfatória”.

Felizmente – disse - cada vez mais as vítimas de violação chegam ao hospital em tempo útil (no máximo até 72 horas após a violação). Isso permitirá uma acção profilática contra o VIH/SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Serviços disponíveis

Esta unidade de saúde  funciona em regime de hospital dia e atende pessoas que vivem com VIH, das 07:00 às 19:00, de segunda a sexta. Tem ainda um serviço ambulatório (enfermagem dia), com quatro camas onde são avaliados os pacientes que chegam e onde é feita a triagem. Os pacientes podem ser enviados para outros hospitais como o Américo Boavida, Josina Machel, o hospital do Prenda e outros.

O hospital recebe estudantes de várias universidades, para fazerem estágios curriculares nas áreas do laboratório, enfermagem, medicina, psicoterapia e farmácia.

Milton Veiga, disse que é “um pouco pesada a importação de medicamentos para um grupo que cresce”, mas adiantou que conseguiu fazê-lo desde 2004.

Segundo o responsável, o hospital tem “sempre uma medicação disponível para responder às necessidades de quem precisa. Temos conseguindo manter a primeira linha de tratamento com várias alternativas de esquemas terapêuticos, e a segunda linha, desde 2010”.

Os seropositivos em Angola são discriminados socialmente. Uma pessoa que nunca tenha feito o teste de VIH, tem receio de o fazer para não saber se é positivo, pois teme a discriminação.

Numa alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, que se assinala a 01 de Dezembro, o director do Hospital Esperança, disse que o problema da infecção pelo VIH requer o envolvimento de toda a sociedade e não apenas do Ministério da Saúde.

 

Os medicamentos para o VIH/Sida

Em entrevista ao Jornal da Saúde, a médica Graça Elisabeth Daniel Manuel, chefe do Departamento de Apoio Clínico e Médico do INLS e Coordenadora do Plano da Resposta ao VIH, referiu que a faixa etária mais atingida situa-se dos 18 aos 48 anos com predominância do sexo feminino.

Quanto aos números nos grupos de risco têm surgido alterações sem grande significado, e as estatísticas também não são alarmantes.

O Executivo angolano traçou metas para debelar o flagelo do VIH/SIDA, em Angola, e o Ministério da Saúde, em coordenação com o Instituto Nacional da Luta Contra a Sida, elaborou um plano para acelerar o combate ao VIH/SIDA até 2015.

Para atingir os objectivos traçados, o Executivo conta com a colaboração dos Directores Provinciais, Chefes de Departamento de Saúde Pública, Pontos Focais para o VIH, Responsáveis da Saúde Reprodutiva e a Cooperação Cubana.

Tem havido vários encontros com todas as Províncias, para serem traçadas directrizes e redefinidas as actividades que constam do Plano de Aceleração da Resposta do VIH/SIDA.

Actualmente, as equipas do INLS encontram-se em todo país para ministrar uma formação direcionada aos médicos, enfermeiros, técnicos de vigilância, estatística e de voluntários, relacionada com o atendimento dos pacientes nas unidades hospitalares.

Estão também a orientar as autoridades e as parteiras tradicionais para que estas possam sensibilizar todas as populações do país.

 

Classes de

medicamentos

A responsável disse existirem no país três classes de medicamentos para o VIH/SIDA, com grandes potencialidades e eficácia e que têm sido a referência noutros países na terapia  antirretroviral.

Estes medicamentos têm respondido satisfatoriamente quando se faz a avaliação clínica do estado imunológico dos pacientes.

As classes referidas são: a 1ª Classe de Inibidores da Transcriptase Reversa Análogo, a 2ª Classe Inibidor da Transcriptase Reversa Não Análogo, e a 3ª Classe Inibidores da Protease Reversa.

Graça Manuel salientou que o esquema de tratamento ou terapia usual no país cumpre todas as normas actualizadas do INLS, para todos os casos que dão entrada nos hospitais. A terapia é composta pela associação do  TDF (tenofovir) + 3TC(lamivudina) + EFV(efavirenz). Esta medicação é composta por três medicamentos concentrados num único comprido.

 

 

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Sente-se cansado? Pode ser falta de ferro

 

A hemoglobina é uma proteína que contém ferro e que é responsável pela cor vermelha dos eritrócitos.

A hemoglobina transporta o oxigénio a partir dos pulmões para todo o corpo. Um nível de hemoglobina baixo

é referido como anemia ou como uma baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue.

O ferro é um mineral que faz parte da hemoglobina.

 

Valores normais de hemoglobina no sangue

Os níveis de hemoglobina são expressos como a quantidade de hemoglobina em gramas(g) por decilitro(dl) de sangue total, sendo um decilitro=100 mililitros. O intervalo normal dos valores de hemoglobina depende da idade e do sexo (depois da adolescência). Os valores de intervalo normais são:

­—Recém-nascidos: 17 a 22 g/dL

­—Uma (1) semana de idade: 15 a 20 g/dL

­—Um (1) mês de idade: 11 a 15g/dL

­—Crianças: 11 a 13 g/dL

­—Adultos - homens: 14 a 18 g/dL

­—Adultos - mulheres: 12 a 16 g/dL

­—Homens depois dos 50 anos: 12.4 a 14.9 g/dL

­—Mulheres depois dos 50 anos: 11.7 a 13.8 g/dL

Todos estes valores podem variar ligeiramente entre laboratórios. Alguns laboratórios não diferenciam os valores de hemoglobina nos adultos antes e depois dos 50 anos. As mulheres grávidas são aconselhadas a evitarem ter níveis demasiado altos e baixos de hemoglobina para prevenir o aumento do risco: de nado-morto (valores altos de hemoglobina), de parto prematuro ou do bebé nascer com baixo peso (baixo nível de hemoglobina).

 

Anemia

Um nível de hemoglobina baixo é referido como anemia ou como uma baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue. Um nível de glóbulos vermelhos inferior ao normal é referido como anemia e o valor de hemoglobina deve reflectir esse número. Há muitas origens (causas) para anemia.

Algumas das causas mais comuns para a anemia são:

­—Perda de sangue (lesão traumática, cirurgia, hemorragia, cancro do cólon ou úlcera do estômago);

­—Deficiência nutricional (ferro, vitamina B12, folatos);

­—Problemas na medula óssea (substituição da medula devido a cancro);

­—Supressão da síntese de glóbulos vermelhos devido a quimioterapia;

­—Insuficiência renal;

­—Estrutura anormal da hemo-globina (anemia falciforme ou talassemia).

A Organização Mundial de Saúde considera a deficiência em ferro como o primeiro dos distúrbios nutricionais no mundo. Cerca de 80% da população mundial pode ter uma deficiência em ferro, enquanto cerca de 30% pode ter anemia por deficiência em ferro.

 

Deficiência em ferro

O ferro é um mineral que faz parte da hemoglobina e de outras proteínas do organismo, a sua principal fonte é a dieta alimentar. O aporte de ferro também pode ser obtido através de suplementos vitamínicos que contenham minerais como o ferro. Existem no entanto suplementos específicos com ferro, sendo estes os que permitem um maior aporte deste mineral.

O ferro é essencial na produção de glóbulos vermelhos após uma hemorragia ou após uma doação por transfusão sanguínea. O excesso de ferro no organismo é armazenado como ferritina. Os níveis de ferro podem ser baixos contudo devem ser suficientes para que os níveis de hemoglobina sejam normais.

A deficiência em ferro nem sempre tem sintomatologia. Baixas reservas de ferro podem levar a fadiga e a uma menor capacidade física. Algumas pessoas manifestam desejo de comer gelo. Quando os valores de ferro baixam, os níveis de hemoglobina também baixam, pelo que existe um impacto no nível energético do organismo.

 

Absorção de ferro

Embora o ferro se encontre em muitos alimentos, algumas fontes de ferro são melhor absorvidas pelo organismo. O ferro apresenta-se sob duas formas:

­—Ferro  heme, que é encontrado emalimentos de origem animal, como carne vermelha, fígado, carne de vitela, frango, peru, peixe e frutos do mar.

­—Ferro não-heme, que é mais dificilmente absorvido e que é encontrado nos cereais matinais fortificados com ferro, em pães enriquecidos e massas, lentilhas, ervilhas efeijão,tofu, sementes e nozes, frutas secas, vegetais folhosos verde escurose ovos.

 

Fármacos/alimentos que

diminuem a absorção de ferro

­—Os alimentos em geral reduzem a absorção do suplemento oral de ferro

­—Alimentos e bebidas que con-tenham Cálcio

­—Suplementos de cálcio

­—Antiácidos

­—Bloqueadores dos receptores 2-H

­—Inibidores da bomba de protões

Uma causa comum para a falência da terapêutica com ferro é a ineficácia da sua ingestão. Isto pode ser devido à não adesão à terapêutica, pode ser devido à administração de doses sob terapêuticas, ou devido à incapacidade na absorção do ferroa partir do suplemento. A absorção de ferro pode ser prejudicada por estados de má-absorção, pelo uso concomitante demedicamentos e pela ingestão de alimentos que inibem a absorção de ferro.

 

Factores que afectam

a  absorção de suplementos

de ferro

­—A quantidade de ferro absorvida diminui com doses mais elevadas. Por esta razão, recomenda-se que a maioria das pessoas tome o seu suplemento de ferro diário em duas ou três doses espaçadas no tempo.

­—Os suplementos de ferro orais devem dissolver-se rapidamente no estômago, de modo que o ferro possa ser absorvido no duodeno ou no jejuno superior. As formulações de revestimento entérico e os suplementos de libertação prolongada podem ser ineficazes, uma vez que não se dissolvem no estômago.

­—O ácido ascórbico é um potenciador da absorção de ferro e pode reverter os efeitos de inibição de substâncias tais como o chá e o cálcio. O ácido ascórbico facilita a absorção de ferro pela formação de um quelato com ferro férrico a pH ácido, que, por sua vez, permanece solúvel no pH alcalino do duodeno.

­—Para minimizar os efeitos secundários, os suplementos com ferrosão muitas vezes tomadoscom alimentos, no entanto como já foi referido, isso pode diminuir a absorção do ferro até 40-66%.

É de enfatizar que os alimentos e diversas interacções medicamentosas podem reduzir a eficácia do ferro por via oral.

O Feredetato de sódio é o ácido etilenodiaminotetracético[EDTA] (agente quelante) com ferro sódico. O Feredatato de sódio fornece 2 a 3 vezes mais ferro do que o sulfato ferroso de referência. O Feredetato de sódio aumenta a absorção do ferro dos cereais e leguminosas provenientes da dieta alimentar. O Feredetato de sódio também reduz o nível de ácido fítico em alimentos, aumentando desta forma a absorção do ferro dos alimentos.

É portanto de realçar que as formulações que contenham ferro ligado ao agente quelante EDTA se tornam mais eficazes, uma vez que permitem uma maior e melhor absorção deste mineral pelo organismo.

