MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Bate, bate sem parar

 

Coração acalenta, coração ri e chora, coração dói, mas não se cansa de mostrar que está batendo e está vivo. Apesar de tudo ele prevalece ali! Nesta edição damos mais valor ao seu coração. Veja como protegê-lo. Não é assim tão difícil. Mas, se adoecer, saiba que em Angola já se realizam cirurgias cardíacas muito avançadas e sem custos para os pacientes. Não precisa de ser evacuado para o exterior.

Nas províncias, a municipalização dos serviços de saúde tem dado frutos. Os cuidados primários de saúde melhoram. Observa-se uma cada vez maior articulação entre as direcções provinciais e os administradores municipais, conforme relatam os nossos correspondentes.

O sector privado da saúde tem registado, também, progressos assinaláveis. As clínicas preparam grandes congressos e recebem prémios internacionais. Surgem novos serviços e especialidades. As farmácias modernizam-se. E os principais laboratórios farmacêuticos internacionais estabelecem-se em Angola.

Sabemos que ainda falta muito. Mas vamos no bom caminho.

 

Poema do coração

António Gedeão

Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,

e também a Bondade,

e a Sinceridade, e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse

realmente no coração.

Então poderia dizer-vos:

"Meus amados irmãos,

falo-vos do coração",

ou então,

"com o coração nas mãos".

 

Mas o meu coração é como o dos compêndios.

Tem duas válvulas (a tricúspide e a mitral),e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).

O sangue ao circular contrai-os e distende-os

segundo a obrigação das leis dos movimentos.

...

Então, meninos!

Vamos à lição!

Em quantas partes se divide o coração?

 

 

 

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Óscares da gestão entregues em Londres

Clínica angolana vence na categoria de "melhor empresa da saúde"

A médica Ana Macedo Costa recebeu  galardão de "melhor gestor"

 

A clínica Clidopa foi galardoada pela Europe Business Assembly  como a melhor empresa do ano no ramo da saúde, pela sua actividade em Angola, e a sua gestora, a médica Ana Macedo Costa, recebeu o título de melhor gestor do ano de 2013.

A outorga das distinções ocorreu no evento realizado no âmbito do London Summit of Leaders, em Abril, com base numa recomendação da Europe Business Assembly (EBA, Oxford, UK), como reconhecimento da excelente reputação da Clidopa no mercado, a sua gestão eficaz e crescimento constante. Os critérios utilizados para esta escolha foram: a implementação de programas eficazes de gestão , a aplicação de inovações intelectuais e tecnológicas originais, a implementação no terreno de políticas de qualidade de serviço , a utilização de tecnologias modernas e a  transparência, entre outros atributos.

 

Abertura a particulares

A Clidopa é uma clínica privada, com uma gestão profissional, fundada em Janeiro de 1996, sede em Luanda e delegação na província do Zaire, que presta assistência médica a cerca de 50 mil pessoas de empresas petrolíferas e corpo diplomático. Outra boa notícia é que, em Janeiro último, abriu os serviços a qualquer cidadão particular. Tem ao seu serviço 300 profissionais de saúde, dos quais 90 por cento são angolanos e um terço tem formação superior.

 

 

 

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Como prevenir a Chikungunya

 

O tratamento da doença Chikungunya, vulgarmente conhecida por Katolotolo, é feito com medicamentos que aliviam a dor, sobretudo analgésicos, com o objectivo de se evitar problemas colaterais, disse ao Jornal da Saúde a directora provincial de Saúde de Luanda, a médica Rosa Bessa, à margem de um encontro técnico realizado pela sua instituição.

De acordo com a responsável, a doença transmite-se através da picada de um mosquito  infectado. “Não há nenhum medicamento antiviral específico contra o vírus Chikungunya, por isso o seu tratamento é inteiramente sintomático, com o paracetamol como droga inicial de escolha, até que outras etiologias, como a dengue, sejam descartadas”, disse.

O vírus da chikungunya causa uma enfermidade febril, associada com artralgia (dores nas articulações), artrite, dor lombar e cefaleia.

As medidas de prevenção para a chikungunya são as mesmas do paludismo. Como não existe a vacina, reduza ao máximo a exposição ao mosquito: use mosquiteiros impregnados com insecticidas, repelentes na pele exposta, redes nas janelas, roupas compridas, esvazie as águas paradas de recipientes ao ar livre, mantenha os recipientes (bidões), e tanques de água tapados, reduza as picadas em casa vaporizando com insecticida. E, se já estiver doente, evite ainda assim ser picado para não transmitir a doença a outros através do mosquito.

Não faça massagens com substância químicas como o petróleo, ou alho. Vá a um centro médico.

 

 

 

 

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Luanda com fisioterapia de primeira qualidade

 

A capital já dispõe de uma clínica especializada em fisioterapia dotada de uma equipa de profissionais altamente especializada. A Fisio Luanda oferece fisioterapia orto-traumatológica, desportiva, neurofuncional, correctiva postural e, ainda, consultas de clínica geral, cirurgia geral, medicina desportiva e ortopedia.

 

 

 

 

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Bengo

Um terço dos bebés nasce com alteração na estrutura da hemoglobina

 

Resultados preliminares de análises laboratoriais indicam que cerca de um terço da população nascida, em Abril, na maternidade do Hospital Geral do Bengo, no Caxito, apresenta alguma alteração na estrutura da hemoglobina, o que poderá ser complicado nos primeiros anos de vida, de acordo com um comunicado do Centro de Investigação em Saúde de Angola (CISA). Este Centro vai assim estudar, durante dois anos, a prevalência das principais hemoglobinopatias nas crianças nascidas nesta unidade de saúde. As consultas trimestrais de seguimento ao longo de dois anos virão auxiliar as famílias em todo este processo.

As hemoglobinopatias são doenças hereditárias provocadas por alterações na síntese de cadeias de globina. Se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo, causam a morte nos primeiros anos de vida.  Os programas de rastreio têm por objectivo atenuar os efeitos da deficiência detectada.

O projeto do CISA “ Epidemiologia das hemoglobinopatias: variabilidade genética da hemoglobina e de enzimas eritrocitárias na Província do Bengo” envolve uma parceria com o Hospital Geral do Bengo e prevê a formação de enfermeiros nesta área. Iniciado em Abril, já atingiu os 72% na recolha de colheitas de sangue para papel de filtro e do cordão umbilical às crianças nascidas na maternidade, em parto normal.

O projeto CISA- Centro de Investigação em Saúde de Angola é uma parceria entre o Ministério da Saúde de Angola, o Governo Provincial do Bengo, o Camões-Instituto da Cooperação e da Língua e a Fundação Calouste Gulbenkian.

A hemoglobina é uma proteína presente nos glóbulos vermelhos do sangue. Além de transportar oxigénio, a hemoglobina também participa do processo de transporte de nutrientes a todas as células do corpo.

 

 

 

 

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Mensagem do secretário de Estado da Saúde no II Simpósio de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca

Masseca aponta “qualidade dos serviços” como “maior desafio” para os profissionais

 

A “qualidade dos serviços” é “o maior desafio” que se coloca aos profissionais de saúde angolanos, afirmou o secretário de Estado da Saúde na sessão de abertura do II Simpósio de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca. Carlos Aberto Masseca considerou a troca de experiências como “fundamental para o êxito dos serviços” e realçou a atenção e os esforços do Executivo angolano para “capacitar cada vez mais os recursos humanos, de forma que estejam à altura de se confrontarem com o actual padrão epidemiológico, que exige novos conhecimentos, novas práticas, e nova postura dos profissionais”.

O II Simpósio de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca reuniu em Luanda 242 profissionais de saúde, entre os quais 92 médicos e 49 enfermeiros, oriundos de Luanda e de oito províncias (Benguela, Cabinda, Malanje, Huíla, Lunda Sul, Moxico, Cunene e Bengo). Entre os participantes encontravam-se também convidados provenientes de Brasil, Portugal e Cuba.

“Sendo o primeiro e pioneiro no que se refere às cirurgias cardíacas em Angola, acredita-se que, mais uma vez, o Josina Machel continuará a liderar o processo”, confiou o secretário de Estado da Saúde, encorajando a direcção e os quadros do hospital a “redobrarem os seus esforços para que sejam os pilares nesta área, em todo o território nacional”.

Sob o lema “Vamos desenvolver a Cardiologia em Angola”, o II Simpósio de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca debateu temas como a cardiopatia reumática em Angola, a síndrome coronária aguda, a insuficiência cardíaca, o diagnóstico por imagem e o tratamento percutâneo da estenose aórtica. O evento recebeu o alto patrocínio da Ministério da Saúde.

A sessão de abertura, presidida pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca, contou com as presenças do bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Carlos Alberto Pinto de Sousa, do presidente da Sociedade Angolana das Doenças Cardiovasculares, Mário Fernandes, do chefe do Departamento de Cardiologia do Hospital Josina Machel, Constantino Chieva, do ex-director Alberto Paca e do director-geral, Leonardo Inocêncio, anfitrião do simpósio.

 

 

 

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Da sociedade em geral e dos próprios médicos

Leonardo Inocêncio reclama atenção para a cardiologia

 

Alertar a comunidade médica para a necessidade de redobrar a atenção relativamente à cardiologia e também a sociedade em geral para que previna as doenças cardiovasculares foram os focos principais da segunda edição do Simpósio de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca, segundo o director-geral do Hospital Josina Machel - Maria Pia.

Leonardo Inocêncio, em declarações ao nosso jornal, salientou igualmente o afinco na prevenção da febre reumática recorrendo ao tratamento das infecções causadoras da doença.

“Por não se detectar precocemente, a hipertensão arterial tem feito com que os pacientes estejam sujeitos à contracção não só das doenças do foro cardíaco, como também renais, neurológicas e outras”, asseverou Leonardo Inocêncio.

Na sua intervenção na sessão de abertura do simpósio, Leonardo Inocêncio destacou o facto de o evento se enquadrar nos objectivos do Programa Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS) 2012-2025 do Executivo angolano, visando melhorar a prestação dos cuidados de saúde com qualidade nas vertentes de promoção, tratamento e reabilitação. “O simpósio cumpriu os objectivos do PNDS, nomeadamente no que se refere à formação de quadros, ao aumento da prestação dos cuidados sanitários e à aproximação dos serviços primários e terciários de saúde ao nível das comunidades”, considerou o director-geral do Hospital Josina Machel - Maria Pia, admitindo que “os próximos desafios serão a expansão dos serviços a nível nacional”.

Leonardo Inocêncio apelou aos participantes das províncias para difundirem a mensagem, “para que as doenças do foro cardíaco sejam detectadas mais precocemente, principalmente a febre reumática, a hipertensão arterial, a doença coronária e outras complicações que têm dilacerado as populações”.

 

 

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Novo ciclo na cardiologia angolana

Mais de mil cirurgias desde Outubro de 2008

 

Angola vive um novo ciclo na história da sua cardiologia, depois da realização da primeira cirurgia cardíaca a 11 de Outubro de 2008, num paciente com diagnóstico de Anomalia de Ebstein. A intervenção foi efectuada por uma equipa de cirurgia mista, liderada pelo cirurgião cardiovascular brasileiro Evando Esteves de Lucena e pelo cirurgião cardíaco angolano João Sardinha.

