MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Rui Moreira de Sá

Director Editorial

direccao@jornaldasaude.org

A mudança

 

Vivemos um momento de transição na saúde. Reflecte, entre outros, a mudança de paradigma do modelo económico em que o país assentava.  A crise económica coloca em teste os hospitais. Está a ser difícil manter o nível da assistência com tantas limitações até no abastecimento de consumíveis e reagentes de laboratório que são básicos.

 

Exemplos a seguir

Daí a importância crucial da optimização dos processos na gestão das unidades de saúde. Nem de propósito, o hospital Américo Boavida acaba de obter a certificação pela norma 9001 que atesta a qualidade dos serviços prestados por uma instituição, conforme reportagem que publicamos neste número. Ora, isto obrigou à identificação e correcção dos erros cometidos no passado, a implementação de normas e procedimentos clínicos, a criação de novos mecanismos de actuação que garantissem um outro modelo de gestão. Enfim, a mudança. Muita coragem e um exemplo a seguir.

Outro exemplo a seguir, neste caso por empresas privadas, é o de uma petrolífera – a BP Angola – que, apesar dos tempos que correm, continua fiel aos seus compromissos para com a comunidade. Os seus apoios em diversas áreas sociais, incluindo a da saúde, têm permitido melhorar a assistência sanitária e até a formação médica, como relatamos nesta edição.

Na área da saúde pública, as campanhas contra o novo surto a febre amarela obrigaram os valentes técnicos a cerrar fileiras e a vacinar os cidadãos, começando pelas crianças.

Finalmente, nas páginas seguintes, actualize os seus conhecimentos sobre a nova ameaça chamado Zica que parece causar a microcefalia e que, afinal,... também se transmite pela via sexual.

 

 

 

 

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Campanha de prevenção contra o cancro do colo do útero

 

Depois da vacinação a meninas entre os 9 e os 14 anos de idade, nos Centros de Acolhimento “Pequena Semente” e “Horizonte Azul”, contra o vírus HPV, o Luanda Medical Center (LMC) lançou, este mês de Fevereiro, uma campanha de prevenção contra o cancro do colo do útero. De acordo com Rita Matias, directora de marketing do LMC, trata-se de “uma campanha de sensibilização que pretende alertar e informar sobre os métodos de prevenção desta doença. O rastreio é um pequeno gesto que pode salvar a vida de mulheres que são também mães, filhas, esposas e amigas de alguém”. O cancro do colo do útero é uma doença que afecta mulheres em todo o mundo e em Angola existe uma forte incidência deste tipo de cancro. As estatísticas do IACC (ex Centro Nacional de Oncologia), registaram, em 2015, 180 novos casos de cancro do colo do útero.

 

 

 

 

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Malanje conquista medalhas em Nuremberga

 

A Faculdade de Medicina de Malanje da Universidade Lueji A’Nkonde obteve a medalha de ouro na 67ª. Feira Internacional de Ideias, Inovações e Novos Produtos (IENA), realizado em Nuremberga, na Alemanha, com os seus projectos “Estratégia para a Prevenção das mordeduras de serpentes em Angola” e “Estudo de Venenos e envenenamentos de serpentes de Angola”. No mesmo evento, o Centro de Investigação e Informação de Medicamentos e Toxicologia (CIMETOX) conquistou a medalha atribuída pela Associação de Inventores de Taiwan, com os projectos “Estamos em Linha” (Software Droguisoft) para a prevenção, informação, diagnóstico e tratamento do abuso de drogas com a implementação de aconselhamento e ajuda à distância e o “Sistema integrado de Toxicovigilância de intoxicações agudas com suporte de software automatizado (Vigicimetox)”.

Ambas instituições foram representadas pela Vice-Decana para os Assuntos Científicos da Faculdade, Paula Regina Simões de Oliveira, actualmente Decana da Faculdade de Medicina de Benguela.

 

 

 

 

 

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Angola reforça medidas contra a febre amarela

 

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivírus, para a qual está disponível uma vacina altamente eficaz.

A doença é transmitida por mosquitos. Não existe tratamento específico além da vacinação. É endémica em 44 países, dos quais nove são latino-americanos. Em cada ano são registados cerca de 200 mil casos de febre amarela no mundo, com uma concentração crescente na região da África Subsaariana. Cerca de 15% dos doentes desenvolvem uma forma severa da doença e, entre eles, a mortalidade chega a 50%. Uma pessoa não transmite febre amarela directamente a outra. Para que ocorra, é necessário que o mosquito pique um indivíduo infectado e, após o vírus ter-se multiplicado, pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.

 

A infecção silvática de humanos ocorre quando estes entram na floresta para caçar, recolher alimentos, proceder ao abate de árvores, etc. Os indivíduos infectados na floresta podem dar início a transmissão entre humanos se houver a presença de vectores peridomésticos adequados nas cidades e aldeias. No ambiente urbano, o Aedes aegypti  é um vector extremamente eficaz para o vírus da febre-amarela. Este mosquito é também o principal vector urbano para o dengue e a chikungunya.

A febre-amarela distribui-se a oeste, centro e este de África e na América do Sul, do Panamá à região norte da Argentina. Nunca foi detectada na Ásia. Já foram registadas epidemias catastróficas, com dezenas de milhar de mortes, na África rural.

O vector Aedes aegypti já foi endémico na Europa e responsável por grandes epidemias de febre-amarela e dengue. A razão para o seu desaparecimento após a II Guerra Mundial nunca foi explicada. Ainda está presente nos Estados Unidos e já foi registado em 21 estados. É possível que o vector volte a estabelecer-se na Europa, à semelhança do que aconteceu com outro potencial vector, o Ae. albopictus.

 

Caraterísticas clínicas

O início dos sintomas é súbito, geralmente 3 a 5 dias após a infecção. A doença pode causar um amplo espectro de sintomas, de ligeiros a fatais. Nos casos clínicos verifica-se um início abrupto de febre e dor de cabeça forte, artralgias e dores musculares. Pode surgir icterícia no terceiro dia, o que é possível indicador de caso grave. Neste cenário, podem ocorrer hemorragias espontâneas, falência renal, delírio, coma e morte. A mortalidade destes casos clínicos pode chegar aos 80%, a par de doenças como o Ébola, Marburgo e outras infeções virais hemorrágicas. A convalescença é longa, geralmente com sequelas graves.

 

Transmissão Reservatório

Sendo uma infecção característica de primatas, o vírus circula entre macacos e mosquitos na floresta, e entre humanos e mosquitos nas aldeias e zonas urbanas. Nos macacos africanos a infecção é assintomática ou ligeira; as epizootias são sinalizadas quando os seres humanos adquirem a doença. Por contraste, o vírus é letal nos primatas do hemisfério ocidental; as epizootias são evidentes quando a selva fica silenciosa devido à elevada mortalidade dos macacos uivadores.

 

Modo de transmissão

As picadas de mosquitos infectados são o único modo de transmissão. Os mosquitos adquirem o vírus quando se alimentam de um hospedeiro virémico, após o que (numa espécie susceptível) o vírus infecta muitos tecidos, incluindo as glândulas salivares. Apesar de poder levar semanas (e muitas refeições sanguíneas) até um mosquito ficar infectado, essa infecção é para a vida.

