MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Magda da Cunha  Viana

Redactora principal

Março Mulher

 

A presente edição do Jornal da Saúde antecipa e celebra o Março Mulher – mês dedicado às cidadãs, trabalhadoras, jovens e reformadas, mães e companheiras – publicando vários artigos dirigidos precisamente à prevenção e promoção da sua saúde.

Destaca também um outro tema que constitui uma das determinantes essenciais da saúde – a água e a sua qualidade –, e cujo Dia Mundial também é comemorado em Março.

Em resumo, antecipando a comemoração destes dias (2 de Março, Dia da Mulher Angolana, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher e 22 de Março, Dia Mundial da Água), o Jornal da Saúde contactou especialistas de cada área para informar a população sobre a relevância e especificidade de cada tema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”. Este estado implica obrigatoriamente condições económicas, sociais e ambientais, entre as quais se destaca a qualidade e abundância da água. Actualmente, em Angola, a água da torneira e das fontes não está em condições de ser consumida, podendo mesmo estar contaminada. Fomos procurar perceber porquê e quais as perspectivas.

A mulher constitui mais de metade da população angolana. É um elemento agregador da sociedade, desempenhando um papel fulcral na formação e informação dos que a rodeiam, e na manutenção da saúde da família. Contudo, para poder desempenhar correctamente este papel necessita de ferramentas (conhecimentos), conforme foi devidamente destacado numa das conclusões, sobre literacia na saúde, do X Congresso Internacional dos Médicos em Angola, que se realizou a 26 e 27 de Janeiro, em Talatona, Luanda.

O Jornal da Saúde acredita assim estar a cumprir a sua missão, embora os temas, inesgotáveis, venham com certeza a ser novamente abordados nestes ou noutros âmbitos de actualidade nacional ou internacional.

 

 

 

 

 

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OMS aprova teste de detecção rápida do Ébola

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou um teste que, em 15 minutos e com uma simples gota de sangue, permite saber se uma pessoa está infectada pelo vírus do Ébola.

 

O teste ReEBOV Antigen é um pouco menos preciso do que o denominado teste de referência efectuado nos laboratórios, mas tem a vantagem de ser mais rápido e de não necessitar de eletricidade nem de técnicos altamente qualificados para ser efectuado, afirmou o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

Fabricado pela companhia norte-americana Corgenix, este teste pode identificar corretamente cerca de 92% dos pacientes infectados pelo vírus do Ébola, e 85% de casos de não infectados.

A partir de agora são só necessários 15 minutos para obter um diagnóstico, ao contrário do teste padrão PCR que demorava entre 12 a 24 horas, adiantou Jasarevic.

O responsável frisou, contudo, que sempre que possível o teste deve ser comparado com os habituais exames de DNA para detectar a doença.

Um teste simples, mas confiável, seria de grande utilidade para os médicos durante a quarentena dos pacientes, quando as análises de detecção demoram até 24 horas.

Para já ainda não é possível distribuir os kits pelas agências humanitárias internacionais, pois são necessárias pelo menos, duas semanas para a Corgenix terminar os processos burocráticos.

Os casos de Ébola diminuem na África Ocidental, mas os desafios permanecem.

A África Ocidental registrou 128 novos casos confirmados de Ébola na semana de 15 de fevereiro, a primeira queda em três semanas, mas a resistência em algumas comunidades ameaça os esforços para acabar com a epidemia, segundo a OMS.

A Guiné registrou 52 novos casos confirmados, seu primeiro declínio semanal desde 25 de janeiro. A Serra Leoa teve 74 novos casos, dos quais 45 foram na capital, Freetown. A Libéria relatou 2 novos casos confirmados nos quatro dias até 12 de fevereiro.

Apesar dos dados encorajadores em relação a novas transmissões, agentes da saúde continuam a enfrentar desafios adiantou a OMS no relatório semanal.

O surto de Ebola que já dura há um ano na África Ocidental matou pelo menos 9.365 pessoas, entre 23.218 casos registrados, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa.

 

 

 

 

 

 

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Distribuição de medicamentos

Luzo Farma inaugura novas instalações em Benfica

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou um teste que, em 15 minutos e com uma simples gota de sangue, permite saber se uma pessoa está infectada pelo vírus do Ébola.

 

O teste ReEBOV Antigen é um pouco menos preciso do que o denominado teste de referência efectuado nos laboratórios, mas tem a vantagem de ser mais rápido e de não necessitar de eletricidade nem de técnicos altamente qualificados para ser efectuado, afirmou o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

Fabricado pela companhia norte-americana Corgenix, este teste pode identificar corretamente cerca de 92% dos pacientes infectados pelo vírus do Ébola, e 85% de casos de não infectados.

A partir de agora são só necessários 15 minutos para obter um diagnóstico, ao contrário do teste padrão PCR que demorava entre 12 a 24 horas, adiantou Jasarevic.

O responsável frisou, contudo, que sempre que possível o teste deve ser comparado com os habituais exames de DNA para detectar a doença.

Um teste simples, mas confiável, seria de grande utilidade para os médicos durante a quarentena dos pacientes, quando as análises de detecção demoram até 24 horas.

Para já ainda não é possível distribuir os kits pelas agências humanitárias internacionais, pois são necessárias pelo menos, duas semanas para a Corgenix terminar os processos burocráticos.

Os casos de Ébola diminuem na África Ocidental, mas os desafios permanecem.

A África Ocidental registrou 128 novos casos confirmados de Ébola na semana de 15 de fevereiro, a primeira queda em três semanas, mas a resistência em algumas comunidades ameaça os esforços para acabar com a epidemia, segundo a OMS.

A Guiné registrou 52 novos casos confirmados, seu primeiro declínio semanal desde 25 de janeiro. A Serra Leoa teve 74 novos casos, dos quais 45 foram na capital, Freetown. A Libéria relatou 2 novos casos confirmados nos quatro dias até 12 de fevereiro.

Apesar dos dados encorajadores em relação a novas transmissões, agentes da saúde continuam a enfrentar desafios adiantou a OMS no relatório semanal.

O surto de Ebola que já dura há um ano na África Ocidental matou pelo menos 9.365 pessoas, entre 23.218 casos registrados, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa.

 

 

 

 

 

 

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Angola deverá ter mais 8600 médicos até 2020

 

O país deverá contar com mais 8600 médicos até 2020, anunciou a coordenadora-adjunta da Unidade Técnica de Gestão para Implementação do Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ), Evelize Frestas, no âmbito do X Congresso Internacional dos Médicos em Angola, realizado nos dias 26 e 27 de Janeiro em Luanda.

 

A responsável referiu que, em 2025, Angola deverá contar com 13 900 médicos, podendo os licenciados escolher entre 31 especialidades médicas.

Segundo Evelize Frestas, está ainda prevista a formação de 240 mestres e 50 doutores, estes últimos para apoiar o ensino e a investigação.

Para a responsável, um dos principais desafios da Ordem dos Médicos de Angola – cujo papel na implementação do PNFQ considera imprescindível – é “o resgate de uma cultura médica que promova a inovação organizacional e tecnológica direccionada para os problemas que o país enfrenta”.

A Ordem procura “promover uma prática médica que consolide os valores éticos, morais e deontológicos da classe e que reponha o reconhecimento social dos médicos”.

É também chamada a “colaborar na promoção e qualificação do ensino médico, com especial atenção para a especialização e formação contínua dos médicos e, ainda, na definição do perfil profissional destes profissionais de saúde no quadro do Sistema Nacional de Qualificações”, afirmou.

Evelize Frestas aponta ainda a importância da participação da Ordem nos estudos sobre formação e empregabilidade dos médicos em Angola, tal como a sua contribuição para o constante aperfeiçoamento do Serviço Nacional de Saúde, garantindo assim o direito de todos os cidadãos a uma medicina qualificada.

O PNFQ (2013-2020) é o instrumento de implementação da Estratégia Nacional de Formação de Quadros, alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND, 2013-2017) e com a Estratégia de Desenvolvimento de Longo Prazo “Angola 2025” em resposta às necessidades de qualificações e competências no país.

 

 

 

 

 

 

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Nova substância protege macacos da infecção do vírus da sida

 

Uma equipa de investigadores norte-americanos anunciou que uma nova substância testada em macacos forneceu um escudo surpreendentemente eficaz contra a infecção provocada pela versão símia do vírus da SIDA.

 

O estudo, divulgado pela revista científica britânica Nature, lançou a perspetiva do possível desenvolvimento de um tratamento de efeito prolongado contra o vírus da imunodeficiência humana (VIH).

 "Desenvolvemos um inibidor muito potente e de amplo espectro" que agiu sobre o VIH-1, a principal estirpe do vírus da SIDA presente no mundo, explicou o cientista Michael Farzan, que dirigiu a investigação divulgada na Nature e de imediato divulgada pela imprensa internacional.

A nova substância é fruto de uma investigação de vários anos conduzida principalmente pelo The Scripps Research Institute – um centro de investigação sem fins lucrativos com sede na Florida – e financiada pelo instituto público norte-americano de investigação sobre doenças infectocontagiosas (NIAID).

A substância designada eCD4-Ig oferece uma "proteção muito, muito forte" contra o VIH, reforçou Farzan.

A experiência, realizada com macacos Rhesus, mostrou que esta substância, injectada uma única vez, foi capaz de proteger os animais da versão símia do vírus da SIDA durante um período de, pelo menos, oito meses.