 

 

 

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Responsável da saúde reitera aposta na luta contra VIH/Sida

 

O director provincial de saúde do Cuanza Norte, Manuel Duarte Varela, garantiu, em Ndalatando, a disponibilidade das autoridades locais para trabalhar na implementação do Plano de Aceleração de Acções de Redução dos índices de Contágio do VIH/Sida na região.

 

O dirigente, que falava à margem da acção formativa de voluntários em técnicas de informação, educação e comunicação para a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (DST) e o VIH/SIDA, que decorreu este mês, em Ndalatando, reconheceu o perigo que representa a doença e pediu a conjugação de esforços no seu combate.

Segundo o responsável as autoridades da província estão empenhadas na implementação das medidas traçadas no plano de combate à doença, que visam conter a sua propagação.

Duarte Varela realçou que no quadro destes esforços serão realizados, até ao final de 2014, cerca de 36.360 novos testes para o rastreio do VIH na província do Cuanza Norte.

Manuel Duarte Varela assegurou que serão rastreados até finais de Dezembro mais de 15 mil cidadãos no município de Cazengo (capital da província), 6 695 em Cambambe, 4.092 no Samba Cajú, 3. 279 em Ambaca, 3.119 no município de Golungo Alto, 1.000 na Banga, 675 no Bolongongo, enquanto nos municípios de Quiculungo e Lucala serão testados 2. 559 cidadãos, em cada uma das circunscrições administrativas.

Segundo o médico espera-se que até 2015, cerca de 3. 939 pessoas infectadas com SIDA estejam a receber acompanhamento especializado nas unidades sanitárias da província, das quais 2. 492 beneficiem de tratamento médico em unidades especializadas.

Nesse mesmo período, pelo menos, 213 crianças nascidas de mães seropositivas deverão ser acompanhadas por especialistas de saúde.

 

Transmissão vertical

Por sua vez, a responsável da secção para o aconselhamento do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, Isabel Fortes, destacou o engajamento de Angola no cumprimento das metas dos objectivos do milénio ate 2015, mormente aquelas relacionadas com a promoção da saúde, tendo salientado a redução da mortalidade infantil, melhoraria da saúde materna e combate ao VIH/SIDA.

Isabel Fortes referiu que Angola consta da lista do plano global de 22 países prioritários para a eliminação da transmissão vertical (infecção da mãe para o filho) do VIH/SIDA até 2015. As autoridades têm como objectivo "zero novas transmissões, zero mortes relacionadas com a SIDA e zero discriminação e estigma".

 Sendo assim, sublinhou, o INLS está a desenvolver actividades com responsabilização provincial/municipal, com base em metas estabelecidas em função do perfil demográfico, social e epidemiológico de cada província integrados no Plano de Aceleração da Resposta ao VIH e SIDA até 2015.

Referiu que a província do Cuanza Norte está entre as menos prioritárias no quadro do referido plano porque a sua seroprevalencia está abaixo da média nacional, com uma taxa de seroprevalência estimada em 2,3 %, no conjunto da taxa de seropositividade nacional

O programa de "Aceleração da resposta ao VIH e SIDA até 2015", prevê, entre outros objectivos, eliminar novas infecções pelo VIH em crianças, garantido que,  após diagnóstico, cerca de 90% das gestantes seropositivas recebam tratamento, e também que 90% dos adultos, adolescentes e crianças seropositivos tenham acesso ao tratamento.

 

Protecção à criança

A responsável disse que o programa promove políticas e acções de protecção da criança infectada e afectada pelo VIH, e suas famílias, proporcionando um ambiente de não discriminação, e garantindo o acesso aos serviços básicos, incluindo apoio psicossocial.

Segundo dados do Relatório de Progresso da Resposta Global à SIDA (GARPR, 2014), a doença tem uma taxa de prevalência global estimada de 2,38% em adultos dos 15-49 anos.

Na acção formativa, com duração de quatro dias, participaram técnicos de saúde de todos municípios do Cuanza Norte. Os beneficiários, entre médicos, enfermeiros e demais técnicos de saúde, abordaram temáticas como o conceitos básicos de ITS, VIH e SIDA, Prevenção da Transmissão Vertical, “Pessoas vivendo com VIH, leis e direitos do VIH/SIDA”, “ teoria técnicas de comunicação”, entre outros.

De Janeiro a Setembro deste ano, as autoridades sanitárias da província registaram 554 novos casos de infecção por VIH-SIDA.

 

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Rastreio de VIH/Sida abrange mais de 200 cidadãos no município do Samba Cajú

 

Duzentas e cinquenta e nove pessoas foram testadas contra o VIH/Sida, no município de Samba Caju, provincia do Cuanza Norte, no âmbito de um programa de rastreio desta doença inserido numa Feira da saúde, realizado este mês, pela empresa SHS-Gestão de Saúde e Higiene, em parceria com a Repartição Municipal de Saúde.

De acordo com uma nota proveniente da empresa SHS, o evento inserido no âmbito do projecto “Saúde na Comunidade”, consistiu na realização de testes voluntários de VIH e distribuição de preservativos e comprimidos de albendazol às comunidades dos bairros Cananga, Quatro de Fevereiro, Zundo, tendo também sido proferidas palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Durante o certame foram testadas contra o VIH cerca de 259 pessoas, todas com resultados negativos, e distribuídos 5.152 preservativos, sendo 3.772 masculinos e 1.380 femininos.

A nota assinada pela coordenadora técnica provincial do projecto, Giovana Barros Ribeiro, refere que campanha visa reduzir os índices de prevalência desta doença entre a população da região.

O município do Samba Caju, cuja sede está a 101 quilómetros a norte de Ndalatando, capital da província, compreende uma população de 23. 886 habitantes (dados dos resultados preliminares RGPH 2014), distribuídos pela sede e pela comuna de Samba Lucala e dos sectores de Pambo de Sonhe, Mussabo e Quidiulo.

 Outras preocupações das autoridades são o paludismo, as doenças diarreicas e respiratórias agudas, as febres intestinais, a hipertensão arterial e a doença do sono, patologias que grassam a municipalidade.

 A empresa SHS é parceira dos serviços de saúde em várias províncias de Angola, na área da promoção da saúde comunitária. No Cuanza Norte opera há mais de dois anos.

 

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Cuidados de saúde na Conda com patamar elevado mas falta de enfermeiros

 

O chefe da Repartição municipal da Saúde da Conda considera que o seu município é o que tem mais infraestruturas no Cuanza-Sul, mas admite que ainda tem grandes desafios pela frente, em entrevista ao Jornal da Saúde.

 

— Que leitura faz da actual situação dos cuidados de saúde no Município da Conda?

—Antes de mais, gostaria de agradecer o convite para esta entrevista ao Jornal da Saúde, que é mais um contributo para informar as autoridades competentes da situação dos cuidados de saúde nas províncias e municípios, o que é bom.

A situação da saúde no município da Conda atingiu patamares elevados graças ao Programa dos Cuidados de saúde primários, através do alargamento da rede sanitária. Em nosso entender, é o município com mais infraestruturas no Cuanza-Sul.

Ainda temos grandes desafios pela frente para podermos atingir os nossos objectivos de aproximar e humanizar os cuidados de saúde prestados às comunidades.

O município da Conda possui uma rede sanitária composta por 33 unidades. Um hospital municipal de referência com 53 camas para internamento, três centros médicos e 29 postos de saúde espalhados pelo município.

Quanto aos recursos humanos, um aumento de técnicos é fulcral, pois todos os postos de saúde funcionam apenas com um enfermeiro.  O hospital municipal da Conda presta serviços de Medicina Geral, Pediatria, Maternidade, Banco de Urgência, farmácia, laboratório de análises clínicas e Raio “X” e testes voluntários de VIH/Sida.

—Quais os resultados alcançados com a expansão da rede sanitária no Município da Conda?

—Com a extensão da rede sanitária em quase todas as localidades do município, aumentámos a capacidade para responder às necessidades das comunidades. A implementação do programa de cuidados primários de saúde no nosso município permitiu a redução para 0,40% da taxa de mortalidade bruta.

Quanto à taxa de natalidade, registámos um aumento de cerca de 5%, graças à adesão das mulheres às consultas pré-natais e ao acompanhamento médico, ou seja, antes, durante e após o parto. É uma conquista que pretendemos prosseguir.

Todo o êxito que temos alcançado resulta da maior receptividade dos cidadãos aos programas de sensibilização para os cuidados primários de saúde, da adesão às campanhas de vacinação e da preocupação com o tratamento da água para consumo e ao uso de mosquiteiros impregnados.

Em termos de construção das infraestruturas hoje temos postos de saúde com condições, a funcionar nos locais de maior concentração populacional. Em alguns casos, estes postos de saúde são os primeiros desde a independência do país.

—Como está o abastecimento em medicamentos e equipamentos?

—Quanto aos medicamentos e equipamentos estamos bem porque somos abastecidos pelo Depósito Provincial de Medicamentos, além das aquisições destinadas ao sector, no município.

—Podemos dizer que tudo está bem em termos de assistência médica no Município da Conda?

—Não, porque os desafios para uma assistência humanizada estão ainda por vencer. A solução passa pelo recrutamento de mais enfermeiros e a colocação de médicos de especialidades nos centros de saúde. Para além disso, temos que resolver o problema do saneamento básico e ambiental para conter várias patologias frequentes e habituais nas comunidades. Em suma, é um desafio permanente.

Por outro lado, temos outros condicionalismos que dificultam a nossa tarefa de salvar vidas. Estou a referir-me ao estado de degradação das vias de acesso secundárias e terciárias.

Em termos técnicos, precisamos de mais meios de transporte, equipamento para os serviços de cirurgia, ortopedia, oftalmologia, urologia, entre outros. Estes serviços são justificados pela densidade populacional do município da Conda.

— Quais são as patologias mais frequentes no Município da Conda?

—A malária continua a liderar o quadro das principais doenças no nosso município, sobretudo nas épocas de transição do cacimbo para as chuvas. Surgem também as doenças diarreicas agudas (DDA) e as infecções respiratórias agudas (IRA), bem como parasitoses intestinais.

— Que serviços ou programas estão a ser executados para uma melhoria da assistência médica na Conda?

—No caso concreto do Hospital municipal de referência prestamos serviços de Medicina Geral para homens e mulheres, pediatria, maternidade, laboratório de análises clínicas e farmácia. Faltam-nos os serviços de ortopedia e cirurgia, entre outros.

Sobre os programas, estamos a executar ao nível do município da Conda as acções que, de uma forma geral, são da orientação da Direcção Provincial da Saúde, ou seja, a distribuição de mosquiteiros, de Albendazol, medição de tensão arterial (T/A), testes de VIH/Sida e campanhas de vacinação. Além dos que mencionei estamos também a executar outros programas, como por exemplo, o da tuberculose e lepra, vigilância epidemiológica, educação para a saúde, tratamento da água e saneamento ambiental. A obtenção dos efeitos desejados depende muito da colaboração das comunidades.

—Quais os desafios para os próximos tempos?

—Vamos continuar a primar pelo melhoramento dos nossos serviços junto das comunidades. A par disso, vamos melhorar os mecanismos para a educação sanitária das comunidades no sentido de diminuir a proliferação de doenças evitáveis, como a malária, a febre tifoide e as infecções de pele, entre outras.