Novas infecções em humanos podem ocorrer quando a saliva do mosquito, que contém o vírus, é injectada num hospedeiro não imune durante refeições sanguíneas subsequentes. O período de incubação extrínseco, ou seja, o tempo necessário para o mosquito se tornar infeccioso, é de cerca de 10 dias, dependendo da temperatura. Também existem provas de transmissão vertical (transmissão diretamente da fêmea adulta via ovos para os adultos da próxima geração).

A virémia atinge o pico mais elevado no dia antes ao início dos sintomas, e geralmente é suficientemente elevada para infectar mosquitos nos 4 dias seguintes. A imunidade é provavelmente para toda a vida.

Todas as pessoas não vacinadas correm risco nas zonas com transmissão activa da doença.

 

Medidas de prevenção

Existe uma vacina atenuada de febre-amarela, considerada segura, eficaz e de baixo custo, que é administrada há mais de 50 anos. Apesar da vacina ser extremamente eficiente, a vacinação por rotina foi implementada em muito poucos países.

Um certificado de vacinação da febre-amarela é agora o único certificado que deverá ser requerido em viagens internacionais.

 

Áreas de incerteza

Apesar da riqueza de informação a nível da ecologia, epidemiologia e patologia da doença, há uma elevada probabilidade de ocorrência de grandes surtos em populações não vacinadas em áreas onde se regista a presença de Aedes aegypti.

Foram registados eventos adversos (viscerotrópicos ou neurotrópicos) após imunização com vacinas da febre-amarela sobretudo em indivíduos idosos e imunocomprometidos. Estes casos terão de ser melhor investigados para reunir e verificar evidências de associação entre a vacina e a doença clínica para poder apoiar decisões em relação à vacinação contra a febre-amarela.

 

O que fazer se sentir sintomas da febre-amarela

 

Se tiver febre, dor de cabeça forte, artralgias e dores musculares (pode surgir icterícia no terceiro dia) procure a unidade sanitária mais próxima, evite a automedicação (não tomar aspirina nem ibuprofeno) e beba muitos líquidos (água e sumos).

 

Campanha de combate em Angola

 

FFrancisco Cosme dos Santos

 

A campanha de combate à doença, lançada este mês, envolveu várias acções de sensibilização das populações para se reforçar as medidas de prevenção, tais como a colocação de óleo queimado nos charcos, a protecção da picada dos mosquitos, a cobertura dos recipientes de água, distribuição de mini doses de Bactivec (desinfectante para água), a eliminação de criadouros de reprodução de larvas dos mosquitos, fumigação intra e extra-domiciliar, e, também, a vacinação, principalmente de crianças.

De acordo com o Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, o lançamento da campanha foi no Município de Viana por se tratar do epicentro do surto da doença, que assolou os luandenses desde Dezembro de 2015.

O dirigente acrescentou que a administração da vacina será feita progressivamente  nos arredores de Luanda, sendo prioritárias as crianças, mulheres grávidas, pessoas que possuem cartões e não foram vacinadas.

Alertou ao reforço da melhoria do saneamento básico, controlo vectorial (redução da quantidade de larvas e mosquitos), sobre tudo a vacinação como outras medidas preventivas e eficazes que venham a assegurar a eliminação da doença.

O lançamento da campanha da febre-amarela no dia 2 de Fevereiro, contou com a presença do Governador da Província de Luanda Higino Carneiro, representante da OMS, Hernando Agudelo, representantes da sociedade civil e profissionais do sector.

 

Número de casos

Entre 22 de Dezembro de 2015 e 23 de fevereiro de 2016, registaram-se  565 casos, dos quais 434 na província de Luanda.O município de Viana é o mais afectado com 204 casos. No total, faleceram 118 pessoas, das quais 82 em Luanda.

 

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Já não bastavam os mosquitos, agora há Zica no sexo e no sangue

 

O vírus zika chegou aos Estados Unidos. E à Espanha. E a Israel. E ao Reino Unido. E a Portugal. E a Cabo Verde. Em Angola, ainda não há registo. Este é apenas o princípio de um pesadelo que vem com um mosquito de menos de um centímetro de comprimento, o Aedes Aegypti. E para completar o cenário negro de dimensões mundiais, um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) assumiu o que já se suspeitava: uma pessoa infectada pode transmitir o zika através do sangue ou do sémen.

 

O vírus Zika é transmitido pelo mosquito Aedes (picam, normalmente, durante a manhã e ao fim da tarde) que foi inicialmente identificado no Uganda, em1947, em macacos. Posteriormente, foi identificado em seres humanos, em 1952, no Uganda e na Tanzânia. Têm-se registado surtos da doença do vírus Zika em África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico. Já chegou à Europa. Está a ser investigada a possível associação entre a infeção por vírus Zika e a microcefalia diagnosticada em fetos e recém-nascidos, bem como com a associação entre esta infeção e o síndrome de Guillain-Barré.

 

Sinais e sintomas

O período de incubação (o tempo que decorre desde a exposição até aos sintomas) da doença do vírus Zika não está estabelecido, mas é provavelmente de alguns dias. Os sintomas são semelhantes a outras infecções por arbovírus, incluindo o dengue, e são a febre, erupções pele, conjuntivite, mialgia, artralgia, mal-estar e cefaleias. Estes sintomas são, normalmente, ligeiros e duram dois a sete dias.

Durante grandes surtos na Polinésia Francesa e no Brasil, respectivamente em 2013 e 2015, as autoridades sanitárias nacionais comunicaram potenciais complicações neurológicas e auto-imunes da doença do vírus Zika. Recentemente, no Brasil, as autoridades sanitárias locais observaram um aumento das infecções pelo vírus Zika no público em geral, assim como um aumento nos bebés nascidos com microcefalia no nordeste deste país. Aa agências que investigam os surtos de Zika estão a encontrar um conjunto de evidências cada vez maior sobre a ligação entre o vírus Zika e a microcefalia.

 

Transmissão

O vírus Zika é transmitido às pessoas através da picada de um mosquito infectado do género Aedes, principalmente o Aedes aegyptinas nas regiões tropicas. Trata-se do mesmo mosquito que transmite o dengue, o chikungunya e a febre amarela.

Surtos da doença do vírus Zika foram notificados, pela primeira vez, no Pacífico, em 2007 e 2013 (respectivamente em Yap e Polinésia Francesa) e, em 2015, nas Américas (Brasil e Colômbia) e em África (Cabo Verde). Por outro lado, mais de 13 países nas Américas notificaram infecções esporádicas pelo vírus Zika, o que indica uma rápida expansão geográfica do vírus.

