MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

 

Educar é a nossa missão

 

Angola vive momentos de paz há mais de uma década, o que tem permitido aos angolanos voltar a sonhar e realizar projectos que contribuem para o progresso das famílias que, no passado mais recente, não poderiam concretizar-se devido ao estado de guerra que vivemos.

Volvido este período triste e doloroso das nossas vidas, é hora de analisar e reflectir sobre o estado actual do nosso tecido social.

Daí que Sua Excelência o Presidente da República vem manifestando a sua enorme preocupação com a degradação dos valores éticos, culturais e morais da nossa sociedade donde ressaltam a violência, a defesa da vida, a estabilidade das famílias, entre outros.

Nesse sentido, a Primeira-dama lançou um apelo para a honrosa missão de devolver aos angolanos a paz de espírito, de concórdia e, sobretudo, a recuperação do ego milenar da alma angolana na sua identidade própria.

Em resultado desta convocação a Fundação Lwini lançou o Programa de Intervenção Social “Educar é a Nossa Missão” – ao qual o Jornal da Saúde se associou – que, através de campanhas de sensibilização e divulgação para a mudança de comportamento e de boas práticas no seio das famílias e da sociedade, procura contribuir para uma sociedade diferente, onde cada um assume a sua responsabilidade.

Os inúmeros colóquios, palestras, reuniões e encontros com líderes das comunidades, têm um tema mensal para debate. Convidamos assim os leitores do JS a desmultiplicarem este esforço junto às suas unidades de saúde, empresas, instituições, escolas, igrejas, comunidades onde se inserem, promovendo um encontro de sensibilização e debate sobre cada tema.

 

Tema de Janeiro: PRUDÊNCIA

Prudência significa actuar com cuidado. Classicamente é considerada uma virtude. É saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar. É frequentemente associada com sabedoria, introspecção e conhecimento. Ser prudente é:

• Dizer o indispensável

• Agir de acordo com as advertências

• Guardar segredos

• Evitar conflitos

• Analisar o que se escuta

• Cuidar da saúde mental, física e espiritual.

 

A prudência requer:

• Percepção

• Discernimento

• Estar alerta sobre o que se passa ao nosso redor, antes de julgarmos.

É preciso saber calar e escutar. Investigar, informar-se, reflectir e ter em conta a própria experiência antes de decidir. É saber arrependermo-nos de algo incorrecto que dizemos, ou fazemos.

A prudência diz-nos quando falar e quando calar; quando correr e quando parar; quando baixar a cabeça e quando erguê-la; é simplesmente não correr riscos desnecessários.

Temas colaterais para o mês de Janeiro: Reflexão, Determinação, Paciência.

 

Tema de Fevereiro: Patriotismo

Patriotismo significa amar a minha pátria e ser-lhe útil. É o sentimento de amor e devoção à pátria e aos seus símbolos. A pátria é a nossa origem comum. Sejamos ricos ou pobres, poderosos ou não, partilhamos o mesmo solo, a mesma língua, a mesma bandeira, a mesma moeda, a mesma trajectória histórica, a mesma cultura e símbolos em geral.

O patriotismo é muitas vezes confundido com nacionalismo. Nacionalismo é considerado uma ideologia ou um idealismo que leva as pessoas a serem patriotas.

O patriotismo é o espírito de solidariedade entre as pessoas que têm interesses comuns e por isso não se demonstra apenas nas catástrofes naturais, enviado ajudas. Vive-se diariamente, sendo justos, respeitosos, responsáveis, generosos e honestos. É um sentimento que, ao lado das leis, sustenta a democracia.

Ser patriota é estar inteirado de quem são e o que fazem os nossos governantes e votar para pessoas idóneas não é apenas um direito. É uma obrigação que qualquer um de nós que ama a sua pátria deve cumprir, enquanto cidadão.

Temas colaterais para o mês de Fevereiro: Nacionalismo, Ordem, Tolerância, Discernimento.

 

 

 

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 Saúde com gestores capacitados

 

A primeira edição do programa de especialização em Gestão da Saúde termina no mês que vem. Mais de 20 participantes preparam-se para completar com sucesso os sete módulos que compõem o curso. O Jornal da Saúde entrevistou alguns dos novos gestores da saúde do país.

 

“Agora temos as ferramentas para solucionar os problemas de saúde da nossa população”

Álvaro Zita Viegas

Director do Hospital Municipal do Quikulungo (Kuanza Norte)

“Estava a faltar um curso destes para estarmos melhor preparados para enfrentar os desafios que estão à nossa frente. Agora temos as ferramentas para solucionar os problemas de saúde da nossa população.

Como responsável, penso aplicar os conhecimentos adquiridos em equipa, dando as orientações fundamentais para o nosso melhor desempenho, segundo as novas teorias de marketing, logística e finanças. O meu objectivo ao participar deste curso é poder doravante executar as minhas tarefas com mais determinação porque agora tenho os conhecimentos e as condições para a aplicação na prática”.

 

“O nosso saber vai ajudar os hospitais a superarem muitas dificuldades”

Mariana Fernandes

Directora do Hospital Provincial do Bié

“Alguns de nós, gestores hospitalares, temos feito uma gestão empírica com base nos anos de trabalho no sector, ou por conhecermos muito bem a estrutura e o pessoal que nela funciona. Mas, com este curso, são-nos dadas ferramentas para passarmos a gerir melhor os recursos que nos são atribuídos para administrar e planificar, de forma correcta, as funções que nos foram conferidas. O nosso saber vai ajudar os hospitais a superarem muitas dificuldades e, assim, a fazer crescer, quer em quantidade, quer em qualidade, os cuidados preventivos e curativos que prestam. Por exemplo, após o módulo sobre finanças – uns dos que mais gostei, pela matéria da orçamentação –  estarei pronta, sobretudo, a direccionar melhor os meus gastos através da elaboração de orçamentos”.

 

“Já solucionei alguns problemas graças aos conhecimentos que adquiri”

Araão da Silva

Director do Hospital Materno Infantil

do Kuanza Norte.

“Já pude solucionar alguns problemas graças aos conhecimentos que adquiri nos  módulos desta formação e que se traduzem na valorização dos profissionais que dela participam. No meu caso o efeito é grande, porque o hospital materno-infantil do Kuanza Norte tem crescido, muita coisa mudou e mudará para melhor nos próximos tempos. Também sei que, dentro de alguns anos, a muitos directores de hospitais ser-lhes-á pedido, no currículo, formação em gestão de saúde, competências fundamentais para dirigir a sua unidade, sabendo o que está a fazer e sem atropelos”.

 

“As matérias aprendidas são o suporte da minha actuação diária”

Tomás Chianga

Chefe da Secretaria Provincial

de Saúde de Cabinda

“Este curso vem beneficiar-me muito, visto que as matérias e os conteúdos ministrados constituem praticamente o suporte base da minha actuação diária, a qual consiste na gestão e administração dos serviços de saúde de uma província. Decerto que, quando concluir os módulos, estarei preparado para enfrentar vários desafios, nomeadamente a melhoria da qualidade da assistência, a melhoria das competências técnicas do pessoal, a formação de quadros e a locação logística necessária para a prestação de serviços de cuidados à população, entre outros. E só tenho a louvar a competência técnica dos profissionais das entidades organizadoras: o INDEG/ISCTE, a Marketing For You e o Jornal da Saúde. Como se diz na gíria brasileira, este curso é, para mim, nota 10”.

 

Crescer juntos

Fernando Vicente

Director do Hospital Municipal da Caála

“Considero tratar-se da confirmação de um desiderato do desenvolvimento do nosso país: bem-haja a parceria público-privada no sentido de poder alavancar  a questão basilar da formação dos recursos humanos.  Outro aspecto  muito importante é que este Programa de Especialização proporciona-nos crescer juntos. De facto, temos aproximadamente 50% das províncias de Angola aqui representadas, o que faz com que, precisamente,  uma parte significativa possa aproveitar esta experiência,  do ponto de vista da qualificação de recursos e apropriação daquilo que são os conceitos globais de desenvolvimento”.

 

“Esta formação constitui uma chance de superação e um privilégio para nós, do interior do país”

Miguel Gaspar Sebastião

Director do Hospital Geral do Kuanza Norte

“A expectativa é positiva porque vai ao encontro do objecto social do nosso hospital que é a prestação de melhores cuidados aos utentes, mas com o menor custo possível.

Esta formação surge no âmbito do plano global da formação de quadros – representa uma chance de superação e um privilégio para nós, do interior do país. Espero que os cursos tenham continuidade para que todos os médicos e directores hospitalares possam comungar da mesma ideia.

Este curso é uma mais valia porque estamos a ser dotados de conhecimentos que nunca tivemos e pensávamos que só com uma deslocação para fora do país é que poderíamos fazê-lo. Assim, vemos reduzida a distância e os custos. Resta-nos associar, de forma paulatina, tudo o apreendido à prática”.

 

“Gerir com racionalidade”

José Quibulukuto

Administrador do Hospital Provincial do Kuanza Norte

 “Estamos a ser munidos de instrumentos essenciais para que possamos manusear com exactidão aquilo que é posto ao nosso cuidado a fim de gerirmos com racionalidade.

Um dos principais benefícios que provém desta acção de formação é a capacitação para uma gestão direccionada a uma assistência diferenciada (o que é exactamente pretendido), isto é, uma assistência que se adeqúe à disponibilidade de  recursos que são postos ao nosso alcance”.

 

“A organização é excelente assim como a grande capacidade dos formadores em transmitirem os seus conhecimentos”

Manuel Domingos Bumba

Técnico de Contabilidade e Administração do Hospital Militar Principal de Luanda

“A grande expectativa quanto àquilo que estamos a aprender é o de, posteriormente, transportar para a realidade – este é, também, um grande objectivo. A organização é excelente assim como a grande capacidade dos formadores em transmitirem os seus conhecimentos”.

 

“Adquirimos conhecimentos para enfrentar os desafios do dia a dia”

Fuankenda Munkama

Director do Hospital Municipal Mártires do Kuíto

“Este curso é bem-vindo porque estamos a adquirir conhecimentos que nos permitem enfrentar os desafios que vivemos no nosso dia-a-dia. O que mais gostei foi o capítulo de gestão, tanto dos utentes, como dos hospitais, designadamente a parte financeira.

A minha primeira medida a pôr em prática será ensinar os meus colaboradores: transmitir-lhes os conhecimentos claros que absorvi neste curso para que todos possam contribuir para a melhoria do nosso hospital. E já estamos a gerir melhor as questões organizacionais: vamos conseguir aumentar a capacidade até 90 camas nas naves de internamento”.

 

Uma mais-valia

Manuel Rosélio da Silva

Engenheiro de gás medicinal da Samsung Medical

“ O Programa de Especialização trouxe para o país o que nós tínhamos de procurar no exterior. Estou próximo da minha instituição e faço a actualização dos meus conhecimentos. Isso é muito bom. Uma mais- valia”.

 

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Madrinhas do parto

Apoio psíquico e emocional na hora de dar à luz

 

Antigamente, um pouco por todo mundo, era comum a futura mãe ser assistida ao longo do trabalho de parto por outras mulheres mais experientes. Eram vizinhas, parentes, ou mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquela experiência.

 

Conforme o parto ia sendo tratado como assunto médico, os eventos foram ocorrendo basicamente em hospitais e maternidades, com a assistência de uma equipa especializada: o médico obstetra, a enfermeira ou auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida.

Mas, especificamente, quem cuida do bem-estar físico e emocional daquela mulher que está prestes a dar à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela acompanhante de parto ou “doula”, que, na língua grega, significa mulher que serve, como são chamadas em alguns países.

Apesar de ser uma função antiga, é hoje em dia, paradoxalmente, que uma acompanhante de parto se torna imprescindível. O ambiente mecanizado dos grandes hospitais e a presença de grande número de pessoas desconhecidas tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade na hora do parto. Se este é também um momento emocional e afectivo, é de apoio igualmente emocional e afectivo que uma mulher precisa.