Para assegurar o efeito prolongado, a eCD4-Ig foi associada a um vírus adeno-associado (AAV), inofensivo mas que tem a capacidade de se introduzir nas células e de provocar a fabricação da proteína protetora, de forma a criar um efeito anti-SIDA de longa duração.

Depois de tratados com esta combinação, os macacos receberam doses cada vez mais fortes da versão símia do vírus da SIDA (SHIV-AD8). Nenhum destes animais desenvolveu a infeção, contrariamente aos macacos não tratados com a substância eCD4-Ig e que foram utilizados como elementos de controlo.

As doses de SHIV-AD8 administradas aos macacos que receberem a nova substância foram quatro vezes maiores do que aquelas que foram injectadas aos macacos do grupo de controlo.

Desde 1981, cerca de 78 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus da imunodeficiência humana, que destrói as células do sistema imunológico e deixa o corpo exposto a doenças como a tuberculose e pneumonia, entre outras.

 

 

 

 

 

 

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Uma molécula de três átomos de oxigénio utilizada para fortalecer o sistema imunitário

 

Uma terapia complementar com propriedades bactericidas, fungicidas e antivirais ajuda a fortalecer o sistema imunitário através de uma aplicação local ou da instilação de um composto de ozono.

 

Segundo a microbiologista cubana Yanisley Martin Serrano, esta terapia, denominada “ozonoterapia” é totalmente natural, e tem poucas contra-indicações e efeitos secundários mínimos desde que seja administrada por especialistas, e dentro das normas estabelecidas.

“O ozono medicinal é uma mistura de ozono e de oxigénio puro, produzido por um gerador de ozono. O ozonoterapeuta, um médico especialmente treinado para trabalhar com esta substância, determina a dosagem adequada ao estado e à patologia do doente”, acrescentou a clínica em entrevista ao Jornal da Saúde.

Yanisley Serrano prosseguiu, para explicar o que é ozono : “Trata-se de uma molécula composta por três átomos de oxigénio. O ozono forma-se quando as moléculas de oxigénio se separam (devido a uma radiação ultravioleta ou uma descarga elétrica), e os átomos separados se juntam a outras moléculas de oxigénio”.

Em condições normais, o oxigénio tem dois átomos agrupados numa molécula. Se esta molécula se expõe a uma descarga elétrica ou a radiação de luz ultravioleta, formam-se moléculas de oxigénio compostas por três átomos. O ozono é esta forma alotrópica do oxigénio.

 “O ozono permite, em simultâneo, processos de oxigenação e de oxidação que se revelam eficazes no tratamento de um elevado número e variedade de patologias. O ozono medicinal, sublinhou a especialista, tem potentes propriedades bactericidas, fungicidas e antivirais e é comumente usado para desinfectar feridas. É também um anti-bacteriano e um anti-viral”.

“A sua capacidade de estimular a circulação é usada no tratamento de problemas circulatórios e na melhoria de funcionamento de alguns órgãos”, adiantou.

A aplicação do ozono medicinal é também extremamente útil para a estimulação imunológica em pacientes com imunodeficiência. “Nesses casos, disse, são estimulados os sistemas antioxidantes (removedores de radicais livres, ou “scavengers”) do próprio organismo”, razão pela qual o ozono é usado em inflamações crónicas.

Esta terapia pode ser aplicada por auto-hemoterapia Maior – GAHT (tratamento externo do sangue, seguido de reinfusão endovenosa), por injecção intra-articular (injectado directamente dentro do espaço da articulação afectada), por insuflação rectal (a mistura gasosa oxigénio-ozono é absorvida pela mucosa intestinal em segundos) e por insuflação vaginal (por meio de sonda).

Pode ainda ser efectuada por hidro-ozonoterapia, um banho que se realiza numa cuba para pedilúvio (banho dado aos pés). Consiste em fazer borbulhar ar ozonizado sob pressão, em água morna. Dessa forma, o ozono produz micro-radiação de raios ultra-violeta com propriedades tonificantes, hidratantes, fungicidas, anti-virais e cicatrizantes.

Já o tratamento tópico com ozono requer um sistema fechado de circulação da mistura gasosa. Uma parte do corpo – um pé, por exemplo - é colocado dentro de um saco de plástico especial, de material ozono-resistente. As bordas do saco são vedadas junto à pele do doente e, de seguida, é retirado o ar existente no saco, sendo depois injectado oxigénio-ozono.

Este método é utilizado no tratamento de úlceras, escaras, lesões pós-operatórias, e em várias outras situações clínicas deste tipo.

Segundo a responsável, a ozonoterapia é aplicada, de um modo geral, em paralelo com outras formas de terapia, designadamente as de medicina tradicional. Em Luanda, está disponível no Centro Médico Cardiozono em Luanda, uma instituição médica certificada pela Inspecção-Geral de Saúde, de Angola.

 

 

 

 

 

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Metade da população mundial é constituída por mulheres. Dois terços são analfabetas

 

Francisco Cosme dos Santos

 

Uma das conclusões do X Congresso Internacional de Médicos em Angola, que decorreu a 26 e 27 de Janeiro,  em Talatona, Luanda, diz respeito à iliteracia, entendida como o desconhecimento da população relativamente a conhecimentos básicos sobre a saúde.

 

Sem estes conhecimentos, a população dificilmente saberá utilizar os cuidados de saúde que lhe são disponibilizados pelo Estado, pois desconhece a necessidade de aconselhamento preventivo e acompanhamento médico.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, é uma boa oportunidade para uma reflexão sobre as conquistas e as desigualdades, sobre a coragem e determinação de mulheres que lutaram e lutam para ocupar o lugar a que têm direito nas suas comunidades, nos seus países.

O lema da Organização Mundial de Saúde para o Dia Internacional da Mulher 2015 é: “Dar poder à mulher, dar poder à Humanidade”. A mensagem inclui, no campo da saúde, por exemplo, o poder da mulher decidir ter, ou não, filhos.

A efeméride surgiu pela primeira vez a 19 de março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Desde esse ano, tem vindo a ser comemorado em vários países, de forma a reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade.

Em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

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Entrevistas

Palavra à mulher

 

Judith de Fátima Rodrigues de Menezes

 

“Tenho muito cuidado com a alimentação, tentando que seja o mais saudável possível. Para isso, consumo regularmente legumes, frutas e cereais por serem ricos em vitaminas, sais minerais, celulose e não só”, disse Judith de Fátima Rodrigues de Menezes

 “Esforço-me por manter uma alimentação equilibrada e nunca me esqueço de cumprir as regras básicas de higiene (por exemplo lavar as mãos) antes da preparação dos alimentos”, disse.

“Também o exercício físico (ginástica e caminhadas) é muito importante, pois ajuda-me a manter a forma física e a motivação pessoal, aumentando a minha resistência ao esforço e proporcionando-me bem-estar”, acrescentou.

Referindo-se às mulheres em geral, aconselhou-as a “cultivarem hábitos de vida saudáveis” e, no âmbito do Dia Internacional da Mulher, deixou uma mensagem: “apostem na valorização pessoal, pois é a melhor forma de ocupar o lugar que, por direito, é vosso”.

 

 

Iveth Soraia Campos Martins

 

“Os cuidados que tenho com a saúde, quando me refiro aos hábitos alimentares, limitam-se a seguir os padrões recomendados para uma boa dieta”, afirmou Iveth Soraia Campos Martins.

“Preocupo-me também com a observância dos bons hábitos de higiene, factor fundamental associado à saúde, não me esquecendo de lavar os alimentos antes de os preparar, usando água fervida para cozinhar, e de lavar as mãos antes de comer.

Também consumo habitualmente alimentos ricos em vitaminas e outros nutrientes.

Faço ginástica, o que é muito importante porque além de manter a forma física ajuda-me também a ter força e equilíbrio, fortalece os ossos, alivia o stress, e proporciona-me um bem-estar geral”, adiantou, aconselhando as outras mulheres a fazerem o mesmo.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, Iveth Martins lançou um apelo às mulheres para que ajudem no desenvolvimento do país.

 

 

Adalmira Soraya  Vasconcelos

 

“Os meus hábitos alimentares seguem os padrões exigidos pelas regras básicas da alimentação saudável. Ou seja, afirmou Adalmira Soraya Vasconcelos, consumo regularmente vegetais, saladas, frutas e cereais, que são também a base de alimentação dos meus filhos.

Também pratico regularmente actividade física moderada, fazendo caminhadas, que, para além de ajudarem a melhorar a saúde e o bem-estar, diminuem o risco de contrair várias doenças, como a diabetes, a doença coronaria, o enfarte, doenças do intestino, hipertensão, entre outras.

Brevemente entrarei para uma academia de ginástica para manter a minha forma física, pois os exercícios são muito importante para mim, porque também contribuem para aliviar o “stress” do dia-a-dia.

O conselho que deixaria às mulheres para preservarem a sua saúde, é a necessidade de criarem hábitos de vida saudáveis, uma alimentação equilibrada, uma boa higiene, fazer exercício físico, e consultarem   regularmente um médico.

Relativamente ao Dia Internacional da Mulher, o conselho que deixo às mulheres é que acreditem nelas próprias para ultrapassarem os obstáculos que surgem, quer na vida familiar, quer na profissional”.

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O casal tem o poder de decidir se quer ter filhos, quando e onde os quer ter

 

A medicina reprodutiva enquadra-se na definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não consistindo apenas na ausência de doença.

 

Segundo a responsável em exercício pelo departamento de saúde reprodutiva da Direcção Nacional de Saúde Pública, Henda Rosa Vasconcelos, está também consagrado o direito reprodutivo da mulher, ou seja, a liberdade de tomar decisões sobre a sua reprodução.