Existe comprovação científica que o vírus Zika pode ser transmitido por via sexual, e que poderá permanecer no sémen durante várias semanas após a recuperação da infeção. Os viajantes para áreas afetadas com Zika devem ser informados de que o risco de transmissão sexual de um homem infetado para outra pessoa existe, pelo que se recomenda o uso do preservativo

 

Prevenção

Os mosquitos e os seus locais de proliferação representam um significativo factor de risco para a infecção pelo vírus Zika. A prevenção e o controlo dependem da redução dos mosquitos através da redução das fontes (eliminação e modificação dos locais de proliferação) e da redução do contacto entre os mosquitos e as pessoas.

Isso pode ser feito usando repelentes de insectos, utilizando vestuário (preferencialmente de cor clara) que cubram tanto o corpo quanto possível, usando barreiras físicas, como redes, portas e janelas fechadas e dormir sob a protecção de mosquiteiros. É igualmente importante esvaziar, limpar e cobrir recipientes que possam conter água, tais como baldes, vasos ou pneus com flores, para eliminar os locais de reprodução dos mosquitos.

Deve dar-se especial atenção e ajuda às pessoas que possam não poder proteger-se devidamente, tais com as crianças, os doentes e os idosos.

Durante os surtos, as autoridades sanitárias poderão aconselhar a usar a pulverização de insecticidas. Os insecticidas recomendados pelo Esquema de Avaliação de Pesticidas da OMS podem também ser usados como larvicidas, para tratar recipientes de água relativamente grandes.

Os viajantes devemr as precauções básicas acima descritas, para se protegerem contra as picadas dos mosquitos.

 

Diagnóstico

O vírus Zika é diagnosticado através de PCR (reacção em cadeia da polimerase) e do isolamento do vírus em amostras de sangue. O diagnóstico por serologia pode ser difícil porque o vírus pode ter uma reação cruzada com outros flavivírus, como o dengue, febre do Nilo Ocidental e febre amarela.

 

Tratamento

A doença do vírus Zika é, normalmente, relativamente ligeira e não requer um tratamento específico. As pessoas com o vírus Zika devem repousar bastante, beber muitos líquidos e tratar as dores e a febre com medicamentos comuns. Se os sintomas piorarem, devem procurar aconselhamento e cuidados médicos.

Actualmente, não existe nenhuma vacina disponível.

 

O essencial

  • A doença do vírus Zika é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes.
  • O vírus Zika pode ser transmitido por via sexual
  • As pessoas com a doença do vírus Zika têm, normalmente, febre ligeira, erupção da pele (exantema) e conjuntivite. Estes sintomas duram, normalmente, 2-7 dias
  • Actualmente, não existe qualquer tratamento específico nem vacina
  • A melhor forma de prevenção é a protecção contra a picada do mosquito
  • Sabe-se que o vírus circula em África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico

 

 

 

 

 

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Conheça o inimigo

 

As principais características desta espécie são:

 

Animal de pequenas dimensões com cor nega e manchas brancas no corpo e nas patas;

 

O mosquito fêmea é o único responsável pela picada, logo pela transmissão de doença ao homem. O mosquito macho parece contribuir apenas para a procriação da espécie;

 

Prefere picar sobretudo humanos, repousando em locais sombrios como no interior das habitações;

 

Cerca de três dias após efetuarem uma refeição sanguínea, os mosquitos fêmea depositam os seus ovos dentro de um criadouro, numa zona imediatamente acima da linha de água, ficando fixos à parte interna dos recipientes;

 

Os locais de postura dos ovos são, preferencialmente, no interior ou próximos de locais com atividade humana (domésticos ou peri-domésticos), sendo considerado criadouro os recipientes ou locais com condições para o desenvolvimento da fase aquática do mosquito

(ovos, larva e pupa);

 

Os criadouros do mosquito podem ser locais ou habitats naturais (por exemplo,

buracos nas árvores e axilas das plantas) e contentores

artificiais com água estagnada. Colocam os ovos durante

o dia em água, de preferência pouco poluída, com material orgânico (por exemplo,

folhas em decomposição,

algas, etc.), em contentores com aberturas largas e revelam preferência por criadouros de cor escura e localizados à sombra;

 

São postos ovos durante vários dias, em diversos recipientes de modo a garantir a sobrevivência dos mesmos, e podem resistir um ano à dessecação (estado de seca). Quando imersos em água e reunidas as condições ideais de temperatura, há a eclosão das larvas a partir dos ovos;

 

Geralmente as larvas alimentam-se de pequenos organismos, algas e partículas de plantas ou animais existentes na água do criadouro;

 

A cor das larvas e pupas depende da alimentação disponível no criadouro mas, por norma, surgem com uma cor clara e translucida e depois vão escurecendo;

 

Todo o ciclo imaturo ou aquático (isto é, de ovo até adulto) pode ocorrer em apenas sete dias, quando reunidas as condições ideais;

 

A esperança de vida de um mosquito adulto é de cerca de três semanas;

 

Nos países ou regiões mais frias, o Aedes aegypti geralmente não sobrevive durante o inverno mesmo sob a forma de ovo.

 

Pode voar centenas de metros (não há consenso em distâncias, variando entre 100 metros e 500metros).

 

O mosquito fêmea voa sempre maiores distâncias que o macho, uma vez que, se não tiver ao seu dispor pessoas para picar ou

criadouros para colocar os ovos, desloca-se até os encontrar.

 

Alimentam-se de néctar de plantas, sucos de frutas e outros açúcares de plantas, que são a sua principal fonte de energia.

 

Ciclo de vida

O Aedes aegypti, a exemplo de outros mosquitos, tem um ciclo de vida complexo, com mudanças dramáticas a nível morfológico e ecológico.

As fêmeas depositam os seus ovos nas paredes internas de recipientes com água numa zona imediatamente acima desta. As larvas eclodem quando os ovos são imersos em água, como resultado de chuvas ou pela ação humana. Nos dias seguintes, as larvas alimentam-se de microorganismos e matéria orgânica presente na água, mudando de pele três vezes por forma a serem capazes de crescer, passando por quatro estádios de desenvolvimento larvar. Quando a larva adquire energia e tamanho suficiente e está já no quarto estádio, dá-se a metamorfose, passando de larva a pupa. As pupas não se alimentam, apenas mudam de forma até que o corpo do mosquito adulto se forme e irrompa a pele da pupa, emergindo da água. O ciclo de vida completo dura entre 8 a 10 dias à temperatura ambiente, dependendo da alimentação.

Assim, existe uma fase aquática (ovo, larva e pupa) e uma fase terrestre (mosquito adulto) no ciclo de vida do Aedes aegypti.