Assim surgem, aqui em Angola, mais concretamente na Maternidade Lucrécia Paím, em Luanda, as Madrinhas do Parto.

 

Projecto inovador

Para sabermos mais sobre esta brilhante iniciativa, fomos ao encontro da médica Antonieta Judite Lucango, presidente do comité de humanização da maternidade e coordenadora do projecto.

De acordo com esta responsável, o projecto envolve mais de 70 mulheres voluntárias, com idades compreendidas entre os 30 e 60 anos, que vão estar na sala de parto a prestar um apoio emocional e afectivo às mulheres. Darão primazia às que estiverem em trabalho de parto pela primeira vez, de modo que se sintam seguras e capazes de ter o bebé.

Antonieta Lucango garante que as madrinhas do parto estão bem treinadas, com capacidade de tranquilizar as mulheres com palavras de encorajamento. Numa acção de formação teórica e prática que decorreu durante duas semanas, tomaram conhecimento sobre o que é o parto, as relações interpessoais na maternidade, biossegurança, técnicas não medicamentosas de alívio da dor, massagens e técnicas respiratórias. Só não estão habilitadas a fazerem os partos. Como fez questão de salientar a nossa entrevistada, as madrinhas do parto não substituem os médicos, nem os enfermeiros.

Maria Azevedo, uma das madrinhas, partilhou connosco a sua alegria ao dizer que para ela “este é um momento inesquecível, está tudo a correr bem, é de louvar esta iniciativa da maternidade. Até ao momento já acompanhei quatro parturientes e dei todo o meu carinho dirigindo-lhes palavras de fé. Duas delas precisaram de massagens para atenuar a dor”.

Outra madrinha, Elisa C. Bastos, aproveitou para lançar o convite no sentido de outras mulheres abraçarem esta causa. “Trata-se de uma forma de demonstrar amor ao próximo. Aqui lidamos com aquela mulher que se encontra no momento mais vulnerável de sua vida. É notória a satisfação das parturientes porque, por causa da ajuda que lhes damos para perderem o medo, o trabalho de parto é facilitado”.

 

Como surgiu a ideia

“O projecto Madrinhas do Parto surgiu da necessidade que há de humanizar os partos e reduzir a mortalidade materno-infantil,  através da melhoria da assistência à mulher que vem dar à luz na nossa maternidade, com a ajuda de outras mulheres. Recolhemos a experiência de outros países, como Estados Unidos de América, Portugal e Brasil, onde nas salas de parto existem essas figura denominadas Amigas do Parto”.

 

Perfil das madrinhas

“São mulheres principalmente provenientes de igrejas, dos 30 aos 60 anos de idade, que já tenham tido partos naturais, alfabetizadas, seguras e confiantes, saudáveis física e psicologicamente”, referiu.

 

Uma boa notícia para as futuras mães de todo país

Este projecto não vai ficar apenas pela Maternidade Lucrécia Paim. Segundo o Ministério da Saúde, a formação do primeiro grupo de madrinhas Auscultação à Juventude no que diz respeito à necessidade de humanização nos cuidados de saúde, principalmente a nível das maternidades. Assim sendo, há a garantia que o número de madrinhas do parto no país vai crescer ao longo deste ano.

 

Antonieta Lucango

"As madrinhas do parto estão bem treinadas, com capacidade de tranquilizar as mulheres com palavras de encorajamento”

 

Elisa Bastos

"Trata-se de uma forma de demonstrar amor ao próximo. Aqui lidamos com aquela mulher que se encontra no momento mais vulnerável de sua vida. É notória a satisfação das parturientes porque, por causa da do parto é o início de um importante processo, além de ser parte da resposta a uma das principais preocupações apresentadas no Fórum de ajuda que lhes damos para perderem o medo, o trabalho de parto é facilitado”

 

Maria Azevedo

É de louvar esta iniciativa da maternidade. Até ao momento já acompanhei quatro parturientes e dei todo o meu carinho dirigindo-lhes palavras de fé. Duas delas precisaram de massagens para atenuar a dor”

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Hipertensão arterial e risco cardiovascular

Particularidades terapêuticas

 

A hipertensão arterial (HTA) é o mais importante factor de risco modificável para doença cardiovascular, cerebral e renal. Segundo os resultados do estudo de Framingham, pode-se afirmar que na população em geral o risco de um acidente cardiovascular aterosclerótico “major” é 2 a 4 vezes maior nos hipertensos. A HTA foi ainda recentemente reconhecida como o principal factor de risco para mortalidade global.

 

Mais de 7,5 milhões de mortes/ano podem ser sua consequência de acordo com dados da Sociedade Internacional de Hipertensão. Calcula-se que, em 2025, o número de hipertensos atingirá 1560 milhões.

Segundo dados da OMS, cerca de  60% dos AVCs e de  50% da doença cardíaca isquémica são atribuíveis a valores tensionais sub-óptimos. Em meta-análise de 61 estudos prospectivos envolvendo cerca de 1 milhão de indivíduos ficou comprovada uma duplicação de mortalidade cardiovascular para cada aumento de 20mmHg de pressão sistólica usual (ou 10mmHg de pressão diastólica).

A hipertensão raramente ocorre isolada. Tomando como exemplo, mais uma vez, o estudo de Framingham, menos de 20% dos casos de hipertensão arterial não tinham concomitantemente outros factores de risco e mais de 50% dos hipertensos tinham 2 ou mais factores de risco adicionais (o dobro do esperado).

 

Múltiplos factores de risco

A presença de factores de risco adicionais agrava significativamente o risco condicionado pela elevação tensional, em particular a existência de diabetes que, pelo menos, duplica o risco condicionado por aquela, risco este que aumenta ainda com a presença de microalbuminúria ou proteinúria.

É evidente que no doente hipertenso, habitualmente com múltiplos factores de risco, o objectivo primordial da terapêutica a instituir deverá ser, portanto, não só baixar eficazmente a pressão arterial mas, numa prespectiva de prevenção de sequelas cardiovasculares ou renais, melhorar o perfil do risco global do indivíduo levando em consideração, como é evidente, a terapêutica adequada de todos os factores de risco coexistentes.

Está perfeitamente demonstrada a diminuição dos acidentes cardio e cerebro vasculares com o controle tensional, sendo consensual valores alvo abaixo de 140/90mmHg. Nos diabéticos são contudo aconselhados valores diastólicos inferiores a 85mmHg segundo as últimas guidelines e nos hipertensos com insuficiencia renal eventualmente valores de pressão sistólica inferiores a 130mmHg se coexistir proteinuria.

Embora qualquer dos cinco grupos terapêuticos possa ser usado desde que baixe eficazmente a pressão arterial, especialmente em hipertensos com risco cardiovascular elevado (por exemplo diabéticos ou com insuficiencia renal),  terão que se utilizar associações medicamentosas e, particularmente nestes 2 grupos, as associações deverão incluir fármacos que interfiram com o sistema renina-angiotensina, sendo, segundo alguns estudos, a associação IECA ou ARA2 com antagonistas do cálcio a mais eficaz.

 

Novos anticoagulantes

Problema extremamete importante pelo risco aumentado de AVC (cerca de 5 vezes)é a presença de Fibrilhação Auricular  (FA). A HTA é o principal factor de risco que coexiste com FA não valvular. A prevenção de AVC cardioembólico passa, obrigatoriamente, pela terapêutica anticoagulante classicamente com varfarina. No entanto, além de obrigar a análises frequentes para monitorização do INR que deverá manter-se entre 2 e 3, (tendo assim uma janela terapêutica estreita) tem sido demonstrado que pelo menos 50% dos  doentes medicados com varfarina não tem estes valores.

Ultimamente surgiram novos anticoagulantes orais que demonstraram eficácia pelo menos semelhante à da varfarina e facilidade de administração e segurança superior, não necessitando de monitorização analítica do efeito anticoagulante, sendo as hemorragias intracranianas e as fatais significativamente menos frequentes.

O Rivaroxabano é um destes novos fármacos sendo um inibidor directo e altamente selectivo do factor Xa. Tem baixa variabilidade inter-individual, elevada biodisponibilidade (80-100%) e 2/3 da dose administrada sofre degradação metabólica hepato-biliar sendo 1/3 excretada de forma inalterada por via renal. Tem rápido  inicio de acção  (pico 2-4h) uma semivida de 7-13 horas e em individuos com “clearance” de creatinina até 50 ml/m não tem necessidade de ajuste de dose e pode, além disso, ser administrado apenas uma vez por dia o que o distingue de outros anticoagulantes orais e poderá contribuir para a tão importante maior adesão à terpêutica. Além da prevenção de AVC e embolismo sistémico em doentes com FA não valvular (como foi bem demonstrado no estudo ROCKET-AF) está também aprovado na prevenção de tromboembolismo venoso em doentes submetidos a artroplastia da anca ou joelho, tratamento da trombose venosa profunda e embolia pulmonar e, recentemente, para a prevenção de eventos ateroscleróticos após sindrome coronária aguda.

É evidente que a presença de HTA é um factor de risco especialmente para hemorragia intracerebral sendo, por isso, fundamental uma avaliação correta do risco /benefício recorrendo às tabelas que avaliam o risco de AVC e a o risco hemorrágico em doentes com FA não valvular com indicação para anticoagulação oral, tendo a preocupação acrescida de manter os valores tensionais bem controlados.

 

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Hipertensão arterial e risco cardiovascular

Particularidades terapêuticas

 

O ano de 2013 foi positivo para a área da saúde no Huambo. O responsável máximo pelo sector na província confirmou o seu crescimento baseando-se nos números que apontam para uma importante melhoria a este nível no biénio 2012-2013, salientando-se a entrada no sistema de 8 médicos nacionais e de 12 estrangeiros, de mais de 10 novos enfermeiros licenciados, maioritariamente de nacionalidade angolana, e de mais de 500 enfermeiros gerais, enquadrados por concurso público e transferidos de algumas províncias para o Huambo, perfazendo um número de trabalhadores que ultrapassa os 6000, o que se traduz num significativo acréscimo em relação a 2012, altura em que existiam apenas 5312.

 

O director provincial da saúde, Frederico Juliana, realçou, por outro lado, a diminuição da mortalidade materno-infantil que decresceu, em menores de 1 ano, de 21,6% em 2012 para 14,9% em 2013; quanto à mortalidade infantil em menores de 5 anos baixou de 41,1 para 16,6%, enquanto a mortalidade materna sofreu uma redução de 333,7 para aproximadamente 280,5%.

 

Redução da incidência da malária

Por outro lado, a vacinação de rotina foi bastante incrementada. No que se refere à redução da incidência de malária, a província do Huambo foi considerada a mais eficiente em termos nacionais, pois, segundo Frederico Juliana, em comparação com o ano de 2012, em que morreram 31 doentes,  2013 revelou-se um ano bastante positivo, com apenas 18 óbitos. Os dados relativos à mortalidade, em termos gerais, melhoraram também significativamente, atendendo ao esforço que o executivo tem empreendido: a comprová-lo estão as estatísticas que nos indicam que o número de óbitos caiu cerca de 33% de 2012 (122) para 2013. “Portanto, estamos a fazer um bom trabalho, tendo em conta as recomendações emanadas pelo Ministério da Saúde, pela Presidência da República e pelo Governador Faustino Muteka”, considerou o dirigente.

 

Infra-estruturas de saúde

Verificou-se o aumento do número de novas infra-estruturas , tendo sido igualmente levados a cabo melhoramentos em algumas das já existentes: foram construídas 21 unidades sanitárias, correspondendo a 120 camas, e os postos de saúde de tipo 1 foram beneficiados e transformados em postos do tipo 2, passando a prestar serviços de saúde 24 horas por dia. Por outro lado, alguns centros de carácter provisório passaram a unidades definitivas. Neste momento estão em processo de reabilitação alguns hospitais municipais, como é o caso do Hospital do Ekunha, e outros encontram-se ainda em construção em todos os municípios da província. Actualmente o Huambo conta com 257 unidades de saúde.