Desde essa data até Dezembro de 2013, realizaram-se no Hospital Josina Machel 1.011 cirurgias cardíacas, sem custos para os pacientes, das quais 69 por cento são referentes a valvulapatias (doenças das válvulas cardíacas), 8 por cento congénitas, 11 por cento para revascularização miocardíaca, 12 por cento dos grandes vasos, com registo de uma mortalidade cirúrgica global de 5,5 por cento. Foram também realizadas 82 cineangiocoronariografias, 12 por cento delas angioplastias com implantes de stents intra-coronários, 51 por cento com implantes de marcapassos definitivos, e, ainda, 148 fistulas artériovenosas.

O Hospital Josina Machel tornou-se a grande referência nacional após a sua requalificação. Actualmente, o Serviço de Cardiologia conta com uma capacidade de 36 camas hospitalares. Os serviços incluem ambulatório de consultas externas com recepção de pacientes, sala de triagem, dois consultórios médicos, sala de métodos gráficos em cardiologia e sala de ecografia. O quadro de pessoal é composto por 120 trabalhadores, dos quais 80 (67 por cento) são do género feminino. O serviço possui 15 médicos especialistas em cardiologia, 66 por cento nacionais. O corpo médico dispõe de 6 cardiologistas clínicos, 2 cardiologistas hermodinamicistas, 4 cirurgiões cardíacos, 1 médico anestesista e 1 médico intensivista. Fazem também parte da equipa 3 técnicos superiores de saúde (1 cardiopneumologista/métodos gráficos e 2 perfusionistas), 14 técnicos superiores e 49 técnicos médios de enfermagem, além de 5 administrativos.

Com a criação dos serviços de cardiologia e cirurgia cardíaca reduziu-se de forma drástica o número de pacientes tratados no exterior, nomeadamente África do Sul, Portugal e Espanha.

 

 

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Mais de mil intervenções realizadas em Angola são marco na história da cardiologia

Josina Machel faz 12 cirurgias cardiovasculares por semana

 

Cerca de 30 pacientes são atendidos diariamente nas consultas externas de cardiologia no Hospital Josina Machel - Maria Pia, apresentando diversas complicações do foro cardíaco. O termo “doença cardiovascular” refere-se a um conjuto de patologias que inclui doenças dos vasos sanguíneos, artérias coronárias, arritmias, deficiência cardíaca, infecções e outras.

João Sardinha, cirurgião cardiovascular, fala ao Jornal da Saúde sobre este grupo muito vasto de doenças que afectam o coração e os grandes vasos, artérias e veias, que constituem a rede de distribuição sanguínea no organismo humano, explicando que os factores de risco que se associam à probabilidade de se desenvolver a doença cardíaca “são muito variáveis”.

Quanto à existência de factores de maior incidência, João Sardinha salienta serem muito reduzidos: a idade, o tabagismo, a hipertensão arterial, diabetes e os altos níveis de colesterol. “Os demais factores são modificáveis quando sofrem intervenções que controlem a sua influência”, explica o cirurgião cardiovascular.

A causa primária da doença cardíaca é a aterosclerose, uma situação em que o alto nível de colesterol no sangue leva a que esse colesterol adira às paredes das artérias. As gorduras em excesso tornam-se nefastas para a saúde por se acumularem nos vasos coronários e provocarem o estreitamento de duas ou mais artérias, originando a diminuição do fluxo sanguíneo. Daqui resulta a insuficiência coronariana, por ausência ou diminuição de sangue rico em oxigénio. Sem este, o funcionamento do músculo miocárdio fica afectado e, se houver interrupção, verifica-se um enfarte do miocárdio.

A aterosclerose é um espessamento de uma artéria, seja coronária, renal ou outra. “Esta situação patológica tem uma elevada incidência no Ocidente e também em África, mas em menor escala”, realçou João Sardinha. “Além do enfarte do miocárdio, existem várias doenças cardíacas que se desenvolvem no coração, como as valvulopatias reumáticas, que surgem em consequência da febre reumática, e as endocardites, que possuem como agente causador o estreptococo beta-hemolítico do grupo A, considerado em Angola como endemia” acrescentou o médico.

 

Alargar os serviços

Desde o dia 11 de Outubro de 2008, data da primeira cirurgia cardíaca em Angola, até este ano, realizaram-se no Josina Machel mais de mil intervenções cirúrgicas. Actualmente, regista-se uma média semanal de 12 cirurgias e a intenção é, a curto prazo, alargar os serviços, que possuem apenas 36 camas para internamentos e um número de profissionais que não satisfaz os anseios da instituição hospitalar.

O Bloco Operatório conta com 9 profissionais, entre os quais 3 cirurgiões cardiovasculares - Evando Guevara (cubano), João Sardinha e Joaquim Gonga (angolanos) - uma anestesista, Marlene Guevara (cubana), uma circulante de sala, três perfusionistas, uma enfermeira instrumentista principal (a primeira angolana no país) e um técnico de apoio.

 

Da consulta à operação

Para se realizar uma operação cirúrgica no Serviço de Cardiologia do Hospital Josina Machel é preciso cumprir diversos procedimentos. O atendimento começa pela marcação da consulta. Feito o diagnóstico, caso os estudos demonstrem critérios para cirurgia, o utente é encaminhado para a área de cirurgia cardíaca, onde é reavaliado e, se for o caso, internado. Após o internamento, os médicos reúnem-se com toda a equipa, para decidirem especificamente se o paciente é ou não cirúrgico e se está dentro do prazo exigido pelos trâmites, para se avaliar os riscos do acto cirúrgico e como superá-los. Estando o paciente apto, faz-se uma doação sanguínea, marca-se a cirurgia e, finalmente, é feita a intervenção.

 

 

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Febre reumática na origem de muitos casos

Cirurgias mais frequentes têm válvula mitral como alvo

 

Entre as cirurgias mais frequentes no Hospital Josina Machel destaca-se a da válvula mitral, a estrutura do coração responsável pela passagem de sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo. Esta válvula possui duas cúspides, que funcionam como portas que se abrem apenas numa direcção.

As doenças da bicúspide são a estenose (estreitamento), que dificulta a passagem do sangue, e a insuficiência (aumento), causadora do retorno de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo. A origem desta insuficiência é, maioritariamente, a febre reumática.

Outra intervenção frequente no Serviço de Cardiologia do Hospital Josina Machel é o bypass, uma cirurgia de revascularização coronária (ponte safena). Esta técnica permite que o sangue contorne (ou faça uma ponte sobre) uma secção obstruída, em uma ou mais artérias coronárias. Procede-se à remoção da safena para, posteriormente, costurá-la na artéria em tratamento, antes e após o local bloqueado, alterando a circulação sanguínea, de cima para baixo.

 

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Trâmites da operação para trocar a válvula mitral por uma prótese mecânica ou biológica

1. Instalação do circuito de circulação extracorpórea 2. Esternotomia mediana 3. Confecção da bolsa aórtica e auricular 4. Introdução da cânula arterial venosa e sua conexão com a máquina de circulação extracorpórea (CEC), após heparinização 5. Abertura do átrio direito, para o estudo das lesões (na mitral) 6. Implantação da prótese biológica ou mecânica no lugar da válvula mitral 7. Encerramento das cavidades

8. Reversão da heparina com protamina 9. Hemostase 10. Decanulação 11. Síntese esternal 12. Encerramento por planos 13. Curativo

 

Válvula mitral é a válvula cardíaca que separa a aurícula esquerda do ventrículo esquerdo, impedindo que o sangue recue para a aurícula após ser bombeado desta para o ventrículo.

 

Instalação do circuito da circulação extra-corpórea (CEC).

 

Os médicos cirurgiões Guevara e Gonga procedem à canulação aórtica.

 

A circulação extracorpórea consiste na substituição temporária das funções de órgãos vitais de um paciente, como o coração e os pulmões, quando estes estão inoperantes durante uma complexa cirurgia cardíaca, por exemplo.

 

Nesta imagem fazem a canulação venosa

 

A máquina de circulação extra corpórea e o perfusionista*  Miguel, acompanhado do estagiário de perfusão  Kimene.

Também conhecida como “máquina coração-pulmão” é um equipamento que recebe o sangue pobre em oxigénio do paciente e retorna-o oxigenado.

A máquina faz propulsão e aspiração do sangue é composto pelo  oxigenador de membrana(onde ocorre a oxigenação do sangue), o reservatório, “bio-pump”(bomba centrífuga), a cardioplegia(sistema de mistura de sangue e solução cardioplégica) e os tubos(arterial e venosos).

A cardioplegia é uma solução composta de sangue enriquecido com electrólitos (K+,Mg++, lidocaína,etc). Proporciona a paragem do coração para se poder operar.

 

A equipa cirúrgica (da esq. para a dir.): Rosa Custódio (circulante de sala), Lúcia Dongal (perfusionista*), Célia Culita (instrumentista principal e a primeira  instrumentista angolana), Rafael Sampaio, Joaquim Gonga (cirurgião), Guevara (cirurgião, cubano), Márcio (anestesista, brasileiro), Miguel (perfusionista) e Kimene (estagiário de perfusão)

 

* O perfusionista é o membro de uma equipe de cirurgia habilitado para operar a máquina de circulação extracorpórea e demais acessórios, sendo responsável pela manutenção das funções cardiorrespiratórias, do equilíbrio bioquímico, hematológico e hidroeletrolítico do paciente durante o procedimento cirúrgico. Esse profissional deve reunir qualidades como: agilidade, atenção, compromisso, consciência, ética, precisão, responsabilidade e, principalmente, interdisciplinaridade.

 

 

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Como manter um coração saudável

Adopte um estilo de vida activo e diminua os factores de risco para uma vida longa

 

As doenças cardiovasculares

Doenças cardiovasculares são todas as entidades em que existe alteração do sistema circulatório, isto é, do coração e dos vasos sanguíneos, tais como artérias, veias e capilares.

A designação "cardiovasculares" advém de "cardio" (coração) e de vasculares (vasos sanguíneos).

 

Os factores de risco

Factores de risco cardiovascular são factores que geralmente associados possibilitam o desenvolvimento de doença cardiovascular, habitualmente mais comum a partir dos 45 anos de idade.

Por causa dos hábitos erróneos do dia-a-dia, tais como trabalhar sem descanso, fumar muito, consumo de alimentos muito salgados, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, de doces, sedentarismo (pessoas que se movimentam pouco), excesso de peso, cada vez mais cresce o número de doentes independentemente da idade, sexo, raça e nível social. Todos estes factores dependem do comportamento do indivíduo. Existem outros factores que são independentes, isto é, não podem ser modificados, tais como a idade, sexo e história familiar, que também influenciam este quadro dramático.

 

Doenças silenciosas

As doenças cardiovasculares muitas vezes são silenciosas e só se manifestam de forma muito grave. Exemplo desta situação são pessoas aparentemente saudáveis que são levadas às urgências pelos familiares porque têm uma dor forte no peito, deixam de mexer os braços e/ou as pernas, paralisam um lado do corpo, ficam com a boca torta, deixam de falar ou caem ao chão aparentemente sem razão. Quando ainda for possível, o médico diagnostica o que vulgarmente se chama trombose ou ataque do coração.