 

 

 

 

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Hospital Américo Boavida obtém a certificação internacional ISO 9001. Hospital 5 estrelas

 

FFrancisco Cosme dos Santos com Rui Moreira de Sá

 

Américo Alberto de Barros e Assis Boavida, médico e nacionalista angolano proeminente, ficaria certamente muito orgulhoso ao ver o hospital – de quem é patrono – obter a certificação internacional de gestão da qualidade ISO 9001. E tal como o seu percurso de vida é um modelo a seguir pelos profissionais de saúde – recordemo-nos que a data da sua morte, 25 de Setembro (1968), foi escolhida para institucionalizar em Angola o "Dia Nacional do

 

Quando puseram mãos à obra, Constantina Furtado, Lina Antunes, Vasco Mutemba e Luís Cabelo não imaginavam as dificuldades e obstáculos que tinham de ultrapassar até conseguirem obter a tão desejada certificação ISO 9001 que atesta a qualidade dos serviços prestados por uma instituição. Como rever os planos, identificar os erros cometidos no passado, implementar normas e procedimentos, enfim, criar novos mecanismos de actuação que garantissem um outro modelo de gestão dos serviços do hospital consentâneo com as exigências da 9001? E tudo isto já num quadro de restrições orçamentais e consequentes dificuldades financeiras…

Mas a directora-geral, a directora clínica, o director de enfermagem e o administrador do HAB não se intimidaram. Conheciam a dedo a fibra dos profissionais de saúde – médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos, administrativos – de que dispunham. Sentiram-se seguros e confiantes. Mas tinham de vencer o desafio.... Tal como ao médico combatente pela liberdade que abriu a frente Leste e deu o nome ao hospital, também não lhes faltou determinação, firmeza, capacidade de trabalho e resiliência para lutarem e atingirem o objectivo. Dois anos e meio depois de iniciarem o processo certificaram quatro serviços: a unidade de cuidados intensivos, os serviços de orto-traumatologia, urologia e a Triagem de Manchester da urgência unificada de adultos. Foram os primeiros em Angola. E puseram o país no mapa das nações com unidades de saúde certificadas que gerem bem as necessidades e expectativas dos utentes garantindo a sua máxima satisfação.

 

Mas afinal o que é a qualidade na saúde?

A certificação da qualidade da prestação de cuidados de saúde é hoje percebida como uma necessidade intrínseca aos próprios serviços, pois estes existem para servir os cidadãos. A palavra qualidade possui uma grande diversidade de interpretações e definições dada por vários autores e organizações. Referimo-nos a um produto como produto de qualidade se este cumpre a sua função da forma que desejámos. Um serviço tem qualidade se vai de encontro ou se supera as nossas expectativas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a qualidade dos cuidados de saúde envolve um conjunto de elementos que incluem: um alto grau de competência profissional, a eficiência na utilização dos recursos, um mínimo de riscos, um alto grau de satisfação dos utentes e um efeito favorável na saúde. Em resumo, a qualidade na saúde pode ser definida como o grau em que os cuidados médicos aumentam a probabilidade de alcançar os resultados desejados nos pacientes através dos conhecimentos existentes na altura do tratamento. A qualidade hospitalar resulta do nível de perfeição atingido pelos profissionais no diagnóstico e terapêutica das doenças.

 

Como chegaram lá…

A certificação ISO 9001 obrigou ao cumprimento de muitos requisitos. De acordo com a directora-geral, Constantina Furtado “um hospital precisa de estar muito organizado para obter esta certificação. Obriga à existência de um quadro orgânico e respectivo organigrama, bem como de um quadro analítico e funcional. O hospital tem de elaborar um manual e um protocolo internacional com os procedimentos que devem obrigatoriamente ser respeitados pelo acto médico, o que também implica o registo informático para as doenças mais frequentes”.

A fase inicial do processo de certificação consistiu na contratação de uma empresa que auxiliou o hospital a organizar-se de forma a cumprir todos os requisitos da ISO 9001, entre outras firmas de auditoria interna e externa de avaliação.

“Fizemos um estudo para escolher os serviços que teriam maior capacidade para se adaptar mais rapidamente aos requisitos da ISO 9001 e que poderiam ser os motores dos restantes. Escolhemos quatro que tinham uma boa liderança, tanto a nível médico como de enfermagem, um bom desempenho em termos de produtividade, além de uma boa organização e elevado grau de autonomia”, disse.

“O serviço de Ortopedia já tinha traçado uma meta, procurado parceiros fora do hospital devido à necessidade de próteses, e organizado formações. Tratava-se realmente de um serviço que tinha condições para uma certificação de qualidade”, considerou por sua vez a directora clínica, Lina Antunes.

Outro serviço escolhido foi a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). O médico da UCI tem uma visão mais ampla do doente crítico, pode ajudar a estabilizar e preparar o doente mais rapidamente para a UCI. É preciso poupar tempo para salvar vidas”, frisou.

A Urologia foi também candidata à certificação. De acordo com as responsáveis, este serviço tinha dado um salto qualitativo muito grande nos últimos dois anos, nomeadamente a nível técnico. Já tinha capacidade para realizar as grandes cirurgias urológicas e dispõe do ambulatório para urologia.

A triagem que deve obedecer ao Protocolo de Manchester – a primeira fase do Serviço de Urgência – consistiu no quarto candidato bem-sucedido à certificação.

Constantina Furtado adiantou ainda que, neste âmbito, também se introduziu nos serviços hospitalares o procedimento de efectuar entrevistas aos familiares e amigos próximos dos pacientes, o que veio possibilitar um maior conhecimento e aproximação entre médico e doente.

Estabeleceram-se várias medidas de precaução na área cirúrgica para evitar o surgimento de fatalidades nos procedimentos médicos, com vista a reduzir a mortalidade que constitui um dos principais requisitos para a certificação de qualidade de qualquer hospital.

Para melhorar a confiança dos pacientes nos actos cirúrgicos, “inserimos no bloco operatório o regulamento das cirurgias seguras – que se baseia em listas da OMS – e que orientam o estado clínico do paciente no sentido de se evitarem as trocas dos doentes no momento em que serão feitas as cirurgias”, revelou.

Instalaram-se equipamentos que possibilitaram a informatização de toda a documentação dos pacientes em todos os serviços, principalmente nos de medicina. Para se evitar os constrangimentos que havia na casa mortuária, passaram-se a utilizar pulseiras que contém todos os dados informatizados dos doentes, com base na estratificação da triagem de Manchester, para impossibilitar a trocas de cadáveres que acontecia anteriormente na morgue do hospital.

Para o reforço de todas estas normas, criou-se o programa da humanização de cuidados e assistência que possibilitou uma maior aproximação entre pacientes e os profissionais. Estes passaram a conhecê-los por nomes, e não apenas por letras do alfabeto, para impedir que houvesse troca de medicação entre os doentes. Para este efeito, foi ministrada uma formação específica dirigida aos técnicos de enfermagem por docentes estrangeiros, dado que se considerou ser um elo que apresentava muitas debilidades e  fraquezas no processo.

Em resumo, uma das vantagens significativas que oferece o sistema da gestão da qualidade ISO 9001 é a segurança dos doentes. Todo o processo que foi referenciado e exigido pela certificação está a ser adoptados no atendimento do doente, quer no seu diagnóstico e tratamento, quer nos métodos administrativos que foram significativamente melhorados e são agora iguais às de qualquer hospital de referência a nível internacional.

Note-se que o processo em si não foi apenas dirigido aos médicos, enfermeiros e pessoal administrativo. Estendeu-se também às empresas prestadoras de serviços do hospital, fornecedores e farmácias.

 

Impacto positivo

Na perspectiva do cidadão, importa aferir se as certificações da qualidade têm um impacto positivo nos cuidados de saúde prestados e no controlo interno destes serviços.