Nos hospitais de referência, como o Centro de Saúde da Mineira, o Hospital de Reabilitação Física Dr. António Agostinho Neto, o Hospital do Kasseque e o Hospital Geral, verificou-se um significativo incremento salarial, o que, segundo o responsável com quem falámos, possibilitou melhorar a assistência médica às populações.

 

Saúde na Aldeia

No que às actividades relacionadas com o sector diz respeito, destacam-se os projectos Saúde na Aldeia e Feira da Saúde, os únicos no país que têm como seu principal objectivo o de levar os serviços de saúde ao encontro das populações. “Conseguimos realizar, nas mais variadas e recônditas localidades, consultas de oftalmologia, pediatria, medicina, ginecologia, estomatologia, medição de glicemia, testagem de sal de cozinha, palestras sobre prevenção de doenças e promoção da saúde, entre outros”. Estes são projectos que, segundo Juliana, hão-de prosseguir devido aos bons resultados que se têm alcançado.

 

Cólera controlada

Referindo-se à situação actual da cólera que assola a província desde o último trimestre do ano passado, o responsável considerou-a controlada, porquanto, no início do surto, o diagnóstico apontava para mais de 10 casos por dia e, actualmente, verificam-se menos de 3, aproximando-se a erradicação da doença; apesar disso, garantiu que o trabalho prossegue com vista à sua total eliminação, “até ao momento, temos o registo de 127 casos diagnosticados, entre os quais 8 falecidos confirmados por cólera”.

No capítulo das necessidades actuais, tendo em conta o crescimento populacional do Huambo, há que reconhecer que a província carece de não menos do que de 500 médicos, de 3000 enfermeiros e mais de 2000 técnicos de diagnóstico e terapêutica. Necessitamos ainda de catalogadores, maqueiros, seguranças, lavadeiras, copeiros e de todo um conjunto de profissionais que ajudam a prestar um serviço de excelência à população que acorre às nossas unidades sanitárias. Nesse sentido, torna-se indispensável contratar ainda muito pessoal no nosso sector e pensamos que o governo fará todo o possível para, pouco a pouco, ir colmatando tal dificuldade, acrescentou o responsável com quem contactámos.

Meios de transporte

Quanto aos meios de transporte, o número de ambulâncias é satisfatório, a julgar pela sua distribuição por todos os municípios da província: “temos ambulâncias em todas as unidades sanitárias, como centros, postos e hospitais municipais, além de dispormos de um Instituto de Emergências Médicas com 12 viaturas para socorrer os doentes que necessitem de uma atenção urgente”.

Assim, para o ano de 2014, foram apontadas como prioridades a formação de recursos humanos e a contratação de médicos estrangeiros e nacionais para ir cobrindo as vagas nos centros comunais e municipais.

Há ainda a previsão da construção de cerca de 3 centros e 5 postos de saúde em cada um dos 11 municípios.

 

As maiores preocupações: sinistralidade rodoviária

Questionado sobre o que mais o preocupa no sector que dirige, Frederico Juliana referiu-se ao quadro epidemiológico: “preocupa-nos, em primeiro lugar, a sinistralidade rodoviária. Só para referir alguns dados, no ano de 2012 morreram 312 pessoas no Huambo e em 2013 os óbitos ascenderam a 423. Para além disso, por cada pessoa que morre, pelo menos 12 ficam feridas, das quais cerca de 4 apresentarão sequelas permanentes. É um assunto que o executivo provincial e nacional terá de resolver com brevidade, porquanto temos muitos mototaxistas e são estes que têm causado 80 a 90% dos acidentes na província do Huambo.

 

...e a tuberculose

Preocupa-nos também a tuberculose, por constatarmos que esta doença está a afectar cada vez mais pessoas e que, quando associada ao VIH/sida, se torna altamente perigosa, pelo que tem estado a dizimar muitas vidas. As doenças respiratórias agudas também nos inquietam, embora o quadro em Angola já não difira muito dos dados disponíveis a nível internacional, se considerarmos que este tipo de enfermidade constitui a primeira causa de morte em termos mundiais. Há ainda a considerar as doenças diarreicas agudas, bem como a má nutrição infantil, que também afectam muitas crianças na nossa província.

 

 

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Alguns avanços no campo das neurociências

A introdução das novas tecnologias de avaliação e reabilitação neuropsicológica em Angola

 

A neuropsicologia tem-se vindo a assumir como uma área de excelência no que respeita à interface entre as ciências neurológicas e as ciências do comportamento, tomadas em sentido lato, sendo a sua influência de inegável importância tanto ao nível da intervenção clínica propriamente dita quanto da validação dos seus resultados.

 

O campo de intervenção da neuropsicologia, ao contrário do que é geralmente assumido, remonta a tempos muito antigos, mas só começa a desempenhar um papel de relevo a nível mundial por volta da década de 70 do século passado; em Angola, começa a ter maior visibilidade a partir de 2012, aquando da criação da formação pós-graduada em Neuropsicologia Clínica. Nessa altura deram-se os primeiros passos verdadeiramente consistentes e alicerçados em bases científicas para a afirmação deste ramo do conhecimento como uma área de progresso no domínio das neurociências, passando a integrar o serviço diferenciado e complementar de outras áreas clínicas e começando a estar envolvido na intervenção efectiva na população afectada por doenças do sistema nervoso central, tanto em termos de avaliação como de reabilitação neuropsicológica.

Dadas as necessidades que o país manifesta nesta área e o vasto campo de possibilidades que se lhe abrem, o médico Martinho Luemba, docente da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, com o apoio incondicional do Ministro da Saúde, José Vieira Dias Van-Dúnem, propôs alargar o horizonte da intervenção futura – a começar a ser construída já no presente –, graças à disponibilização de novas tecnologias de ponta, de elevado reconhecimento internacional, com aplicação no campo das neurociências clínicas e básicas, numa perspectiva terapêutica, de investigação e de docência, com o objectivo de colocar Angola num registo de funcionamento muito similar ao que de mais recente se vai fazendo em centros de referência mundial. Na verdade, e em nossa opinião, só assim se poderão desenvolver de forma inequívoca as potencialidades que o país tem de se afirmar com as suas próprias capacidades e de estabelecer uma interacção profícua com outros centros, sempre com a missão de melhorar a qualidade de assistência prestada e o desempenho profissional dos seus técnicos.

 

AS TRÊS NOVAS “FERRAMENTAS” DA NEUROPSICOLOGIA

Tomando como ponto de partida o que atrás foi dito, passamos a descrever, de forma resumida, a vinda de três novas “ferramentas” relacionadas com a área da neuropsicologia, nas suas várias vertentes, que permitirão que, em Angola, se realizem intervenções ao nível do que de melhor existe em termos mundiais.

 

Sistema de testes de Viena

Começamos por destacar, na área da avaliação neuropsicológica, o VTS (Sistema de Testes de Viena), que possibilita a informatização dos testes neuropsicológicos, o que constitui uma inegável mais-valia na área do diagnóstico neuropsicológico, podendo ser utilizado, igualmente, como um importante meio complementar noutros diagnósticos médicos.

O Sistema de Testes de Viena (VTS) é um equipamento informatizado para diagnóstico psicológico, líder a nível mundial. O VTS interliga-se aos computadores convencionais à venda no mercado através de hardware e de software especificamente construídos para responder a todos os requisitos da Psicometria. Possibilita a avaliação de dimensões não passíveis de medição através de testes tradicionais, como é o caso dos tempos de latência das respostas, permitindo, por outro lado, uma total automatização e racionalização dos métodos de trabalho ao nível da aplicação e da avaliação dos testes psicológicos, garantindo assim elevados níveis de objectividade e de precisão. É, pois, possível criar baterias de avaliação nas mais diversas dimensões, como, por exemplo, em parâmetros relacionados com a inteligência, a atenção, a memória, a capacidade de reacção, a motricidade fina, a coordenação bimanual e factores de personalidade. Graças ao recurso a uma plataforma multimédia, este equipamento permite uma enorme aplicabilidade nas várias áreas de intervenção no âmbito da neuropsicologia.

Para além da informatização dos serviços, está a ser levada a cabo a melhoria e o desenvolvimento de protocolos de avaliação neuropsicológica cada vez mais precisos, a par de metodologias de “screening” neuropsicológico, para levantamento das casuísticas de grandes quadros neuropsicopatológicos decorrentes de sequelas cognitivas pós-AVC, epilepsia, sequelas pós-TCE e outras doenças não só neurológicas como também psiquiátricas, abrangendo desde a população infantil até à geriátrica.

 

Cogniplus e Biofeedback

No âmbito da reabilitação neuropsicológica, vamos agora descrever, de forma sumária, o CPS (Cogniplus) e o Biofeedback e EEG Biofeedback, já que constituem duas grandes mais-valias das quais a terapêutica neuropsicológica em Angola passa a dispor.

O CogniPlus (CPS), um produto recentemente desenvolvido pela firma Schuhfried, GmbH, constitui um sistema multimédia eficiente para o treino das funções cognitivas, tendo por base as mais avançadas investigações no campo da psicologia e da neuropsicologia clínicas.

O CogniPlus encontra-se estreitamente relacionado com o Sistema de Testes de Viena. Assim, o diagnóstico inicial, a intervenção e a reavaliação estão eficazmente interligados através da utilização conjunta dos referidos equipamentos, devendo-se salientar aqui que o responsável por todos estes desenvolvimentos no que respeita à área da neuropsicologia em Angola teve o cuidado de pensar desde o início numa integração dinâmica entre o CPS e o Biofeedback com todos os seus módulos, encarando a reabilitação numa perspectiva integradora, com elevado potencial inovador, tanto para as neurociências clínicas como básicas.

 

O Biofeedback 2000 x-pert (BFB)

Trata-se de um equipamento para diagnóstico psicofisiológico e terapia completamente inovador. Consiste num método cientificamente comprovado que permite ao utilizador tomar consciência das suas funções fisiológicas e aprender a influenciar tais reacções. Em determinados quadros clínicos, as técnicas de biofeedback revelaram-se mesmo o método de terapia mais eficaz.

Este sistema de Biofeedback, assente numa tecnologia de transmissão de dados Bluetooth®, integra programas de treino para áreas de intervenção específicas, tais como treinos de respiração, de relaxamento e de confrontação (fobias), reabilitação neuromuscular, electromiografia, circulação sanguínea, electroencefalografia e variabilidade da frequência cardíaca.

 O domínio das novas tecnologias informáticas de comunicação e de inclusão/ desenvolvimento assume cada vez maior relevância na inquestionável interface entre a condição humana de base e o incremento de novas ferramentas computorizadas na área clínica, assistencial e educacional. Esta é uma questão premente na nossa sociedade de informação, assente na competição nas mais variadas dimensões – económica, social, privada, política; educacional, de saúde, entre outras – tanto mais que, na base, todas elas assentam na capacidade física e intelectual, em sentido lato, do ser humano, com especial impacto na sua saúde, numa perspectiva biopsicossocial.

Todas estas novas metodologias e protocolos melhoram de forma muito significativa a possibilidade de avaliar, preservar, optimizar, reabilitar, reestruturar e reintegrar os sujeitos com patologia neurodegenerativa (de que são exemplo os quadros demenciais em fase inicial, entre outras situações), bem como indivíduos que sofreram traumatismos cranianos ou acidentes vasculares cerebrais. Importa também referir os resultados positivos que nos permitem obter ao nível de problemáticas que afectam o comportamento e as funções nobres do cérebro, tais como a atenção, a memória, funções executivas, controlo emocional, competências intelectuais, que nos acompanham desde o nascimento até à idade geriátrica e que constituem a base da produtividade e da manutenção da capacidade do ser humano em se auto-gerir, produzir riqueza e relacionar-se com o os seus semelhantes, no fundo a optimização da independência e a capacidade de negociar de forma adaptada com o seu mundo “interno” e “externo”.