 

Conselhos para viver mais anos saudáveis

O conselho para viver mais anos uma vida saudável é que tenha tempo para si (não só de trabalho vive o homem; tire férias, dê um passeio), faça exercício físico regularmente sob orientação médica (caminhe pelo menos 30 minutos três vezes por semana), aumente o consumo de frutas, legumes e verduras, ou melhor, opte por uma alimentação diversificada, troque o guisado pelo grelhado, não gaste o seu dinheiro a comprar cigarros e bebidas alcoólicas, tenha o hábito de ir ao médico para saber como está a sua saúde e para ser mais bem orientado, de forma a prevenir situações graves, como doença do coração (insuficiência cardíaca, infarto, etc.), doenças do rim (insuficiência renal), má circulação, acidente vascular cerebral, etc.

Todos os hábitos saudáveis devem começar com as crianças.

Se se sentir cansado, dificuldade em respirar (falta de ar, respiração curta), dor no peito, batimento rápido do coração, dores nas pernas ao andar, inchaço no rosto e nas pernas, urinar pouco, etc., vá ao médico, não fique com o problema em casa, ou procure curiosos, para não atrasar o início do tratamento.

 

 

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Mandamentos para prevenir um ataque cardíaco

 

1- Pare de fumar. Se é fumador, parar de fumar diminui muito o risco de ocorrer um infarto do miocárdio (ataque cardíaco). Este risco diminui 50% em dois anos, podendo tornar-se igual ao de alguém que nunca fumou em 7 a 12 anos. O risco relativo de um infarto dobra a partir de 5 a 10 cigarros por dia. Este risco aumenta até oito vezes nos indivíduos que fumam cerca de duas carteiras por dia (40 cigar­ros).

 

2- Faça exercício físico regularmente. Recomenda-se a realização de exercícios físicos aeróbicos (andar, correr, pedalar, dançar, nadar e fazer hidroginástica), pelo menos 3 vezes por semana (5 a 7 vezes para os indivíduos que precisam perder peso), no mínimo durante 30 minutos, com uma intensidade moderada (ao fazer o exercício, fica um pouco ofegante, mas consegue dizer frases inteiras). As actividades físicas do dia-a-dia (ex.: caminhar durante 15 minutos para ir ao trabalho e mais 15 minutos para voltar do trabalho) também trazem resultados positivos.

 

3- Alimente-se de uma forma saudável. Procure ingerir uma quantidade de calorias diárias que lhe ajude a atingir um peso adequado. A ingestão diária de fruta, verduras e legumes ajuda a prevenir um infarto do miocárdio. Limite a ingestão de sal em menos de 6 gramas por dia (cerca de 6 colheres rasas de chá de sal, ou seja, 4 colheres rasas de chá de sal para o preparo dos alimentos mais duas colheres de sal próprio dos alimentos). Evite os alimentos ricos em colesterol (ingira menos de 300 mg de colesterol por dia), os quais são exclusivamente de origem animal (derivados do leite com alto teor de gordura, gordura aparente das carnes, gema dos ovos, pele das aves, miúdos, embutidos e certos frutos do mar).

Evite também as gorduras saturadas (frituras) e as gorduras trans ou hidrogenadas, que se encontram em alguns produtos industrializados, como molhos, sorvetes, bolos e certos biscoitos. Procure ingerir peixe, principalmente os ricos em ácidos graxos ómega-3 (sardinha, truta, salmão e bacalhau), pelo menos duas vezes por semana. Os fitoesteróis são substâncias antioxidantes de origem vegetal que podem ser encontradas em margarinas enriquecidas, uma óptima opção para substituir a manteiga ou as margarinas com gorduras hidrogenadas. Procure ingerir alimentos ricos em fibras (cereais, fruta, verduras e legumes). Derivados da soja, grão, integrais, nozes, assim como outros alimentos, apresentam efeitos comprovadamente benéficos sobre as gorduras do sangue e a aterosclerose (leia as páginas sobre alimentos funcionais).

 

4- Procure ingerir bebidas alcoólicas moderadamente. A ingestão regular de bebidas alcoólicas, como o vinho tinto, não deve ser estimulada, com o objectivo de prevenir um infarto do miocárdio. Se é homem e costuma beber, procure restringir a ingestão de álcool em 30 g de etanol por dia (700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml, ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml, ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml). Se é mulher, essa ingestão deverá ser de 15 g de etanol, ou seja, 50% da quantidade aconselhada aos homens. Lembre-se: o álcool é calórico, pode aumentar os níveis de açúcar, ácido úrico e triglicerídeos, além de poder causar dependência física e psíquica (alcoolismo).

 

5- Persiga o seu peso ideal. Um índice de massa corporal (IMC = peso dividido pela altura ao quadrado) inferior a 25 kg/m2 e uma circunferência abdominal inferior a 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres são as metas a atingir quando o assunto é peso e medidas. Para uma perda de peso, uma dieta hipocalórica e a prática diária de exercícios físicos são fundamentais. A utilização de medicamentos poderá ser útil. A cirurgia bariátrica pode ser indicada para casos seleccionados.

 

6- Não deixe de ir a consultas médicas periódicas. Consulte regularmente o(s) seu(s) médico(s) de confiança. Retorne ao consultório para as reavaliações clínicas dentro do tempo estipulado pelo seu médico.

 

7- Realize todos os exames complementares solicitados pelo seu médico. O resultado destes exames será fundamental para a avaliação do seu quadro clínico e, consequentemente, para a definição de um plano de prevenção e tratamento adequado a si.

 

8- Não deixe de usar as suas medicações de uso contínuo. Para o combate dos factores de risco para o infarto do miocárdio (como a hipertensão arterial, as dislipidemias, a diabetes mellitus, a obesidade, o hábito de fumar, entre outros), poderá ser necessária a utilização de medicamentos. A maioria destas drogas será de uso contínuo e indefinido. Use regularmente as medicações prescritas pelo seu médico. Não pare de usá-las sem a permissão do mesmo. Evite trocas no balcão das farmácias.

 

9- Combata o stress e a depressão. Se está stressado ou até depressivo, procure o seu médico de confiança. Estas duas situações aumentam o risco de sofrer um infarto do miocárdio. Provavelmente será necessária a avaliação de um profissional especializado na área, como um psiquiatra ou psicólogo. Exercícios físicos, técnicas de relaxamento, psicoterapia e uso de medicamentos poderão ser necessários.

 

10- Dedique pelo menos um dia

da semana totalmente para si e para o convívio junto dos seus familiares. Permaneça a maior parte do tempo possível junto das pessoas que ama. Procure viver em paz e harmonia com o mundo que está à sua volta.

 

 

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Nutrição e doenças cardiovasculares

 

Nas doenças cardiovasculares dá-se uma disrupção da acção bombeadora do coração ou do fluxo de sangue que passa através dos vasos sanguíneos. As artérias podem ser danificadas pela tensão arterial alta e estreitadas pelos depósitos de gordura, sobretudo colesterol, que restringem o fluxo sanguíneo. Quando as artérias coronárias, que fornecem sangue ao músculo cardíaco, se estreitam e bloqueiam, ocorre o ataque cardíaco. Se o fluxo de sangue que é levado ao cérebro for interrompido, ocorrerá um AVC – acidente vascular cerebral.

 

Doenças cardiovasculares mais comuns

A hipertensão arterial – tensão arterial superior a 140 mmHg (sistólica) ou 90 mmHg (diastólica) – provoca tensão no coração e nas artérias, levando a um estreitamento destas e dificultando o fluxo sanguíneo a chegar ao seu destino.

Os níveis de colesterol total, colesterol LDL ("mau colesterol") e triglicerídeos elevados, aumentam o risco de acumulação de gordura – formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos que obstruem a passagem normal do sangue. Uma alimentação rica em gorduras saturadas e sal, aliada a um défice de exercício físico, é responsável por uma grande parte das doenças cardíacas existentes.

 

Conselhos nutricionais para a prevenção  e tratamento  de doenças cardiovasculares:

1-Reduza a ingestão de gorduras saturadas, responsáveis pelo aumento do colesterol LDL, ou seja, deve escolher lacticínios magros e carnes brancas (peito de frango, peito de peru, lombo de porco…) e retirar todas as peles e gorduras visíveis.

2- Aumente a ingestão de gorduras mono e polinsaturadas, pois, ao aumentar a ingestão de ómega-3, ajuda a aumentar o "bom colesterol" colesterol HDL. Utilize apenas o azeite para temperar e cozinhar e sempre em pouca quantidade; aumente o consumo de peixe gordo, como carapau, atum, sardinhas, e também de frutos secos (nozes, avelãs, amêndoas, pinhões, linhaça, amendoim…), pois são alimentos ricos em gorduras insaturadas e antioxidantes.

3- Uma alimentação rica em fibras diminui o risco de ataque cardíaco, e também os níveis sanguíneos de colesterol LDL. Aposte no consumo de fibras, aumentando a quantidade de cereais de aveia, cereais integrais, frutos e vegetais.

4- Diminua a quantidade de sódio da sua alimentação, optando por temperar os alimentos com ervas aromáticas.

5- A prática de exercício físico é fundamental para o fortalecimento dos vasos sanguíneos e músculos.

 

Exemplo de plano alimentar para tratamento de doenças cardiovasculares

Peq.  Almoço - 1 peça de fruta com  6 colheres de sopa de cereaisintegrais e um copo de leite magro.

 

Meio da manhã - 1 fatia de pão integral com uma fatia de queijo magro e uma peça de fruta.

 

Almoço - Sopa de vegetais, metade do prato com salada variada,  posta de peixe, 1 batata cozida.

 

Lanche - 1 iogurte magro com um punhado de frutos secos e uma peça de fruta.

 

Jantar - Sopa de vegetais, metade do prato com salada variada,  bife de peito de frango e três colheres de sopa de arroz integral

com legumes.

 

Ceia - 1 copo de leite magro.

 

Para iniciar qualquer dieta deverá consultar primeiro o seu nutricionista.

 

 

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Meditex oferece serviço de neurofisiologia de elevada qualidade

 

A Neurofisiologia Clínica é uma especialidade médica que estuda o sistema nervoso central e periférico através do registo da actividade bioeléctrica dos nervos e músculos, tanto espontânea, como provocada por estimulação. Para este fim, a Meditex dispõe de tecnologia altamente especializada desenvolvida em Cuba com fins de diagnóstico, prognósticos e de orientação terapêutica.

 

A afectação primária ou secundária do sistema nervoso entra nas áreas de actuação de muitas especialidades médicas e cirúrgicas.

 A clínica Meditex possui o equipamento e pessoal profissional formado na realização e interpretação de provas neurofisiológicas, entre as quais, neste momento, se oferecem os seguintes estudos:

Electroencefalografia - útil em epilepsia e seu acompanhamento, trauma crânio-encefálico, cefaleias, transtornos neurodegenerativos e demência, encefalites, ataques transitórios de isquemia atípicos, enfermidade cerebrovascular, síncope, pré-síncope e tonturas, tremor, espasmos e tiques, morte encefálica.