Entre outros indicadores, Constantina Furtado mencionou a redução do índice de mortalidade de 15%, em 2014, para 10,1% em 2015 e a realização de 121 cirurgias de próteses da anca e do joelho que, até então, eram motivo de evacuação para o exterior. “O HAB dispõe de 21 especialidades, 17 com internamento, e faz todo o tipo de cirurgias, excepto as cardio-torácicas. Em 2015, realizaram-se 8.532 operações. Em 2008 tinham sido 2.300”, revelou. Também aumentaram o número de parcerias com várias empresas.Trabalhador da Saúde" – também este feito conseguido pelos dirigentes e equipas do Hospital Américo Boavida (HAB) deve constituir um exemplo de boas práticas a ser seguido por outras unidades de saúde.

 

 

 

 

 

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Boas práticas em Angola.

Como uma empresa contribui para melhorar a assistência sanitária às populações

 

Como aumentar o número de análises e detectar mais casos de VIH/Sida em Luanda? E efectuar mais Raio X no Moxico? Como colocar estudantes de medicina a treinar manobras médicas sem pôr em risco a vida dos pacientes? E como melhorar as condições de tratamento das crianças com hidrocefalia?

Estes e outros desafios encontraram resposta nos programas de investimento social corporativo da BP Angola. Presente no país há mais de 20 anos, as suas acções sociais continuam a marcar a diferença na vida dos cidadãos. De acordo com o Vice-presidente para área de Comunicação e Relações Externas da BP Angola, Paulo Pizarro, nesta área “a estratégia da companhia assenta principalmente na educação, desenvolvimento empresarial e capacitação institucional alinhada com as prioridades do governo e as necessidades das comunidades, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável do país”.

O sector da saúde também tem merecido da BP Angola uma particular atenção. Só este ano de 2016, por exemplo, patrocinou o XI Congresso da Ordem dos Médicos –  que actualizou os conhecimentos a cerca de 1.500 médicos participantes – e doou uma série de equipamentos e materiais gastáveis, entre luvas, soro, lençóis, armários, camas, colchões e kits de higiene ao hospital Divina Providência, em Luanda, o qual “beneficiou extraordinariamente os doentes internados”, como garantiu ao JS a directora administrativa, Chiara Giusto.

Já anteriormente, a BP Angola, e seus parceiros do Bloco 18, tinham doado equipamentos com tecnologia avançada para apetrechar o laboratório de análises deste hospital e financiaram a ampliação do seu posto de saúde Nossa Senhora da Paz. De acordo com a sua directora clínica, a médica Sofia Vanda Loa, a acção permitiu atender mais de 200 pacientes por dia e efectuar hemogramas completos, contagem de linfócitos CD4 e CD8 para início da terapêutica e seguimento a doentes seropositivos, baciloscopia, sífilis, hepatites B e C, parasitologia, paludismo, glicemia, ureia, entre outros. “Detectamos cinco novos casos de HIV/Sida por dia”, revelou ao JS.

Um outro exemplo da atenção que a BP Angola dá a problemas específicos consistiu no apoio ao Centro Neurocirúrgico e Tratamento à Hidrocefalia – inaugurado por Ana Paula Santos, na sua qualidade de presidente da Fundação Lwini – que melhorou as condições cirúrgicas às crianças com espinha bífida e hidrocefalia e aumentou a capacidade para realizar 10 mil consultas e 1.500 cirurgias por ano.

 

Impacto no desempenho dos futuros médicos

Particularmente interessante foi o financiamento para a instalação de um laboratório de simulação médica na Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto que “melhora as habilidades dos estudantes perante situações médico-cirúrgicas que possam ocorrer em determinadas etapas da sua formação e, mais tarde, no exercício da sua profissão, diminuindo o erro médico”, conforme referiu, na ocasião da sua inauguração, o ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento.

O laboratório tem várias componentes práticas simuladoras, com as quais os estudantes, com recurso a bonecos (manequins) adaptados a situações clínicas, desenvolvem manobras médicas muitas vezes de alto risco. Os manequins são de alta tecnologia e de programação electrónica avançada, o que lhes permite falar e interagir com os estudantes e técnicos de saúde como se de verdadeiras pessoas se tratassem.

Um outro bom exemplo de como uma empresa, no âmbito das suas práticas de responsabilidade social, pode ajudar a resolver problemas de saúde nas comunidades, neste caso longe de Luanda, na província do Moxico, consistiu no apoio que a petrolífera concedeu ao Centro Médico Jesus Salva, na cidade de Luena – uma unidade de saúde fulcral nesta região que atende uma população de quatro mil pessoas e recebe 200 pacientes por dia. O Centro trabalha em estreita cooperação com o governo, principalmente no alargamento das campanhas de vacinação e de outras acções de saúde preventiva.  A primeira fase do projecto de reabilitação desta unidade de saúde –  orçada em USD 117 mil, dos quais USD 110 mil foram financiados pela BP Angola – permitiu construir uma sala de Raio X, uma sala de formação equipada com projector, uma cantina, uma casa mortuária, adquirir equipamento para o laboratório, um gerador, levantar um muro em todo o perímetro do Centro, pintar e, ainda, desenvolver uma acção de formação que capacitou 18 enfermeiros e técnicos. A segunda fase, também com os parceiros do bloco 31, consistiu no apoio ao projecto de ampliação do Centro, no valor de USD 300 mil, que permitiu construir dois blocos com seis consultórios, uma sala de espera, uma sala para os profissionais, uma sala administrativa, uma sala para arquivo, uma sala de bioquímica e uma sala para vacinação. Possibilitou “melhorar significativamente o conforto dos cerca de 200 pacientes que atendemos diariamente, com mais privacidade, e dar mais atenção a cada indivíduo ", garantiu o director clínico, João Emílio Palácio.

A lista é longa, mas não queremos deixar de destacar o programa de apoio aos invisuais. Uma das acções comportou o financiamento da formação de formadores em Braille, a partir do qual se “abriram novas possibilidades de inclusão social para os cegos e amblíopes de guerra”, conforme atestou ao JS o presidente da direcção da Associação Angolana de Cegos e Amblíopes de Guerra, José Capamba, na cerimónia de encerramento, ladeado de José Sayovo, o nosso campeão paralímpico, igualmente apoiado pela BP Angola.

 

 

 

 

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Autoridades sanitárias sensibilizam população sobre a febre amarela

 

As autoridades sanitárias do município de Ambaca, a cerca de180 quilómetros de Ndalatando, no Cuanza Norte, estão a reforçar as medidas de prevenção da febre amarela, através de campanhas de sensibilização porta a porta, informando as populações sobre as formas de contágio e combate à doença.

De acordo com o director municipal da saúde, Caetano José Miguel, a acção visa elevar o nível de informação desta doença no seio das comunidades, incentivando-as a intensificarem as medidas de saneamento básico.

Apelou às populações a reforçarem as medidas de higiene com destaque para o combate ao lixo e os charcos de águas paradas para evitar a reprodução de agentes transmissores de doenças, como os mosquitos.