 

Medicina reprodutiva

“A medicina reprodutiva inclui o tratamento e/ou acompanhamento de doenças do sistema reprodutor e lesões do tracto reprodutivo, do cancro e de doenças sexualmente transmissíveis, bem como o acompanhamento no parto, pós-parto, o acesso ao aborto seguro, ao planeamento familiar e ao tratamento da infertilidade”, referiu a médica especialista em infectologia.

“É preciso que as pessoas entendam que, quando falamos em planeamento familiar e em métodos contraceptivos, não estamos a dizer que a mulher não pode ter filhos. O que dizemos é que ela tem que fazer um planeamento e decidir quando quer ter filhos, quantos filhos quer ter, com quem quer ter e onde os quer ter”, adiantou a responsável.

Esta especialidade tem várias componentes: a saúde infantil (até aos 5 anos), a saúde escolar (dos 5 aos 10 anos) e a saúde dos adolescentes (dos 10 aos 19). Os maiores de 19 anos enquadram-se no grupo de jovens e jovens adultos.

“A saúde reprodutiva é um todo que, na sua abrangência, inclui o homem”, a quem é prestado acompanhamento da próstata, por exemplo.

 

Acesso gratuito

A mulher, ou a adolescente, tem acesso gratuito ao pacote de saúde dos cuidados básicos, ou seja, ao planeamento familiar, a anticoncepcionais, à consulta pré-natal e à assistência no parto e pós-parto.

Está englobado também o rastreio do cancro da mama, do colo do útero e do ovário.

A especialista afirma também que a criança, até aos cinco anos, deve ter acesso a toda a vacinação e à puericultura (o controlo do crescimento e desenvolvimento da criança). Entra depois na idade escolar, altura em que o ideal é ter o enquadramento de saúde escolar.

 Este enquadramento envolve o rastreio de problemas oftalmológicos e de audiometria, entre outros. A título de exemplo, Henda Vasconcelos referiu que, durante as aulas, o professor pode observar se a criança consegue ouvir e ver bem.

 

Contraceptivos seguros

Um factor importante que faz parte da medicina reprodutiva é o uso de contraceptivos seguros. O planeamento familiar, efectuado numa unidade de saúde e com uma pessoa qualificada, abrange a possibilidade do uso de contraceptivos.

“Todo este acompanhamento é subvencionado pelo Estado. A mulher que vai à unidade sanitária não paga os métodos contraceptivos”, garante.

 

Infertilidade

Relativamente à infertilidade, Henda Vasconcelos considerou que se trata de um problema que “tem de ser encarado de frente”.

“Há necessidade de definir o que é a infertilidade. Não é o facto de uma mulher tentar engravidar ao longo de um período de seis meses e de não o conseguir, que faz dela infértil.”

“Há critérios”, disse, aconselhando a procura de uma unidade de saúde, “onde um profissional saberá orientar a mulher, de forma mais específica e, caso seja necessário, referi-la para uma unidade especializada”.

 

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A mulher angolana, a saúde e  o cancro

 

Lúcio Lara Santos

Oncologista Cirúrgico

Assessor do Instituto Angolano

Contra o Câncer (IACC)

 

Segundo a OMS, ter saúde é viver com boa disposição física e mental. O ambiente social, económico e as características e comportamentos individuais influenciam indubitavelmente a saúde.

 

Factores como o saneamento básico, a qualidade da  água que consumimos, comunidades e estradas seguras, são cruciais para que a saúde se mantenha. Os acidentes de trânsito, por exemplo, têm ceifado inúmeras vidas e são responsáveis por défices físicos e perdas familiares de grande dimensão, acarretando elevados custos para a sociedade.

Um aspeto crucial a ter em conta é o facto da mulher, enquanto mãe, chefe de família, educadora, gestora e de companheira poder influenciar a mudança de comportamentos e assim contribuir de forma relevante para a promoção da saúde.

As doenças parasitárias e infeciosas são ainda prevalentes e atingem os vários grupos etários de acordo com as suas características epidemiológicas e a potencial exposição.

A gravidez na adolescência tem impacto na saúde da jovem mãe e do filho. A malária é ainda responsável por um elevado número de mortes.

A hipertensão arterial e as suas complicações são frequentes entre as mulheres angolanas. A diabetes, associada ou não à obesidade, é uma doença cada vez mais presente.

Existem doenças associadas à mulher: infecciosas e inflamatórias da vulva, vagina e colo uterino, que podem ser causadas por protozoários, fungos, bactérias e vírus. Muitas são doenças sexualmente transmissíveis. Mas existem, também, patologias benignas do útero e do ovário que são responsáveis por sintomas dolorosos, perdas hemorrágicas e infertilidade.

No conjunto das doenças crónicas destacamos as doenças oncológicas. O envelhecimento proporciona situações biológicas que conferem um risco acrescido de ocorrência de neoplasias.

O aumento da esperança de vida ao nascer que se observa em Angola é um indicador da melhoria das condições de vida e, consequentemente, associa-se a um aumento crescente de pessoas idosas. Por outro lado, a vida nos meios urbanos, é acompanhada com frequência, de práticas que aumentam o risco de cancro, como o tabagismo e o alcoolismo.

Várias infeções estão implicadas no processo de cancerização de alguns órgãos como por exemplo: a infecção pelos vírus da hepatite B e C e o cancro do fígado, o vírus HPV (o papiloma vírus humano) e o cancro do colo do útero e da orofaringe, o vírus Epstein-Barr e o cancro da nasofaringe, o linfoma de Burkitt e a doença de Hodgkin, a bactéria Helicobacter Pylori e o cancro gástrico e o linfoma de MALT, o protozoário Shistosoma haematobium e o cancro da bexiga.

O HIV/SIDA está associado a tumores como o sarcoma de Kaposi, linfomas e leucemias. Parte destas infeções podem ser prevenidas seja por vacinas ou pela eliminação de práticas de risco que favoreçam a contaminação.

É importante sublinhar que, quando se previnem ou se diagnosticam precocemente as doenças, sejam doenças infecto-contagiosas ou crónicas, estamos de facto a salvar vidas.

Estas infecções são relativamente comuns no nosso país significando que existem condições objectivas para que as neoplasias malignas associadas sejam diagnosticadas. O registo do Instituto Angolano contra o Câncer (IACC) comprova esta hipótese e revela que as mulheres são muitas vezes atingidas por estes tumores (caixa 1)

Em Angola as doenças oncológicas mais prevalentes no género feminino são em primeiro lugar o cancro do colo do útero e, em segundo, o cancro da mama (dados populacionais que, por vezes, são diferentes das estatísticas dos hospitais, pois estes últimos refletem apenas o que se passa nesse hospital, e não no país).

Outros cancros diagnosticados com frequência na mulher são o cancro do ovário, do corpo do útero e da tiroide. Nos países desenvolvidos os tumores malignos do tubo digestivo são frequentes, e o cancro do pulmão está a aumentar entre as mulheres.

 

Cancro do colo do útero

 

O cancro de colo do útero é um tumor maligno associado a infeções pelo HPV (o papiloma vírus humano), como já foi referido. Esta infecção pode ser silenciosa ou manifestar-se inicialmente por verrugas (condilomas) na mucosa da vagina, ou ânus. Algumas práticas favorecem o aparecimento desta infecção e, consequentemente, deste tumor maligno, nomeadamente: sexo desprotegido com múltiplos parceiros, doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente a infeção por clamídia e tabagismo; primeira relação sexual muito precoce; multiparidade e imunossupressão.

Existem vários tipos de HPV e nem todos se associam ao risco de cancro. O grupo de baixo risco de cancro (onde predominam os tipos de HPV 6 e 11) é responsável pelos condilomas e lesões do colo do útero de baixo grau. Pelo contrário, o grupo de HPV de alto risco de cancro (16 e 18) é encontrado no cancro do colo do útero e nas lesões precursoras.

Mas a transformação maligna do colo do útero pode demorar 10 a 20 anos após a infeção. Este facto permite que as mulheres, após o início da sua vida sexual, possam recorrer à consulta médica realizando o diagnóstico precoce de infeções ginecológicas e/ou de alterações no colo do útero. Mulheres, com idades entre os 35 e os 45 anos devem ser avaliadas anualmente (rastreio).

O diagnóstico destas alterações pode ser feito através da citologia cérvico-vaginal conhecido como o exame de Papanicolau, observação direta (colposcopia) ou por biópsias guiadas (com apoio do ácido acético ou por colposcopia) permitindo ações terapêuticas que previnem o cancro ou o diagnosticam na fase inicial permitindo a sua cura.

Existem duas vacinas contra o HPV (vírus associados ao cancro do colo do útero) comercializadas e que são eficazes. A vacinação contra o HPV é recomendada pelo Sub-Saharan African Cervical Cancer Working Group a mulheres dos 9-13 anos, encorajada em mulheres, não vacinadas dos 13 aos 26 anos. As mulheres com mais de 26 anos devem discutir a necessidade de vacinação com o seu médico. As mulheres vacinadas devem manter as consultas ginecológicas de rastreio.

Os sintomas do cancro do colo do útero são inespecíficos e como já referimos na fase inicial é assintomático.

As metrorragias (hemorragias vaginais) são o sinal de apresentação mais frequente, seja sob a forma de coitorragias (hemorragia após o acto sexual) ou de hemorragias após a menopausa. A leucorreia (corrimento) fétida é comum. A dor pélvica, dificuldade em urinar, obstipação, cansaço, perda de peso, anemia e pés inchados são manifestações frequentes na doença avançada.