O estudo de condução nervosa é uma prova que mede a velocidade e o grau da actividade eléctrica em determinado nervo para determinar se está funcionando normalmente, avaliando o funcionamento dos nervos periféricos para determinar disfunção sensitiva ou motora. No caso de dor ou rigidez na perna podem-se fazer estas provas para averiguar quanto estão sendo afectados os nervos como sucede na neuropatia periférica de origem alcoólica, diabética, ou de outro tipo, ou localizado, como na compressão ou lesão por estiramento das raízes nervosas (radiculopatia), ou nos problemas de compressão de nervo, como a síndrome do túnel cárpico (compressão do nervo médio no pulso), ou do plexo.

A electromiografia  (E MG) mede a actividade eléctrica do músculo no estado de repouso e durante contracções leves e fortes. Realiza-se para identificar a causa da debilidade, deformidade, espasticidade, atrofia e rigidez dos músculos.

Pode-se utilizar também para detectar se uma pessoa padece de verdadeira debilidade muscular, ou uma debilidade causada por dor ou factores psicológicos. O resultado anormal de uma EMG pode indicar diversos transtornos musculares ou nervosos, entre eles, polimiosite (uma enfermidade muscular inflamatória que provoca uma diminuição da força muscular), distrofia muscular (uma enfermidade genética crónica que afecta a função muscular de maneira progressiva), miastenia grave (um transtorno genético ou imunológico que tem lugar no ponto no qual o nervo se conecta com o músculo) e miotonia (rigidez muscular). Utiliza-se muitas vezes junto com o exame de velocidade de condução nervosa (NCV) para diferenciar um transtorno muscular de um nervo.

 

Potenciais evocados multimodais

Potenciais evocados visuais - utilizado para conhecer a integridade da via visual em: traumas, tumores, neurite óptica (desmielinizantes, metabólicas, diabetes, vasculares, isquémicas, degenerativas, tóxicas).

Potenciais evocados auditivos de corte cerebral - utilizado para conhecer a integridade da via auditiva na avaliação do amadurecimento da via em pediatria, enfermidades desmielinizantes, tumores (neurinomas do acústico, gliomas), lesões vasculares, enfermidades heredodegenerativas, coma e morte encefálica, hipoacusias.

Potenciais evocados somatosensoriais - útil na avaliação de doenças que afectam o sistema nervoso (enfermidades desmielinizantes, heredodegenerativas), lesões focais (vasculares, tumorais, etc.) que afectam a via somatosensorial a nível medular como mielopatias degenerativas, traumáticas, desmielinizantes ou compressivas, síndrome do cono medular e da cola de cavalo, síndrome de  Guillain Barré, neuropatias axonais que afectam as vias espinais largas, alterações de raízes nervosas (compressivas ou traumáticas), defeitos no amadurecimento da via em idades pediátricas.

 

Sistema nervoso autónomo

Episódios de perda de conhecimento de causa desconhecida, hipotensão ortostática, síndrome de taquicardia postural, disfunção sexual eréctil, doença de Parkinson, atrofia multisistémica, falha autonómica pura, neuropatias periféricas com compromisso autonómico, desequilíbrios neurovegetativos.

A Meditex dispõe de ferramentas diagnósticas que terá repercussões na melhoria sensível do diagnóstico precoce, prognóstico e numa melhor orientação terapêutica dos pacientes.

 

 

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Epidemia de Ébola é a maior de sempre

Medidas drásticas vêm a caminho

 

À medida que continua a aumentar o número de casos e de mortes pelo vírus Ébola na Guiné, Libéria e Serra Leoa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisa que é necessário tomar medidas drásticas.

 Até o momento, a OMS tem prestado apoio técnico com o destacamento de uma equipa multidisciplinar de mais de 150 peritos, envolvidos numa variedade de actividades de resposta ao surto epidémico, nomeadamente vigilância, comunicação e mobilização social, controlo da infecção, logística e gestão de dados.

 Não obstante, tem-se verificado um aumento significativo no número diário de casos e de mortes por Ébola notificados, assim como novos distritos afectados durante as últimas três semanas, o que torna este actual surto epidémico de Ébola no maior de sempre não só em termos do número de casos e de mortes, mas também em termos de propagação geográfica.

“Não se trata mais de um surto específico a um país, mas é antes uma crise sub-regional que exige uma acção robusta por parte dos governos e dos parceiros. A OMS está profundamente preocupada com a transmissão transfronteiriça que se verifica nos países, bem como com o potencial para um maior alastramento internacional. É urgentemente necessário intensificar os esforços de resposta, promover a colaboração e a partilha de informação transfronteiriça de casos suspeitos e de contactos, em linha com as orientações da OMS, e mobilizar todos os sectores da comunidade para assegurar o livre acesso às zonas afectadas. Esta é a única forma de se enfrentar eficazmente este surto”, afirmou o Director Regional da OMS para África, Luís Sambo, nas vésperas da reunião especial convocada para o efeito a 2 e 3 de Julho.

 

 

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Passou de 2 mil óbitos para apenas 19 em oito anos

Província do Huambo distinguida pelo êxito no combate à malária

 

A província do Huambo foi distinguida pelos êxitos alcançados no combate à malária nos últimos anos. O reconhecimento do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Luta Contra a Malária foi feito durante o encerramento da Jornada Nacional da Malária, que decorreu a 28 e 29 de Abril na cidade do Huambo.

 

Nesta profunda reflexão sobre a malária no país, onde continua a ser a principal causa de doença e de morte em crianças menores de 5 anos, o director do Programa Nacional de Luta Contra a Malária constatou que, apesar da redução dos índices ao longo dos últimos anos, os resultados ainda não satisfazem. Filomeno Fortes afirmou ser preciso um maior engajamento de todo o país, nomeadamente das comunidades (por serem as principais vítimas), dos governos provinciais, das administrações municipais e de todo o pessoal da saúde.

Numa altura em que está em curso a revisão do Plano Nacional Estratégico, projectando-o até 2017, pretende-se que, até ao próximo ano, Angola entre na rota de pré-eliminação da malária com uma estratégia baseada em diagnósticos mais correctos, tratamentos rápidos e adequados, medidas preventivas que sejam sustentáveis e duradouras, além de muita pesquisa operacional e organização.

“Nalgumas províncias temos mais casos e noutras mais óbitos. Infelizmente, a província de Luanda está a liderar assustadoramente este quadro, interferindo na estatística. Por este motivo, vamos tratar a estatística de Luanda separadamente. A província do Huambo apresenta-se como modelo e, por isso, recebeu um certificado de mérito. O Uíge pelos esforços realizados no último ano também mereceu reconhecimento, apesar de outras províncias, como Malanje, apresentarem igualmente redução significativa do número de casos e de óbitos”, avançou o responsável.

“Huíla e Benguela”, continuou Fortes, “apresentam ainda um quadro preocupante, principalmente Huíla, que tem condições para reverter a situação. Vamos enviar uma comissão técnica para identificar as reais causas e reforçar as acções de combate à malária naquela província.”

 

Ministro aplaude

Durante o encontro no Huambo, o Ministro da Saúde sublinhou o engajamento do Governo na cobertura universal com redes mosquiteiras e o aperfeiçoamento de mecanismos de implementação da luta anti-larval, para que com as medidas preventivas constituam pilares no combate à malária e outras enfermidades transmitidas por vectores, como é o caso da dengue.

José Van-Dúnem felicitou e pediu à província do Huambo para continuar a ser o modelo de organização, engajamento e bons resultados na luta contra a malária.

 

Províncias apreciam

Os supervisores provinciais participantes no certame levaram experiências suficientes para melhorar a redução da malária nas suas províncias, seguindo o exemplo do Huambo.

“Ficando isolado na província a trabalhar, não se tem noção do que os outros avançam em termos de estratégias e do Huambo levo ferramentas necessárias para melhorar o controlo dos casos de malária graves e simples”, admitiu o supervisor do Kuanza-Norte, Gonçalo João Tandala.

A supervisora provincial de Malanje, Angelina Nunes, garantiu que, depois da experiência adquirida no Huambo, a primeira medida a ser tomada na sua província é a criação de equipas de auditoria por morte por malária. Malanje é considerada híper endémica quanto à malária e, “desta maneira, estaremos em condições de reduzir os casos”, concluiu Angelina Nunes.

 

Exemplo encorajador

A província do Huambo conseguiu alcançar nos últimos três anos uma redução significativa de morbilidade (menos 93 por cento) e mortalidade (menos 97,5 por cento) por malária, o que encoraja os esforços e as principais medidas de prevenção e de controlo, confirmou o vice-governador provincial do Huambo para o sector técnico e infraestruturas, Kalunga Kissanga, ao encerrar as primeiras jornadas da malária.

A malária continua a ser um problema de saúde pública em Angola por ocupar os primeiros lugares de doenças e de óbitos em quase todas as províncias mas, para o Huambo, a malária é agora a 4.ª causa de doença e da procura de assistência médica e a 9.ª causa de mortalidade ao nível das unidades sanitárias da província. Estes resultados devem-se aos esforços do Governo Provincial, com o apoio dos seus parceiros, como a ABT, a The Mentor-PSI/Angola, e a Força Saúde.

O Huambo deu um salto qualitativo no combate a malária. De 643 mil doentes e 2 mil óbitos em 2005 passou-se para 40 mil doentes e 19 óbitos em 2013, conquista alcançada com a mobilização social através da advocacia junto das autoridades tradicionais e religiosas, do melhoramento do diagnóstico, do tratamento e seguimento de casos de malária, do treinamento dos profissionais de saúde, assim como da permanente disponibilidade de meios diagnósticos e medicamentosos eficazes, indica um relatório.

 

 

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Van-Dúnem lança no Huambo vacinação contra o rotavírus

 

Angola possui vacinação contra o rotavírus desde 28 de Abril. A campanha lançada na cidade do Huambo pelo Ministro da Saúde visa responder aos objectivos de desenvolvimento do milénio, considerando José Van-Dúnem que a vacina terá um impacto significativo na sobrevivência das crianças angolanas.

“As principais causas de mortalidade infantil e infanto-juvenil são, fundamentalmente, malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas, doenças que podem ser preveníveis com intervenção de baixo custo e alta eficácia, onde a vacinação ocupa um lugar de grande destaque”, afirmou José Van-Dúnem, acrescentando que “o Ministério da Saúde tem vindo a proceder à introdução de novas vacinas, dando resposta aos objectivos de desenvolvimento do milénio, particularmente o n.º 4, que se prende com a redução da mortalidade infantil”.

O país fez grandes progressos na melhoria dos indicadores relacionados com a saúde da criança e “a mortalidade de menores de 5 anos passou de 250 por mil nascidos vivos em 2001 para 116 por mil nascidos vivos em 2009. Neste sentido, em 2006 foi introduzida a vacina pentavalente que contém os antigenes contra a hepatite B, difteria, tosse convulsa, tétano e influenza, o que permitiu a redução da mortalidade infantil pela meningite, provocada por este agente. Em Junho de 2013 foi introduzida a vacina contra o pneumococos tipo 13, responsável pela maior parte das infecções respiratórias agudas bacterianas, em especial a pneumonia e a otite”, prosseguiu o ministro.