Disse que a campanha – que conta com a participação de técnicos de saúde, entre enfermeiros e médicos – está, igualmente, a incentivar a população a usarem mosquiteiros.

O responsável apelou à população no sentido de consultarem imediatamente as autoridades sanitárias em casos de sintomas como febres altas, dores musculares e nos ossos, bem como vómitos e sangramentos nas narinas.

 

 

 

 

 

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Diagnosticados 45 novos casos de VIH/Sida em Ambaca

 

O hospital municipal de Ambaca diagnosticou 45 novos casos positivos de VIH/Sida, em 2015, mais 18 em relação ao ano anterior, informou o director da unidade sanitária, Caetano José Miguel.

 

O responsável salientou que os casos resultam de quatro mil testes realizados – mais 1.814 relativamente ao ano anterior.

Esclareceu que, durante 2015, não se registaram óbitos devido a causas relacionadas com esta doença.

Caetano José Miguel disse que as 45 pessoas diagnosticadas com a doença estão agora a receber tratamento com antirretrovirais no hospital, juntando-se às outras 27 que já beneficiam da referida terapia desde o ano passado.

Esclareceu que, em 2015, foi criado, na região, numa iniciativa conjunta com o secretariado da JMPLA, um grupo de activistas voluntários de luta contra o VIH/Sida, cujo trabalho tem sido inestimável na sensibilização para que mais pessoas adiram aos testes voluntários.

Travar a tendência de aumento de casos de Sida, segundo disse, constitui a principal meta das autoridades sanitárias locais que prevêem reforçar a informação sobre a doença através de palestras nas comunidades e distribuição de mais preservativos.

 

 

 

 

 

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Luínga reforça combate à malária

 

O hospital municipal de Ambaca diagnosticou 45 novos casos positivos de VIH/Sida, em 2015, mais 18 em relação ao ano anterior, informou Uma campanha de bloqueio para impedir o aumento da malária está a ser realizada na comuna do Luínga, a cerca de 50 quilómetros de Camabatela, sede do município de Ambaca, província do Cuanza Norte, na sequência de um surto da doença que assola a região desde o passado mês de Janeiro.

 

De acordo com o director municipal da Saúde, Caetano José Miguel, em declarações à Angop, foram diagnosticados cerca de 1.252 novos casos de malária, resultantes de 2.867 testes realizados, desde o início da campanha.

O responsável informou que, numa primeira fase, a campanha está direcionada para 12 aldeias, das mais afectadas, num conjunto das 56 que compõem a comuna, estendendo-se posteriormente às demais.

Além das acções de despiste, a campanha contempla igualmente a realização de palestras de sensibilização sobre as formas de prevenção, consultas médicas ambulatórias aos pacientes e distribuição de medicamentos anti palúdicos às populações para prevenir a malária.

Assegurou, entretanto, que as autoridades sanitárias prevêem atingir as quatro comunas do município, impedindo que mais cidadãos sejam afectados pela doença.

Apelou à população a reforçar as medidas de saneamento básico nas comunidades, de formas a evitar-se o surgimento de doenças.

Realçou que as populações devem evitar a acumulação de lixo junto das residências, eliminar o capim e as águas paradas, onde se desenvolvem os mosquitos que transmitem a doença.

A comuna do Luínga é habitada por 11.418 cidadãos, maioritariamente camponeses.

 

 

 

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Golungo Alto necessita de 30 técnicos de saúde

 

Pelo menos 30 novos técnicos de saúde, entre enfermeiros e médicos, são necessários para assegurar o normal funcionamento do sector, no município do Golungo Alto, província do Cuanza Norte.

 

A necessidade foi manifestada este mês pelo director local da Saúde, António Bartolomeu Miguel, adiantando que a disponibilidade de mais técnicos aproximaria, cada vez mais, os serviços de saúde às comunidades, tendo em conta a expansão da rede sanitária.

Referiu que a circunscrição possui uma rede sanitária constituída por um hospital municipal, com capacidade de internamento de 42 doentes, um centro e oito postos de saúde assegurados por 65 enfermeiros e quatro médicos, número insuficiente para atender a demanda da população que procura diariamente aqueles serviços.

Situado a 56 quilómetros de Ndalatando, sede da província do Cuanza Norte, o município do Golungo Alto é habitado por 29.259 cidadãos, repartidos em três comunas – Cambondo, Quiluange e Cerca, além da sede municipal.

 

 

 

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Mulheres são esclarecidas sobre gravidez precoce

 

Uma palestra sobre "Gravidez e casamento precoce", dirigida a mulheres de vários extractos sociais, realizou-se este mês, no Sumbe, promovida pela Direcção provincial da Família e Promoção da Mulher, em parceira com Direcção Provincial de Saúde.

 

Na sua dissertação, o prelector Tomás Lucas referiu que a adolescência constitui uma fase de desenvolvimento humano, na qual “se adquirem habilidades em que se quer saber tudo e aplicar na prática, provocando, por vezes, consequências que resultam no surgimento de uma gravidez”.

Afirmou estar preocupado com a atitude de algumas famílias que optam pelo aborto quando ocorre a gravidez precoce, ao invés de a prevenir, o que, para além dos aspectos éticos, sociais e o impacto na vida da jovem, diminui a taxa da mortalidade infantil.

Ao esclarecer que a gravidez precoce traz consequências de mudança de rotina da vida das adolescentes, como o abandono escolar, dependência financeira e dificuldades de arranjar emprego, aconselhou as jovens a aderirem ao planeamento familiar, tendo exortado os pais a continuar a pautar pelo diálogo permanente, “com vista a evitarmos as gravidezes precoces”, sublinhou Tomás Lucas.

 

 

 

 

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Jovens esclarecidos sobre doenças transmissíveis sexualmente

 

Jovens do bairro do Chingo, município do Sumbe, província do Cuanza Sul, participaram este mês numa palestra sobre as doenças de transmissão sexual e as formas de contágio e prevenção.

 

A palestra teve como objectivo esclarecer os jovens sobre as vias de prevenção para promoção da saúde sexual mais cuidada.

O chefe do centro do Chingo, Tomás Lucas, disse que as doenças transmissíveis sexualmente devem ser evitadas, através do uso correcto de preservativo nas relações sexuais, entre outros métodos preventivos.

O palestrante disse ser necessário que os jovens saibam como prevenir-se da sífilis, VIH/Sida, gonorreia e demais doenças transmitidas por via sexual.

Aconselhou aos jovens a recorrer sempre a uma unidade sanitária mais próxima quando sentirem um sintoma diferente nos seus órgãos sexuais e não fazerem automedicação.

 

 

 

 

 

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Serviços de saúde desparasitam crianças

 

Uma campanha de desparasitação de crianças em idade escolar foi lançada este mês, no Sumbe, visando reduzir o número de infecções na província do Cuanza Sul.

 

Às crianças, entre os 5 aos 15 anos, foi-lhes administrado um remédio antiparasitário (Albendazol) utilizado no tratamento de infecções causadas por parasitas intestinais.