De forma sumária, o tratamento desta neoplasia inclui a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. A cirurgia está limitada aos estádios iniciais da doença (I a IIA) e pode envolver desde cirurgia limitada ao colo do útero até à remoção do útero, dos ovários (histerectomia radical) e dos gânglios linfáticos associados.

Mulheres que tenham contra-indicação cirúrgica serão tratadas com radioterapia externa e braquiterapia em associação com quimioterapia. Nos tumores avançados as doentes são tratadas com radioterapia ou quimioterapia associada à radioterapia e o papel da cirurgia é limitado, sendo geralmente reservado ao tratamento de complicações como obstruções urinárias ou do tubo digestivo.

Quando reflectimos sobre os dados do IACC constatamos que apenas 23,8% das doentes podem beneficiar de tratamento curativo, pois na maioria o tratamento é paliativo e dirigido fundamentalmente ao controlo de sintomas, antecipando-se sobrevivências limitadas.

 

Cancro da Mama

 

O cancro da mama é diagnosticado em Angola em estádios avançados cujo prognóstico é mau.

Nos estudos realizados pelo Instituto Angolano Contra o Câncer a idade média é de 47 anos (entre os 16 e os 87 anos). Quando diagnosticado na sua fase inicial podemos curar a doença. Assim, é fundamental que as mulheres angolanas saibam que esta doença pode surgir, quais são os fatores de risco, os sintomas, e perceberem que na fase inicial a doença é assintomática.

 

Todas as estratégias que levem a um diagnóstico precoce são importantes

 

A auto-palpação mamária permite que a mulher, quando palpa algo na mama que não conhece ou que lhe pareça suspeito, recorra ao exame médico. A ecografia mamária é, neste contexto, um exame muito valioso para se realizar o diagnóstico de lesões benignas ou suspeitas de cancro.

A mamografia está indicada a partir dos 40 anos, mas outros exames como a ressonância magnética são úteis em mulheres jovens ou com mamas densas (quando a ecografia não é esclarecedora) e, por fim, a biopsia guiada por ecografia ou por mamografia permite um diagnóstico conclusivo.

O exame que permite o rastreio (avaliar mulheres sem sintomas e sem doença conhecida), é a mamografia, e deve começar a ser realizado aos 40 anos.

Porém, mulheres com história de cancro da mama na família devem iniciar o rastreio mais cedo (antes dos 40 anos). Nestes casos, se a mamografia não for concludente, a ressonância magnética tem o seu papel. Geralmente aconselha-se que as mulheres a partir dos 35 anos devem, para além da auto-palpação mamária, ser avaliadas anualmente pelo médico.

O cancro da mama pode ser inicialmente assintomático e, nestes casos, observam-se alterações nos exames da imagem como microcalcificações ou irregularidades do tecido mamário. Os sinais e sintomas podem incluir nódulos mamários, alterações da pele sobre a mama, mamilo que começa a ficar invertido ou repuxado, feridas mamilares ou saída de líquido, por vezes com sangue pelo mamilo e gânglios linfáticos aumentados na axila. Mulheres que não estão a amamentar e que desenvolvem infeções da mama devem ser avaliadas pois pode ser um cancro da mama.

O tratamento para o cancro pode ser local e regional ou sistémico:

O tratamento local e regional inclui a cirurgia (mastectomia parcial ou total) e a radioterapia quando o tumor está restrito à mama. Se houver metastização ganglionar os gânglios axilares serão removidos. Mas se o cancro da mama tiver metastizado para outras partes do corpo, torna-se necessário associar o tratamento sistémico.

O tratamento sistémico inclui quimioterapia, terapêutica hormonal e terapêuticas dirigidas, também chamadas terapêuticas alvas (nos quais se incluem os anticorpos monoclonais, ou terapêuticas com pequenas moléculas). A reconstrução mamária nas situações de remoção da mama (mastectomia) deve ser considerada.

 

Recursos para o tratamento do cancro em Angola

 

O ministério da saúde, através do programa de municipalização dos cuidados em que foram criados hospitais municipais e centros de saúde, aproximou os cuidados médicos da população. Para além de programas específicos como o de vacinação (PAV), materno-infantil, forneceu recursos para que o diagnóstico precoce do cancro do colo do útero e da mama possam ser realizados.

A formação médica e de enfermagem, nesta área, está a ser feita e, desse modo, os hospitais dedicados ao tratamento do cancro têm cada vez mais recursos e quadros. Foram também definidas políticas para que a luta contra o cancro em Angola ocorra de forma organizada e eficaz. O exemplo desta política é o projeto 14 do PNDS (Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário).

Nas escolas e nas atividades de promoção da saúde, a população deve ser alertada sobre as doenças que referimos e a necessidade da sua prevenção e de um diagnóstico precoce. Deve-se detalhar o que devem fazer se houver suspeitas.

 

 

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Sorria, você está na menopausa

 

Miraldina da Ganda Manuel

Médica Especialista em G.O.

 

A passagem ao longo de todo o período de reprodução da vida da mulher, para a transição da menopausa, é acompanhada de diversas modificações endocrinológicas, psicológicas, físicas e metabólicas - algumas perceptíveis outras não.

 

As mulheres precisam de conhecer os processos de envelhecimento biológico que ocor­rem paralelamente às modificações hormonais do período do climatério.

 

O que é o climatério

O climatério é definido como o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da vida de um a mulher, caracterizada pela diminuição das hormonas (estrogéneos e progesterona), irregularidade menstrual e acompanhado de alguns sintomas desagradáveis como "fogachos" (ondas de calor), irritabilidade e insónias.

Já a menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual.

 

Quando e porquê

O climatério é um evento fisiológico que começa entre os 45 e 55 anos de idade, em média aos 51 anos culminando com a menopausa (última menstruação, após 12 meses de amenorreia). Mas, pode acontecer antes dos 45 anos, então chamada a menopausa precoce, ou após os 50 anos denominando-se menopausa tardia.

A idade da menopausa é determinada geneticamente, embora alguns factores ambientais possam interferir. Níveis socioeconómicos maiores podem antecipá-la enquanto a multiparidade está associada a uma menopausa tardia. O tabaco antecipa a idade da menopausa em média em dois anos. Também podem antecipá-la a má nutrição e o vegetarianismo

A menstruação pára porque o organismo vai envelhecendo e desgastando-se. Todas as mulheres têm nos ovários, desde que nascem, cerca de 400 mil folículos que morrem antes mesmo de a mulher produzir a sua ovulação mensal. Quando esses folículos se esgotam dá-se então a menopausa.

Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas sim, ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

 

Clínica

Manifestações neurogênicas: ondas de calor, sudorese, palpitações, cefaleias, tonturas, parestesias, artralgias.

Manifestações psicogênicas: irritabilidade, ansiedade, episódios depressivos, insónias, tonturas, perda de memória, alteração da libido.

Manifestações físicas: atrofia urogenital progressiva, ganho de peso, doenças cardiovasculares, dislipidemia, osteoporose. Na pré-menopausa os sintomas neurogénicos aumentam no período da menstruação com irregularidade do ciclo e menorragias.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é dado pela clínica em conjunto com a realização de alguns exames complementares para o doseamento hormonal, nomeadamente dosagem de FHS (hormona folículo estimulante), LH (hormona luteinizante) e estradiol. É também importante a realização de um balanço analítico: hemograma completo com diferencial, glicemia, urina, T4. TSH, lípidos, densiometria óssea para avaliação da perda óssea, colpocitologia e colposcopia, ultrasonografia pélvica e transvaginal. Mamografia: primeira mamografia (+ ultrasonografia) entre os 35 e 40 anos e depois a cada dois anos se não tem risco ou não faz tratamento de reposição hormonal, caso contrário, a cada ano.

Tratamento

Medidas Gerais: Mudanças de estilo de vida - sono adequado. Medidas antistresse - respiração pausada, meditação, ioga, massagem. Prática de exercícios físicos regulares. Evitar factores desencadeantes de calor - ingestão moderada de álcool, baixo consumo de cafeína, comidas muito temperadas e apimentadas. Dieta saudável - pobre em gorduras e carboidratos e rica em cálcio. Manter a temperatura corporal estável - vestir-se adequadamente, manter a temperatura ambiental estável, uso de ventiladores.

No período da pré-menopausa continuar a usar contraceptivos para regularização do ciclo e protecção da massa óssea. No caso da contracepção com DIU com cobre (dispositivo intra uterino), pode retirá-lo um ano após a confirmação da menopausa.

Tratamento sintomático: tratar as ondas de calor - medicamentos antidepressivos, medicamentos com acção directa no hipotálamo, anticonvulsivantes.

Tratamento de reposição hormonal: Tem uma melhor protecção do sistema cardiovascular se iniciado precocemente. Não oferece a mesma protecção quando iniciado tardiamente. É o melhor tratamento para os sintomas da menopausa - diminuindo o risco de fracturas, o risco de cancro do colo uterino e do endométrio, melhora o perfil lipídico, mas aumenta o cancro da mama. Não existe prazo fixo para sua interrupção - cinco a dez anos.

Os tratamentos de reposição hormonal mais usados são: estrogenos - em adesivos, sprays nasal, comprimidos, implantes e cremes vaginais. Progestagenos e associação estrogenos-progestagenos em adesivos e comprimidos.