Vamos também dar prioridade à formação contínua dos enfermeiros e outros técnicos para podermos exercer o nosso trabalho com maior competência.

 

 

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A Administração Municipal da Conda augura dias melhores para o sector da saúde

 

O administrador do Município da Conda, Fernando Barbosa Fonseca, disse ao Jornal da Saúde que o sector da saúde na Conda beneficiou de uma grande melhoria, traduzida pela construção do centro de saúde com 15 camas na sede da comuna do Cunjo, a construção e apetrechamento dos postos de saúde nas localidades de Limba, Manguanda, Caúnje, Dele e da Cumbira I, bem como a aquisição de equipamentos para apetrechar as unidades sanitárias, a reparação e manutenção de uma sala da maternidade, e outra da cadeia de frio.

Fernando Barbosa Fonseca referiu que em 2015 vão ser melhoradas as condições para melhorar a assistência médico-medicamentosa nas comunidades.

O responsável alertou, contudo, para a necessidade da criação de condições de habitação para acomodar os médicos, factor que poderia facilitar a sua contratação para prestarem serviços no município.

“Temos um número reduzido de médicos e outros especialistas no nosso município, mas estamos a trabalhar para inverter o actual quadro”, disse.

O município da Conda tem uma superfície de 2.090 quilómetros quadrados e uma população estimada em 76.942 habitantes. Administrativamente está dividido em duas comunas, sendo a sede no Cunjo, e duas áreas administrativas, em  Assango II

e Jombe.

 

 

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Extensão da rede sanitária melhora assistência às populações do município da Conda

 

A extensão da rede sanitária no Município da Conda, província do Cuanza-Sul, está a permitir que as populações tenham acesso a uma melhor assistência médico-medicamentosa e, consequentemente, beneficiem de um melhor tratamento de várias doenças e de uma redução da mortalidade materno-infantil. Para a obtenção de melhores resultados só falta a contratação de mais enfermeiros.

O Programa dos Cuidados Primários de Saúde, implementado a nível do município para fazer face às exigências do sector da saúde inclui a construção e adequação das unidades sanitárias ao meio rural, bem como a aquisição de equipamentos e recrutamento de pessoal técnico.

O chefe de repartição municipal da saúde do Município da Conda, Florindo Joaquim saudou o objectivo proposto de melhorar a assistência médico-medicamentosa às populações.

O actual número de unidades de saúde existentes no município permite atender as populações em todas as circunscrições da Conda, afirmou o responsável, sublinhando contudo a sua preocupação face ao reduzido número de enfermeiros, facto que está a condicionar o atendimento dos pacientes que se dirigem a esses serviços.

“A situação transcende as autoridades do município”, dada a necessidade de estes profissionais serem contratados através de concursos públicos. A passagem à reforma e o falecimento de profissionais que não são substituídos contribuem para a escassez de enfermeiros.

O responsável considerou que “muita coisa mudou no funcionamento do sector da saúde no município da Conda, nomeadamente no que diz respeito a infraestruturas de saúde, mas também em termos de número de técnicos”.

 

 

 

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Construção e apetrechamento de cerca de 80 unidades de saúde na província do Huambo estão garantidos

 

A rede de saúde no interior da província do Huambo vai ser em breve aumentada para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, sobretudo dos mais vulneráveis, garantiu o Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

 

O Huambo merecerá uma atenção especial no quadro dos esforços do executivo angolano na melhoria progressiva da qualidade de vida dos cidadãos, como se reflecte no Orçamento Geral do Estado de 2015, afirmou o Vice-presidente da República Manuel Vicente.

Apesar do investimento e aposta do executivo angolano na melhoria progressiva da qualidade de vida dos cidadãos angolanos, o Huambo merecerá atenção especial, já analisada à margem da proposta do Orçamento Geral do Estado de 2015, afirmou o vice-presidente angolano, Manuel Domingos Vicente.

Na cerimónia do 39º aniversário da independência de Angola, no município de Catchihungo, província do Huambo, o governante disse haver “a preocupação da parte das estruturas superiores com o aumento da produção, aumentos salariais e sobretudo com assistência médica”.

Manuel Vicente salientou que “a necessidade da prossecução do programa operativo especial adoptado para a província do Huambo, visa aperfeiçoar a qualidade de vida dos cidadãos dessa província, sobretudo dos mais vulneráveis".

 

Hospitais comunais

Por exemplo, “pretendemos construir e apetrechar 25 hospitais comunais, reabilitar e apetrechar 52 postos e centros de saúde e  apetrechar a Faculdade de Medicina do Huambo para aumentar o número de médicos formados na província e, por conseguinte, garantir o atendimento em todas as unidades sanitárias”, anunciou.

 

O sonho do Huambo

Para o director provincial da saúde, Frederico João Carlos Juliana “a boa nova chega numa altura oportuna, dada a necessidade de atender cada vez mais e melhor as comunidades rurais que ainda são a maioria da população e também a mais sensível e,em segundo lugar, consolidar os projectos já desenhados conjuntamente como Governo Provincial”.

“As instruções do Governador da Província, general Kundy Paihama, para apresentarmos propostas concretas, veio ao encontro das nossas aspirações. A visão do chefe da Província começa a dar os seus frutos”, disse.

O responsável frisou que a construção de 25 hospitais comunais e dos 52 postos de saúde é o “sonho”do Huambo. “Isto vai possibilitar maior aproximação dos serviços de saúde às populações mesmo considerando a vasta extensão da província do Huambo”, adiantou.

Também a construção e apetrechamento da Faculdade de Medicina da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, vai aumentar o número de recursos humanos a nível provincial, disse o responsável, frisando que assim será possível “ter pelo menos um médico em cada município para atender a população”.

 

Expansão da rede

sanitária

A província do Huambo conta neste momento com 246 unidades sanitárias e 181 médicos, dos quais 123 são expatriados e 58 nacionais, números que, segundo o Chefe de Saúde Pública da Direcção Provincial da Saúde, Georgina Figueiredo, reflectem o desenvolvimento do sector.

“De entre as inúmeras conquistas alcançadas em 39 anos de independência no nosso país, destacamos certamente a expansão da rede sanitária, particularmente na província do Huambo. Podemos hoje usufruir de serviços que há poucos anos nem sequer eram imagináveis”, afirmou, frisando que “a radicação de infraestruturas funcionais dedicadasà assistência sanitária nas comunidades constitui uma das principais conquistas”.

“A existência de centros e postos de saúde nas comunidades mais recônditas é uma grande mais-valia. Actualmente, frisou, já temos nos municípios e nas comunas unidades sanitárias. Nas centenas de unidades sanitáriasda província do Huambo incluem-se 13 hospitais, 72 centros e os demais postos de saúde”.

Ciente das dificuldades dos serviços para chegarem às zonas mais recônditas da região dada a exiguidade de profissionais e o insuficiente número de unidades de saúde,a responsável adiantou ser um dos principais desafios do sector garantir cobertura de todo o território provincial com técnicos qualificados para pôr cobro ao défice médicos e de outros profissionais.

“Sabemos que este número é insuficiente mas as nossas universidades continuam a formar técnicos (...). Já temos médicos nalgumas unidades sanitárias comunais, noutras não existem clínicos a tempo inteiro mas, em muitas, os especialistas estão presentes embora apenas uma ou duas vezes por semana. (...).Porém, o nosso grande desafio é destacar médicos permanentemente em todas as unidades sanitárias, incluindo as comunais. É certo que devemos criar as condições necessárias para que este quadro de pessoal esteja bem instalado, de forma permanente, nas referidas localidades.Este é o principal desafio”, afirmou.

 

Faltam enfermeiros

Cerca de três mil enfermeiros garantem o funcionamento da rede de saúde na província; o número é considerado insuficiente, segundo o director provincial, Frederico Juliana, para quem existe, neste momento, a necessidade de mais três mil.

O responsável pediu mais empenho aos enfermeiros, dado que “em toda a extensão da província do Huambo só existem médicos em 4 comunas, e que têm de ser os enfermeiros a suprir” a falta de médicos.

 

 

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Doenças e tratamentos

Cuide dos seus olhos!

 

A Oftalmologia é uma especialidade médica que estuda as doenças no globo ocular, como um todo. Convém salientar que algumas dessas doenças são provocadas por problemas sistémicos como a diabetes e a hipertensão.

 

No entanto, muitas delas são degenerativas, e dependentes da idade, como por exemplo as maculopatias. São patologias frequentes e o diagnóstico precoce e respectivo tratamento permitem evitar sequelas importantes como a cegueira.

 

A inflamação ocular

e as infecções

são avaliadas

O resultado dos exames que são realizado no laboratório clínico e microbiológico da Clínica Meditex permitem aos médicos diagnosticarem as causas destas patologias, o que possibilita atenuar o grau de invalidez que elas muitas vezes acarretam.

 

Campimetria visual

Também chamada Perimetria visual, é um exame médico que se utiliza para avaliar as alterações do campo visual. O campo visual é a amplitude do espaço que o olho imóvel é capaz de captar num determinado momento.

A campimetria utiliza-se principalmente para realizar o controlo evolutivo do glaucoma e outras enfermidades da retina, como a retinose pigmentar. Também se emprega para o estudo de outro tipo de lesões oculares, pois, avaliando as perdas do campo visual é possível localizar outras lesões.

 

Neuro-oftalmologia

No atendimento de neuro-oftalmologia descartam-se as patologias cerebrais que podem afectar a visão de maneira reversível ou irreversível.

A Clínica oferece verificações médicas oftalmológicas a empresas e centros educacionais.

 

Diagnóstico precoce

em crianças

São também avaliadas crianças com dificuldades visuais, o que permite um diagnóstico precoce da enfermidade que as afecta. Assim, atempadamente diagnosticam-se doenças que podem provocar futuramente perdas visuais irreversíveis, inclusive a perda da visão devida de tumores.

 

Tratamento

e cirurgia de estrabismo

O estrabismo é um problema visual que faz com que os olhos não estejam alinhados correctamente e apontem em diferentes direcções. Um olho pode olhar para frente, enquanto o outro se vira para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O alinhamento correcto pode alternar de um olho para o outro.

O tratamento para o estrabismo consiste em corrigir o alinhamento dos olhos e restaurar a visão binocular (visão com os dois olhos). Em alguns casos de estrabismo, pode ser necessário tapar um dos olhos para ajudar a corrigir o alinhamento. Outros tratamentos podem requerer cirurgia para corrigir a inserção dos músculos dos olhos.

 

Principais patologias

 do sistema visual

A Clínica MEDITEX conta com o equipamento e pessoal profissional experimentado na realização e interpretação de testes para avaliar patologias do sistema visual, entre as quais se destacam as seguintes:

 

1. Cataratas em idades pediátricas e em adultos

2. Glaucomas em idades pediátricas e em adultos

3. Pterígio (membrana que surge na superfície ocular)

4. Inflamações e infecções

5.  Estrabismo

A Clínica oferece consultas especializadas que permitem detectar os defeitos refractivos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo em todas as idades. Também diagnostica as dificuldades de visão próxima (presbitia ou vista cansada) que se verificam habitualmente a partir dos quarenta anos de idade e que provocam frequentes dores de cabeça, compensadas com o uso de lentes próprias.