Os óbitos por diarreia causada pelo rotavírus encontram-se na faixa de maior mortalidade, com uma estimativa de 2,4 a 3,2 óbitos por mil nascidos vivos. Os dados nacionais demonstram que o rotavírus é a principal causa de diarreia grave em crianças, estimando-se cerca de 300 mil casos por ano, com uma alta letalidade.

“Esta intervenção vai reduzir o número de episódios de diarreia e, consequentemente, o número de óbitos por esta causa, devendo-se associar outras práticas familiares-chave, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso de água tratada e de latrinas ou casas de banho”, afirmou o governante.

A vacina contra o rotavírus é de administração oral em duas doses, sendo a primeira aos 2 meses e a segunda aos 4 meses, não devendo ser administrada depois dos 8 meses de vida.

 

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Autoridades sanitárias do Cuanza-sul redobram esforços numa luta que começa a dar resultados

Mortes por malária continuam a afectar sobretudo as crianças

 

As autoridades sanitárias da província do Cuanza Sul estão a redobrar os esforços tendentes a diminuir os casos de malária que têm sido causa de muitas mortes nas comunidades, sobretudo crianças menores.

 

O anúncio foi feito ao Jornal da Saúde pela chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Maria Lussinga, que considerou preocupante a crescente propagação da malária no Cuanza Sul, mas garantiu que a situação está sob controlo das autoridades sanitárias. “Continuamos a notificar casos de malária nos municípios que consideramos críticos, como os do Sumbe, Porto Amboím, Amboím, Seles, Cassongue, Cela e Libolo, mas, felizmente, as mortes baixaram consideravelmente, graças aos esforços para inverter o quadro”, frisou.

A chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública revelou que, durante o primeiro trimestre de 2014, foram notificados 73.574 casos de malária, tendo sido confirmados 42.696 casos, que resultaram em 112 mortes, das quais 78 são crianças menores de cinco anos.

Fazendo uma caracterização da situação da malária durante o ano transacto, a responsável disse que foram notificados durante o primeiro trimestre 94 mil casos que resultaram na morte de 198 pessoas, ao contrário da realidade actual. “No ano passado registaram-se mais mortes por malária, o que não é o caso deste ano. Os indicadores mostram não só o empenho das autoridades sanitárias, como também o acatamento das medidas preventivas contra a malária por parte das populações”, asseverou Maria Lussinga.

A responsável provincial adiantou que alguns casos de morte resultam da negligência de muitas famílias que só levam os doentes às unidades hospitalares em estado crítico, com poucas possibilidade de sobreviver à doença. “Muitas vezes, as famílias são culpadas pela morte dos seus entes queridos porque, inicialmente, procuram remediar em casa com medicação não adequada e só se lembram ir ao hospital quando o doente já está em estado crítico”, lamentou.

 

Resultados satisfatórios na luta contra a malária

A chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias garantiu ao Jornal da Saúde que o Programa de Luta contra a Malária está a ser implementado em toda extensão da província do Cuanza Sul com resultados satisfatórios.

Maria Lussinga assinalou que o programa de combate à malária desenvolve-se em todos os municípios nas componentes de fumigação das ruas com insecticidas, desinfestação dos focos das águas residuais, recolha regular do lixo e distribuição de mosquiteiros impregnados. Lussinga referiu que a província do Cuanza Sul recebeu uma doação de 443.007 mosquiteiros de organizações internacionais que estão a ser distribuídos nos seis municípios com maior taxa de prevalência da malária, nomeadamente, Porto Amboím, Amboím, Quibala, Cela, Libolo e Quilenda.

A chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias do Cuanza Sul acrescentou que, a par do Programa de Luta contra a Malária, a instituição que dirige está a desenvolver, em toda a extensão da província, os programas de combate à lepra, tuberculose e sarampo, além de campanhas periódicas e de rotina de vacinação contra a poliomielite.

Maria Lussinga anunciou que, durante o primeiro trimestre do corrente ano, vacinaram-se contra a pólio 16.608 crianças e foram notificados 103 casos de tuberculose, que já receberam tratamento, o que resultou na cura de 15 pessoas.

Segundo a chefe do Departamento, estão a ser implementados programas de vigilância epidemiológica, de saúde reprodutiva, de medicamentos essenciais e o Plano de Aceleração da Resposta às Infecções de Transmissão Sexual (ITS) e do VIH/sida.

A responsável destacou que, no domínio da saúde reprodutiva, tem-se registado avanços significativos. Durante o primeiro trimestre de 2014, aderiram às consultas pré-natais 43.831 mulheres, o que permitiu a redução da taxa de morbimortalidade materno-infantil.

Neste mesmo período, foram realizadas 5.788 consultas de planeamento familiar e registaram-se 7.396 partos institucionais, dos quais 97 cesarianas. Foram imunizadas 9.388 mulheres contra o tétano.

Quanto à sida, Maria Lussinga reconheceu que a descentralização dos serviços de testes foi uma medida acertada contra a discriminação e tabus. “Nos últimos tempos, registámos a afluência de mais pessoas aos testes voluntários para saberem do seu estado serológico, ao contrário dos tempos passados, quando muitos se sentiam acanhados ao dirigirem-se aos centros de testagem voluntária (CATV)”, lembrou.

Nos primeiros três meses do ano foram controlados e aconselhados 12.120 cidadãos, dos quais 195 saíram positivos. Lussinga reiterou a necessidade de dar continuidade às campanhas de sensibilização sobre o modo de transmissão e prevenção contra as ITS.

Questionada sobre a conduta de pessoas de ambos os sexos que, mesmo sabendo do seu estado serológico, infectam outras pessoas, Maria Lussinga disse que a lei sobre o VIH/sida é clara relativamente às penalizações que recaem sobre os prevaricadores. “É lamentável que existam pessoas com este comportamento que, muitas vezes, ainda por cima faz perigar as suas próprias vidas porque, ao invés de transmitirem, contraem outras infecções. Mas, se houver denúncia, há instrumentos legais para penalizar”, rematou.

Relativamente às campanhas de sensibilização, Maria Lussinga adiantou que o esquema está montado para actuar nas comunidades.

Estas campanhas vão envolver 50 activistas e 10 brigadistas, começando pelo município de Sumbe, como experiência-piloto, seguindo para os demais municípios da província.

No que respeita às medidas de combate à malária, a responsável provincial lembrou que, em Abril e Maio, foram realizados ciclos de formação, em colaboração com seus parceiros sociais. Foram formados 100 técnicos de saúde com as novas políticas do controlo da malária e procedimentos de actualização sobre os cuidados a ter com doentes infectados.

Maria Lussinga defende que o programa de luta contra a malária precisa de meios de transporte para atingir as comunidades e facilitar o trabalho dos activistas no terreno.

 

Envolvimento das administrações municipais e comunais

A responsável provincial do Departamento de Saúde Pública entende que a chave para melhorar a saúde na província do Cuanza Sul passa pela conjugação de esforços, desde as estruturas ligadas ao sector a nível provincial, até às autoridades administrativas dos municípios e das comunas, bem como dos líderes comunitários, autoridades tradicionais e população em geral.

Maria Lussinga realçou que, no combate à malária, “quando as comunidades participam nas medidas preventivas os resultados são positivos” e pediu aos administradores municipais para se empenharem mais na melhoria dos programas de abastecimento de água potável às populações, para reforçarem o pessoal técnico nas unidades de saúde construídas e para criarem bases que propiciem assistência sanitária mais digna nas comunidades. “O consumo de água imprópria também concorre para o surgimento de doenças e, por isso, deve ser dada maior atenção com o abastecimento de água potável às populações”, alertou.

No cargo desde 2011, Maria Lussinga está convicta de que os actuais indicadores da luta contra a malária são promissores e diz que só vai estar tranquila no dia em que o Cuanza Sul sair do gráfico das províncias mais endémicas da malária.

 

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Hospital de Catome: uma referência no panorama sanitário de Ndalatando

 

O Hospital municipal do Cazengo, vulgo “hospital de Catome”, sedeado em Ndalatando, sede da província do Cuanza Norte, já é considerado uma unidade de referência.

Quem o afirma é o director-geral da instituição, José Franco Martins, destacando os avanços registados no atendimento aos pacientes, fruto do empenho do Executivo na melhoria das condições de trabalho das unidades hospitalares e sociais dos profissionais do sector.

Na entrevista que se segue ao “Jornal da Saúde”, este médico sublinhou o facto de as autoridades centrais e provinciais terem estado a trabalhar para melhorar o atendimento aos cidadãos que procuram diariamente os serviços naquela instituição sanitária.

 

­— Pode-se considerar o Hospital Municipal do Cazengo já como uma unidade sanitária de referência?

­— Sim, actualmente, dentro no nosso contexto, podemos já considerar este hospital como uma unidade de referência.

­— Que comparação faz do funcionamento actual do hospital relativamente há três anos?

­— Quando o hospital foi entregue, só funcionava com as consultas externas asseguradas por um único médico. O banco de urgência trabalhava 24/24 horas, mas só com enfermeiros. Todos os casos que davam entrada eram referenciados para o hospital provincial. Não tinha serviço de internamento, nem de ambulatório. A maioria das vezes os seus serviços não funcionavam porque a sua abertura teria como consequência o internamento de doentes e o pleno funcionamento do laboratório, algo até aí inexistente.

Portanto, em 2011, foi elaborado um plano que viabilizou a vinda de mais médicos ao hospital, permitindo uma presença efectiva destes especialistas durante 24/24 horas no serviço. Começamos a internar doentes. Em decorrência, abrimos o refeitório que serve, não só os funcionários, mas também para os doentes.

Inaugurámos a sala de partos e um espaço para o internamento de gestantes com doenças decorrentes da gravidez, fortalecemos os serviços de vacinação e começámos também a fazer consultas de seguimento à grávida. Melhorámos os meios de diagnóstico com a instalação de um ecógrafo - que está a permitir o acompanhamento da evolução fetal das grávidas - e um aparelho de raios X moderno, porque o anterior estava constantemente a avariar. A par do laboratório de análises clínicas que já funciona, a instituição contará, dentro em breve, com um laboratório de microbiologia que vai permitir realizar exames que, até ao momento, obrigava os pacientes a recorrerem a Luanda ou Malanje.

­—  Quer isto dizer que em Ndalatando não existe um laboratório de microbiologia?

­—  Não como tal. Estamos a criar. Tão logo seja possível, será aberto o laboratório de microbiologia. Já estamos a fazer alguns ensaios com parte do equipamento que já aqui se encontra. Faltam outros componentes para o seu pleno funcionamento. Garantias dadas pelo fornecedor indicam que, até ao fim do mês de Junho, chegam a esta cidade os elementos em falta.

­— Como é financiada a instalação do laboratório?