As apresentações permitem escolher o tratamento mais adequado a cada mulher. O tratamento por via oral - comprimidos, é melhor no caso de perfil lipídico alterado, mas, aumenta o risco de hipertensão arterial e diabetes. Em caso de risco tromboembolíco, de hipertensão, de tabagismo, preferir o tratamento não oral - adesivos, sprays.

Esquemas de tratamento: cíclico, continuo, combinado com 21 a 25 dias de estrogenos e progestagenos nos últimos 10 a 12 dias. O estrogenos isolado é indicado para mulheres que já possuam útero e o progestageno isolado em mulheres com menstruações irregulares.

Procure o seu médico ginecologista e sorria porque você está na menopausa.

 

 

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Fervê-la e desinfectá-la é a solução para evitar doenças

Água com qualidade a correr nas torneiras e fontes ainda não está no horizonte

 

O consumo de água contaminada, sem qualidade, é uma das principais causas para a transmissão da cólera e das doenças diarreicas agudas – uma das principais razões de mortalidade infantil. O Jornal da Saúde (JS) foi falar com a chefe do departamento de controlo de qualidade e ambiente da Direcção Nacional de Águas, Odete Trigo, para tentar perceber as razões porque esta questão central, um dos principais determinantes da saúde, ainda não está resolvida.

 

A responsável sublinhou que o Executivo tem estado a investir fortemente neste sector, tanto para fazer chegar a água a toda a população angolana, como para garantir a sua qualidade.

“Este complexo problema tem, no entanto, de ser resolvido paulatinamente, pois requer grandes investimentos nas redes de distribuição e nas estações de tratamento de água”, frisou Odete Trigo.

Entretanto, o Executivo angolano continua a desenvolver acções de sensibilização junto da população no sentido de a alertar para a necessidade de desinfectar e ferver a água, pois, frequentemente, esta chega ao domicílio ou às fontes de abastecimento contaminada.

Estas acções de sensibilização, efectuadas em spots televisivos e radiofónicos, bem como junto das populações, constituem orientações sanitárias que incluem a lavagem de reservatórios, de utensílios e do copo usado para beber água.

“Há um conjunto de cuidados de higiene a ter em conta, designadamente a lavagem das mãos depois de utilizar a casa de banho e antes das refeições”, afirmou a chefe do departamento de controlo de qualidade e ambiente da Direcção Nacional de Águas, Odete Trigo.

— Que controlo da qualidade de água para consumo doméstico é feito?

—  Isso é uma pergunta de difícil resposta, pois ainda não temos condições laboratoriais nem técnicas que permitam responder às necessidades, mas há um esforço direccionado para isso.

Quando falamos da qualidade da água, devemos primeiro falar da sua qualidade nas fontes, nos rios e nas fontes subterrâneas, uma vez que a água, no seu estado natural, dificilmente apresenta condições de potabilidade.

Portanto, o Estado tem direcionado todo o seu esforço para a reabilitação dos sistemas antigos e para a construção de novas Estações de Tratamento de Água (ETA).

Esta necessidade de ter que se tratar essa água para a tornar potável é uma componente muito importante que passa pela criação de infraestruturas capazes de o fazer e pela boa gestão desses sistemas. Toda a actividade está direccionada nesse sentido.

— Como é feito o controlo da qualidade da água?

— Há investimentos para garantir o controlo da qualidade da água. Para garantir esse controlo têm estado a ser criadas algumas infraestruturas e laboratórios, comparticipadas por um fundo europeu (já temos quatro laboratórios provinciais – Lunda Sul, Benguela, Huíla e Cuanza Norte – construídos com fundos dos governos provinciais). Este fundo financiou o apetrechamento desses laboratórios, mas levámos equipamento para as dezoito províncias. Foram elaborados todos os documentos orientadores para que as direcções regionais de energia e água possam desenvolver os planos de controlo da qualidade da água, que visam permitir, a nível provincial e a nível central, que todas as entidades envolvidas no abastecimento saibam a qualidade da água que, de facto, se está a oferecer à população.

Tudo isto está interligado, desde a construção e operação dos sistemas, às infraestruturas laboratoriais, à formação dos operadores dos sistemas de abastecimento, à formação de técnicos na área laboratorial. É todo um conjunto de projectos que estão a ser desenvolvidos para que se consiga ter esse controlo, para podermos garantir a qualidade da água que sai da torneira do consumidor.

— Por que razão a água das torneiras não pode ser consumida?

— Porque uma grande parte dos nossos sistemas de abastecimento ainda sobrevivem com redes antigas, que estão obsoletas e podem necessitar de intervenções a qualquer momento.

Quando há uma intervenção num determinado ponto de uma rede, o que pode acontecer é o inquinamento, nesse local ou em toda a rede, que pode ou não ser visível.

— Como se pode garantir, então, que a água está em condições de ser bebida?

—  Para garantir que a água esteja, microbiologicamente, em condições de ser consumida, é solicitado à população que ferva a água ou utilize um desinfectante, que pode ser, por exemplo, “a solução mãe”, como lhe chamamos, ou a própria lixívia na proporção de seis gotas por litro de água. Isso já permite ter uma água desinfectada.

Sabemos que há uma grande parte da população que ainda não tem água canalizada em casa, por isso damos estes conselhos.

Há pessoas que utilizam reservatórios. Basta que esses reservatórios não estejam em boas condições sanitárias ou de higiene para que seja impossível manter a água em boas condições microbiológicas.

Mesmo que a água tenha saído de uma torneira com qualidade para ser bebida, guardá-la num reservatório pode contaminá-la.

— O que deve ser aconselhado à população?

— Recomendamos às pessoas a desinfecção  da água e outros cuidados que devem ter sempre que utilizam reservatórios nas suas casas pois, apesar desta ser desinfectada, se não for bem utilizada, a água não estará nas devidas condições.

— O que significa ser “bem utilizada”?

— Se a caneca que é usada para beber água não estiver nas devidas condições de higiene, pode, a qualquer momento, contaminar a água. É isso que significa ser bem utilizada.

— Como é que a população é informada sobre as medidas para manter a água bebível?

— Temos uma área de mobilização social que, para além de estar a fornecer informação à população sobre a forma de manter a água própria para consumo (sobretudo nos pequenos meios rurais), está também a educar as comunidades quanto à  forma de a utilizar para garantir a sua qualidade microbiológica.

—  Com esses cuidados a água fica cem por cento segura para consumo?

— Desde que não esteja contaminada microbiologicamente, a nossa água, mesmo a das fontes naturais, não oferece grandes problemas físico-químicos, pois o país ainda não tem uma rede de indústria que ponha em causa a sua qualidade.

O grande problema da água nas fontes, sobretudo as superficiais, é microbiológico. Não quer dizer que não haja também alguns problemas de ordem física e química, porque na época chuvosa aumenta substancialmente a turvação da água, mas, na época de estiagem, a água não oferece grandes problemas químicos. E, com os tratamentos convencionais feitos nas estações de tratamento, temos conseguido que, à saída das estações de tratamento, e caso a rede de fornecimento de água esteja em condições, a água ofereça as condições mínimas para ser segura.

— Qual é o método de tratamento de água em Angola?

— Nós utilizamos muito o método convencional: à entrada da água na estação de tratamento, é feita uma contenção de resíduos mais grosseiros, seguida de uma correção do pH, sempre que este sofra alguma alteração (pH significa Potencial de Hidrogénio, e indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução aquosa). Depois é efectuado o processo de decantação, que tem de ser antecedido pela injecção de um coagulante, e de seguida efectua-se o processo de filtração.

Normalmente, depois de todo este tratamento, a água já deve ter uma turvação inferior a 5 NTU (Unidade de Turvação Nefelométrica), garantindo uma desinfecção eficiente – com um índice de, pelo menos, 0,8 mg de cloro residual à saída – e, logo, a qualidade da água. Esta vai para grandes reservatórios e segue, posteriormente, para a rede de distribuição de água domiciliar.

— O que falta para que a água chegue a todo o país com qualidade mínima para ser bebida?

—  É preciso continuar a investir seriamente no tratamento da água, mas também nas redes de distribuição. Está a ser feito um grande investimento nas redes de distribuição, mas por vezes há alguma dificuldade de estes projectos de reabilitação, ou criação de redes de distribuição, acompanharem o desenvolvimento populacional, pois o país é vasto e tem uma população muito dispersa.

 

 

 

 

 

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A participação comunitária é fundamental para o sucesso das estratégias

de saúde

 

Francisco Cosme dos Santos

“Sem a participação comunitária na promoção da saúde não será possível envolver a população, de forma adequada, no combate às doenças, na criação de hábitos saudáveis e numa melhoria da saúde”, defendeu o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Angola, Hernando Agudelo, no X Congresso Internacional dos Médicos em Angola que decorreu o mês passado, em Luanda.

 

 

Na sua intervenção, o responsável defendeu ainda que, “além do envolvimento das comunidades, é necessário incorporar as suas necessidades nos planos de saúde e compreender as questões culturais e antropológicas para o sucesso das diferentes intervenções de saúde pública”.

“É importante que as comunidades possam compreender as vantagens do seu envolvimento em actividades de promoção da saúde, e que este objectivo pode ser atingido através de uma maior consciencialização, empenho e mudanças positivas de comportamento”, acrescentou, no painel “A Promoção da Saúde e a Prevenção como Componentes Essenciais dos Cuidados Primários de Saúde”, integrado no Congresso.