 

O Gabinete de Oftalmologia da Clínica Meditex está localizado no 1º andar do Edifício IRCA, na Rua Amílcar Cabral Nº. 211, distrito de Ingombota, Luanda.

 

Como se realiza uma cirurgia de estrabismo?

O globo ocular não pode ser retirado da cavidade orbital seja qual for o tipo de cirurgia necessária. O oftalmologista faz uma pequena incisão no tecido que cobre o olho para chegar até aos músculos.

Os músculos do olho são reposicionados durante a cirurgia, em função do desvio. Pode ser necessário realizar uma cirurgia num ou em ambos os olhos.

A recuperação é rápida e o paciente pode facilmente recomeçar as suas actividades normais em poucos dias.

É possível que seja necessário usar uma viseira depois da cirurgia. Em alguns casos pode ser necessária mais de uma cirurgia para corrigir o estrabismo.

 

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Ozonoterapia, tratamento disponível na Clínica MEDITEX

Medicina natural efectiva para atenuar muitas enfermidades

 

Devido a todas as evidências clínicas que a Ozonoterapia já regista, para ser considerada como uma terapia eficaz pode obter melhorias em várias enfermidades.

 

As propriedades terapêuticas e biológicas já conhecidas da ozonoterapia possibilitam a sua aplicação num amplo campo de especialidades, tais como na melhoria do meio ambiente, através da potabilização de águas, na alimentação (emprega-se na desinfecção de frutas e verduras) e na Medicina, onde adquiriu relevância devido a sua eficácia em muitas enfermidades associadas ao défice das defesas antioxidantes, bem como nas imunodeficiências, naqueles casos em que existe uma hipoxia nos tecidos, nas enfermidades degenerativas e nas infecções microbianas.

 

Áreas em que é benéfico

o emprego  do ozónio

Angiologia: Insuficiência circulatória periférica, pé diabético, úlceras dos membros inferiores, enfermidades vasculares degenerativas (aterosclerose obliterante), linfangites, micro varizes.

Cardiologia: Cardiopatia isquémica, estenose cardíaca, angina cardíaca, síndrome de hipertensão venosa.

Dermatologia: Úlceras herpéticas, virose cutânea, queimaduras e cicatrização de feridas.

Gastroenterologia: Hepatite C aguda (pelo aumento da produção de citoquinas), cirrose hepática, Colite Ulcerosa

Ginecologia e Obstetrícia: Infecções génito-urinárias, dor mamária, processos inflamatórios e abscessos de mama, complicações sépticas obstétricas e puerperais (infecções pós-operatórias por cesariana), traumatismos obstétricos (rasgão do cérvix uterino e do períneo), insuficiência placentária crônica e hipoxia fetal.

Imunologia: Ajuda em terapias oncológicas, hepatite crónica, tumores e, experimentalmente, em alguns casos de SIDA, complicações iatrogénicas na mucosa gastrintestinal por citofilácticos.

Neurologia: enxaqueca e alterações sensoriais associadas e cefaleias.

Oftalmologia: Glaucoma de ângulo aberto, neuropatia óptica, retinoses pigmentar, degenerescência macular da idade (DMI).

Otorrinolaringologia: Amidalite crónica, faringite infecciosa, síndrome vestibulococlear periférico.

Traumatologia: Hérnia discal, artrite reumatoide, osteoartroses, tratamento local de processos sépticos (osteoplastia), inflamações pélvicas, osteocondrose vertebral.

Pediatria: Complicações sépticas pós-natais.

Urologia: Isquémia e reperfusão renal.

Nos estudos realizados em humanos das patologias anteriormente descritas (usando diferentes grupos de controlo), obtiveram-se, resultados satisfatórios com uma média de recuperação superior aos 75% dos doentes, o que permite poder considerar já a Ozonoterapia como um tratamento de medicina natural eficaz e complementar de diferentes terapias de medicina convencional.

 

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Dieta alimentar de crianças de “Aldeia SOS” melhorada já em 2015

 

Cerca de 150 crianças, muitas das quais órfãs, poderão ter melhores condições de saúde devido a uma iniciativa da BP Angola, que inclui financiamento e que permitirá aumentar a qualidade e quantidade da sua alimentação.

 

Um financiamento da BP Angola, no total de 5,5 milhões de kwanzas vai permitir a implementação de um sistema de rega agrícola numa “Aldeia de Crianças SOS”, no Huambo, para ajudar a enriquecer a dieta alimentar das cerca de 150 crianças , muitas das quais órfãs e, até por isso, um dos grupos mais vulneráveis da população angolana.

Além da batata-rena e da cebola, o projecto prevê o cultivo de milho, ginguba e feijão que, juntos, deverão melhorar a situação económica das famílias da “Aldeia de Crianças SOS” no Huambo e arredores.

O director da “Aldeia de Crianças SOS”, no Huambo, Pinto Vunje, afirmou que “a instituição sobrevive graças aos apoios de pessoas singulares e colectivas, e frisou que o projecto local começa a ser implementado em Janeiro de 2015.

Segundo Vunje, a implementação do sistema de rega vai garantir as condições básicas para a actividade agrícola das famílias, bem como um aumento considerável da quantidade e qualidade das culturas e, por conseguinte, ter um impacto directo na vida dessas famílias .

 

Cultivo correcto

O auxílio vai também melhorar a informação junto das famílias sobre o cultivo correcto de parcelas reduzidas para, posteriormente, se dedicarem a uma agricultura mais extensiva. O responsável pelo projecto adiantou que a aldeia tem  cerca de um hectare de terra disponível para cultivo.

As “Aldeias SOS” acolhem neste momento 365 crianças das quais 115 em regime de internato, todas órfãs e sem familiares biológicos conhecidos, e outras 250  em regime ambulatório , sendo as famílias também envolvidas nos projectos.

A aldeia é composta por 18 “mães SOS” distribuídas pelas casas que integram o complexo, e por oito funcionários administrativos, psicólogos e assistentes sociais, que apoiam as crianças e as mães.

 

Corrente de conhecimentos

Pinto Vunge afirmou que o projecto funcionará como uma corrente de conhecimentos. No primeiro ano deverá abranger um grupo de famílias as quais, por sua vez, deverão partilhar os conhecimentos adquiridos com outras famílias e assim sucessivamente. A ideia é ampliar os conhecimentos das práticas correctas de agricultura de forma abrangendo o maior número possível de famílias com o objectivo de acelerar o seu desenvolvimento.

 

Diversificar a economia

Para a BP Angola o financiamento de uma “Aldeia de Crianças SOS” enquadra-se “na materialização das políticas do executivo angolano que visa diversificar a economia do país”, afirmou o  conselheiro Sénior do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da petrolífera, José Luís Fernandes.

“A implementação do sistema de rega agrícola visa colmatar as necessidades das comunidades, promovendo, de acordo com a estratégia  do governo,  o desenvolvimento social focado num dos grupos  mais vulneráveis da sociedade angolana, as crianças desfavorecidas, muitas delas órfãs”, adiantou.

O projecto da “Aldeia de Crianças SOS” no Huambo tem uma componente agrícola prática, concretamente a dimensão de hortas familiares que, numa primeira fase, deverá centrar-se na rentabilidade de culturas como a cebola e a batata-rena. Outra componente, muito importante, é a aprendizagem. Segundo José Fernandes, o objectivo é “encontrar um modelo de cultivo que seja funcional a médio e longo-prazo, isto é, sustentável”.

O responsável adiantou que o financiamento vem na continuidade de uma coordenação nacional com o grupo “Aldeia SOS”, e que o “Bloco 31” da BP já concedeu um apoio semelhante à Aldeia SOS de Benguela. Relativamente à Aldeia SOS do Huambo, esta será a segunda doação desde 2013.

José Luís Fernandes afirmou que “a estratégia da BP no âmbito da sua responsabilidade social é muito clara. Temos o foco nas áreas da educação, desenvolvimento empresarial, infra-estruturas, saúde , segurança e ambiente para permitir maior inclusão social alinhada com a estratégia governamental de desenvolvimento de Angola. Tendo em mente as necessidades das comunidades locais estaremos disponíveis sempre que seja sustentável e  pertinente fazer um investimento deste tipo e continuar com a nossa intervenção de responsabilidade social corporativa”.

 

A batata é uma fonte de vitaminas, potássio e outros nutrientes necessários para uma boa saúde

Uma investigação sobre a melhor forma de aumentar a rentabilidade do cultivo da batata-rena arranca no início de 2015 em Angola.

 

Liderada por docentes da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), esta investigação tornou-se possível devido a um financiamento liderado pela BP Angola, no valor de 28 milhões de kwanzas.

Um grupo de estudantes universitários angolanos pretende envolver a população rural na investigação da melhor forma de plantar a batata-rena, avaliando a adequação dos terrenos à plantação do tubérculo, com o objectivo de viabilizar o seu cultivo e aumentar a rentabilidade das explorações agrícolas.

O estudo será efectuado por estudantes finalistas da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, e liderado por docentes, numa fazenda de NGongoinga, no município sede do Huambo.

Segundo o vice-decano da faculdade, Ambrósio Fortunato, responsável por esta iniciativa, a ideia de investigar o cultivo da batata-rena surgiu devido ao facto de este tubérculo ser de grande importância na região, cuja actividade principal é a agricultura.

O estudo será dividido em cinco fases, sendo a primeira a da multiplicação de sementes, seguida de pesquisas referentes ao calibre da batata-rena, das doenças que a assolam e, por último, a rentabilidade. A análise dos resultados das cinco fases referidas permitirá tomar uma decisão sobre a viabilidade do cultivo do tubérculo.

Segundo Ambrósio Fortunato, apesar de haver zonas específicas para a produção da batata-rena na província, a ideia do grupo da FCA é alargar o cultivo para outras zonas do Huambo que tenham potencialidades para isso, nomeadamente o próprio Ngongoinga, onde deverão ser experimentadas diferentes variedades de batata e definidas as épocas próprias para o seu plantio.

Ambrósio Fortunato afirmou que os resultados obtidos na investigação serão transmitidos aos agricultores através de encontros com cooperativas agrícolas.

“Experiências semelhantes, através de outros projectos, em que envolvemos agricultores de outros municípios foram bem sucedidas. Por isso, pretendemos prosseguir na mesma senda”, afirmou o vice-decano.

Esta experiência tem dois aspectos importantes: por um lado os investigadores têm a oportunidade de partilhar informações com representantes de várias cooperativas agrícolas do interior da província, e, para além disso, permite envolver estudantes de outras províncias na investigação, o que levará a que as informações úteis sobre o cultivo da batata-rena sejam transmitidas a um maior número de agricultores.