­— O investimento é efectuado no âmbito do programa de municipalização dos serviços de saúde, através da administração municipal. A par deste projecto, abrimos recentemente os serviços de cuidados intermédios. E, em breve, o bloco operatório. Na verdade, já faz algumas cirurgias locais, como a de otorrino, mas queremos que esteja preparado para fazer grandes cirurgias. O banco de sangue, que já possuímos, e cuja abertura está dependente do processo em curso de selecção e capacitação do pessoal que vai trabalhar nesta área vital, irá permitir  o seu pleno funcionamento.

­— Foram estes avanços que garantiram a classificação deste hospital em unidade de referência?

­— Sim, foram estes avanços que estiveram na origem desta classificação e que são frutos dos investimentos realizados pela administração municipal no âmbito do programa de municipalização da saúde.

Os recursos humanos eram escassos. Com este programa, admitimos médicos e enfermeiros e meios técnicos. Por exemplo, a grávida que precisasse de uma ecografia tinha quer ir a Malanje ou Luanda. Hoje, já não!  Registamos, em média, cerca de 200 consultas por dia.

­— Que outros ganhos trouxe ao hospital a municipalização dos serviços de saúde?

­—  Disponibilidade de mais e diversificados medicamentos para a população. Por exemplo, temos vindo a registar o aumento de número de doentes hipertensos e diabéticos. Os medicamentos para o tratamento destas doenças são caros. Mas nós procuramos ter aqui um stock para acudir pontualmente estes pacientes. E ainda a ambulância para a evacuação de doentes, uma incineradora para dar tratamento correcto ao lixo hospitalar.

­— Finalmente, qual a situação em termos de recursos humanos?

­—  Em termos de recursos humanos, o hospital conta com 12 médicos e 92 enfermeiros. Adicionados aos demais, totaliza 188 funcionários. Todavia, para completar o seu quadro orgânico, são precisos mais 120 colaboradores, entre os quais, médicos, enfermeiros e maqueiros. De imediato, o hospital, para atender a demanda, carece de, pelo menos, mais dois médicos, 38 enfermeiros e 46 técnicos de diagnóstico e terapêutica.

 

As valências desta unidade de referência

Inaugurado em 2010, o Hospital Municipal do Cazengo dispõe de uma capacidade de internamento de 70 pacientes e contempla os serviços de banco de urgência, farmácia, consultas externas, medicina, pediatria, ginecologia e obstetrícia, morgue, sala de parto, consultas pré natal, imunização, cuidados intermédios, laboratório, imagiologia,  testagem voluntária e aconselhamento do VIH-Sida. Por abrir, estão a hemoterapia e o bloco operatório. Conta com 12 médicos e 92 enfermeiros.

 

 

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Crianças beneficiam de rastreio de saúde oral

 

Tecnologia digital com câmara intra-oral regista e transmite para um computador as necessidades de intervenção.

 

As crianças de diversas escolas primárias e do primeiro ciclo do ensino secundário na província do Zaire passaram a beneficiar de rastreios grátis de saúde oral no âmbito do projecto denominado “ Angola a Sorrir”, lançado pelo Secretário do Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca.

Desenvolvido em parceria com o Banco Espírito Santo Angola (BESA), o projecto está enquadrado nas políticas do Executivo angolano que visam garantir os cuidados primários de saúde e contempla também acções de sensibilização sobre as práticas diárias de higiene bucal.

A iniciativa teve a sua experiência piloto em 2012 na capital do país com a denominação “Luanda a Sorrir”. Os promotores pretendem atingir em todo o país 300 mil crianças dos seis aos 12 anos de idade e vai ser implementada de forma gradual, devendo cada ano contemplar duas províncias.

“Angola a Sorrir” apresenta-se como sendo um projecto inovador ao introduzir uma tecnologia digital no rastreio de doenças orais, através de uma câmara intra-oral que regista e transmite para um computador as necessidades de intervenção, emitindo no final um diploma personalizado com o nome, fotografia e os resultados do rastreio de cada criança.

À margem do acto de lançamento decorrido na escola primária nº 31, no bairro da Bela Vista, arredores da cidade de Mbanza Congo, foram realizados consultas de rastreio de demonstração em crianças de uma turma da referida instituição de ensino, por técnicos da escola profissional da saúde de Vila Nova de Gaia em Portugal.

A introdução de tecnologia digital facilita a obtenção de resultados do diagnóstico na hora e tem a peculiaridade do rastreio ser efectuado em ambiente escolar. A tecnologia utilizada tem ainda a vantagem de ser intrusiva e presenciada pelas próprias crianças no acto de rastreio, por meio do ecrã do computador.

 

Educação e prevenção

Pretende-se, com a acção, ensinar também as crianças a identificar as estruturas da boca, referenciar as principais doenças orais, assim como ensinar a preveni-las. As crianças aprendem igualmente a utilizar correctamente a escova e o fio dentário.

Às crianças abrangidas vão ser entregues kits para escovagem e diplomas que lhes habilitarão ao combate da cárie dentária e a promover acções de higiene bucal.

No Zaire, o tratamento é assegurado por especialistas do hospital provincial. Paralelamente a isso, vão ser desenvolvidos planos de formação e transferência de “know-how” em matéria de assistência dentária para os quadros angolanos à luz de um protocolo estabelecido entre o Ministério de Saúde e a Escola Profissional de Saúde de Vila Nova de Gaia.

Durante a cerimónia, a consultora do gabinete do ministro da Saúde, Fernanda Baptista Cardoso que procedeu a apresentação do projecto, explicou que “Angola a sorrir” surge com o propósito de concretizar três medidas: a higiene oral, a administração do flúor e a aplicação do selante nas fissuras.

O Secretário de Estado da Saúde referiu que a concretização do programa é o reafirmar do compromisso que o Executivo assumiu para com as crianças.

“Estamos aqui hoje a lançar esse projecto que visa, fundamentalmente prevenir um conjunto de doenças que podem afectar as nossas crianças”, disse Carlos Alberto Masseca.  Para este responsável o acto visa ainda o relançamento do programa saúde escolar no quadro da reforma que Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, leva a cabo, por orientação do presidente da República.

 

Importância

da saúde oral

 As doenças da boca são as mais frequentes em todos os grupos etários e constituem um grave problema de saúde pública. Entre elas, destacam-se, pela sua elevada prevalência, a cárie dentária e as gengivites. E com o objectivo de prevenir o surgimento dessas patologias, o projecto “Angola a Sorrir” pretende constituir-se numa iniciativa pioneira para aumentar a higiene oral e consequentemente melhorar a qualidade de vida da população angolana

Com o evento testemunhado pelo governador provincial do Zaire em exercício, o Ministério da Saúde e o Banco Espírito Santo Angola (BESA) quiseram homenagear a criança africana pelo seu dia, assinalado a 16 de Junho.

Presentes na cerimónia, estiveram o director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, António Alves da Costa, a coordenadora nacional do Programa de Cuidados Primários de Saúde, Helga Freitas e o subdirector Comercial do Banco Espírito Santo Angola, Afonso Maria Konde.

 

 

 

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Termo-massagem Ceragem

Sinta-se bem!

 

A Visão Futura passou a oferecer aos seus clientes uma termo-massagem terapêutica que incide na coluna e se transmite para outras partes do corpo, com base numa marquesa da gama Ceragem.

 

De acordo com um comunicado desta empresa da área da saúde, a termo-massagem "beneficia todas as partes do corpo porque é da coluna que se distribui a ramificação nervosa do organismo, responsável por todos os nossos movimentos e funcionamento dos órgãos". Sentimos "redução do stress dando alívio da tensão na cervical, culminando num bem estar calmante que proporciona um sono reparador todos os dias".

A lombar é massajada até o cóccix, corrigindo a postura dolorosa que adormece as pernas. Desbloqueia a energia canalizada, relaxando também músculos ao redor da coluna, alongando-os, descontraindo-os, corrigindo o alinhamento da coluna e beneficiando a circulação sanguínea, dando também uma sensação de leveza nas pernas.

"Até a depressão e a ansiedade desaparecem, porque há o estímulo das raízes nervosas produzindo mais serotonina, hormona do bem-estar e da alegria", garante o comunicado da empresa.

A Visão Futura está situada na Rua Francisco Sotto Mayor, nº 5, 1º Dtº., Bairro Azul, Luanda. Contactos: 222-350-777/ 941-110011/ 924-197014/ 933569506.

A caminho de casa, ao fim do dia, passe por lá a experimentar!

 

Casos para que está indicada

De acordo com a Visão Futura, a termo-massagem está indicada para os casos de dores no pescoço e costas, artrite, dor ciática, choques, diabetes, fibromialgia, torcicolo, fadiga, infertilidade, disfunção sexual, tensão alta, circulação sanguínea deficiente, desordens metabólicas, complicações da menstruação, problemas dos rins e bexiga, insónias, hérnias do disco, sensação de formigueiro nos membros.

 

 

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Atenuar as rugas e a flacidez

 

É um campo recente que trabalha os músculos do rosto e do pescoço. Tem como objectivo atenuar rugas, flacidez, entre outros efeitos da idade.

 

Através da aplicação de técnicas de relaxamento, de alongamentos e de exercícios de força e de resistência nos músculos do rosto, esta técnica está indicada para aqueles que procuram a prevenção, o rejuvenescimento, a saúde e o bem-estar, bem como o aperfeiçoamento muscular na pré e pós-cirurgia plástica.

A terapia da fala aplicada à estética da face é um campo recente em Angola, iniciado no Brasil com a fonoaudiologia estética. Esta visão teve origem na reflexão sobre a dinâmica da terapia, na vertente da regulação da musculatura, onde se constatou que, ao se adequar a musculatura, a aparência facial também se modificava.

 

A lei da gravidade

É de extrema importância que sejam considerados os efeitos da gravidade nos músculos, pois eles influenciam directamente os resultados a serem obtidos. O corpo encontra-se sempre sob o efeito da gravidade. A face também recebe influência deste efeito, o que potencia as adaptações e as compensações musculares ocorridas, tanto no eixo corporal como no equilíbrio facial.

O corpo humano é completamente moldável, além de possuir uma enorme capacidade de adaptação às circunstâncias da vida. O efeito do equilíbrio com a acção da gravidade é quebrado quando as necessidades e as exigências do corpo começam a provocar compensações e adaptações na sua estrutura, modificando-lhe os padrões de movimento e o alinhamento vertical.

Como o processo é ininterrupto e as adaptações são automáticas e inconscientes ao longo da vida, perdemos o estado de equilíbrio ideal e a gravidade começa a deixar marcas evidentes. Aparentemente, os músculos funcionam e os ossos estão a cumprir a sua função, no entanto, as alterações na estrutura da fáscia muscular causam um desequilíbrio permanente e só podem ser corrigidas por intervenção física.

O desalinhamento corporal pode resultar em tensões crónicas, numa vitalidade reduzida e num funcionamento psíquico e biológicos prejudicados. O corpo humano é o resultado do potencial genético e de padrões repetitivos de uso. O modo como nos movimentamos e nos posicionamos durante actividades físicas, bem como a forma como andamos, sentamos ou dormimos é extremamente importante.

A profissional de estética, ao organizar a postura dos seus clientes e ao promover um alinhamento vertical do eixo corporal, estará a contribuir para que eles efectuem uma menor compensação e uma maior adaptação muscular corporal e facial. O corpo possui uma linguagem única e se a postura estiver alterada esta desarmonia reflectir-se-á na face.