 

A protecção da saúde

é uma questão multissectorial

 “A protecção da saúde é uma questão multissectorial e uma responsabilidade de todos”, considerou o representante da OMS em Angola, sublinhando a importância de parcerias entre vários sectores, sob liderança do ministério da Saúde.

A criação do Programa de Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), que está a ser projectado pelo ministério da Saúde, em colaboração com os parceiros, poderá contribuir, segundo Hernando Agudelo, para o sucesso de programas como os relacionados com a prevenção de epidemias, a saúde materno-infantil, a prevenção e controlo do VIH/Sida, da tuberculose, da malária e de outras doenças crónicas não transmissíveis.

 

 

A OMS e a Declaração de Otava

“A criação da OMS em 1948”, recordou, “também foi um passo em frente na promoção da saúde, apesar de as bases teóricas para a sistematização desta disciplina terem sido lançadas em 1986 pela Declaração de Otava”.

“Estes esforços juntaram países de todo mundo para uma acção coordenada a favor da saúde mundial, implicando o desenvolvimento de competências individuais, acções comunitárias, criação de ambientes favoráveis à saúde e a reorientação dos serviços de saúde, com enfoque na prevenção de doenças e não apenas na cura de patologias”, disse, salientando a importância das diferentes etapas para a valorização da promoção da saúde em todas as políticas de desenvolvimento, como as conferências de Adelaide, Jacarta, México, Nairobi e Helsínquia.

 

As boas práticas de promoção da saúde

O representante da OMS apontou as boas práticas de promoção da saúde (em países africanos em que a organização está presente), na linha dos objectivos, metas e acções prioritárias para a melhoria da saúde de diferentes grupos, à luz da nova estratégia para a promoção da saúde na Região Africana nos próximos dez anos, aprovada pelo Comité Regional da OMS, em Luanda, em Novembro de 2012.

O painel, no qual Hernando Agudelo participou, contou com a presença de peritos do sector da saúde, que abordaram a evolução do conceito de promoção e da intervenção da saúde nas comunidades e no contexto do plano nacional de desenvolvimento sanitário.

Isilda Neves, da Direcção Provincial de Saúde de Luanda, referiu que a criação do Programa de Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS) é o resultado da constatação da “necessidade de uma coordenação de acções no terreno, envolvendo a comunidade e os serviços de saúde para a melhoria e protecção da saúde, com ênfase nas áreas vulneráveis e grupos específicos, como mulheres grávidas, crianças menores de cinco anos, adolescentes e idosos”.

Por sua vez, Helga Reis, do Ministério da Saúde, considerou a promoção da saúde como uma “actividade multissectorial e um dos eixos fundamentais dos cuidados primários de saúde, através de mensagens dirigidas não só às comunidades mas como aos próprios profissionais de saúde”.

“Tanto a Política Nacional de Saúde, como o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 e o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025 realçam a importância da promoção da saúde, a criação de hábitos e de estilos de vida saudáveis, a interação com as comunidades e o bem-estar da população angolana”, concluiu, enumerando exemplos de intervenções de promoção de saúde em Angola.

O painel, moderado por Raúl Feio, médico angolano e professor universitário, teve a participação de peritos da saúde nacionais e internacionais, académicos, investigadores em saúde, dirigentes políticos, empresas privadas e deputados da Assembleia Nacional.

 

 

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Novo centro médico oferece cuidados de saúde de excelência

 

O Luanda Medical Center, inaugurado este mês, possui um corpo clínico de vários países e estabeleceu parcerias com instituições de saúde de renome internacional.

 

A nova unidade de saúde é financiada pela Health Finance, empresa angolana vocacionada para projectos inovadores na área da saúde, e pelo Vital Capital Fund, que investe em projectos que visam a melhoria da qualidade de vida em países em desenvolvimento.

Formado por uma equipa de profissionais de saúde de Angola, Portugal, Espanha, Israel, Estados Unidos e África do Sul, o Luanda Medical Center (LMC) coloca à disposição da população uma vasta gama de meios complementares de diagnóstico, como a Ressonância Magnética Intraoperatória (RMI), Tomografia Axial Computorizada (TAC), Raio-X digital, ecografia e a densitometria óssea.

Com valências diversas, o novo centro possui ainda um bloco operatório e um laboratório de análises clínicas.

De acordo com director-geral do Centro, o médico israelita Michael Averbukh, o LMC pretende oferecer serviços de saúde personalizados e diferenciados, que vão da prevenção e diagnóstico ao tratamento.

“Este centro médico foi idealizado para prestar cuidados de saúde de excelência à população de Angola e espera-se que tenha um impacto significativo, através da melhoria dos padrões de cuidados de saúde disponíveis no país”, afirmou o responsável.

“A nossa equipa de profissionais de saúde proveniente de vários países está empenhada no bem-estar dos nossos clientes, e fará tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar que é digna da confiança que nela depositaram”, adiantou Michael Averbukh, especialista em medicina interna.

O LMC estabeleceu parcerias com centros médicos de referência, como o Herzlya Medical Center, em Israel, o Mercy Medical Center, no Oregon, EUA e o Hospital Israelita de Oncologia, prevendo ainda parcerias com outros centros de execelência na área da saúde.

O objectivo desta unidade é servir não só a população de Luanda, mas também das outas províncias de Angola.

 

 

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O essencial sobre a malária e os antimaláricos

 

Dr.Sachin (Shalina Healthcare)

 

A malária é uma doença tropical infecciosa grave provocada por parasitas denominados Plasmodium, transmitida pelos mosquitos Anopheles fêmeas.

Existem quatro tipos de Plasmodium que infectam os seres humanos: Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, que provocam uma forma recorrente da doença e Plasmodium malariae e Plasmodium falciparum que não provocam recaídas.

 

 

A malária é uma doença tropical infecciosa grave provocada por parasitas denominados Plasmodium, transmitida pelos mosquitos Anopheles fêmeas.

Existem quatro tipos de Plasmodium que infectam os seres humanos: Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, que provocam uma forma recorrente da doença e Plasmodium malariae e Plasmodium falciparum que não provocam recaídas.

Uma única picada de mosquito é tudo o que é preciso para que uma pessoa seja infectada.

Quando o homem é picado por um mosquito infectado, o parasita entra na circulação sanguínea e migra para o fígado. Depois do tempo de incubação (usualmente um período de 7 a 30 dias), os parasitas entram nos glóbulos vermelhos onde se multiplicam provocando a sua ruptura e originando múltiplos sintomas de malária. O P.vivax e P.ovale provocam recaídas uma vez que estes parasitas podem permanecer no fígado durante meses ou anos depois da infecção inicial.

Se a malária não for diagnosticada e tratada prontamente, pode ser fatal. Particularmente a malária grave provocada por P. falciparum.

Os sintomas da malária são febre com arrepios, cefaleias, vómitos, dores musculares e diarreia. Os sintomas normalmente aparecem entre 7 a 18 dias depois da infecção, mas nalguns casos os sintomas podem surgir mais tarde, um ou mais anos depois.

De acordo com a OMS, metade da população mundial está em risco de contrair malária. Em cada ano ocorrem cerca de 250 milhões de casos de malária, provocando 860 000 mortes. Aproximadamente 85% destas mortes ocorrem em crianças, infectadas por P.Falciparum, e a maioria em África.

 

A malária em Angola

Em Angola, a malária está disseminada por todo o território. Todo o país é portanto endémico. A malária é a principal causa de morte em Angola. É também responsável pelo elevado absentismo no trabalho assim como na escola por parte dos estudantes. A malária representa cerca de 35% das necessidades em cuidados curativos, 20% dos internamentos hospitalares, 40% das mortes perinatais e 25% da mortalidade materna. A malária tem um impacto negativo na saúde das populações assim como no desenvolvimento social e económico. Apesar de todo o país ser endémico existe um aumento da transmissão de malária durante a época das chuvas, com um pico de ocorrências nos meses entre Janeiro a Maio.

O diagnóstico de malária é feito com testes ao sangue, que, quando confirmados, devem dar indicação para imediato início de tratamento.

O diagnóstico deve ser feito preferencialmente através de Testes de Laboratório (exame da gota espessa). Em áreas onde não existem laboratórios, deve ser feito um Teste de Diagnóstico Rápido (TDR) juntamente com uma avaliação clínica. De acordo com a Política Nacional para o Tratamento da Malária em Angola, os testes de diagnóstico rápidos devem ser utilizados em todas as unidades sanitárias que não tenham equipamento para diagnóstico microscópico.

 

Complicações

da malária

A malária é uma grave doença que se pode tornar ainda mais grave em muito pouco tempo, podendo ser fatal se não for tratada atempadamente. Pode também provocar complicações sérias que incluem:

— Anemia grave, uma vez que os glóbulos vermelhos ficam incapazes de transportar oxigénio a todo o organismo, originando tonturas e fraqueza.

— Malária cerebral, em alguns casos raros, os vasos de pequeno calibre que irrigam o cérebro podem estar bloqueados, provocando tonturas, danos cerebrais e coma.

Os efeitos da malária são usualmente mais graves nas mulheres grávidas, bebés, crianças pequenas e idosos. As mulheres grávidas em particular são aconselhadas a não viajar para áreas de risco de contrair malária.