A batata é uma excelente fonte de proteínas, fibras, ferro, vitamina C, sais minerais, fósforo, potássio, magnésio e flúor, o que a torna num alimento importante para a saúde.

 

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Rastreio e aconselhamento de doença mental conclui haver falta de informação sobre a patologia

A campanha experimental sobre a saúde mental, que irá proximamente abranger todo o país, concluiu que todos os quatro municípios rastreados careciam de informação sobre as doenças mentais, dificultando assim o fim do estigma discriminatório de que são vítimas os doentes destas patologias.

 

A iniciativa incluiu o Rastreio e Aconselhamento da Saúde Mental Comunitário em quatro municípios da capital, Sambizanga, Cazenga, Cacuaco e Viana,  no passado dia 8, com palestras de psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde.

Organizada pela Direcção Nacional de Saúde Pública, dirigida por Adelaide Carvalho, a campanha contou com palestras de sensibilização e aconselhamento sobre a saúde mental, proferidas pelos profissionais de saúde desta área da medicina, tendo sido dado especial relevo à esquizofrenia.

O evento contou com a presença do ministro da Saúde, José Van-Dúnem, administradores municipais e distritais, autoridades tradicionais, directores e chefes de repartições de saúde, representantes dos órgãos ministeriais e os seus parceiros - o ministério da Juventude e Desporto, Reinserção Social, Defesa e Território.

Por sua vez, o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, disse ao JS que o ciclo de rastreio foi satisfatório e decorreu dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério.

O responsável considerou ainda que o rastreio irá fazer com que a especificidade dos problemas de saúde mental seja melhor compreendida pelas populações.

Van-Dúnem referiu que nos quatro Municípios que acolheram a campanha foram criadas as condições necessárias nos respectivos hospitais municipais (unidades sanitárias do primeiro nível) para acolherem os pacientes que sofrem de doenças mentais, evitando assim o seu encaminhamento para o Hospital Psiquiátrico de Luanda.

Estratégia do programa

De acordo com José Van-Dúnem, a estratégia do programa nacional de saúde mental consiste em aproximar das populações os serviços de saúde, começando pelos municípios que mais pacientes enviam para os grandes hospitais.

Os serviços de saúde mental que foram criados nestes municípios rastreados, e os que futuramente serão criados noutras províncias onde serão levadas a cabo acções semelhantes, irão descongestionar os hospitais que já estão com dificuldades em assistir um número tão elevado de pacientes.

A campanha irá abarcar todas as províncias, disse o Ministro, adiantando que agora os serviços de saúde mental irão funcionar nos hospitais regionais, após a formação de técnicos nas respectivas unidades hospitalares provincias, nomeadamente em Luanda, Malange, Huambo, Huila, Cabinda e Benguela.

 

Patologias não

transmissíveis

Angola, país que celebrou este mês os 39 anos de independência, viu-se obrigada, após o final da guerra, a empenhar-se nos cuidados de saúde, formação de recursos humanos, reabertura de escolas técnicas de enfermagem a nível nacional, bem como na criação de várias faculdades de medicina públicas.

Ultimamente nota-se o interesse crescente em acções de diminuição de patologias crónicas, não transmissíveis como, por exemplo, a hipertensão e a diabetes. Tudo isto se deve à mudança de condições vida decorrentes da liberdade, disse Van-Dunem.

 

Casos de esquizofrenia

A Coordenadora do Programa Nacional da Saúde Mental, Massoxi Vigário, afirmou que no processo de rastreio foram aconselhadas, no total, 819 pessoas com problemas de saúde mental, e que 50 por cento dos rastreados nos quatro municípios foram encaminhados para consultas.

Massoxi Vigário disse que nas palestras do ciclo de rastreios e aconselhamento foi dada maior atenção a casos com indícios de esquizofrenia, com o intuito de chamar a atenção, ou mesmo aconselhar os munícipes, para o facto de o consumo abusivo de álcool e de outras substâncias poderem originar a esquizofrenia, uma das doenças mentais mais difíceis para doentes e os seus familiares.

Durante as palestras foi referido que muitos destes doentes não assumem a doença, que é uma das patologias mentais mais temidas pela população. Isso conduz a que muitas pessoas não assumam a doença e não procurem ajuda por correrem o risco de serem encaradas como loucas nas comunidades em que se inserem.

Face a isto tem feito, muitas famílias que têm no seu seio um familiar com esquizofrenia são vítimas de exclusão e preconceito.

Esta discriminação tem contribuído para o desconhecimento da doença, facto que contribui para que muitos pensem que estes doentes não podem ser tratados e que não é possível lidar com um esquizofrénico ou outras pessoas que padeçam de doenças mentais.

Os pacientes esquizofrénicos podem ser reabilitados através de medicamentos, psico-terapias e terapias ocupacionais. Um dos maiores problemas que enfrentam é encarar a realidade da sua patologia, o que impede o melhor controlo da doença por falta de terapêutica.

Sobre outras doenças mentais a coordenadora afirmou que a maior parte pode ser curada mas que para se alcançar essa cura, a sociedade deve estar preparada para aceitar estes pacientes.

 

 

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Vacinar para acabar com a poliomielite em Angola

 

A campanha de vacinação contra a poliomielite decorre este mês em todo o país, excepto em Luanda, onde se realizará de 12 a 14 de Dezembro

 

A campanha, que vai imunizar menores de zero aos cinco anos de idade, faz parte da segunda fase das Jornadas Nacionais de Vacinação contra a poliomielite.

A iniciativa que pretende imunizar cerca de 1,7 milhões de crianças será feita porta a porta, por vacinadores recrutados segundo o seu local de residência, em postos fixos e em locais de grande aglomeração populacional, como mercados, escolas, igrejas e paragens de transportes públicos.

Segundo a directora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa, Angola tem registado progressos na luta para a erradicação da poliomielite, promovendo campanhas bianuais de vacinação nas 18 províncias.

Rosa Bessa pediu que todos, nomeadamente, administradores, chefes de repartições, estudantes de medicina e profissionais de saúde participem de forma a contribuírem para o êxito da campanha. Esta é já a segunda fase da campanha de vacinação contra a poliomielite, destinada a crianças menores de cinco anos.

A criação de postos avançados e móveis no terreno é uma das estratégias para abranger todas as áreas do país, através da deslocação dos técnicos a vários pontos do território.

Para o êxito do evento, foram mobilizados cerca de 12 mil pessoas, das quais oito mil vacinadores.

Destas actividades, destacam-se a vacinação para a interrupção da transmissão do poliovírus selvagem, a melhoria da vacinação de rotina e esforços dedicados a vigilância activa de casos suspeitos.

 

 

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Uma alimentação saudável é crucial para a prevenção e tratamento da diabetes

 

A diabetes é um dos maiores desafios da saúde e do desenvolvimento do século XXI, alertou o Director Regional cessante da Organização Mundial da Saúde para África, Luís Gomes Sambo, lançando um apelo aos governos africanos para que coloquem a prevenção e gestão das doenças não transmissíveis, incluindo a diabetes, no topo da agenda do desenvolvimento nacional e afectem os recursos necessários para assegurar que são tomadas medidas de prevenção, diagnóstico precoce e gestão adequada a estes casos.

 

A diabetes continua a ser uma das principais causas de morte a nível mundial, estimando-se que existam cerca de 350 milhões de pessoas com esta doença, afirmou Luís Gomes Sambo no âmbito do Dia Mundial da Diabetes, assinalado anualmente a 14 de Novembro.

Na África Subsariana, calcula-se que 8% da população com mais de 25 anos de idade tenha diabetes,  adiantou.

Segundo a OMS, mais de 80% das mortes por diabetes ocorrem em países com baixo e médio rendimento. A OMS, que integra a Organização das Nações Unidas (ONU), estima que a doença será a 7ª  causa principal de morte em 2030.

Esta doença é uma das patologias crónicas mais comuns na infância, com uma prevalência de 1,7 afectados em cada 1.000 pessoas com idade inferior a 20 anos. A incidência de Diabetes Tipo 2 também está a aumentar de forma progressiva acompanhando o aumento do número de obesos.

Infelizmente, em África, a maioria das pessoas com a doença desconhece que a tem e, por conseguinte, não procura tratamento ou cuidados, alertou Luís Gomes Sambo por ocasião do Dia Mundial da Diabetes, este ano sob o lema “Vida Saudável e a Diabetes”.

Sem tratamento, a diabetes descontrolada ou mal gerida pode conduzir a complicações graves, tais como ataques cardíacos, falência renal, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), amputação dos membros inferiores, deficiência visual, cegueira e morte. Muitas das pessoas com diabetes  sofrem ou podem vir a sofrer de complicações dela resultantes podendo vir a morrer prematuramente, segundo a OMS.

O aumento do número de pessoas com diabetes em África está sobretudo relacionado com  a obesidade, devido a pouca  actividade física e a a uma alimentação desequilibrada, rica em calorias provenientes das gorduras e dos açúcares, alto teor de sal e pobre em legumes e frutas, segundo Gomes Sambo.

O responsável considerou que “a prevenção e o controlo da diabetes exigem uma acção multissectorial que deve ter início no indivíduo, passando pela comunidade e chegando ao mais alto nível político”.

“É possível prevenir ou atrasar o aparecimento da diabetes e o desenvolvimento e a progressão das suas complicações através de uma alimentação saudável, actividade física regular, mantendo o peso corporal adequado, evitando o consumo de tabaco e verificando regularmente os níveis de açúcar no sangue”, disse.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que actualmente o mundo luta, e com toda a razão, contra doenças infeciosas como o vírus do Ébola, a malária, e a gripe, mas frisou que as autoridades não podem ignorar que as doenças crónicas representam uma ameaça ainda maior para a saúde humana.

O responsável máximo pela ONU apelou aos governos, ao sector privado e à sociedade civil, para "que trabalhem em conjunto na produção e promoção de mais produtos alimentares que contribuam para uma dieta saudável e sejam também acessíveis, económicos e disponíveis para todos".

 

Uma boa alimentação para uma boa saúde

Indicações:

Nunca dispense o pequeno-almoço.

É a primeira refeição do dia, evita a fraqueza e a quebra de rendimento físico e intelectual ao longo do dia. Para que seja completo, equilibrado e saudável, inclua leite ou seus derivados, pão escuro ou de mistura ou cereais e ainda, se possível, uma peça de fruta fresca!

Faça refeições ligeiras de 3 em 3 horas.

Para manter um bom controlo glicémico. Evite estar mais de 3 horas e meia sem comer!

Não salte refeições.

Faça uma pequena merenda entre as três refeições principais e uma pequena ceia antes do deitar.

Comece as refeições principais por uma sopa rica em hortaliças e legumes.

É de fácil digestão, sacia e é importante para o bom funcionamento intestinal!

Consuma legumes e hortaliças em grandes quantidades.

São alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais. Faça destes alimentos um acompanhamento fundamental do seu prato.

Nunca ingira fruta isoladamente!

Acompanhe-a sempre com pão ou bolachas. Lembre-se: “Para terminar a refeição, a fruta é a melhor sobremesa!”. Evite as frutas com mais açúcar, como o figo, a cereja, a banana, o dióspiro e as uvas.