Em suma, podemos afirmar que é imprescindível empreender um esforço, tanto na vertente clínica como na formativa e tecnológica, no sentido de percorrer a longa e difícil mas optimista e necessária caminhada que conduza à máxima promoção do potencial humano de base nos sujeitos que manifestam algum tipo de problema nas várias etapas da vida, face a um conceito que se afigura central: o ser cidadão na simples razão de se sentir útil no seio de uma comunidade que responda aos seus anseios e aos da sua família, buscando o equilíbrio nos pilares de uma sociedade que se pretende o mais equitativa possível, colocando Angola ao nível do que melhor se vai fazendo no resto do mundo.

Temos desde já um bom exemplo para o futuro, com vista a um desenvolvimento seguro e continuado, neste pequeno grande passo de afirmação forte e decidida da área das neurociências na realidade angolana e mundial.

 

 

 

 

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Análogos de insulina de acção rápida e prolongada

 

Mayque Guzman Cayado

Especialista em Endocrinologia, Professor Instrutor

Clínica Multiperfil, Luanda

 

Introdução

Investigadores do Instituto de Ciências Clínicas e Translaccionais da Northwestern University, em Chicago, nos EUA, publicaram em Março de 2010 um artigo bastante didáctico sobre a optimização da terapêutica insulínica na diabetes de tipo 1 e tipo 2. Nessa publicação, os autores incluíram uma tabela actualizada sobre as propriedades fármaco-cinéticas das diversas insulinas e de análogos de insulina como agentes isolados ou em formulação combinada de pré-mistura (1), conforme mostra a tabela 1.

 Na prática clínica, o recurso terapêutico à insulinização fica geralmente relegado para as últimas opções disponíveis no tratamento da diabetes tipo 2 (DM2). O estudo Diabetes Attitudes, Wishes and Needs (DAWN) mostrou que mais de metade dos profissionais de saúde utiliza a necessidade do tratamento insulínico como uma ameaça aos pacientes, caso eles não assumam um papel mais activo em relação ao controlo glicémico. Mais grave ainda: cerca de 55% dos médicos e enfermeiros incluídos no estudo afirmaram que adiariam o início da insulinoterapia “até que fosse absolutamente necessário”. Ressalte-se que esse estudo foi conduzido em treze países da Europa, América do Norte, Ásia e Austrália, envolvendo 3.800 profissionais de saúde. (2)

Mais recentemente, em Agosto de 2006, um posicionamento conjunto de consenso entre a American Diabetes Association (ADA) e a European Association for the Study of Diabetes (EASD) foi publicado no Diabetes Care, sublinhando, entre outras coisas, o papel fundamental da insulinoterapia no algoritmo de tratamento da DM2. Considerando que a insulina é a opção farmacológica que promove maior redução adicional nos níveis de A1C (entre 1,5% e 2,5%), o consenso da ADA/EASD considera a insulinização já como o segundo passo no algoritmo de tratamento da DM2, logo após o passo inicial que prevê modificações no estilo de vida e o uso da metformina. Este segundo passo no algoritmo, além da insulina, inclui também as sulfonilureias e as glitazonas, sendo que a definição do agente de escolha entre essas três opções deve ser baseada nos níveis de A1C. A insulinoterapia está indicada em pacientes com A1C maior que 8,5% ou que apresentem sintomas secundários de hiperglicemia. (3)

 

Perfis de acção das insulinas humanas e dos análogos de insulina humana

Basicamente, existem quatro modalidades de apresentações comerciais de insulina:

 

1) insulinas humanas em monoterapia;

2) Insulinas humanas em pré-mistura;

3) análogos de insulina humana em monoterapia;

4) análogos bifásicos de insulina humana.

 

INDICAÇÕES CLÍNICAS GERAIS PARA O USO DE ANÁLOGOS DE INSULINA DE LONGA DURAÇÃO

A principal função da insulina basal é regular a homeostase hepática da glicose no estado de jejum ou entre as refeições, mimetizando o que ocorre com a secreção fisiológica de insulina pelas células beta pancreáticas em indivíduos não diabéticos.

Em 2008, a entidade The Cochrane Collaboration publicou uma revisão sobre o papel dos análogos de insulina de longa duração no tratamento da diabetes tipo 1, em comparação com a insulina NPH. Foram avaliados aspectos comparativos de eficácia e segurança entre as insulinas glargina, detemir e NPH. Resumidamente, essa análise mostrou uma eficácia similar da glargina e da detemir em comparação com a NPH, em termos de potencial de redução da hemoglobina glicada (A1C), facto reconhecido há algum tempo.

Por outro lado, o documento da Cochrane Collaboration indicou que os análogos de insulina se mostraram superiores à NPH quanto aos seus efeitos nocturnos, resultando em níveis mais baixos de glicemia de jejum e num número menor de episódios de hipoglicemia nocturna. A percentagem de indivíduos que experimentaram hipoglicemia nocturna foi significativamente mais baixa no grupo dos análogos de insulina, com um coeficiente de probabilidade de apenas 0,70. (4)

No Brasil, em Dezembro de 2010, a ANVISA publicou no Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde (BRATS) uma excelente revisão sobre insulina glargina e insulina detemir no controlo da diabetes mellitus tipo 1. Os resultados dessa revisão apontaram na mesma direcção, ou seja, para a eficácia similar entre análogos de longa duração e insulina humana NPH e uma maior relevância no uso de análogos de insulina em determinados pacientes com DM1 como, por exemplo, os que apresentam maior frequência de episódios de hipoglicemia nocturna. (5)

Por sua vez, a American Diabetes Association (ADA), na sua publicação mais recente de Standards of Medical Care in Diabetes (2011), reconhece como válida a opção terapêutica de utilização de análogos de insulina em pacientes com DM1 que sofrem com maior frequência de episódios de hipoglicemia. (6) Em resumo, e com base nas evidências da literatura internacional, podemos inferir que os análogos de insulina de longa duração podem ser utilizados como insulina basal em pacientes com condições clínicas especiais.

Por serem bem mais previsíveis na sua acção do que a insulina NPH, tornam-se indicados para pacientes com DM1 (e DM2 em fases mais avançadas, insulinopénicas) que apresentem oscilações importantes das suas glicemias diárias, com alternância de episódios de hipo e hiperglicemias, já que essas oscilações, além dos riscos inerentes associados, são importantes factores de diminuição da qualidade de vida.

São, ainda, indicados a pacientes que apresentem episódios de hipoglicemia nocturna, que causam grande stress para o paciente e seus familiares, pois esses análogos comprovadamente diminuem os episódios de hipoglicemia nocturna.

Não existe um regime de tratamento do DM que atenda as necessidades de todos os tipos de pacientes. Diferentes opções terapêuticas devem ser disponibilizadas para garantir o tratamento mais próximo do ideal, combinando eficácia terapêutica e segurança para o paciente.

 

Perfil terapêutico da insulina glargina

A glargina é um análogo da insulina resultante da substituição do aminoácido glicina na posição 21 da cadeia A pela asparagina, e da adição de duas moléculas de arginina na posição 30 da cadeia B. Tem um pH ácido (4,0) e é completamente solúvel nesse pH. Seguindo-se à injecção subcutânea, essa solução ácida é neutralizada e forma microprecipitados, os quais lentamente se dissociam em hexâmeros, dímeros e, finalmente, monómeros capazes de serem absorvidos através dos capilares. Ela não pode ser misturada com outras insulinas na mesma seringa, pois isso alteraria a fármaco-cinética de ambas as insulinas. A insulina glargina começa a actuar no espaço de aproximadamente duas horas. Ela é relativamente plana e isenta de pico, comparada com a insulina NPH, e é lentamente absorvida e libertada para a circulação, alcançando um plateau de acção biológica em 4 a 6 horas e durando até 24 horas. (7) Em termos de segurança de uso quanto ao potencial mitogénico, na maioria dos tipos celulares testados in vitro a actividade mitogénica foi similar entre a insulina glargina e a insulina regular humana. (8)

A insulina glargina, quando comparada à insulina NPH na hora de dormir, em pacientes com DM2, foi associada a menor hipoglicemia nocturna. Similarmente, outro estudo (Treat-to-Target) (9) mostrou que a adição de insulina glargina ao deitar, em pacientes diabéticos de tipo 2 mal controlados com um ou dois agentes antidiabéticos orais, era tão eficaz quanto a insulina NPH, com redução significativa da hipoglicemia nocturna. Em pacientes com DM1, a insulina glargina mostrou ser igualmente eficaz se administrada antes do pequeno-almoço, antes do jantar ou antes de dormir, embora episódios de hipoglicemia nocturna pareçam ocorrer com uma frequência significativamente menor quando ela é administrada de manhã. O que importa é manter o mesmo horário de aplicação todos os dias.

 

Aspectos diferenciais entre insulina glargina e detemir

Ambos os análogos de insulina de longa duração têm vários pontos positivos quando comparados com a insulina NPH. Talvez seja de destacar a menor frequência e intensidade das hipoglicemias, principalmente as nocturnas. Em relação ao número de aplicações, o que temos visto é que a insulina glargina parece necessitar, de facto, de apenas uma aplicação diária, enquanto a insulina detemir necessita mais frequentemente de duas aplicações diárias, pelo menos nos pacientes com diabetes tipo 1 e nos pacientes com diabetes tipo 2 já na fase insulinopénica, quando se comportam à semelhança dos pacientes com diabetes tipo 1.

Quanto à questão do menor ganho de peso, parece que ambas teriam uma vantagem em relação à insulina NPH. Os dados favoráveis à insulina detemir nesse aspecto particular parecem ser mais consistentes, com resultados favoráveis mesmo após um ano de tratamento. (10)

 

Indicações clínicas para o uso de análogos de insulina de longa duração

Os análogos de insulina de longa duração são utilizados como insulina basal numa ou duas doses diárias. Por serem bem mais previsíveis na sua acção do que a insulina NPH, tornam-se indicados para pacientes com diabetes tipo 1 (e tipo 2 em fases mais avançadas, insulinopénicas) que apresentem oscilações importantes de suas glicemias diárias, com alternância de episódios de hipo e hiperglicemias, já que essas oscilações, além dos riscos inerentes associados, são importantes factores de diminuição da qualidade de vida. São também indicados para pacientes que apresentem episódios de hipoglicemia nocturna, causa de grande stress para o paciente e familiares, pois esses análogos diminuem comprovadamente as hipoglicemias nocturnas.

Em termos de controlo metabólico, a longo prazo, ainda há poucos estudos, mas, aparentemente, pacientes mal controlados com insulina NPH teriam uma discreta melhoria na sua hemoglobina glicada, quando essa insulina é substituída pelos análogos de longa duração, talvez fruto de uma diminuição dos episódios de hipoglicemia. Isso porque, ao corrigi-la, muitos pacientes passam para o outro extremo, por alimentação excessiva. Embora, pelo seu custo, essas insulinas não possam ser prescritas a todos os pacientes, acreditamos que uma razoável parcela da população de diabéticos possa beneficiar sobremaneira dessa opção.

 

INDICAÇÕES CLÍNICAS GERAIS PARA OS ANÁLOGOS DE INSULINA DE ACÇÃO ULTRA-RÁPIDA

Os análogos de accão ultra-rápida permitem uma boa aproximação dos perfis fisiológicos da secreção de insulina. Actualmente, existem três análogos de insulina de acção ultra-rápida: a insulina lispro, a insulina asparte e a insulina glulisina. Embora o controlo glicémico geral possa ou não ser diferente com a utilização dos análogos de acção ultra-rápida (quando comparado ao que contém insulina), regular a administração adequada destes análogos permite uma maior flexibilidade, tanto para os adultos como para as crianças que apresentem uma alimentação irregular, pois esses análogos podem ser aplicados imediatamente após as refeições, quando a ingestão alimentar já foi bem quantificada(11).