 

Terapêutica da malária

Se a malária é diagnosticada e tratada prontamente, normalmente é possível uma rápida recuperação. O recente desenvolvimento da qualidade e sensibilidade dos Testes Rápidos de Diagnóstico (TRD) que usam uma gota de sangue, incentivou a que a malária fosse primeiro diagnosticada antes de ser iniciado o tratamento, procurando-se desta forma prevenir a resistência aos fármacos. É no entanto preferível que o tratamento para a malária não deva ser iniciado antes do diagnóstico ter sido estabelecido por meios laboratoriais. “Um presumível tratamento” sem a confirmação laboratorial deve ser reservado apenas para circunstâncias extremas (forte suspeita clínica, doença grave, impossibilidade de obter um diagnóstico laboratorial imediato) ou ausência de meios laboratoriais disponíveis.

A terapêutica antimalárica é usada para tratar e prevenir a malária. O tipo de medicação que deve ser usada e a duração do tratamento depende:

— Das espécies do Plasmodium

— Do estado clínico do doente

— Da área geográfica onde a doença foi contraída

— Da utilização prévia dos fármacos antimaláricos

— Da atenção especial que deve ser dada a grávidas e crianças com menos de 5 anos de idade

Nalguns casos, pode ser necessário prescrever um tratamento preventivo para a malária antes de uma viagem para um local de destino endémico, ou se forem consideradas áreas remotas com pouca ou nenhuma assistência nos cuidados de saúde.

 

Antimaláricos

A classificação destes fármacos é feita de acordo com o seu efeito sobre o ciclo de vida do parasita e com a sua estrutura.

Classificação de acordo com o seu modo de acção

— Esquizonticidas ou agentes supressores: agentes que actuam nas formas sanguíneas assexuadas do parasita, prevenindo a esquizogonia e travando os sintomas da doença. Podem ser supressores (eliminação completa dos parasitas) depois de terapia sem interrupção (cloroquina, quinina, amodiaquina, artemisina antifolatos). É o estado mais fácil de tratar.

— Esquizonticidas tecidulares ou agentes profilácticos causais: fármacos que actuam nas formas assexuadas do parasita nos tecidos (fígado).

Primário – actua nas formas pré-eritrocíticas evitando a invasão dos eritrócitos (primaquina).

Secundária – actua nas formas secundárias ex-eritrócitas, prevenindo  recaídas (primaquina).

— Gametocida: fármaco que actua nas formas assexuadas do parasita evitando a transmissão ao mosquito (primaquina)

— Esporozoticida: fármaco que actua nos esporozoítos matando o parasita assim que entra na circulação sanguínea depois da picada do mosquito (pirimetamina&proguanil).

Os fámacos antimaláricos podem actuar em mais do que um estadio do parasita e podendo ser efectivos para algumas espécies do Plasmodium e não ser para outras.

 

Prevenção da malária

O fármaco a ser utilizado irá depender da área para onde se viaja, da condição de saúde da pessoa e do tipo de

resistência farmacológica presente nessa área. Os fármacos que são usados são a Cloroquina, Atovaquona + Proguanil, Doxiciclina, Mefloquina, Sulfadoxina + Pirimetamina e a Primaquina.

 

Prevenção da malária

na gravidez

Começando tão cedo quanto possível, no segundo trimestre, recomenda-se dar a combinação de Sulfadoxina e Pirimetamina (SP) a todas as mulheres grávidas em cada regular consulta pré-natal e até ao momento do parto. Deve no entanto garantir-se que as doses sejam dadas com pelo menos um mês de intervalo.

A combinação SP não deve ser dada durante o primeiro trimestre da gravidez.

— A SP deve ser idealmente administrada como toma sob observação directa (TOD), três comprimidos (pelo menos duas doses) de sulfadoxina/pirimetamina (cada comprimido contém 500mg/25mg) perfazendo uma dose total de 1500mg/75mg.

— A SP pode ser administrada com o estômago vazio ou com alimentos.

— A SP não deve ser dada a mulheres que recebam co-trimoxazol num regime profiláctico, uma vez que existe um maior risco de efeitos adversos.

Posologia da SP na gravidez normal:

— 3 comprimidos em dose única na 16a semana da gravidez.

— 3 comprimidos em dose única na 28ª semana da gravidez.

Posologia da SP na gravidez com VIH:

Para além do mencionado, é necessária mais uma dose única na 32ª semana da gravidez.

 

Tratamento da malária

1) Cloroquina

É o fármaco mais eficaz no tratamento da infecção da malária provocada por P.ovale ou P.malariae. Para prevenir recaídas destas infecções provocadas por estes dois parasitas, a terapêutica terá que ser mantida após o abandono da região endémica. A cloroquina é também usada para tratar infecções por P. falciparum e P. vivax em áreas onde a resistência à cloroquina ainda não foi confirmada.

2)Fármacos utilizados nas infecções resistentes à Cloroquina.

A resistência antimalárica é frequente. Quase todos os países de África são resistentes à cloroquina.

Quando a infecção da malária é provocada por estirpes resistentes de P. faciparum ou P.vivax, o tratamento pode ser mais difícil. Quando o tratamento com cloroquina não é eficaz devem de imediato ser utilizados outros fármacos, nomeadamente:

— De acordo com recentes guidelines, a Terapêutica de Combinação com Artemisina (TCA) é considerada a base do tratamento nos doentes diagnosticados. A TCA é a associação de dois fármacos, como por exemplo, artemeter e lumefantrina ou artesunato e amodiaquina. É usada no tratamento de malária não complicada, causada por P. falciparum resistente à cloroquina.

— Artesunato adicionado a uma tetraciclina ou doxiciclina ou clindamicina, como segunda linha para tratamento de infecções por P.falciparum.

— O Quinino adicionado a um antibiótico como clindamicina, doxiciclina ou tetraciclina, como terceira linha para tratamento de infecções por P.falciparum.

— A TCA com primaquina é utilizada para tratar infecções de malária por P.vivax resistente à cloroquina.

— O α-β Arteether é um agente esquizonticida sanguíneo de acção rápida sobre P.falciparum no estado eritrócitario. É dada uma ampola injectável aos adultos durante 3 dias ou no caso de crianças 3mg/Kg/dia durante 3 dias.

— A administração de Quinino injectável é usada no tratamento de malária grave ou quando o doente não é capaz de fazer medicação oral.

A cloroquina tem uma elevada resistência em Angola, portanto não está indicada como uma primeira linha de tratamento. Não é efectiva em 50% dos casos.

A maioria das infecções é provocada por P. falciparum e P.vivax  - 95% dos casos.

Em Angola, estão identificadas as quatro espécies de Plasmodium: P.falciparum, P.vivax, P.malariae e P.oval. Entre estes, o P.falciparum é o parasita dominante em Angola, responsável por 92% dos casos, sendo o P.vivax responsável por 6% de todos os casos que ocorrem no país.

A OMS recomenda a terapêutica de combinação com artemisinina, para o tratamento da malária provocada por P.falciparum.

Foram feitos estudos sobre a eficácia da terapêutica, que concluíram que a terapêutica de combinação era a mais adequada, sendo a Artemisinina o fármaco de primeira linha no tratamento da malária ligeira. Os estudos foram realizados com a combinação de Artemeter+Lumefantrina e Artesunato+Amodiaquina, ambos representando uma eficácia terapêutica de cerca de 95%, tendo sido portanto aprovadas pela Política Nacional de Angola para o Tratamento da Malária.

 

Em Angola, o Protocolo Nacional para o Tratamento da Malária recomenda:

 

1) Tratamento de Malária Ligeira- 1º : Artemeter + Lumefantrina. Se não for possível, então: Artesunato + Amodiaquina.

2) Tratamento de Malária grave ou complicada - Quinino EV.

3) Tratamento de Malária em mulheres grávidas - 1º trimestre: Quinino Oral; 2º trimestre: Artemeter + Lumefantrina ou Artesunato + Amodiaquina ou Quinino Oral 3º trimestre: Artemeter + Lumefantrina ou Artesunato + Amodiaquina ou Quinino Oral.

Em Angola as principais vítimas são as crianças menores do que 5 anos de idade e as mulheres grávidas. Nas áreas de elevada transmissão, as crianças menores do que 5 anos de idade com sintomas de malária devem fazer o tratamento preventivo. Contudo, nas províncias epidémicas como o Sul de Angola e a província de Luanda, recomenda-se confirmar o diagnóstico com observação microscópica ou com TRD (Testes Rápidos de Diagnóstico).

 

A infecção da malária em mulheres grávidas está associada a um elevado risco de morbilidade e mortalidade materna e perinatal. Embora o mecanismo que o justifica, esteja mal compreendido, as mulheres grávidas têm uma reduzida imunidade e portanto são menos capazes de ultrapassar uma infecção por malária. Para além disso, os parasitas da malária alojam-se e replicam-se na placenta. Na mesma área geográfica de possível transmissão da doença, as mulheres grávidas têm três vezes mais probabilidade de desenvolver a doença grave do que as mulheres não grávidas. A infecção da malária durante a gravidez pode desencadear um aborto, um parto prematuro, um nascimento de baixo peso, infecções congénitas e ou morte perinatal.

Os doentes que têm manifestações mais graves da doença devem ser tratados agressivamente com terapia antimalárica parentérica, independentemente da espécie do parasita que é revelado no esfregaço de sangue.

A terapia antimalárica oral não está recomendada como tratamento inicial da malária grave. Se houver forte suspeita de malária grave, mas não for possível obter um diagnóstico laboratorial no momento, deve ser feita uma colheita de sangue para posterior diagnóstico, devendo ser iniciada terapia antimalárica parentérica.

 

 

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Prevenir a obesidade infantil começa na gravidez

 

O Luanda Medical Center, inaugurado este mês, possui um corpo clínico de vários países e estabeleceu parcerias com instituições de saúde de renome internacional.