Modere a ingestão de carne  e consuma de preferência carnes magras.

(ex.: aves ou coelho). Um diabético tem maior risco de desenvolver insuficiência renal, por isso não ingira proteínas em excesso!

Prefira o azeite em detrimento de outras gorduras.

Tanto para cozinhar, como para temperar em cru.

Restrinja a utilização de óleos, gorduras e alimentos gordos.

Diminua não só a quantidade de gordura usada para cozinhar e temperar, mas também o consumo de alimentos com elevado teor de gordura (ex.: margarina, banha, manteiga, produtos de charcutaria e salsicharia, natas, molhos pré-preparados industrialmente, caldos concentrados, toucinho, massas folhadas, etc.)

Diminua o consumo de sal e modere o consumo de produtos salgados.

(ex.: produtos de charcutaria e salsicharia, enlatados, determinados queijos, batatas renas fritas, aperitivos, etc.). Reduza a quantidade de sal que usa para a confecção dos alimentos, usando ervas aromáticas (aipo, alecrim, alho, cebolinho, coentros, estragão, hortelã, louro, salsa, orégãos, etc.) e especiarias (açafrão, baunilha, canela, caril, colorau, noz-moscada, etc.) para que os seus cozinhados fiquem mais saborosos. O sal em excesso pode causar tensão arterial elevada!

Limite o consumo de bebidas alcoólicas.

Às refeições principais, em quantidades moderadas e quando a diabetes se apresentar controlada (homens - 2 copos de vinho/dia; mulheres  – 1 copo de vinho/dia). Mulheres grávidas e a amamentar, crianças, adolescentes e jovens até aos 17 anos não devem consumir nenhuma porção de álcool!

O café e alguns chás contêm cafeína.

Substância estimulante cuja ingestão deve ser limitada a um máximo de 300mg/dia (no máximo, 2 a 3 cafés/dia). No caso de crianças, adolescentes, e indivíduos hipertensos, o seu consumo está desaconselhado.

Os refrigerantes, bolos, pastéis, gelados, chocolates, mel, compotas e outros doces.

São exemplo de alimentos especialmente ricos em açúcar. O consumo deste tipo de alimentos deve ser feito, preferencialmente, no final das refeições, e a sua ingestão não deve ser diária mas sim reservada para consumos ocasionais e de festa! Nestas situações, sirva-se menos de arroz/massa/batata/leguminosas.

Prefira métodos de culinária simples, saudáveis e saborosos, tais como:

Cozidos, grelhados, assados com pouca gordura; estufados em frio/em cru, caldeiradas.

Beba cerca de 1,5L de água por dia.

Ajuda o bom funcionamento do rim e do intestino. Infusões sem adição de açúcar são uma maneira saudável e saborosa de consumir água!

 

A Diabetes é uma doença controlável se for bem entendida, o que é fácil

O Dia Mundial da Diabetes é assinalado anualmente para tentar aumentar o conhecimento sobre a doença, travar o seu aumento a nível mundial e informar sobre a possibilidade de, em alguns casos, ser prevenida.

O dia 14 de Novembro foi escolhido como forma de assinalar o aniversário de Frederick Banting que, juntamente com Charles Best, desempenhou um papel crucial na descoberta da insulina, substância que ajuda a salvar a vida de doentes com diabetes.

 

A glicose (açúcar) é essencial à vida, uma vez que o organismo humano utiliza o açúcar para produzir a energia indispensável para o funcionamento normal de órgãos e tecidos. Para que o organismo possa utilizar a glicose, esta tem que passar do sangue para o interior das células. Isso só é possível com a ajuda de uma importante hormona, a insulina, substância química produzida pelo organismo, que tem como função, regular a glicémia, ou seja, a quantidade de glicose no sangue.

A insulina é produzida por grupos de células especializadas, situadas no pâncreas. Em situações normais e desde muito cedo na vida, o pâncreas produz esta hormona que regula o "açúcar" do sangue, transformando-o e transportando-o para dentro das células. Desta forma, os níveis de "açúcar" no sangue (glicémia) mantêm-se nos níveis adequados (entre 60 e 110 miligramas por decilitro).

Na Diabetes mellitus (palavra de origem latina que significa mel ou adocicado), esta situação está alterada. A característica mais importante e que define a Diabetes Mellitus é a subida anormal e descontrolada da glicémia ou "açúcar no sangue", que é causada, normalmente pela insuficiência de produção de insulina.

 

A Diabetes Mellitus

Tipo 1, Diabetes Mellitus

 Tipo 2 e a Diabetes

Mellitus Gestacional são

 os tipos mais importantes

desta doença

 A Diabetes Mellitus Tipo 1 desenvolve-se geralmente em crianças, adolescentes ou jovens adultos. Neste tipo de diabetes o pâncreas deixa completamente de produzir insulina. Por isso, a única maneira de tratar a doença é administrando insulina.

A causa da elevação da glicemia ("açúcar" no sangue) é a incapacidade do pâncreas produzir insulina por destruição das células que fabricam esta hormona. Esta destruição pode ser causada pelo próprio sistema imunitário que, embora normalmente proteja o organismo de agressões externas, funciona por vezes de forma anormal, atacando e destruindo partes do próprio organismo, constituindo-se como uma doença autoimune.

 

Diabetes tipo II

A Diabetes Mellitus Tipo 2, é a forma mais frequente de diabetes, surgindo em qualquer idade, mas com mais frequência nos adultos com peso excessivo (obesidade). Neste tipo de diabetes, o organismo produz menos insulina. Esta insuficiência insulínica é tratada, normalmente com comprimidos e uma alteração para um estilo de vida saudável, ou seja, uma alimentação correcta e exercício físico. Ao nível a que o diabético vai envelhecendo poderá vir a precisar, eventualmente, de administração de insulina.

Há duas causas principais para isto acontecer na Diabetes Tipo 2: a perda progressiva da eficácia da insulina ou a diminuição progressiva da produção de insulina por parte do pâncreas.

Devido a um estilo de vida errado e de outros factores, o organismo vai ficando progressivamente mais resistente à insulina, que passa a fazer menos efeito. Para compensar esta insuficiência, o pâncreas produz mais insulina. Com este esforço do pâncreas, os níveis de glicemia vão-se mantendo controlados e dentro de valores normais.

Em algumas pessoas, o pâncreas começa lenta mas progressivamente a falhar e a deixar de produzir a quantidade suficiente de insulina para manter a glicemia controlada. Quando isto acontece, a glicémia sobe anormalmente e de forma descontrolada.

O excesso de peso, o aumento da gordura no organismo e a falta de actividade física aumentam a resistência à insulina e, portanto, são fatores de risco e agravamento da Diabetes Tipo 2.

Quem tem Diabetes Tipo 2 deve adoptar uma alimentação mais saudável, fazer exercício, perder peso, tomar adequadamente a medicação, reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol.

 

Diabetes na gravidez

O tipo de Diabetes gestacional é o aparecimento, durante a gravidez,  de níveis de açúcar no sangue mais elevados do que o normal.

Este problema afecta  1 em cada 20 grávidas, a maioria no 3º trimestre, e na maior parte das mulheres desaparece quando a gravidez termina. Porém, as grávidas que tiveram diabetes gestacional apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 depois da gravidez.

As mulheres que têm excesso de peso, história familiar de diabetes ou que apresentem sinais/sintomas sugestivos de diabetes têm maior risco para diabetes gestacional.

Na maioria dos casos, esta doença não pode ser prevenida. No entanto, um controlo cuidadoso do peso durante a gravidez pode reduzir o risco, já que esta doença acarreta complicações na altura do parto (por exemplo, bebés são maiores do que o desejável).

O tratamento da diabetes – através de comprimidos ou insulina - pretende controlar os níveis de açúcar no sangue do doente, evitando valores elevados de açúcar, e também é muito importante para evitar descidas excessivas dos níveis de açúcar porque, sendo este essencial ao funcionamento do cérebro, a sua diminuição abaixo de determinados níveis impede-o de funcionar normalmente.

De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, para a maior parte das pessoas que tem diabetes, os valores de glicemia normais são os seguintes: em jejum,  entre 70 e 100mg/dL, e duas horas após a refeição entre 70 e 140 mg/dL.

Não deve ter valores inferiores a 70 mg/dL em nenhuma altura do dia. Quando os valores estão abaixo de 70 mg/dL, falamos de hipoglicemia ou "baixa de açúcar", uma situação que pode ser perigosa e é de evitar.

Os valores baixos de glicémia são geralmente causados quando o ser humano come menos, ou mais tarde do que o habitual, tem mais actividade do que o costume, ou está a tomar medicação que não corresponde às suas necessidades. É necessário, neste caso, consultar o médico sempre. Também é muito importante reconhecer os sintomas de hipoglicemia e saber como controlá-la eficazmente.

 

Hipoglicémia

Se os valores atingirem os 20 miligramas por litro de sangue, o cérebro pode deixar de funcionar corretamente e começar a haver uma alteração do estado de consciência e do comportamento; a pessoa pode desmaiar, entrar em coma hipoglicémico e até morrer, se a situação não for corrigida atempadamente.

O doente poderá sentir nervosismo, tremores, cansaço, ou transpirar mais do que o habitual. Se o nível de glicémia for inferior a 70 mg/dl, é necessário beber ou comer imediatamente um hidrato de carbono, como um copo de sumo de fruta, 3 comprimidos de glicose ou 5 ou 6 rebuçados. Pode precisar de repetir o tratamento nos 15 a 20 minutos seguintes se os valores não tiverem aumentado. Esperar que os valores aumentem espontaneamente ou esperar para agir não é seguro.

A família, amigos e colegas devem estar avisados de que, como doente com diabetes, está em risco de episódios de hipoglicémia.

 

Hiperglicemia

Quando tem hiperglicemia o doente poderá sentir a boca seca, sede, necessidade de urinar frequentemente, cansaço e visão turva. Neste caso é necessário confirmar imediatamente os valores de glicémia.

O aumento descontrolado dos valores poderá dever-se a ingestão excessiva de hidratos de carbono (por exemplo, pão, batata, arroz, doces, chocolate); uma situação de stress ou ansiedade; esquecimento da toma da medicação; diarreia e outros problemas na absorção dos medicamentos);

Poderá também resultar de uma doença, como infeções urinárias, febre, e outros problemas de saúde.

Nestes casos, deverá seguir as instruções de um médico para verificar se é necessário, por exemplo, a dose da insulina.

Mas em qualquer destes tipos de Diabetes há dois factores comuns: tal como todas as pessoas, quem tem Diabetes deve ter uma alimentação saudável e fazer exercício físico de acordo com as suas capacidades ou situação clínica.

 

Actividade diária

Ser activo é importante para todos, mas é especialmente importante para manter a diabetes controlada e diminuir o risco de complicações.