Dois dos tipos de rugas existentes, as de expressão (decorrentes do uso repetitivo de certas expressões ao longo do tempo), e as fisiológicas (decorrentes da hipotonia tissular e muscular), são potencializadas pela acção da gravidade nas camadas da derme e da hipoderme. Assim, a técnica da fonoaudiologia estética ocupa-se da flacidez muscular, pois a pele é nada mais do que o órgão de revestimento dos músculos que a preenchem

 

Terapia da fala ao serviço da estética

Os principais objectivos da fonoaudiologia estética são prevenir e adequar as alterações dos músculos mímicos e da mastigação, desencadeados pelo envelhecimento, pelos movimentos exagerados da mímica facial ou por distúrbios orofaciais e cervicais.

Esta técnica é aplicada através de massagens, de alongamentos da musculatura, de exercícios de força e de mobilidade. A necessidade de um olhar atento, por parte do profissional, que conduza à detecção dos hábitos nocivos praticados pelo cliente é fundamental.

Ou seja, não adianta manipular os músculos da face com o objectivo de minimizar e suavizar as rugas, se o factor que as causa, ou potencia, ainda existe. Por exemplo: se um sujeito tem o hábito de franzir a testa constantemente, o profissional deve orientá-lo e consciencializá-lo de que nada adianta o cuidado se ele não adequar a sua postura, evitando ou suavizando esse acto.

Os hábitos resultam da repetição de um acto inúmeras vezes. Normalmente, o hábito instala-se porque trouxe, em algum momento, satisfação para o indivíduo. Os hábitos estão ligados às funções, inicialmente reflexas, que se instalam como padrões com o decorrer dos anos.

É importante para o profissional observar como aparecem, quais os locais, com que estruturas se relacionam e em que situações ocorrem, para que possa dessa forma orientar o cliente. Para além disso, é fundamental que o cliente perceba que o objectivo é o cessar de um hábito nocivo e não a sua substituição por outro.

 

A técnica

Os exercícios praticados na técnica da fonoaudiologia estética são individuais e personalizados, ou seja, a sua aplicação varia de pessoa para pessoa. Apesar disso, existe um modo de actuação, mais ou menos standard, que o terapeuta pode aplicar.

Assim, o primeiro passo é conhecer todo o histórico de vida do cliente, procurar observar os seus hábitos de postura, avaliar a sua tonicidade muscular e fazer uma avaliação da simetria e leitura da face. Depois da avaliação, e, se for constatado algum desvio de função (mastigação, fala, deglutição, respiração), deve-se adequar a função para que esta não interfira no equilíbrio muscular da face.

Os músculos da face fazem parte de um todo e devem por isso ser trabalhados e tonificados de modo a corrigir vícios, suavizando desta forma as marcas de expressão. Assim, esta técnica inclui ainda exercícios dos músculos faciais, gestos como o arregalar dos olhos e das sobrancelhas, mandar um beijinho, ou até deitar a língua para fora, que são hoje considerados um modo natural de prolongar a juventude da pele.

Existem vários exercícios, cada um com o seu objectivo específico. O terapeuta deve explicar e mostrar ao cliente qual o padrão correto para a execução desses exercícios faciais, e o cliente por sua vez deve reproduzi-los em frente ao espelho.

Resumidamente, uma sessão deve decorrer do seguinte modo:

1. Anamnese - É nesta etapa que são analisados os hábitos, a postura e o tipo de alimentação praticados pelo cliente.

2. Avaliação geral - São analisados os aspectos morfológicos e posturais.

3. Avaliação da simetria e leitura facial - Nesta avaliação, o terapeuta recorre a um instrumento de medida, o paquímetro, que permite verificar a distância entre os dois lados opostos da face, de modo a avaliar a sua simetria.

4. Avaliação da tonicidade muscular - Através de movimentos como o piscar de olhos e os beliscões nas maçãs do rosto do cliente é avaliado o seu nível de tonicidade muscular.

5. Identificação da causa - É nesta fase que, caso o terapeuta tenha identificado alguma situação a resolver, deve actuar em conformidade, pois essa pode ser a causa de toda a desarmonia da face do cliente.

6. Acção - De seguida são executados exercícios e aplicadas as técnicas de massagem, manuais ou com estimuladores eléctricos e/ ou térmicos.

7. Fase de relaxamento - O cliente deve relaxar os músculos após realizar os exercícios ou receber a massagem.

 

Massagem facial

Durante a sessão, para além dos exercícios, o terapeuta executa ainda uma massagem facial. Esta é iniciada no pescoço e termina na testa. Pode ser manual, sendo realizada com um creme, específico para a pele do cliente, que não deve ser de rápida absorção, para activar os músculos. A massagem facial pode ainda recorrer a equipamentos de massagem eléctricos, específicos para o rosto.

Para potencializar resultados pode ser utilizado um estimulador térmico que aplica a termoterapia e a crioterapia. A primeira é uma técnica que proporciona o aumento da temperatura através de estímulos secos ou húmidos. Para provocar estímulos secos, o terapeuta pode utilizar bolsas de água quente ou gel, enquanto os estímulos húmidos podem ser provocados com a utilização de compressas húmidas.

 

Perguntas frequentes

Quantas sessões são necessárias ou recomendadas?

O processo é breve, ou seja, em geral com cerca de 10 sessões consegue-se alcançar resultados satisfatórios. A duração do cuidado varia conforme a necessidade do cliente, estimando-se uma média de 4 meses.

 

O que incluem as sessões?

As sessões incluem avaliação, orientação, a prática dos exercícios e o relaxamento. Após a finalização do cuidado é recomendado um retorno periódico (de 3 em 3 meses) para um controlo dos resultados.

 

Esta técnica é indicada a que tipo de pessoas?

Esta técnica é indicada a todas as pessoas que procuram um rejuvenescimento natural, sem dor e não invasivo. Normalmente, entre os 20 e os 30 anos o efeito baseia-se na prevenção, mas entre os 40 e os 50 anos os resultados já são notáveis. Obviamente, o resultado da terapia depende também do processo de envelhecimento do cliente, da sua alimentação, exposição solar, postura, disciplina e até, da forma como o cliente encara a sua própria vida.

 

 

 

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Novartis lança duas novas apresentações de Coartem

Tratamento da malária mais eficaz

 

Duas novas apresentações de “Coartem” foram lançadas este mês, em Luanda, pela farmacêutica Novartis.  Melhoram a eficácia do tratamento da malária não complicada.

 

Em cerimónia realizada num hotel da capital, os responsáveis da Novartis apresentaram o “Coartem 80/480 mg”, destinado a doentes adultos, e o “Coartem Dispersível”, para crianças.  Nestas novas apresentações do Coartem, um comprimido corresponde a quatro dos antigos.

De acordo com a especialista em medicina interna e membro do Programa Nacional de Combate à Malária, Marília Afonso, "os doentes fazem agora o tratamento tomando apenas seis comprimidos durante três dias, um de manhã e um à noite, o que o torna mais simples, diminuindo a possibilidade do paciente abandonar a medicação a meio, ao mesmo tempo que se obtém a mesma eficácia com apenas seis comprimidos, ao contrário do anterior tratamento de 24 comprimidos".

Em entrevista ao Jornal da Saúde de Angola à margem do evento, Marília Afonso realçou que o Coartem é um fármaco que permite o restabelecimento do estado de saúde de forma rápida. “Para falar em termos simples, limpa a maioria dos parasitas de tal maneira que o doente, no segundo dia de tratamento, fica bem-disposto e já tem vontade de retomar os seus afazeres. Mas nós obrigamo-lo  a terminar o tratamento para que fique bem tratado”, acrescentou.

Com formato oval, os comprimidos são de cor amarelada. Segundo um estudo de percepção por parte dos pacientes em relação à forma e tamanho das apresentação sólidas, o formato oval é o preferido para um comprimido de média e grande dimensão, visto que são considerados mais fáceis de engolir do que os comprimidos circulares.

 

Coartem pediátrico

O Coartem Dispersível foi desenvolvido para uso pediátrico. O remédio tem sabor doce a cereja, o que o torna facilmente aceite pelas crianças. É um comprimido diluível em água e, de acordo com estudos realizados por instituições de pesquisa no continente africano, apresenta uma taxa de eficácia de cura na ordem dos 97,8 por cento. Está de acordo com os critérios de eficácia da OMS (taxa de cura ≥95%). Elimina os parasitas em menos de 35 horas e resolve a febre em menos de 8 horas. A eficácia de Coartem Dispersível  não é afectada pelo peso da criança. Trata-se do primeiro medicamento de alta qualidade no mundo concebido sob um modelo de parceria público-privada, com o envolvimento de instituições africanas de pesquisa.

 

 

Medicamentos de qualidade e eficazes

Ao discursar na cerimónia de lançamento, o director nacional de Medicamentos e Equipamentos do Ministério da Saúde, Boaventura Moura, disse que um dos principais desafios do sector é o combate à contrafacção de medicamentos.

Boaventura Moura lembrou que o Coartem padrão (antigo) era eficaz no tratamento, mas tinha menos adesão por parte dos pacientes, devido ao facto da dose ser de quatro comprimidos tomados duas vezes ao dia, num total de 24 e, ao primeiro sinal de recuperação, o tratamento era abandonado.

Apelou aos presentes no sentido de lutarem contra a falsificação de medicamentos e considerou um ganho para Angola a possibilidade que “a empresa Novartis dá de se poder ter medicamentos autênticos com certificação de qualidade, eficácia comprovada e agora com menos comprimidos”, concluiu.

Na cerimónia de apresentação dos novos fármacos, estiveram ainda presentes responsáveis da saúde, médicos, farmacêuticos, técnicos, enfermeiros, estudantes, professores universitários e gestores de empresas da saúde e outros responsáveis do sector.

 

Em síntese...

Um comprimido Coartem 80/480 é bioequivalente a 4 comprimidos Coartem padrão.

Coartem 80/480 oferece uma redução do número de tomas aos pacientes, o que pode ajudar a promover o cumprimento do regime de tratamento (melhora a adesão à terapêutica).

Coartem 80/480 tem uma nova forma elipsóide (oval), o que pode facilitar a sua deglutição.

Coartem 80/480 é o tratamento recomendado para adultos e crianças com um peso superior a 35 kg, com malária não complicada.

Coartem 80/480 é uma nova formulação de uma marca de alta qualidade que já conquistou a confiança do mercado.

 

 

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Movimento de Apoio Jurídico às Comunidades

Estudantes apoiam vítimas e explicam-lhes os seus direitos

 

Deolinda é a mãe de três filhos menores: a Delfina, com 17 anos, o Leonardo, com 14 e o Chilingue com apenas 11. O pai abandonou-os, constituiu uma nova família e recusa-se pagar a pensão de alimentos - um direito das crianças consagrado na lei. Deolinda, a braços com encargos insuportáveis, desconhece os seus direitos, tem medo de represálias e não denuncia às autoridades.