No acto de lançamento, a vice-governadora para o sector Político e Social, Maria de Lourdes Veiga, referiu que a desparasitação é uma prática que deve ser adoptada para a melhoria de vida dos menores.

 Esta acção, segundo a governante, decorre dos compromissos assumidos pelo Governo, sobretudo os direitos humanos que garantem saúde e protecção social.

Acrescentou que nesta matéria o Estado angolano compromete-se a promover e garantir as medidas necessárias para assegurar a todos o direito à assistência médica e sanitária.

Num curto pronunciamento, a chefe de Departamento da Saúde Pública e Controlo de Endemias, Maria Lucinga, adiantou que todas as condições estão criadas para o êxito da campanha, em que também serão abrangidas crianças que se encontram fora do sistema de ensino.

Durante o lançamento oficial, os participantes tomaram conhecimento sobre a administração do Albendozol, as principais causas de parasitas, efeitos secundários, cuidados básicos, entre outros assuntos.

Presenciaram o lançamento, membros do governo, representantes da OMS, directores de escolas, chefes das repartições municipais de educação e da saúde, entre outros técnicos e convidados.

 

Também no Seles

Também no Seles, os serviços de saúde, com a participação das escolas, iniciaram este mês, a administração de Albendazol a cerca de 44 mil crianças.

O responsável da repartição de Educação, Cambambe Eduardo, disse que o “acto contribui também para ajudar no processo de ensino e aprendizagem dos alunos”. Os serviços de saúde disponibilizaram ao município do Seles cerca de 45.358 comprimidos de Albendazol.

 

 

 

 

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Autoridades sanitárias promovem campanha sobre febre amarela

 

As autoridades sanitárias na província do Cuanza Sul iniciaram, este mês, uma campanha de prevenção contra a febre amarela, informou a chefe do Departamento local da Saúde Pública e Controlo de Endemias, Maria Lussinga.

 

A responsável referiu que, para além da sensibilização nas unidades sanitárias, igrejas, mercados informais e bairros periféricos, estão a proceder à fumigação nos bairros com maiores focos de malária e a distribuir panfletos com informações necessárias sobre as formas de prevenção da doença.

Maria Lussinga disse que a campanha está sendo dirigida por técnicos do sector que alertam para o uso de mosquiteiros impregnados e evitar recipientes e charcos com águas paradas.

Defendeu que o combate à febre amarela é também da responsabilidade de toda a sociedade, pelo que “devemos estar informados sobre os cuidados a ter para evitar a doença”.

 

 

 

 

 

 

 

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Com a participação de 1600 médicos provenientes de oito países.

XI Congresso Internacional dos Médicos em Angola ultrapassou todas as expectativas

 

Realizaram-se 36 cursos pré-congresso com 700 participantes – um aumento de 40 por cento em relação ao ano anterior

 

Realizou-se nos dias 26 e 27 de Janeiro de 2016, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, o XI Congresso Internacional dos Médicos em Angola, promovido e organizado pela Ordem dos Médicos de Angola (ORMED), a IV Feira Internacional Médica Hospitalar, em parceria com a Marketing For You, e a Assembleia Geral Ordinária da Comunidade Médica de Língua Portuguesa, com o alto patrocínio do Executivo angolano.

 

A sessão solene de abertura do Congresso foi presidida pelo ministro da Saúde, José Vieira Dias Van-Dúnem.  Fizeram parte do presidium desta sessão, o ministro Aldemiro Vaz da Conceição, Director do Gabinete de Quadros da Casa Civil do Presidente da República, a ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, a Ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Pereira Teixeira, o Ministro do Ensino Superior, Adão Gaspar Ferreira do Nascimento, a Vice-Governadora para o Sector Político e Social, Jovelina Imperial, em representação  do Governador da Província de Luanda, General Francisco Higino Lopes Carneiro.

Honraram o evento com a sua presença deputados à Assembleia Nacional, membros do Executivo, Bastonários e Presidentes das Ordens e associações profissionais nacionais e estrangeiras do Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Macau, Portugal e São Tomé e Príncipe, entidades eclesiásticas, reitores, decanos das Faculdades de Medicina, Directores Nacionais e Provinciais de Saúde, directores de unidades de saúde públicas e privadas, bem como responsáveis pelo sector da saúde dos ministérios da Defesa e Interior.

O Congresso decorreu sob o lema “Os Médicos e os seus Contributos na Consolidação Social”.

Foram realizados 36 cursos pré-congresso com 700 participantes – um aumento de 40 por cento em relação ao ano passado – que abordaram temáticas teórico-práticas em áreas diversificadas da medicina.

Estiveram presentes no Congresso 1.600 médicos nacionais e estrangeiros. Os convidados foram provenientes do Brasil, Cabo Verde, Cuba, Moçambique, Macau, Portugal e São Tomé e Príncipe.

 

Papel crucial dos médicos

No discurso de boas-vindas ao Congresso, o Bastonário Pinto de Sousa agradeceu o alto patrocínio do Executivo, a presença dos convidados, moderadores, palestrantes e conferencistas, endereçando ainda uma palavra de apreço à comunicação social e à participação das empresas neste evento. Face ao lema do Congresso, enfatizou a necessidade de prosseguir o esforço de todos os actores na defesa do desenvolvimento e consolidação social, onde o papel dos médicos se deve direccionar rumo às exigências nacionais, de acordo com os objectivos da ORMED, da Política Nacional de Saúde e do seu instrumento operativo, o PNDS 2012-2025.

Invocou a grande prioridade nacional em termos de saúde: a promoção da saúde e a prevenção da doença sem esquecer a necessidade de prosseguir o desenvolvimento da medicina de precisão, e também o papel da investigação. O Sr. Bastonário frisou que a atenção à saúde materna e infantil continua a ser um desígnio nacional, constitucionalmente consagrado, o qual exige uma visão sistémica e integrada da Saúde. Referiu que o Dia do Médico deve ser lembrado porque estes se dedicam às grandes causas da Saúde e da Doença.

O Bastonário defendeu ainda que cabe aos médicos, pela sua posição nas relações com os seus doentes, as instituições onde trabalham, a comunidade e a comunicação social, um papel crucial na consolidação e ampliação da cidadania activa, factores que motivaram a escolha do lema do XI Congresso.

 

A saúde e o desenvolvimento humano e económico

Por sua vez, o Ministro da Saúde, José Vieira Dias Van-Dúnem, no discurso de abertura, lembrou que a saúde é, hoje, um bem da responsabilidade de todos e, em particular, dos sectores sociais e económicos. “É um bem necessário a cada um de nós e deve estar ao alcance de todos para o desenvolvimento progressivo do país”, referiu. Fazendo alusão ao lema do evento “Os médicos e os seus contributos na consolidação social”, o ministro fez questão de relembrar a ligação que existe entre a saúde e o desenvolvimento humano e económico, capaz de ser um polo integrador e aglutinador da coesão social, além de que os médicos, sem esquecer todos os outros profissionais da saúde, contribuem diariamente com o seu trabalho para o desenvolvimento e progresso económico do país.