PORQUE É IMPORTANTE PARA TER UMA ACTIVIDADE FÍSICA REGULAR

De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, manter-se fisicamente activo é uma componente importante de um estilo de vida saudável especialmente para pessoas com diabetes Tipo 2. Aumentar a sua atividade para um nível de intensidade moderada e fazê-lo com regularidade pode:

— Baixar a glicémia (açúcar no sangue), a tensão arterial e o colesterol

­— Reduzir o risco de doença cardíaca e enfarte

­— Aliviar o stress

­— Tornar mais fortes o seu coração, músculos e ossos

­— Ajudar a insulina no seu organismo a funcionar adequadamente

­— Melhorar a sua circulação sanguínea

­— Manter as suas articulações flexíveis

­— Ajudá-lo a perder peso (quando combinada com uma alimentação saudável)

 

COMEÇAR

Felizmente, passar a ser mais activo fisicamente não significa necessariamente exercícios difíceis e sessões prolongadas. Aqui estão algumas ideias para se tornar activo facilmente:

 

Caminhar com rapidez

Isto pode ser facilmente incorporado na sua rotina diária, aumentando o ritmo do seu passo habitual e substituindo quaisquer viagens de carro desnecessárias. Também pode considerar acompanhar um amigo numa caminhada.

 Andar de bicicleta

Em alternativa a andar de carro ou de transportes públicos, experimente ir para o emprego de bicicleta ou para qualquer outro destino.

Limpar a casa

Tarefas domésticas como limpar o pó, aspirar e passar a ferro contam para os seus níveis de actividade física diários.

Actividade agrícola ou de jardinagem

Cavar, regar ou cortar relva são tarefas que mantêm os seus níveis de actividade, ao mesmo tempo que está a fazer algo de que gosta.

­ Passear o cão

Um cão também pode ser um grande incentivo uma vez que este vai estar sempre ansioso pelo seu exercício diário, impedindo-o assim de cancelar os seus passeios diários.

 

 

Lembre-se sempre de discutir primeiro com o seu médico os seus planos de atividade física.

(portal da diabetes)

 

 

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Primeiro ensaio de vacina contra o Ébola com resultados promissores

 

O primeiro ensaio de uma vacina contra o ébola mostrou que ela foi bem tolerada por 20 pessoas saudáveis nas quais provocou uma resposta imunitária, principalmente quando foi aplicada numa dose mais alta

 

O ensaio, realizado nos Estados Unidos, incluiu 20 pessoas saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. Os indivíduos, que receberam a vacina a 2 de Setembro último, vão ser seguidos durante 48 semanas.

Os testes mostraram, para já, que uma dose maior causa uma resposta imunitária mais eficaz, de acordo com o estudo publicado este mês no site da revista científica The New England Journal of Medicine.

 “O perfil de segurança é encorajador, assim como a descoberta de que doses maiores da vacina induzem uma resposta imunitária bastante comparável com a obtida nos testes com animais em laboratório”, defendeu Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias dos Estados Unidos (NIAID, sigla em inglês), citado pela agência Reuters e pelo jornal Público.

O ensaio clínico foi liderado por Julie Ledgerwood, do NIAID, e os testes realizaram-se em Bethesda, Maryland, Estados Unidos.

A vacina cAd3-EBO é dada intramuscularmente e contém material genético de uma glicoproteína de duas estirpes do vírus do ébola: a estirpe do Zaire (responsável pelo surto que está a decorrer na África Ocidental) e a estirpe do Sudão.

Como não contém o vírus, a sua administração não pode causar a doença. A vacina foi desenvolvida pelo NIAID e pela Okairos, uma empresa de biotecnologia. A empresa farmacêutica GlaxoSmithKline comprou posteriormente os direitos sobre a vacina.

As 20 pessoas testadas neste primeiro ensaio, para avaliar a segurança da vacina, foram divididas em dois grupos de dez. Um grupo recebeu uma dose mais fraca da vacina e o outro recebeu uma dose mais elevada. Observou-se uma febre passageira em duas pessoas do grupo que recebeu a dose maior. Em quatro semanas, todas as pessoas desenvolveram anticorpos contra o vírus, mas o grupo que recebeu doses mais fortes produziu mais anticorpos.

No entanto, a resposta imunitária adaptada foi diferente. No conjunto dos dez indivíduos que receberam uma dose maior, todos desenvolveram uma resposta dos linfócitos T CD4 e sete indivíduos tiveram uma resposta dos linfócitos T CD8.

Enquanto no grupo que recebeu uma dose mais fraca, apenas três pessoas tiveram uma resposta por parte dos linfócitos T CD4, apenas duas desenvolveram uma resposta dos linfócitos T CD8. A resposta dos linfócitos T CD8 poderá estar associada à protecção do vírus do ébola, segundo Daniel Bausch, investigador da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, Estados Unidos, que escreveu um comentário sobre o artigo publicado na mesma revista.

Se a diferença dos efeitos da vacina estiver dependente da dose aplicada, isto terá consequências no custo e na velocidade de produção. Quanto maior for a dose necessária para a vacina ser eficaz, mais cara será e a sua produção e mais tempo demorará. Por isso, uma vacina com uma dose maior vai chegar mais lentamente a todas as pessoas.

Daniel Bausch defende que estes resultados são “promissores”, mas considera que “o tamanho da amostra (dez pessoas para cada dose) é demasiado pequeno para se retirarem conclusões credíveis” em relação aos efeitos secundários. Será por isso necessário aguardar pelos resultados de ensaios clínicos com mais pessoas.

A epidemia do ébola já matou 5689 das 15.935 pessoas infectadas, de acordo com o mais recente balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com a agência AFP.

É o pior surto de sempre deste vírus que foi identificado pela primeira vez em 1976. Na Serra Leoa, que a par com a Guiné-Conacri e a Libéria são os países mais afectados pela epidemia, o surto “tende a crescer” com 385 novos casos confirmados em apenas uma semana, segundo a agência France Presse.

 

 

 

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Em Luanda, a 26 e 27 janeiro de 2015

X Congresso Internacional dos Médicos em Angola

 

Lema: Os desafios da saúde em Angola no contexto de um mundo em mudança

 

Partilhe experiências, actualize conhecimentos! Participe no maior evento médico de referência em Angola

 

Inscreva-se já!

 

As inscrições recebidas após 31 de Dezembro de 2014 sofrem um acréscimo de 25 %

Online: www.ordemdosmedicosdeangola.org

Por e-mail: xcongressoormed@gmail.com

Ou na sede da ORMED

 

PROGRAMA*

26 de Janeiro

Conferência inaugural

Política nacional de saúde – dos constrangimentos aos desafios Ministro da Saúde, José Vieira Dias Van-Dúnem

Conferência - Financiamento em Saúde e Desenvolvimento Económico

Painel-debate - A relação entre médico e doente na actualidade: a humanização e a alta tecnologia são compatíveis?

(i) Competências dos médicos em humanização de cuidados de saúde

(ii) Os curricula das Faculdades de Medicina e a humanização em saúde

(iii)  A relação entre médico e doente sustenta-se numa relação ética

(iv) A percepção dos estudantes sobre a humanização e qualidade do atendimento

 

Painel-debate – A promoção da saúde e a prevenção como pilares primaciais do sistema de saúde

(i) Sentido evolutivo do conceito “promoção da saúde – perspectiva mundial”

(ii) Promoção da saúde no contexto africano

(iii) Promoção da saúde e intervenção comunitária

(iv)  Promoção no contexto do PNDS

 

e) Painel-debate – Gestão da qualidade e reflexos na economia da saúde

(i) A qualidade em saúde tem preço?

(ii) A economia da saúde: novas tecnologias e sustentabilidade do Sistema de Saúde

(iii) A regulação na avaliação em saúde

(iv) A medicação sem acompanhamento médico e a sobremedicação como factores de não qualidade

 

d) Painel-debate – A actividade clínica no cumprimento das metas referentes à saúde da mulher e da criança – um imperativo constitucional e uma resposta à “Estratégia Global para a Saúde da Mulher e da Criança”, segundo a OMS

(i) As intervenções prioritárias para reduzir a mortalidade materna e infantil em Angola

(ii) Os riscos de vulnerabilidade nos adolescentes, crianças e mulheres em Angola

(iii) Estratégias de vigilância e investigação epidemiológica

(iv) Experiência da Província de Luanda

(iv) Normas de orientação clínica com aplicação na mulher e na criança

 

27 de Janeiro

a) Painel-debate – A literacia como factor de desenvolvimento da municipalização – o contributo dos médicos

(i) A Literacia como factor de empoderamento

(ii) A Literacia – experiências

(iii) A Literacia – experiências

(iv) Literacia e municipalização

 

b) Painel-debate – A municipalização estruturante da descentralização da saúde – desafios actuais

(i) A saúde em rede – conceito e evolução

(ii) O direito da cidadania como um imperativo ético-constitucional

 

Conferência - Como mobilizar o Financiamento para o Sector da Saúde

Painel-debate – As Parcerias Público-Privadas em Saúde (PPP).

 

Conferência de encerramento: Plano Nacional de Formação de Quadros

 

 

CONFERÊNCIAS

— Financiamento em saúde e desenvolvimento económico

— Como mobilizar o financiamento para o sector da saúde

— A segurança do doente

— O erro em medicina

— Segurança medicamentosa em Angola

— Hemorragias digestivas

— Fortalecimento dos laboratórios: conquistas e desafios para acreditação dos laboratórios

— Doenças genéticas em pediatria

— Febres hemorrágicas

— Insuficiência renal

— Obesidade e doenças cardiovasculares

— Hipertensão resistente a terapêutica

— Insuficiência respiratória aguda

— Hepatites virais

— Rastreio, diagnóstico e tratamento dos cancros  do útero e da mama

— Patologias do parto

— Rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro da próstata

—  Informação Sanitária em Angola

— Infertilidade conjugal

— Fístulas obstétricas

— Cirurgia reconstrutiva

— Educar é a nossa missão (Fundação Lwini)

— Sistemas de Informação em Saúde

— Organização do banco de urgência

— O programa de doenças crónicas não transmissíveis no contexto epidemiológico actual

— Tratamento da Hipertensão arterial de difícil controle: denervação renal

— O papel do médico na redução da sinistralidade rodoviária em Angola

— O papel do médico na melhoria da qualidade e viabilização de saúde

— Medicina de catástrofe

— Promover a segurança e qualidade de saúde através da simulação baseada em educação médica

— Neurocirurgia moderna para o tratamento, gestão e reconstrução após lesões traumáticas cerebrais

— Gestão eficiente de um hospital público

— Gestão dos bancos de sangue

 

 

PAINÉIS

—A experiência do Hospital  Américo Boavida na certificação da qualidade pela norma ISO 9001 em  quatro serviços clínicos

—Telemedicina em Angola

 

TEMAS LIVRES

— Violência doméstica: Projecto Bié

—Rede saúde mental

—Asma: diagnóstico e tratamento

—Patologia do sono

—Contributo do pneumologista na ventilação não invasiva

—Tuberculose

— Meios de diagnóstico invasivo em pneumologia

— Hipertensão pulmonar na visão do pneumologista

— Alterações oftalmológicas na criança

— Contribuição do plano de estudo do programa de cooperação Angola – Cuba para a educação médica em Angola

— Medicina regenerativa com células tronco

— Medicina do golfe : O estado da arte

 

 

SIMPÓSIOS

­— Update TAC / RM como exames complementares de diagnóstico

— Ozonoterapia: fundamentos e aplicações clínicas. Experiências em Angola

— Sinergia no tratamento da dislipidemia

— Abordagem terapêutica da dor lombar em Angola

— A importância do montelucaste no controlo da asma

— Inibidores da DPP-4 no tratamento da diabetes: Sitaglitina – o que se sabe 8 anos depois?