Os análogos de acção ultra-rápida são eficientes na redução das oscilações das glicemias pós-prandiais, tanto da DM1 como da DM2. (12) A utilização de análogos da insulina de acção ultra-rápida também está indicada no caso dos pacientes que apresentam tendência a ter hipoglicemia nos períodos pós-prandiais tardios e nocturnos. Estes benefícios devem-se a uma menor variabilidade da absorção e à sua actuação como verdadeira insulina prandial destes análogos.

Os análogos de acção ultra-rápida (lispro, asparte e glulisina) podem ser utilizados em sistemas de infusão contínua de insulina (SIC) e, também, por via endovenosa, em situações especiais e dentro do ambiente hospitalar. Um estudo comparando a lispro com a insulina regular demonstrou uma redução de 12% nos episódios de hipoglicemia, principalmente os nocturnos. (11)

Atualmente, tanto a insulina asparte como a lispro estão aprovadas para serem utilizadas em SIC de insulina, tanto na DM1 como na DM2. Recentemente, a insulina glulisina também se mostrou uma alternativa eficaz nesse sentido. Reacções alérgicas locais e sistémicas podem ocorrer após o uso desses análogos. Embora se pensasse que os análogos de insulina de acção ultra-rápida fossem menos antigénicos, já foram relatados casos de alergia a insulina asparte, a lispro e a glulisina . Estes casos sugerem que os análogos de acção ultra-rápida podem não ser uma boa alternativa para o uso da insulina regular nestas situações.

Os principais inconvenientes do uso desses análogos são o seu maior custo e a falta de cobertura nos estados pós-prandiais tardios (4 a 6 horas após as refeições) necessitando frequentemente de um aumento nas doses das insulinas basais.

 

Perfil terapêutico do análogo de insulina glulisina

Um novo análogo de insulina de acção rápida que foi desenvolvido é a glulisina. Esta é semelhante à insulina humana, com excepção da troca da asparagina pela lisina na posição B3 e da lisina pelo ácido glutâmico na posição B29. A insulina glulisina é um análogo de insulina de curta duração com propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas comparáveis às da insulina lispro.

A insulina glulisina tem como propriedade única a de activar predominantemente a via de sinalização do substracto do receptor-2 (IRS-2), que desempenha um papel importante no crescimento e sobrevivência da célula beta. Contudo, novos estudos são necessários para caracterizar a real vantagem da insulina glulisina sobre a insulina lispro ou insulina asparte nesse sentido.

 

Indicações clínicas para os análogos de curta duração

Embora o controlo glicémico geral possa ou não ser diferente com a utilização dos análogos de curta duração, quando comparado com insulina regular (13), a administração adequada destes análogos permite uma maior flexibilidade, tanto para os adultos como para as crianças que possuem uma alimentação irregular, pois estes análogos podem ser aplicados imediatamente após as refeições, quando essa ingestão alimentar já foi bem quantificada. Os análogos de curta duração são eficientes na redução das oscilações das glicemias pós-prandiais, tanto da DM1 como da DM2. (14) Outra indicação para a utilização de análogos da insulina de acção curta são os pacientes que apresentam tendência a ter hipoglicemia nos períodos pós-prandiais tardios e nocturnos. Estes benefícios devem-se a uma menor variabilidade da absorção e a uma actuação como verdadeira insulina prandial destes análogos. Ambos os análogos de curta duração (lispro e asparte) podem ser utilizados em bombas de infusão contínua subcutânea.

Um estudo comparando a lispro com a insulina regular demonstrou uma redução de 12% nos episódios de hipoglicemia, principalmente os nocturnos. (13) Actualmente, tanto a insulina asparte como a lispro estão aprovadas para serem utilizadas como infusão de insulina subcutânea contínua (IISCC), tanto na DM1 como na DM2. Recentemente, a insulina glulisina também se mostrou como uma alternativa eficaz nesse sentido. Reacções alérgicas locais e sistémicas podem ocorrer após o uso desses análogos. Embora se pensasse que os análogos de insulina de acção curta fossem menos antigénicos, já foram relatados casos de alergia à insulina asparte, à lispro e à glulisina. Estes casos sugerem que os análogos de curta duração podem não ser uma boa alternativa à insulina regular convencional neste contexto. A insulina asparte induz menos reacções imunológicas quando comparada à insulina NPH, regular ou à lispro. Os principais inconvenientes do uso desses análogos são o seu maior custo e a falta de cobertura nos estados pós-prandiais tardios (4 a 6 horas após as refeições), necessitando frequentemente de um aumento nas doses das insulinas basais. (15)

 

REFERÊNCIAS

1- Hahr A.J. e Molitch M.E.. Optimizing Insulin Therapy in Patients With Type 1 and Type 2 Diabetes Mellitus: Optimal Dosing and Timing in the Outpatient Setting. Disease-a-Month, 2010, vol. 56, pp.148-162.

2- Peyrot, M. et al.. Resistance to Insulin Therapy Among Patients and Providers – Results of the cross-national Diabetes Attitudes, Wishes, and Needs (DAWN) study. Diabetes Care, 2005, vol. 28, pp.2673-2679. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/cgi/content/full/28/11/2673?maxtoshow=&HITS=10&hits=10&RESULTFORMAT=&searchid=1&FIRSTINDEX=0&sortspec=relevance&volume=28&firstpage=2673& resourcetype=HWCIT. Acesso em 29 de Agosto de 2006.

3- Nathan, D.M. et al.. Management of Hyperglycemia in Type 2 Diabetes: A Consensus Algorithm for the Initiation and Adjustment of Therapy - A Consensus Statement from the American Diabetes Association and the European Association for the Study of Diabetes. Diabetes Care, 2006, vol. 29, pp.1963-1972. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/cgi/reprint/29/8/1963. Acesso em 10 de Outubro de 2006.

4- Vardi M., Jacobson E., Nini A. and Bitterman H., Intermediate Acting Versus Long Acting Insulin for Type 1 Diabetes Mellitus. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2008, n.º 3, artigo CD006297. DOI: 10.1002/14651858.CD006297.pub2

5- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Insulina Glargina e Insulina Detemir no Controle da Diabetes Mellitus Tipo 1. Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde (BRATS), Ano V, Dezembro de 2010, n.º 13. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ct/pdf/brats2010_n13.pdf. Acesso em: 04 de Janeiro de 2011.

6- American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes – 2011. Diabetes Care, 2011, vol. 34, supl. 1, pp.11-61.

7- Oikine, R. et al.. A Critical Appraisal of the Role of Insulin Analogues in the Management of Diabetes Mellitus, Drugs, 2005; vol. 65(3), pp.325-340.

8- Dunn, C.J. et al.. Insulin Glargine. An Updated Review of its Use in the Management of Diabetes Mellitus. Drugs, 2003, vol. 63(16), pp.1743-1778.

9- Riddle, M. et al., The Treat-to-Target trial: randomized addition of glargine or human NPH insulin to oral therapy of type 2 diabetic patients. Diabetes Care, 2003, vol. 26 (11), pp. 3080-3086.

10- De Leeuw, I. et al.. Insulin detemir used in basal-bolus therapy in people with type 1 diabetes is associated with a lower risk of nocturnal hypoglicaemia and less weight gain over 12 months in comparison to NPH insulin. Diabetes Obesity and Metabolism, 2005, vol. 7(1), pp.73-82.

11- Anderson, J.H. Jr, Brunelle R.L.. Koivisto V.A. et al.. Reduction of Postprandial Hyperglycemia and Frequency of Hypoglycemia in IDDM Patients on Insulin-Analog Treatment. Diabetes, 1997, vol. 46, pp.265-70.

12- Plank J., Wutte A., Brunner G., et al.. A Direct Comparison of Insulin Aspart and Insulin Lispro in Patients With Type 1 Diabetes, Diabetes Care, 2002, vol. 25, pp.2053-7.

13- Anderson, J.H. Jr, Brunelle R.L.. Koivisto V.A. et al., Reduction of postprandial hyperglycemia and frequency of hypoglycemia in IDDM patients on insulin-analog treatment, Diabetes, 1997, vol. 46, pp.265-70.

14- Plank J., Wutte A., Brunner G., et al.. A direct comparison of insulin aspart and insulin lispro in patients with type 1 diabetes. Diabetes Care, 2002, vol. 25, pp. 2053-7.

15- Bolli G.B.. Physiological insulin replacement in type 1 diabetes mellitus. Experimental and Clinical Endocrinology and Diabetes Journal, 2001, vol. 109, Supl. 2, pp.317- 332.

 

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A importância da mediação de conflitos na relação de consumo

 

No presente artigo, pretendemos fazer uma breve incursão na importância da mediação de conflitos na relação de consumo, seus benefícios para os cidadãos e suas regras, já que é um meio muito recorrido na resolução e prevenção de conflitos, quer políticos, quer sociais e económicos.

 

O dicionário de direitos humanos, define a mediação como, “uma forma consensual de resolução de controvérsias, nas quais as partes, por meio de diálogo franco e pacífico, têm a possibilidade, elas próprias, de solucionarem o seu conflito, contando com a figura do mediador, figura terceira, imparcial, que facilitará a conversação entre elas”.

A mediação possibilita a transformação da “cultura do conflito” em “cultura do diálogo”, na medida em que estimula a resolução dos problemas entre e pelas próprias partes. A valorização das pessoas é um ponto importante, uma vez que são elas os atores principais e responsáveis pela resolução da divergência.

A relação de consumo acontece quando existe interesse mútuo entre consumidor (pessoa física ou jurídica a quem sejam fornecidos bens e serviços ou transmitidos quaisquer direitos e que os utiliza como destinatário final, por quem exerce uma actividade económica que vise a obtenção de lucros) e o fornecedor (aquele que fornece um produto ou serviço ao mercado de consumo).  Por sua vez, um conflito “é uma ocorrência simultânea de, pelo menos, dois impulsos ou motivos incompatíveis, sentidos por um indivíduo. Assim sendo, verifica-se sempre que há uma situação em que ocorre uma oposição de forças de intensidade aproximadamente igual”.*

A mediação dos conflitos na relação de consumo acontece quando existe interesse das partes desavindas em resolver pacificamente o diferendo, quer sejam, países, grupos económicos, pessoas singulares, famílias ou outros.

Na relação de consumo, o conflito ocorre quando uma ou mais partes sente o seu interesse prejudicado. Os “contendores”, na tentativa de vencer a “disputa” de forma pacífica, recorrem a uma instituição ou especialista na área. Tudo isso com o objectivo de encontrar uma solução pacífica, baseada no diálogo aberto e franco, nas evidências, sem descurar a legislação existente e os factos materiais como documentos/comprovativos e/ou testemunhas ou provas entre outros. É importante lembrar que da instituição mediadora, ou mediador (a), é esperado um trabalho voluntário, postura ética e isenta, de maneira que o processo resulte credível para as partes.

 

O papel do mediador

O mediador auxilia na construção de um diálogo eficaz, ponderado e satisfatório.

As partes interessadas na mediação devem acordar sobre as regras do processo de mediação, assim como fazer chegar a comunicação a outros interessados, ou público em geral, se for necessário. Devem igualmente concordar sobre o desfecho do assunto e chegar a acordo. É importante notar que todos os detalhes da mediação, de uma ou de outra forma, podem influenciar no bom andamento do processo. Por exemplo, o respeito a legislação existente, testemunhos, tempo de resolução de conflitos e suas decisões, etc. O mediador não deve tomar decisões, mas as partes devem chegar a conclusões.