Recentemente, um incêndio numa residência no Camama, um bairro na periferia de Luanda, matou uma família: o casal, dois filhos e um sobrinho. Sobreviveu uma das filhas, Maria, uma menina de 12 anos que não se encontrava no local. Na semana seguinte, familiares foram a casa e levaram os pertences que sobraram da tragédia, deixando a Maria sem nada, numa clara violação dos direitos de sucessão.

Nos centros urbanos de Angola,  situações como as referidas nos dois casos reais acima descritos estão, lamentavelmente, a tornar-se habituais. Felizmente, um grupo de estudantes universitários de direito constituíu o Movimento de Apoio Jurídico às Comunidades (MAJC). Vão ao terreno e prestam apoio jurídico às vítimas. Explicam-lhes quais as vias legais que devem seguir, a que órgãos se devem dirigir, e oferecem as ferramentas para que o consigam fazer eficientemente.

Quando foram convidados, pela organização não-governamental (ONG) Development Workshop (DW), para participar no programa de "Estágios Comunitários" - apoiado pelo Bloco 31, operado pela BP Angola -, Nilton Ngola e José Sebastião, estudantes de Direito na Universidade Agostinho Neto (UAN), depararam-se com uma comunidade pouco informada relativamente aos seus direitos e deveres legais. Durante o estágio, Nilton e José realizaram palestras em vários municípios da cidade de Luanda, contactaram directamente com as comunidades locais, enquanto trabalhavam junto de várias organizações de desenvolvimento comunitário (ODA), e perceberam que a maior parte dos problemas no seio dessas comunidades se devem a um total desconhecimento dos direitos dos cidadãos.

A experiência no estágio foi fulcral para que os dois estudantes, juntamente com Lauro Domingos, educador social, tenham decidido criar o Movimento de Apoio Jurídico às Comunidades (MAJC), como explica Nilton, aluno do 5.º Ano de Direito: “O estágio despertou-nos este interesse pela intervenção na comunidade. Podemos mesmo dizer que, se não houvesse estágio, o MAJC não existiria.”

Os estudantes procuraram também alternativas à carreira profissional normal na sua área. “Como estudantes de Direito sabemos que, quando terminarmos o curso, vamos ter à nossa espera um trabalho num gabinete de advocacia, a trabalhar para empresas ou a fazer consultoria. Após o estágio, ficámos mais interessados no associativismo e em poder estender a nossa actividade além do escritório e com vontade de trabalhar directamente com as comunidades”, acrescenta Nilton Ngola.

O MAJC foi criado com o objectivo de incutir na sociedade bases de cultura legal, através de palestras sobre o exercício da cidadania e sensibilização dos direitos e deveres dos cidadãos, realizadas nos municípios do Sambizanga, Cazenga e Viana, para além da orientação jurídica às comunidades.

Esta iniciativa só foi possível devido ao projecto de Estágios Comunitários financiado com fundos provenientes do  Bloco 31, constituído pela BP Angola, Sonangol, Sonangol P&P, Statoil Angola e pela SSI. O projecto, reforçado em 2009, visa facilitar o contacto directo dos estudantes com as comunidades, ONG e empresas, apoiando-os na preparação das teses de licenciatura e para o mercado de trabalho.

 

Workshop

motiva denúncia

Além da vertente de sensibilização, o MAJC acaba por trabalhar directamente com algumas pessoas, ajudando a identificar e resolver vários problemas, levando-os às autoridades competentes. Nos dois casos acima expostos, o Movimento apoiou e orientou as vítimas para a defesa dos seus direitos. Numa outra ocasião “uma mulher ficou tão motivada com um dos nossos workshops que decidiu denunciar uma situação de violência doméstica no seu seio familiar”, explica Lauro Domingos.

“O nosso papel, após reconhecermos o problema, é explicar às pessoas quais as vias legais que devem seguir, a que órgãos se devem dirigir, e oferecermos as ferramentas para que o consigam fazer eficientemente”, diz ainda o educador social.

 

Elaboração de projectos

Há, também, uma preocupação do MAJC em simplificar instrumentos jurídicos, que estão expostos numa linguagem demasiado complexa para a maioria da população. Para isso, criam brochuras com explicações simplificadas, acessíveis para toda a comunidade, onde também encontram pessoas com espírito de iniciativa. “Encontramos muitas pessoas no seio das comunidades que têm ideias, querem intervir nas suas comunidades. Não é por serem analfabetas que deixam de ter sentido crítico e vontade de intervenção social. No entanto, não conseguem desenvolver as suas iniciativas, porque não são capazes de estruturar, no papel, um projecto. É aí que nós damos uma ajudinha”, conta Sebastião, que ainda frequenta o 4.º Ano de Direito.

Para isso, o MAJC criou aquilo a que chamam “Cursos de Técnica de Elaboração de Projectos”, para acompanhar os membros mais interventivos das comunidades, e ajudá-los a pôr em prática as iniciativas que têm em mente.

 

Objectivos para o futuro

Os objectivos para o futuro são claros: expandir o raio de acção do MAJC. Mas os jovens não conseguem fazê-lo sozinhos. “Pretendemos alargar a nossa área de participação, realizar mais palestras, alcançar mais municípios”, revela Sebastião. “Mas para isso é necessário um empurrão, precisamos de mais apoios para desenvolver este movimento. Queremos que o nosso trabalho seja expressivo e que consigamos incutir na população angolana uma cultura jurídica que ainda não está presente, mas que é importantíssima para o desenvolvimento das comunidades”, conclui José Sebastião entusiasmado com os resultados já alcançados pelo Movimento de Apoio Jurídico às Comunidades.

 

 

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Casa de Cultura Malta da Paz e da Alegria inaugura em Luanda

 

A primeira Casa de Cultura Malta da Paz e da Alegria foi oficialmente inaugurada este mês pelo ministro da Educação, Pinda Simão. Este responsável afirmou, na ocasião, que "este espaço de cultura vai ajudar a perpetuar o património cultural nacional, fruto das acções de preservação, ampliação e consolidação dos traços culturais de Angola.

O ministro salientou que a Casa de Cultura Malta da Paz e da Alegria vai proporcionar às crianças angolanas a transmissão das riquezas culturais que identificam Angola, por representar um grande benefício para a formação intelectual e cultural dos mais pequenos.

A Casa está dividida em vários espaços: sala multimédia, estúdio fotográfico, brinquedoteca, sala de dança, sala de exposições e refeitório. A inauguração da Casa teve com o primeiro expositor o artista plástico Mayembe que apresentou 10 obras. As mesmas ainda se encontram em exposição na Casa.

 

 

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Livro infantil lançado este mês em Luanda

Ombela - A estória das chuvas -  Ondjaki

 

"Penso que é hora de parar de chorar.

Não sei se choro porque ainda estou triste

ou porque gosto tanto de olhar o mar..."

 

Nesta estória, Ondjaki inventa um mito que explica a "origem das chuvas". Aqui fala-se de uma deusa Ombela ("chuva", em umbundo). De como o pai lhe ensinou a chorar. De como as lágrimas eram salgadas ou doces. Da criação dos lagos e dos mares.

Esta é a estória de uma deusa chamada Ombela que aprendeu a fazer chover usando as suas lágrimas. "Mas para que as minhas lágrimas não matem os bichos, nem as pessoas que vivem na Terra, vou deixar que tenham muito sal e que alimentem todos os mares". Pelo menos é assim que contam os mais velhos...

No mesmo dia em que a obra foi lançado em Luanda, por coincidência, em Londres,  a colaboradora do Jornal da Saúde, Madalena Moreira de Sá, recebia a nota máxima ( First-class honours) na sua licenciatura na Universidade de East London.  A  sua tese foi sobre a angolanidade na obra de Ondjaki. A cultura do nosso país cada vez mais universal.

 

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Projecto Kitabanga

UAN já salvou mais de um milhão de tartarugas

 

O projecto Kitabanga de protecção das tartarugas desenvolvido pela Universidade Agostinho Neto (UAN) já encaminhou para o mar  mais de um milhão de tartarugas bebé em 11 anos.

O número é o total do trabalho realizado desde 2003 nas seis bases de amostragem: Kissembo, província do Zaire, com três quilómetros de amostragens; nas Palmeirinhas, em Luanda, com doze quilómetros; no Longa, no Cuanza Sul, com dez quilómetros; no norte do Bentiaba, no Namibe, com seis quilómetros; e na província de Benguela, com cinco quilómetros de amostragens, informou o coordenador do projecto,  Michel Morais.

Durante o período de reprodução, entre Setembro de 2013 a Março de 2014, estiveram a desovar entre 35 mil a 40 mil tartarugas. Com base nos dados, registaram-se 2970 ninhos com três espécies diferentes, entre as quais 2863 ninhos de tartarugas Oliva, cem ninhos de Kitabanga e sete ninhos de tartarugas verde.

O projecto de protecção às tartarugas é financiado pela BP Angola.

 

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Doenças crónicas na infância

 

As crianças com doenças crónicas podem partilhar algumas experiências similares apesar das diferenças dos sintomas e da gravidade dos problemas.

Estas experiências costumam ser:

— Dor e incómodo;

—Crescimento e desenvolvimento insuficientes;

— Idas frequentes a médicos e hospitais;

— Necessidade de cuidados médicos diurnos;

— Menos oportunidades de brincar com outras crianças.

 

Efeitos nas famílias

Para a família, a doença crónica de uma criança pode frustrar os sonhos que tinham para a mesma.

Problemas como o aumento dos gastos, um sistema complexo de cuidados, perda de oportunidades (por exemplo, quando um dos pais não pode voltar a trabalhar), o isolamento social bem como a exigência de atenção que a criança necessita podem originar um stress que, inclusive, pode causar a separação dos pais, principalmente se têm outros problemas, como os de origem económica.

As doenças que desfiguram a criança, como um lábio leporino ou uma hidrocefalia (uma doença na qual o líquido se acumula no cérebro, causando a compressão do tecido cerebral e um aumento da cabeça), podem mesmo interferir no vínculo entre a criança e a sua família.

Reacções como negação, ira, tristeza, depressão, culpa e ansiedade também poderão ser vivenciadas. Poderão surgir em qualquer momento durante o desenvolvimento da criança e cada progenitor pode reagir de forma diferente o que pode prejudicar a comunicação entre eles.

A simpatia que sentem pela criança e as exigências que recaem sobre a família podem originar inconsistências disciplinares e problemas de comportamento.

Como exemplos de doenças crónicas podemos apontar a asma, diabetes,  hipertensão, as doenças autoimunes (psoríase, Crohn,...), as infectocontagiosas, como a tuberculose, sífilis ou gonorreia e a Sida.

 

Estratégias de intervenção

Facilitar à criança a aprendizagem de habilidades sociais que lhe permitam relacionar-se com outras crianças e com os adultos de uma forma mais produtiva;

Fornecer à família um ampanhamento, sistemas de apoio, escolas e cuidados apropriados com o objectivo de que tenham períodos de descanso das responsabilidades de tratar da criança.

Familiarizarem-se com a doença lendo e conversando com médicos e outros especialistas;

A colaboração entre médicos, assistentes sociais, professores e outros para se poder formar uma equipa de apoio e desenvolvimento da criança;

Conhecer/ partilhar experiências com uma família que já tenha enfrentado problemas similares.

 

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