Afirmou ainda que passados 40 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), os médicos podem orgulhar-se da sua participação na construção social do país, que, ao longo destes anos, foi realizada com as pessoas e com todos os profissionais que trabalham no SNS.

José Van-Dúnem fez questão também de salientar que “mesmo tendo consciência das deficiências do SNS, ainda não ultrapassadas, ao longo destas quatro décadas, o serviço e os seus profissionais têm tentado responder às necessidades da população com profundo respeito pela dignidade de cada um. O que o Serviço Nacional de Saúde tem de mais belo e sublime é a solidariedade. Este valor tem que estar sempre presente independentemente das dificuldades e desafios que se nos colocam”, disse.

O ministro lembrou que a actual conjuntura económica que o país enfrenta obrigou a ajustar os programas e planos delineados e imprimir um maior rigor na gestão dos meios ao dispor, de maneira a que se possam proteger os ganhos já alcançados, centrando esforços e prioridades, de forma a garantir e preservar o essencial, para que este período de contenção não implique reduções na qualidade dos serviços ou no acesso dos utentes à promoção, à prevenção e ao tratamento adequado e gratuito no serviço público.

 

Vigilância epidemiológica e laboratorial

Na sua intervenção, José Van-Dúnem realçou que “este momento também se pode traduzir numa oportunidade para repensarmos no financiamento do sector da saúde para a sua sustentabilidade”.

Ainda na sua alocução, o Ministro da Saúde lembrou as principais preocupações em relação à saúde dos angolanos, afirmando que, neste momento, a prioridade centra-se na vigilância epidemiológica e laboratorial, onde todos devem estar capacitados e mobilizados para detectar, notificar e responder precocemente ao surgimento de doenças novas e reemergentes, como a febre-amarela, a dengue, a chikungunya, o ébola e o Zika vírus, detectado recentemente no Brasil. “Neste domínio não deve haver falhas” advertiu o Senhor Ministro. O débil saneamento que se verifica em algumas capitais provinciais, particularmente em Luanda, é em boa parte responsável pelos surtos que se verificam, pelo que a magnitude dos problemas impõe uma resposta multissectorial onde os parceiros, a sociedade civil e as igrejas deverão ter um papel fundamental, advogou.

Apesar dos constrangimentos identificados, o Senhor Ministro apontou os avanços positivos a que se tem assistido na área da saúde pública e de assistência, nomeadamente a erradicação da poliomielite, a introdução de novas vacinas no calendário nacional, nomeadamente a Pentavalente, Pneumo-13 e a Rotavírus, o acompanhamento e o tratamento de pessoas com VIH e Sida e a optimização da expansão do Programa de Prevenção Vertical em todo o país, além da consolidação e manutenção da proximidade do Serviço Nacional de Saúde às populações a nível municipal.

Para terminar, José Van-Dúnem lembrou à plateia que é nos momentos mais difíceis que se revela o engenho e a arte dos actores sociais. “A coesão social no nosso País passa inelutavelmente por um povo com saúde e esperança. Cabe-nos na nossa trincheira, darmos a garantia de que essa esperança e a saúde do nosso povo não vacilarão.” Finalmente, incentivou a Ordem dos Médicos a dedicar o melhor dos seus esforços e das aptidões dos seus membros a dar respostas firmes aos desafios com que estamos confrontados, por forma a que os angolanos continuem a confiar na nossa capacidade de os manter saudáveis e confiantes no futuro.

 

 

 

 

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Tratamento da insónia. BIAL apresenta fármaco que favorece a conciliação do sono

 

Farmacêuticos e técnicos de farmácia vão participar numa apresentação que a técnica Joana Palmela, da farmacêutica BIAL, vai realizar no próximo dia 17 de Março, no hotel Baía, em Luanda, denominada "Noites sem sono - O tratamento da insónia”, a propósito do Dormidina – um fármaco que favorece a conciliação do sono.

Dormir mal, ou em quantidade insuficiente, tornou-se uma queixa de saúde pública prevalente que leva muitos utentes a procurarem ajuda junto dos profissionais de saúde, nomeadamente junto do farmacêutico.

A insónia define-se como uma inadequada qualidade do sono que se descrita como a dificuldade em adormecer ou manter o sono, despertares precoces pela manha e sono não reparador. Em alguns casos existe uma combinação destas queixas e com frequência surgem sintomas diurnos associados - sonolência, cansaço, fadiga, falta de energia, falta de memória, dificuldades na atenção e concentração e irritabilidade.

Vários estudos epidemiológicos referem que um terço da população em geral apresenta sintomas de insónia e que 9% a 21% dos indivíduos investigados referem um transtorno de insónia com consequências graves no seu dia-a-dia.

 

 

 

 

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Antiepilético de última geração disponível para pacientes angolanos

 

n No final de 2015, a BIAL lançou em Angola, o antiepilético da  ZEBINIX® (acetato de eslicarbazepina). Este medicamento para a epilepsia, o primeiro fármaco de patente e investigação da BIAL é já comercializado na Europa, em mercados como a Alemanha, Reino Unido, Espanha, França, Itália e Portugal, e também nos Estados Unidos.

Para o CEO do grupo BIAL, António Portela, o lançamento deste antiepilético em Angola “tem um significado especial pois é o primeiro mercado africano onde estamos a comercializar um produto que resulta da nossa investigação própria e que é o coroar de muitos anos de pesquisa, investimento, e dedicação de toda uma equipa. BIAL está presente em Angola desde os anos 80, e podermos oferecer aos pacientes angolanos uma solução inovadora para enfrentar a epilepsia é, de facto, o concretizar da missão de BIAL de estar ao serviço da saúde”.

O responsável de BIAL em Angola, Nuno Cardoso, garante, por sua vez, que “queremos dar continuidade ao trabalho que temos desenvolvido a nível mundial, em que Angola é uma das nossas prioridades. Com o lançamento de ZEBINIX® reforçamos o nosso portfólio no país, o qual é constituído por 25 medicamentos que contribuem para a qualidade de vida das pessoas e dos pacientes”.

Aprovado em 2009 pela Comissão Europeia como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epiléticas parciais, com ou sem generalização secundária, o ZEBINIX® é administrado oralmente e apresenta a vantagem para os doentes de ser um fármaco de toma única diária.

O desenvolvimento deste medicamento para a epilepsia envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros. Na Europa, o acetato de eslicarbazepina está à venda desde 2009; no continente norte-mericano foi aprovado em 2013 pela Food and Drug Administration (FDA) e é comercialização desde abril de 2014.

 

Acerca da Epilepsia

 

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afetando, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

A epilepsia é caracterizada por descargas anormais neuronais transitórias que podem originar crises convulsivas. Clinicamente manifestam-se como convulsões que, dependendo do tipo, podem ser limitadas a uma parte ou envolver globalmente todo o corpo. Os doentes podem igualmente experimentar sensações anormais, alterações de comportamento e de consciência.

A epilepsia pode surgir em qualquer grupo etário ou estrato social, atingindo igualmente os dois sexos. Existem, no entanto, dois picos com maior incidência, que são na infância e terceira idade.

 

 

 

 

 

 

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