Os conflitos na relação de consumo abrangem várias áreas da vida social onde haja consumo. Tais conflitos são eminentes na idade contemporânea. Pois com os níveis de industrialização e a inevitável globalização, vivemos num mundo de consumo, com interesses algo antagónicos, que, mal geridos, podem ser responsáveis pela perda de vidas humanas. As Nações Unidas, governos e associações regionais, aprovam periodicamente diplomas legais que fortificam as políticas públicas para áreas sensíveis da vida social como a saúde. A mediação de conflitos na área da saúde, ambiente e comércio obedece aos mesmos critérios e enquadra-se na relação de consumo. Os consumidores devem gerir seus conflitos na base dos serviços disponíveis no país, numa estreita e oportuna relação com os órgãos administrativos e de justiça. A sala de mediação dos conflitos na relação de consumo disponível pelo INADEC é um espaço de suma importância para um país como Angola, em crescimento económico acelerado.

 

Notas

Lei 15/03 – lei de Defesa do Consumidor

 GARCIA, Leonardo de Medeiros. Direito do Consumidor. Ed. Jus Podivm, 6ª ed. 2012. P. 11 a 42.

* In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.

SALES, Maia de Morais  Dicionário de direitos Humanos: C: \Users\suporte\Desktop\INADEC\Dicionário de Direitos Humanos  Mediação de conflitos.mht

 

 

INADEC inaugura sala de mediação de conflitos

A Ministra do Comércio, Rosa Pacavira, inaugurou, este mês, a sala do INADEC de mediação de conflitos na relação de consumo. Um acto de suma importância para a vida dos consumidores e vendedores de bens e serviços em Angola.

O espaço é único no país. Oferece conforto, dispõe de advogados competentes, garante sigilo profissional, autonomia aos contendores, estimula o diálogo franco, aberto, e confiança à instituição. Visa nobres objectivos, nomeadamente: diminuir o volume de processos do poder judiciário; aumentar a celeridade na resolução dos conflitos de consumo; reduzir o desgaste emocional e do custo financeiro das partes; melhorar a facilidade de comunicação entre consumidor e vendedor de bens e consumo, assim como a melhoria e maior harmonização dos relacionamentos interpessoais. Esta realidade contribui para a melhoria da qualidade de vida dos angolana.

Ao acto, estiveram presentes distintas figuras do seu pelouro como o secretário-geral, Barroso António, os directores Henrique Barbosa, Gilberto Dilo, a directora-geral e adjunto do INADEC, respectivamente, Paulina Semedo e Bendinho de Freitas, entre outras individualidades.

Recorde-se que o INADEC trabalha na defesa dos direitos do consumidor há, sensivelmente, 16 anos. Desde o seu surgimento, entre outras tarefas, praticou sempre a mediação na relação de consumo. É, actualmente, a única instituição do género nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).

 

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Hospital Penitenciário Psiquiátrico

Pela saúde mental de quem está em conflito com a lei

 

A presença de pacientes com transtornos mentais em prisões não apenas lhes retira o direito a cuidados e tratamento mas também os conduz a possíveis maus-tratos e estigmatização.

Para garantir melhores condições de assistência a este tipo de reclusos, foi inaugurado, a 23 de Dezembro de 2013, o primeiro Hospital Penitenciário Psiquiátrico em Angola.

O Jornal da Saúde foi ao encontro do director, o médico Rui Pires, para saber como é que a instituição está preparada para este grande desafio.

 

­— Que objectivos justificam a criação deste hospital?

­— São essencialmente do foro assistencial. O nosso problema principal é com a população penal que, na fase pré-sentencial ou pós-sentencial, apresente alterações de comportamento ou do foro psiquiátrico. O hospital surge para dar resposta a essa demanda de pacientes privados de liberdade e que apresentam alterações de comportamento. Por outro lado, objectivamos a prestação da assistência médico-legal aos órgãos de polícia, aos órgãos da Procuradoria e aos tribunais, do ponto de vista forense. Vamos realizar perícias forenses quando nos forem solicitadas. Também temos como orientação do nosso órgão central, que é a Direcção dos Serviços Prisionais, dar formação e treinamento em Psiquiatria a enfermeiros, a médicos não especializados e a terapeutas ocupacionais.

­— Como está funcionalmente estruturada esta unidade?

­— Estamos na fase inicial mas temos todas as condições criadas para começar a internar os primeiros pacientes. Temos 60 leitos preparados, existe uma área administrativa que dá suporte à instituição e a área técnica, composta por médicos psiquiatras, psicólogos clínicos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Temos também uma área dedicada aos aspectos penitenciários, que dá apoio à população penal e responde pela segurança prisional e controlo penal.

­— São muitos os reclusos que precisam de apoio psiquiátrico?

­— Sim. São muitos a nível de Luanda e de todo o país. Daí a necessidade deste hospital de referência. Há sobrelotação prisional. Há cadeias que estão dotadas para xis reclusos e têm o dobro. Isso, por si só, já cria condições para que as pessoas desencadeiem alterações de comportamento. Por outro lado, também constatamos que há pessoas que entram em choque com as normas sociais e morais por serem já portadoras de transtornos mentais. Por isso, pensamos que, com o nosso apoio, sobretudo com as perícias que vão ser feitas aqui, vamos conseguir destrinçar o doente mental do criminoso. O lugar do doente mental é no hospital e o lugar do criminoso é na cadeia. Este é também um motivo (se não o maior) que justifica e dá importância à existência deste hospital.

­— Quais são os principais problemas psicológicos que os reclusos apresentam?

­— São de toda a índole. Não difere muito das patologias que apresentam os outros doentes não privados de liberdade. Temos, por exemplo, muitos quadros psicóticos, esquizofrenias, transtornos bipolares, transtornos de adição (drogas e álcool) e muita epilepsia. Temos muitos doentes epilépticos a fazer terapia nas nossas cadeias.

­— Acha que estes transtornos é que levam os indivíduos a cometerem crimes?

­— Acredito que seja a falta de assistência ao doente mental que, muitas vezes, está na base dos comportamentos que colidem com a lei por parte destas pessoas com transtornos. Se nós tivéssemos uma rede de cuidados de saúde mental comunitária distribuída pelas províncias, muitas dessas pessoas não viriam cá parar, principalmente aquelas que, a olho nu, não conseguimos ver que são portadoras de transtornos mentais. Assim sendo, nós temos também como objectivo, a partir daqui deste hospital, criar uma rede de cuidados de saúde mental penitenciários, dar formação numa primeira fase a enfermeiros e começar a instalar núcleos de saúde mental nas principais penitenciárias do país. Julgo que ao nível do Ministério da Saúde também alguns passos foram dados. Sei que já há psiquiatras no Huambo e na Huíla já se fala em psiquiatrias comunitárias. Acredito que só assim vamos conseguir debelar grande parte dos problemas que encontramos no sistema penitenciário, no que tange à saúde mental dos reclusos.

­— Como é que o vosso trabalho é recebido pelos reclusos?

­— Na verdade, este tipo de cuidados não começou a ser prestado agora. Há uns bons anos que temos dado assistência psico-social aos reclusos nas principais cadeias do país. Naturalmente, eles mostram-se satisfeitos porque sentem o nosso carinho e vontade de ajudá-los, sentem a nossa preocupação com os seus problemas psicológicos, emocionais e sociais. Com este hospital eles vão sentir-se muito melhor porque temos condições de acomodação, condições para tratar e para reabilitar, que vão, em grande parte, satisfazer as necessidades destes reclusos.

­— Falou em condições. Como estão em termos de assistência medicamentosa?

­— Hoje, a psiquiatria é essencialmente apoiada pela psico-farmacologia. Temos agentes psicotrópicos. Recebemos o primeiro lote e aguardamos a chegada do segundo. Do ponto de vista de fármacos estamos bem. Os psicólogos clínicos também vão trabalhar com esta população. Quanto a recursos terapêuticos, até este momento, as coisas estão bem encaminhadas.

­— Qual é o papel da família neste processo?

­— A família sempre jogou um papel muito importante em todos os momentos e aqui não é diferente. Daí a necessidade de termos aqui também o assistente social. É o profissional que vai estabelecer a ponte entre o recluso-doente e a família, entre o recluso-doente e a Procuradoria ou órgãos de polícia. O assistente social sabe como envolver a família em todo o processo terapêutico.

­— Como explica os casos de pessoas que justificam a sua acção criminosa com uma suposta perturbação mental?

­— Já nos temos debatido com vários problemas de simulação. A psiquiatria forense está dotada de meios para aferir quando se trata de uma simulação ou dissimulação. Existem técnicas para distinguir os dois casos. Isso não nos preocupa. Aliás, todas as vezes que indivíduos apresentam este comportamento, nós temos conseguido identificar e os procedimentos legais são activados de imediato. Não é o indivíduo que afirma ter problemas. Não lhe basta dizer que é portador de transtornos e por isso cometeu o crime. Nós, psiquiatras forenses, é que provamos e documentamos se a pessoa é portadora de transtornos mentais.

­— As pessoas que trabalham nas cadeias são atingidas emocionalmente pela convivência com este tipo de reclusos-doentes. Como é que os agentes ou técnicos deverão lidar com isso?

­— Esta é uma área nova para os funcionários dos serviços prisionais ou penitenciários mas, para lidar com toda esta situação, vamos dar formação básica sobre psiquiatria, para que eles possam melhor ajustar-se às necessitadas de tratamento especial destes reclusos.

­— Quanto aos crimes passionais, como é que podem ser tratados e prevenidos?

­— As pessoas que cometem crimes passionais, são pessoas imputáveis, são responsabilizadas do ponto de vista judicial pelo crime. A nossa função é provar a eventual existência de algum afecto intenso que impedisse o indivíduo de reconhecer a ilicitude do acto praticado.

 

 

 

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Bastonário e Presidente do Congresso, Pinto de Sousa

“Queremos que os debates e a troca de experiências resultem em ganhos de saúde para a nossa população”

 

Nos dias 24 e 25 de Janeiro, sob o lema “O Compromisso dos Médicos no Âmbito do Sistema Nacional de Saúde – Um Imperativo Ético, Constitucional e Social”, realiza-se, em Luanda, o maior evento internacional na área da saúde. O IX Congresso Internacional dos Médicos em Angola  vai congregar cerca de 1200 médicos de todo o país e mais de 60 convidados estrangeiros, entre cientistas, professores  universitários e investigadores.

 

“Trata-se de uma ocasião ímpar, onde os médicos do país se reúnem no mesmo espaço para trocar experiências, debater e dar contribuições aos planos que estão em curso na área da saúde”, afirma, em entrevista ao Jornal da Saúde, o bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, e presidente do Congresso, Carlos Alberto Pinto de Sousa.  “Pretendemos discutir os mais recentes avanços no conhecimento da saúde, em particular da medicina, e trocar experiências entre os médicos nacionais e estrangeiros no sentido de transformarmos as experiências de vida nos diferentes contextos em ganhos de saúde e, particularmente, da saúde da nossa população”.

As três linhas de força

do Congresso

Segundo Pinto de Sousa “foi delineado um programa que aborda três grandes linhas de força do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário: a operacionalização da prestação de cuidados de saúde a nível comunitário e em cada um dos três níveis da pirâmide de prestação de cuidados; o aperfeiçoamento da organização, gestão e funcionamento do Sistema Nacional de Saúde, através da afectação dos recursos necessários  e da adopção de normas e procedimentos que proporcionem o aumento da eficiência, da qualidade e dos valores éticos ínsitos no Sistema Nacional de Saúde; e a participação na transformação das determinantes sociais da saúde e a promoção de parcerias nacionais e internacionais, em prol da redução da mortalidade materna  e infantil e dos programas de combate às grandes endemias”.