 

POSTERS

— Análise de variabilidade da frequência cardíaca fetal – extração de parâmetros baseado em cardiotocografias e proposta de sistema automático de classificação

— Encontro com o jovem médico 2015

— Memórias em cirurgia

 

CURSOS PRÉ-CONGRESSO

Consulte a relação dos cursos em www.ordemdosmedicosdeangola.org

Lugares limitados! Inscreva-se já!

 

 

 

* Actualizado à data de 28 de Novembro de 2014

 

 

 

 

 

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Aprendizagem “in loco” para conhecer a realidade da indústria

Estudantes visitam empresa de produção de medicamentos para aumentar conhecimentos

 

Um grupo de estudantes do terceiro ano do curso de Farmácia da Escola Técnica de Saúde da Província do Bengo, visitou a Nova Angomédica, empresa pública com uma gestão renovada, onde pontua o administrador da área comercial Manuel Espada de Sousa. Tem como objectivo estratégico a produção de medicamentos para cobrir as necessidades da população, dando especial enfoque ao fabrico de quatro produtos de grande consumo: o Pracemol (paracetamol), Angoprazol (omeprazol), Angofluzol (fluconazol) e Angoprofeno (ibuprofeno).

 

Os estudantes visitaram a área de produção e o laboratório de controlo de qualidade que acompanha todo o processo de produção dos medicamentos, seguindo toda a sua trajectoria até serem colocados nos “blisters”.

A Nova Angomédica tem uma sala equipada para efectuar o controlo físico-químico dos comprimidos, inclusive o seu aspecto, uma outra sala para trabalhar com produtos sensíveis e reagentes vários, sala de microbiologia, armazém, área de quarentena (armazenagem de toda matéria-prima que deve ser testada antes de ser utilizada no processo fabril), área do produto aprovado para o fabrico de medicamentos, sala de sistema de controlo de tratamento do ar, máquina emblisteradora, sala de estabilidade e embalagem, e área de armazenagem do produto acabado.

Após o fim da vista à Angomédica os estudantes deslocaram-se à Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos (CECOMA), onde visitaram vários departamentos da empresa para saberem mais sobre o seu funcionamento.

Nas visitas os alunos aprenderam como se faz um exame físico (cor, tamanho e fiabilidade) e químico dos comprimidos (ácido clorídrico e outros produtos), como se determina a quantidade do princípio activo em qualquer medicamento, como é que é feita a lavagem e secagem dos materiais, como se faz todo processo de armazenagem e acondicionamento da matéria-prima, como se controla a temperatura, pressão e humidade, como são feitos os “blisters” dos comprimidos, como é feita a conservação dos produtos farmacêuticos durante dois ou mais anos e processos de embalagem dos fármacos.

Na CECOMA, os futuros técnicos tomaram conhecimento dos processos de aquisição e distribuição dos medicamentos.

 

Suzana Sambo Maria

"A Nova Angomédica quer disponibilizar à população medicamentos seguros, de qualidade e ainda exportá-los para a SADC"

A directora para Área Técnica da Nova Angomédica, Suzana Sambo Maria, disse, em entrevista ao Jornal de Saúde, que visitas como a dos estudantes da Escola Técnica de Saúde da Província do Bengo àquela instituição pública, “são extremamente importantes porque irão munir os mesmos de conhecimentos muito úteis sobre o universo farmacêutico angolano e também facilitarão a aquisição de conhecimentos académicos que tão necessários são para o engrandecimento da farmacologia no país”.

Segundo a responsável, a visita servirá como ajuda pedagógica, dado que no país há varias dificuldades relacionadas com a bibliografia, laboratório de controlo de qualidade e conhecimentos sobre o processo de produção de medicamentos.

A visita tinha como objectivo actualizar os conhecimentos dos alunos e mostrar-lhes que, para além do fornecimento de medicamentos aos utentes, os técnicos de farmácia também podem estar envolvidos noutras áreas ligadas a área farmacêutica, como a indústria de produção de medicamentos, gestão hospitalar, e outras mais abrangentes do ramo farmacêutico, disse.

Suzana Sambo Maria adiantou ainda que a visita dará aos estudantes uma nova visão da realidade relativamente ao actual contexto da farmacologia do país.

A responsável afirmou que a Nova Angomédica tem as portas abertas a todas as instituições de ensino de farmacologia para contribuir com conhecimentos e alargar a visão de futuros farmacêuticos sobre todo o processo de fabrico de medicamentos da empresa.

A Angomédica funciona de acordo com as estratégias traçadas pelo Executivo angolano, e continua com a segunda fase do processo de reestruturação de outras áreas de produção, entre as quais a reactivação do laboratório, que abarca a área de investigação e de controlo de qualidade, no sentido de alargar o leque de produtos fabricados, pois consta das estratégias delineadas pelo Ministério da Saúde começar, até 2016, a fabricar cerca de quinze produtos farmacêuticos.

A directora realçou que se espera da Nova Angomédica que consiga atender todas as necessidades da assistência medicamentosa, e ponha medicamentos seguros, com alta qualidade de eficácia ao dispor da população de todo país além de expandir os produtos na SADC.

 

 

 

 

 

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Conclusões do II Encontro de Educação Médica

A educação à distância e a telemedicina contribuem para reforçar ou complementar a educação médica básica

 

O II Encontro de Educação Médica da Universidade Agostinho Neto foi realizado no Campus da UAN, em Luanda, nos dias 6 e 7 de Novembro de 2014, com a participação de gestores, professores, estudantes, profissionais e peritos da educação médica, tanto nacionais como internacionais, que abordaram especificamente o tema da educação à distância e da telemedicina, sob o lema “formar e assistir encurtando distâncias”.

 

Foram examinadas as experiências e recomendações em matéria de educação médica dimanadas dos organismos internacionais - nomeadamente da Organização Mundial de Saúde e da Federação Mundial de Educação Médica - assim como de reputadas instituições externas – designadamente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa da Universidade Nova de Lisboa, do Centro de Estudos em Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa/RNP (Rede Universitária de Telemedicina) do Brasil – assim como de diversas Instituições nacionais – designadamente as Faculdades de Medicina da UAN em Luanda, da UKB em Benguela, da UMN no Lubango, da UON em Cabinda e da UJES no Huambo, bem como o Instituto Superior de Ciências de Saúde da UAN (ISCISA).

 

CONCLUSÕES

Consolidando as apresentações e os debates ocorridos durante os dois dias de trabalho, formulam-se as seguintes conclusões e recomendações:

1. A formação de novos médicos e profissionais de saúde, em quantidade e com qualidade, e a necessária formação dos formadores, são desafios imediatos e incontornáveis para a melhoria sustentável do desenvolvimento humano em Angola.

2. A formação presencial, na qual o estudante vivencia e contacta directamente com o mestre, o doente, o serviço de saúde e a comunidade, é crucial para a educação médica básica.

3. A educação à distância e a telemedicina contribuem para reforçar ou complementar a educação médica básica, principalmente no que concerne à transmissão de informação e à habilidade de raciocínio.

4. Na educação médica pós-graduada e contínua, a educação à distância e a telemedicina constituem ferramentas cada vez mais importantes.

5. Enquanto os profissionais de saúde e os formadores forem relativamente poucos, ou as distâncias dificultarem o acesso dos doentes aos serviços, como é o caso da maioria dos países africanos, a educação à distância e a telemedicina podem contribuir significativamente para melhorar a educação médica e a assistência aos doentes e populações.

6. Tanto a educação à distância como a telemedicina dependem muito das telecomunicações e tecnologias de informação e comunicação, que se estão expandindo e melhorando em Angola, e também da formação específica, tanto dos formadores como dos formandos, para a utilização dessas novas tecnologias.

7. A simulação médica, aliada à educação à distância, em contexto educacional apropriado, pode contribuir expressivamente para expandir, acelerar e qualificar a educação médica.

8. A educação à distância e a telemedicina facilitarão a desejável ligação entre as regiões académicas e as instituições de formação nacionais, e destas com os serviços de saúde, assim como a inserção em redes internacionais de excelência.

9. Devem realizar-se estudos e ensaios sobre as potencialidades, custos e benefícios da implementação ou fortalecimento da educação à distância, da telemedicina e da simulação médica no contexto educacional, sanitário e socioeconómico de Angola, bem como assegurar a monitorização e avaliação dessas iniciativas, para fundamentar tecnicamente a tomada de decisões baseadas na evidência.

10. A considerável expansão e diversificação recentes da educação médica em Angola enfrentam agora o desafio da “revolução qualitativa” na qual a educação à distância, a telemedicina e a simulação médica podem jogar um papel importante.

 

Os objectivos do Encontro

O II Encontro de Educação Médica organizado pela Universidade Agostinho Neto (UAN), abreviadamente IIEEM, foi uma realização do seu Centro de Estudos Avançados em Educação e Formação Médica (CEDUMED), dirigido por Mário Fresta, com a colaboração da Faculdade de Medicina (FM-UAN) e apoio da Associação de Estudantes (AEFM-UAN), em parceria com a Clínica Multiperfil e o Jornal da Saúde, e com o Alto Patrocínio do Ministério do Ensino Superior.

O Encontro decorreu durante dois dias (6 e 7 de Novembro de 2014) no auditório do campus da Universidade Agostinho Neto em Camama (Luanda), dedicado ao tema da Educação à Distancia e da Telemedicina, sob o lema “Formar e Assistir Encurtando Distâncias”, tendo como objectivo:

«Recolher e debater experiências locais, regionais e mundiais, sobre educação médica à distância e telemedicina, com vista a contribuir para a melhoria do processo ensino-aprendizagem em medicina, promovendo a saúde das populações angolanas, no âmbito das atribuições da Universidade Agostinho Neto, visando os objectivos da Política Nacional de Saúde e do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário, alinhadas com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 e o Plano Nacional de Formação de Quadros.»

O Encontro foi antecedido pela oferta de Cursos Pré-Encontro (FM-UAN, 5 de Novembro) e sucedido pela reunião da Comissão Científica do CEDUMED (Hotel Victória Garden, 8 de Novembro).

A Comissão de Honra do IIEEM, encabeçada pelo ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, integrou o Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, a Ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, o Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, o Magnífico Reitor da UAN, Orlando da Mata, o Governador Provincial de Luanda Dr. Graciano Francisco Domingos, o Governador Provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda e o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Pinto de Sousa. Foi Presidente de Honra do Encontro o Director Regional cessante da OMS Afro, Luis Gomes Sambo.

 

 

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