 

As conferências, simpósios e mesas redondas

O Congresso apresentará quatro grandes  mesas redondas, designadamente sobre organização dos serviços de saúde – a municipalização, a diminuição das assimetrias da prestação de cuidados de saúde e inserção na rede de cuidados –, saúde e cidadania, o estado da arte médica e empreendedorismo e inovação. As conferências “serão 20 sobre temas clínicos, de gestão e administração, além de oito simpósios, 43 temas livres e 34 cursos pré-congresso que iniciaram já no dia 21, muito concorridos aliás. De salientar as conferências de abertura e encerramento, proferidas, respectivamente, pelos senhores ministro da Saúde e  secretário de Estado da Saúde, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário e sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Humanos”.

Mas as não estarão apenas médicos. “Convidámos especialistas de áreas afins, como sociólogos, psicólogos, jornalistas”. De destacar também a homenagem que será feita a médicos nacionais que completaram 25 anos ao serviço da medicina. “São muitos anos de trabalho”, garante Pinto de Sousa.

Para encerramento, realiza-se a IV Gala do prémio de investigação biomédica que vai galardoar os médicos que se dedicaram à investigação científica no ano de 2013.

 

Feira Médica Hospitalar com 20 países

Por sua vez, a 2ª edição da feira Médica Hospitalar apresenta as inovações no domínio das tecnologias, ciência, equipamentos, medicamentos e dispositivos. Constitui uma oportunidade para os médicos se actualizarem em termos de avanços tecnológicos e trocarem experiências com os  fornecedores deste materiais, para que se criem laços de cooperação e proximidade. O certame alberga 145 expositores (directos e indirectos), de 20 países.

“Quem sai a ganhar é a saúde dos angolanos”, conclui Pinto de Sousa..

 

 

 

 

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Novos suplementos alimentares melhoram a saúde e o bem-estar

 

A VISÃO FUTURA é uma empresa de direito angolano, constituída em 2001, com actividades no domínio da nutrição, fornecimento de produtos alimentares, suplementos nutricionais, equipamentos médicos e  hospitalares, prestação de serviços em cuidados médicos e suporte de programas nutricionais.

 

Localizada na Rua Francisco  Sotto Mayor, no Bairro Azul, em Luanda, a empresa é a representante exclusiva dos produtos alimentares e suplementos nutricionais da marca Future Life, um novo alimento energético, cereal enriquecido com minerais e vitaminas, produzido para reforçar o sistema imunitário e fornecer energia de forma saudável e nutritiva.

 

O Future Life pode ser usado por:

— Crianças sofrendo de doença nutricional crónica ou aguda;

— Pessoas doentes ou debilitadas, sofrendo de doenças debilitantes e com sistema imunitário deficiente que requeira energia e protecção contra a doença;

— Os idosos – sujeitos a infecções  e doenças – que precisam de alimentos de fácil absorção e que reforcem, igualmente, as suas imunidades;

— Desportistas que treinam bastante e que precisam de uma nutrição saudável de modo a deixar o seu organismo em boas condições físicas;

— Crianças escolares que precisam de concentração e de energia para o seu dia a dia;

— Executivos que têm pouco tempo para preparar e comer uma refeição saudável e que precisam de energia e vitalidade para enfrentar as condições estressantes do seu quotidiano.

 

Pele mais saudável

A VISÃO FUTURA também representa o Crystal Tomato Africa. Trata-se de  um suplemento nutricional diário contendo carotenóides incolores que foram selecionados para ajudar no processo de alcançar a pele mais clara e saudável, a partir da modificação das células por dentro.

É um dos primeiros suplementos de saúde oral e contém extratos de carotenóides incolores extraídos de uma raça única de espécie não-geneticamente modificada de tomates brancos.

Foi cientificamente comprovado que os carotenóides incolores contribuem para o clareamento da pele e os benefícios de rejuvenescimento.

 

Os principais benefícios do Crystal Tomato são:

— Serve como um protetor solar natural contra os raios Ultra Violeta A e B, foto-oxidação e queimaduras solares;

— Actua como antioxidante para proteger contra os danos dos radicais livres causados por agressores ambientais;

— Contém propriedades anti-inflamatórias contra os danos UV;

— Inibe a síntese de melanina para evitar manchas de pigmentação na pele;

— Reduz a melanina presente nas células, incluindo cicatrizes escuras de acne, sardas, axilas escuras e manchas da idade;

— Evita danos ao DNA;

— Promove mesmo tom de pele e aspecto radiante;

— Protege e melhora a eficácia de outros ingredientes activos e a sua actividade.

Tanto o Future Life como o Crystal Tomato são produtos elaborados de fontes naturais e oferecem a maior e melhor opção para quem quer viver mais e mais forte.

 

 

 

 

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A partir da humidade do ar

Máquina que produz água pura já disponível em Angola

 

O gerador atmosférico  de água capta a humidade do ar e transforma-a em água  pura, saudável e altamente oxigenada. No processo de remoção de humidade, o ar exterior é desidratado e refrigerado o que faz com que seja o ideal para funcionamento em ambientes internos. O sistema usado serve para diversas finalidades: fazer água, tirar humidade do ar, purificar o ar interno.

De acordo com o responsável comercial da empresa, Caetano Baptista, o sistema compacto é ideal para utilização doméstica, hotéis, escolas, edifícios comerciais, conjuntos residenciais, hospitais e aplicações municipais.

Segundo Caetano Baptista “o gerador de água é uma máquina que funciona através da  temperatura. Isto significa que depende  do nível de humidade do ar e da temperatura para produzir a água. O nível de humidade ideal deve ser de pelo menos 55% para se conseguir o melhor desempenho. Mas mesmo em locais com baixo nível humidade, a máquina produzirá água, embora não tão rapidamente. A temperatura ideal é 30º ou superior.

Travessa Almeida Garret, 5º - 13, Vila Alice, Luanda - Caetano Baptista Tel.: 945 625 066 E-mail: amcaetano.baptista@gmail.com

 

 

 

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TICs para a saúde na Médica Hospitalar

 

O cheque-saúde, o processo clínico electrónico do utente e as aplicações informáticas de gestão são exemplos do contributo dos sistemas de informação para a melhoria da prestação de cuidados de saúde, no âmbito da rede de atenção à saúde dos cidadãos e comunidades, apresentados pela empresa XPLOR-IT presente na feira Médica Hospitalar.

A XPLOR-IT é uma empresa de tecnologias de informação e comunicação que analisa, desenvolve, implementa e suporta soluções informáticas, reunindo competências técnicas nas várias áreas: estratégica, funcional e operacional. Graças à experiência dos seus accionistas e colaboradores em diversos sectores, e parcerias estratégicas, a empresa apresenta um portefólio integrado de produtos e serviços de valor acrescentado multidimensional único.

Visando a promoção da excelência dos serviços de saúde,  a XPLOR-IT Saúde actua em três dimensões: Saúde Para Todos, Saúde em Rede e Gestão na Saúde.

 

As soluções

A área Saúde Para Todos visa aproximar os prestadores de cuidados de saúde dos cidadãos e comunidades e contribuir para a resolução de assimetrias no acesso a serviços de saúde. Apresentam soluções que dão suporte às políticas de equidade no acesso a cuidados de saúde, reduzindo o custo da sua implementação e optimizando o retorno do investimento público.

As soluções Saúde em Rede visam a partilha de informação de saúde em rede, aumentando a disponibilidade e utilidade dos dados para o prestador de cuidados de saúde, permitindo ao cidadão consultar e gerir o acesso à informação de saúde que lhe diz respeito. A plataforma informática uIN dá substância ao “Processo Clínico Electrónico”, um repositório dinâmico dos dados relativos à saúde de cada cidadão.

A área de Gestão na Saúde suporta a gestão estratégica de organizações da saúde em busca da excelência operacional. Engloba aplicações informáticas que focam a racionalização de meios, recursos, custos e investimentos, a optimização da cadeia produtiva, suprimentos e operações, e a monitorização e análise da actividade.

 

 

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Boas práticas

Como se formam quadros úteis às empresas e ao país

 

A BP Angola iniciou, em 2007, um programa de apoio à Faculdade de Direito da UAN para a criação de um programa de pós-graduação (LLM) em direito de petróleo e gás. O objectivo consistia em formar profissionais angolanos para servir adequadamente os interesses da indústria petrolífera e do Estado angolano, afim de tornar os contratos de partilha de petróleo benéficos para todos.

 

Ao fim de sete anos, o país passou a dispor de cerca de 100 técnicos altamente qualificados, o curso passou a mestrado e os próprios docentes angolanos da UAN estão hoje mais bem preparados nesta área específica de importância estratégica para o país. “As instituições públicas e as empresas petrolíferas empregam hoje estes técnicos angolanos especializados nos seus departamentos jurídico, de procurement e de contratos, graças ao programa de pós-graduação”, assegura-nos Adalberto Fernandes, responsável da BP Angola pelo lançamento e gestão do programa. Actualmente, diz-nos, “muitos são altos quadros em escritórios de advogados, petrolíferas,  Ministério dos Petróleos, Finanças, nas Alfândegas, etc.”.

 

Breve história

A BP Angola dispunha de um protocolo que apoiava as áreas de engenharia e ciências da UAN. Contudo, detectou a necessidade de investir também no direito do petróleo, uma lacuna séria num país cujas receitas provêm basicamente da exportação desta matéria-prima. “No início, a intenção era apenas de incluir uma cadeira no curso de licenciatura. Mas rapidamente concluiu-se que seria melhor uma pós-graduação em direito de petróleo e gás. A BP Angola contratou consultores académicos que trabalharam com a Faculdade de Direito, conceberam o programa e este arrancou”, explica-nos Adalberto Fernandes.

Foram realizados quatro cursos de pós-graduação, com o apoio pedagógico de professores brasileiros e da Universidade de Houston, nomeadamente em 2007, 2009, 2011 e 2012. Em 2013,  transformou-se num  mestrado em direito do petróleo e gás e administração, com a duração de dois anos.

O curso inclui um vasto espectro de módulos, incluindo ética e transparência,  direito comparado – onde os estudantes aprendem como são feitos os contratos em Angola, EUA, Brasil, Portugal,... –, redacção de contratos, direito angolano de petróleo e gás –  onde ficam a saber, por exemplo, como se estrutura um Joint Operating Agreement (JOA), ou um Production Share Agreement (PSA), entre outros –,   introdução à indústria de petróleo e gás – desde o processo de pesquisa, drilling, avaliação, desenvolvimento, refinação, produção, venda, à exportação, transporte, enfim todo o ciclo. Com frequência realizam-se, também, conferências, abertas à comunidade, sobre transparência e ética nos negócios.

A BP Angola previu, inicialmente, 2,3 milhões de dólares para financiar três edições do programa e prestou uma assistência técnica significativa, O financiamento foi subsequentemente reforçado para cobrir o programa de Mestrado (LLM/ MBA) em Direito de Petróleo e Gás e Administração.

Aproveitando o sucesso do programa, a Faculdade de Direito da UAN constituiu, entretanto, o Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Sociais, coordenada por Neto Sambo, agora responsável pelo funcionamento do programa de Mestrado. Esta iniciativa recebeu também apoio financeiro e técnico da BP Angola.

 

Conselheira Jurídica da BP, Rossana Santos

“O LLM é um curso  de elevada qualidade”

“O LLM é um curso de elevada qualidade no país, o qual conta com o contributo de profissionais, entre nacionais e estrangeiros, com 20 ou mais anos de experiência no ramo da indústria petrolífera”, assegurou, em entrevista à redacção, uma ex-aluna desta pós-graduação e actual conselheira jurídica da BP Angola, Rossana Santos

 

— Porque fez o LLM?

— A principal razão que me levou a inscrever no LLM foi o facto de trabalhar como conselheira jurídica numa empresa petrolífera, para além do gosto em aprender sempre mais. O "saber" definitivamente não ocupa lugar.

Terminei em 2012.

— Qual o balanço que faz?

— O curso foi muito bem organizado em diferentes módulos, abrangendo desta forma os tópicos essenciais relacionados com o petróleo e  gás em geral. Os módulos foram ministrados por diferentes professores, de acordo com as suas especialidades. Participaram do cursos vários professores convidados de diferentes países, o que permitiu uma dinâmica bastante interessante e multicultural.

— Qual a importância para a sua carreira?

— O LLM foi de extrema importância para a minha carreira, pois, como referi, trabalho no departamento jurídico de uma empresa petrolífera, estando em contacto directo com assuntos relacionados com esta indústria. O LLM permitiu-me ter uma visão mais abrangente da indústria, e ajudou-me a entender melhor o seu contexto. Por exemplo, na execução do meu trabalho, tenho por vezes a necessidade de revisitar módulos ministrados no LLM.

— E para Angola?

— O LLM é um curso de elevada qualidade no país, o qual conta com o contributo de profissionais (nacionais e estrangeiros) com 20 ou mais anos de experiência no ramo da indústria petrolífera. O LLM já faz parte há alguns anos do currículo académico da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, o que contribui positivamente para a melhoria e diversidade do ensino superior, sendo um curso ímpar em Angola. Muito embora fosse dedicado ao direito do petróleo e do gás, fizeram parte do 3.º Curso que frequentei, não apenas juristas e advogados, mas também engenheiros, economistas e até uma psicóloga. Significa dizer que profissionais de diversas áreas poderão beneficiar do LLM.

 

Ex-aluno Saydi Henda

“O LLM especializou angolanos em Direito do petróleo e do gás, o que tornou o país tecnicamente mais rico e autónomo”

“Sou  técnico na Direcção Nacional de Impostos do Ministério das Finanças. Toda a minha carreira profissional foi na área do direito fiscal. No LLM aprendi matérias paralelas que fizeram com que eu compreendesse melhor o direito fiscal petrolífero”, assegura, em entrevista ao Jornal da Saúde, Saydi Henda, aluno do primeiro curso do LLM. Para este quadro, o LLM “especializou mais angolanos em Direito do petróleo e do gás, o que fez com que o país se tornasse tecnicamente mais rico e autónomo”.

 

— Quais as razões que o levaram a fazer o LLM? Quando terminou?

— Tendo em conta a minha formação académica e profissional era necessário fazer um curso que pudesse consolidar estas duas realidades. O LLM funcionou como a cereja num delicioso bolo. Isto é, consolidou os meus conhecimentos práticos, deu cientificidade aos meus conhecimentos teóricos e aumentou a minha paixão por tributação de petróleos. Fui finalista, com êxito, do 1º curso do LLM, ministrado pela Universidade Agostinho Neto, no ano lectivo 2007/2008.

— Qual a sua opinião sobre o curso?

— O curso foi muito bem concebido e ministrado por professores conceituados e com grande prestígio internacional. A organização do curso conseguiu juntar um bom leque de alunos, com várias experiências profissionais, e um conjunto de professores que transcenderam as expectativas e deram resposta à elevada necessidade que havia em Angola de um curso sobre petróleo e gás.

— Qual a importância da sua frequência para a sua carreira profissional?

Enquanto profissional, sou técnico de impostos da Direcção Nacional de Impostos do Ministério das Finanças. Toda a minha carreira profissional foi na área do direito fiscal. No LLM aprendi matérias paralelas que fizeram com que eu compreendesse melhor direito fiscal petrolífero. Era como se eu tivesse acesso à floresta e deixasse de visualizar somente algumas árvores.

— E para o país e quadros angolanos em geral?

— Ao longo de todas as edições do LLM, mais angolanos especializaram-se em Direito do Petróleo e do Gás, o que faz com que o país se tornasse tecnicamente mais rico e autónomo. Finalmente, gostaria de destacar duas figuras que, na minha perspectiva de estudante, foram o suporte muito importante do 1º LLM da Universidade Agostinho Neto: os  licenciados Norman Nadorff  e  Carlos Feijó.

 

 

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Construtora atenta e empenhada nas metas estabelecidas pelo governo

Odebrecht aposta em Comité Empresarial para reforçar luta contra o VIH e a Sida

 

A Odebrecht apoiou a realização de um Fórum Empresarial em Junho, em Luanda, para sensibilizar o sector privado a aderir ao Comité Empresarial Contra o VIH e a Sida (CEC). A construtora partilhou a sua “ferramenta” empresarial para a manutenção da saúde do trabalhador, redução do absentismo e garantia da produtividade: o Grupo de Ajuda Mútua (GAM). Marcus Felipe Fernandes, director de Planejamento, Pessoas e Relações Institucionais da Odebrecht reforçou o empenhamento da empresa em relação às metas estabelecidas pelo governo angolano relativamente ao VIH/Sida.

Em Outubro, o CEC promoveu um almoço de trabalho em Luanda para debater questões relacionadas com o controlo da epidemia em Angola, que contou com as presenças de Michael Sibidé, director-executivo da ONUSIDA e subsecretário das Nações Unidas, de José Van-Dúnen, ministro da Saúde, e Dulcelina Serrano, directora do Instituto Nacional da Luta Contra a Sida. Desde 2002, a Odebrecht tem apoiado e estimulado a prevenção e o controlo do VIH/Sida em Angola e Michael Sibidé reafirmou 2015 como meta para ter “crianças a nascer sem sida”.

No Dia Mundial da Luta Contra a Sida (1 de Dezembro) mais de 500 trabalhadores das empresas que integram o CEC participaram na Marcha de Solidariedade. O bloco unificado foi encabeçado pela directora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa.

 

 

 

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Prioridade à Saúde Ocupacional

 

Encontros mensais, treinamentos corporativos e cursos de capacitação dos profissionais de saúde dos contratos fazem parte do Programa Integrado de Saúde da Odebrecht Angola. Desde 2011, a coordenadora da Saúde Ocupacional da empresa, Paloma Baiardi Gregório, tem apostado na propagação da cultura da prevenção das doenças ocupacionais e dos riscos de acidentes de trabalho como forma de obviar a inexistência de cursos desta especialidade nos centros académicos de Angola. Em Janeiro de 2013 teve início o I Curso de Capacitação em Saúde Ocupacional, com duração de nove meses e participação de 25 profissionais.

O Projeto de Implementação do Programa de Ergonomia arrancou em Janeiro de 2013, envolvendo as equipas de Saúde e Segurança do Trabalho. O arranque deu-se com os projectos PRP-Programa de Realojamento das Populações – Casa Zango, AHE Cambambê e Desvio do Rio – AHE Laúca. Na segunda quinzena de Fevereiro, a fisioterapeuta Cristina Lopes ministrou o módulo de Capacitação em Ergonomia aos participantes no Curso de Medicina Ocupacional visando a actuação com eficácia na prevenção de doenças osteomusculares e a promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

 

Mexa-se, Estamos Juntos! O Programa de Alongamentos Preventivos: Mexa-se, Estamos Juntos! resultou de uma série de estudos sobre as actividades laborais no âmbito do Programa de Ergonomia. Cristina Lopes destacou as reacções positivas dos participantes e lembrou que se pode “promover a qualidade de vida com exercícios de baixa intensidade e curta duração, que também auxiliam na libertação de substâncias que promovem a sensação de bem-estar. A resposta está no corpo e o importante é evitar o sedentarismo.”

 

 

 

 

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Saúde nas Aldeias privilegia crianças

 

O Projecto Katata-Lôvua da Odebrecht Infraestrutura lançou o programa Saúde nas Aldeias, em Agosto, no bairro Mbumba Tembo e estendeu-o aos restantes 27 bairros da comuna do Lôvua (Lunda Norte). Virgínia Machado Silva, responsável da área social da Odebrecht, conduz este programa sanitário dirigido às comunidades na área da educação e promoção da saúde com vista à prevenção de doenças infecciosas. Destaque para a higiene infantil – ensinando crianças a lavar as mãos e os dentes, por exemplo – e a distribuição de kits de higiene.

 

 

Combate à Malária preocupa

Na qualidade de membro permanente do Fórum Nacional dos Parceiros Contra a Malária, a Odebrecht Angola contribui directamente para as iniciativas da Comissão de Elaboração da Política Nacional de Intervenção de Base Comunitária do Programa Nacional Contra a Malária, responsável pelas directrizes para a resposta contra a doença que mais vítimas fatais faz em Angola e causa um impacto significativo no sector produtivo, colocando em risco o desenvolvimento do país. A Odebrecht Angola promove palestras regulares para os seus trabalhadores sobre esta temática.

 

 

 

 

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O investimento da Chevron em programas sociais ultrapassa os 20 mil milhões de kwanzas

Companhia petrolífera contribuiu fortemente para o desenvolvimento nos últimos 25 anos

 

A Chevron e os seus parceiros de negócios investiram mais de 20 biliões de kwanzas (cerca de 210 milhões de dólares) em projectos de apoio à educação, saúde, desenvolvimento social e ambiental de milhões de angolanos durante os últimos 25 anos.

 

O compromisso da Chevron em ajudar o povo angolano tem passado por uma abordagem abrangente para o desenvolvimento das comunidades, considerando os factores de melhoria do acesso a necessidades humanas básicas e educação para apoiar fontes sustentáveis de renda, como a agricultura, a pesca e a criação de pequenas negócios.

No sector da saúde, a Chevron tem investido na redução das principais causas de doença e morte, especialmente entre mulheres e crianças. Entre os programas financiados estão as campanhas de promoção da saúde com foco na prevenção ou tratamento de doenças como a malária, HIV / SIDA, tuberculose , poliomielite, cancro de mama e anemia falciforme.

Há 20 anos que a Chevron apoia o banco de sangue de Cabinda, em particular no fornecimento de todos os equipamentos e consumíveis médicos e na formação dos profissionais da saúde.

Só em 2012, através da UNICEF, a Chevron e seus parceiros do Bloco 0 e Bloco 14 doaram ao ministério da Saúde de Angola cerca de 120 milhões de kwanzas (1,17 milhões de dólares) para financiamento de um programa de combate ao vírus selvagem da poliomielite. A doação beneficiou cerca de meio milhão de crianças menores de cinco anos nas províncias de Cabinda, Lunda Norte, Lunda Sul, Zaire, Uíge e Malanje.

Os investimentos em educação também tiveram resultados significativos. A competição "Aprenda Brincando”, para a promoção da aprendizagem fora da sala de aula, envolveu mais de 1.500 alunos em Cabinda e mais de duas mil crianças de 10 escolas públicas nas províncias de Cabinda, Huambo e Luanda que  participaram de um concurso de redação e escrita.

A Chevron e os seus parceiros financiaram a construção de mais de 3 escolas primárias em Cabinda, com uma capacidade conjunta para 4 mil alunos, em 50 salas de aula.

Estas escolas têm trazido recursos inovadores, não vistos antes em escolas primárias em Cabinda, incluindo 40 lugares com computadores, uma biblioteca equipada, sala de primeiros socorros , cafetaria, instalações desportivas polivalentes e um campo de futebol.

Promover o comércio mais sustentável e facilitar as relações de longo prazo entre produtores, fornecedores, bancos, empresas de processamento e distribuidores de culturas comerciais de produção agrícola também tem sido preocupação da Chevron, juntamente com os programas de formação e fornecimento de equipamentos para os pescadores e comerciantes de peixe da província de Cabinda.

 

Segurança

Após a campanha nacional para a segurança rodoviária realizada em 2012 em parceria com a Direcção Nacional de Trânsito Rodoviário, a Chevron doou 30 milhões de kwanzas ( USD$ 300,000 ) para a aquisição de 1.500 cadeiras de rodas e triciclos para a Fundação Lwini que distribuiu às pessoas necessitadas em todo o território angolano. A Chevron também doou cerca de 100 milhões de kwanzas ( USD$ 1 milhão) para a aquisição de mais de 2.100 bicicletas e outros equipamentos de segurança para os jovens em áreas rurais do Huambo e Cabinda. Os acidentes rodoviários são a segunda causa de morte em Angola.

 

 

 

 

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