 

A nova unidade de saúde é financiada pela Health Finance, empresa angolana vocacionada para projectos inovadores na área da saúde, e pelo Vital Capital Fund, que investe em projectos que visam a melhoria da qualidade de vida em países em desenvolvimento.

Formado por uma equipa de profissionais de saúde de Angola, Portugal, Espanha, Israel, Estados Unidos e África do Sul, o Luanda Medical Center (LMC) coloca à disposição da população uma vasta gama de meios complementares de diagnóstico, como a Ressonância Magnética Intraoperatória (RMI), Tomografia Axial Computorizada (TAC), Raio-X digital, ecografia e a densitometria óssea.

Com valências diversas, o novo centro possui ainda um bloco operatório e um laboratório de análises clínicas.

De acordo com director-geral do Centro, o médico israelita Michael Averbukh, o LMC pretende oferecer serviços de saúde personalizados e diferenciados, que vão da prevenção e diagnóstico ao tratamento.

“Este centro médico foi idealizado para prestar cuidados de saúde de excelência à população de Angola e espera-se que tenha um impacto significativo, através da melhoria dos padrões de cuidados de saúde disponíveis no país”, afirmou o responsável.

“A nossa equipa de profissionais de saúde proveniente de vários países está empenhada no bem-estar dos nossos clientes, e fará tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar que é digna da confiança que nela depositaram”, adiantou Michael Averbukh, especialista em medicina interna.

O LMC estabeleceu parcerias com centros médicos de referência, como o Herzlya Medical Center, em Israel, o Mercy Medical Center, no Oregon, EUA e o Hospital Israelita de Oncologia, prevendo ainda parcerias com outros centros de execelência na área da saúde.

O objectivo desta unidade é servir não só a população de Luanda, mas também das outas províncias de Angola.

 

Sabia que…

 

Os hábitos de pequenino irão influenciar os hábitos e a saúde do seu filho para

o resto da sua vida?

Por onde começar?

Se está a pensar em engravidar, deve começar por marcar uma consulta de planeamento familiar – pré-natal. Nesta consulta poderá esclarecer as suas dúvidas e irá receber as orientações necessárias para que a gravidez comece da melhor forma para si e para o bebé.

Se já está grávida e ainda não marcou essa consulta, faça-o o quanto antes. Mantenha o acompanhamento durante toda a gravidez indo às consultas pré-natal pois isso é fundamental para levar uma gravidez saudável e tranquila.

O melhor que pode fazer para si e para o seu bebé é procurar ter um estilo de vida cada vez mais saudável, com bons hábitos de alimentação, actividade física e descanso. Para além dos benefícios que terão durante a gravidez, estará a construir um ambiente familiar mais saudável para a chegada do bebé.

Se é fumadora, deve procurar ajuda para deixar de fumar, de preferência ainda antes de engravidar.

O pai e outros membros da família podem e devem aderir às mudanças no sentido de uma vida mais saudável. Assim estarão a ajudar a si próprios, à mãe e ao bebé.

Será um início de vida promissor para o vosso filho e uma excelente oportunidade para toda

família!

 

 

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Mais de mil crianças da província do Zaire deixam de percorrer longas distâncias até à escola

 

Víctor Mayala

Texto e fotografia

 

A construção de uma nova escola do 1º ciclo do ensino secundário no bairro Mfumu, arredores de Mbanza Congo, na província do Zaire, evita que muitas crianças percorram longas distâncias para chegar a um estabelecimento de ensino.

 

A escola inaugurada em Fevereiro tem 20 salas de aulas preparadas para receber 1.008 alunos, em dois turnos, e está localizada nas imediações do centro de acolhimento de crianças desamparadas “Frei Georgio Zullianelo”.

Este estabelecimento de ensino foi construído por iniciativa dos missionários da Ordem dos Frades Menores (Capuchinhos) e custou 340.000 dólares, num financiamento do bloco 31 operado pela BP Angola.

Na cerimónia de inauguração da escola “Dom Afonso Nteka”, primeiro bispo católico da diocese local, falecido devido a acidente aéreo, o tradicional corte da fita coube ao vice-governador do Zaire para o sector económico, Alberto Maria Sabino.

Trata-se de uma unidade escolar devidamente apetrechada que possui vários departamentos administrativos e que, em breve, segundo o projecto, contará com várias instalações desportivas, entre outras infra-estruturas, para garantir uma formação integral às crianças.

 “Aprendemos que só estudando poderemos dar a volta aos problemas que nos afligem hoje. A criança que não estuda hoje, será um adulto vazio amanhã”, escreveram as crianças, numa mensagem lida na cerimónia de inauguração.

O director de Comunicação e Relações Externas da BP Angola, António Vueba, referiu que, no quadro da sua responsabilidade social, a petrolífera vai continuar a apoiar projectos do género, pois o país só poderá manter-se na rota do desenvolvimento sócio-económico com uma educação sólida e abrangente.

“É um grande privilégio poder testemunhar a entrega formal desta escola à comunidade do Mfumu. Trata-se de um gesto modesto da nossa parte, mas significativo, na medida em que muitas crianças usufruem agora da possibilidade de acesso à educação”, disse.

Em representação da Sonangol, Emílio Alberto, louvou a iniciativa da Ordem dos Frades Menores e enalteceu o gesto do governo provincial do Zaire, que apetrechou a escola com carteiras e computadores, além de mobilizar 40 professores.

O responsável da Ordem dos Frades Menores no Zaire, Afonso André Nteka, referiu que a construção da escola nas imediações do centro de acolhimento de crianças desamparadas é um sonho que os falecidos Dom Afonso Nteka e Frei Giorgio Zullianelo queriam ver concretizado.

Afonso André Nteka afirmou que, devido à nova escola muitas crianças do bairro Mfumu deixam de necessitar de percorrer longas distâncias para o centro da cidade à procura de melhores condições de aprendizagem.

Frei  Nteka deixou um apelo: “Cuidem bem desta instituição. As crianças são o futuro. Queridos pais e encarregados de educação, colaborem com os professores e com os frades, para melhorar a educação dos vossos filhos”.

Por sua vez, o vice-governador do Zaire, Alberto Maria Sabino considerou a nova escola “um bem” que a província ganha e agradeceu o gesto da Sonangol, BP Angola e suas associadas.

“Para nós é um júbilo assistir a gestos como este, tendo em conta as dificuldades que enfrentam as nossas crianças”, disse Alberto Sabino, que aplaude a consolidação da parceria com as Igrejas na construção de mais escolas, onde “a transmissão dos valores morais e cívicos, deve ser prioritária”.

 

 

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Aumento de casos de politraumatismos preocupa autoridades sanitárias

 

Diniz Simão

Texto e fotografia

 

As autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte estão preocupadas com o aumento de casos de politraumatismos decorrentes de acidentes de viação e agressões com objectos contundentes.

 

O director clínico do Hospital Provincial do Cuanza Norte, Mbiavanga Eduardo Alves, afirmou que os politraumatismos decorrentes de agressões físicas e de acidentes, sobretudo com motociclos, são as principais causas de internamentos na instituição.

Os desentendimentos após ingestão de bebidas alcoólicas, os acidentes de viação motivados pela falta de prudência, o desconhecimento e desrespeito pelas normas de trânsito e a condução em estado de embriaguez são os principais responsáveis pelo aumento de casos de politraumatismo, sendo os jovens os mais afectados.

O responsável adiantou que, todas as semanas, sobretudo aos sábados e domingos, a unidade recebe dezenas de pacientes com politraumatismos.

Segundo o médico, a seguir à malária, o politraumatismo constitui a maior causa de internamento na unidade.

Acrescentou também que a maioria dos politraumatizados, muitos deles assistidos na unidade de cuidados intensivos, são vítimas de acidente – maioritariamente colisões e despistes de motociclos – e de agressões físicas com objectos contundentes.

Mbiavanga Alves defendeu a necessidade de os moto-taxistas, por serem os que lideram a lista de acidentes, terem obrigatoriamente que ser submetidos a aulas de condução.

 

Técnicas de primeiros socorros

 

O hospital provincial do Cuanza Norte, actualmente com uma capacidade de 120 camas, está desde 2013 em obras de ampliação e modernização.

Dados do hospital provincial referem o registo de 67 casos de politraumatismos desde Janeiro do ano corrente, 41 dos quais resultaram em internamentos.

Atento a esta realidade, o Comando Provincial dos Serviços de Bombeiros e Protecção Civil do Cuanza Norte lançou uma campanha de educação sobre técnicas de primeiros socorros e de redução de casos de afogamentos nas cacimbas e poços de água.

Cidadãos das vilas de Quilombo dos Dembos, município do Ngonguembo, e Golungo Alto, município com o mesmo nome, foram já elucidados sobre técnicas de assistência e primeiros socorros às vítimas de sinistros.

 As sessões de esclarecimento foram orientadas pelo especialista de saúde do Comando Provincial do Cuanza Norte do Serviço de Bombeiros e Protecção Civil, Sebastião Delgado Malonga.

Na ocasião, Malonga referiu as medidas de segurança que devem ser observadas em caso de sinistro, tais como o afastamento da vítima do local do acidente, observação da parte do corpo afectada pelo embate, sinais vitais e funcionamento das vias respiratórias.

O responsável referiu ainda que a inobservância dos procedimentos de evacuação e de prestação de primeiros socorros tem levado à morte muitas vítimas de sinistros, facto que pode ser evitado pela utilização correcta das técnicas de atendimento pré-hospitalar aos acidentados.

 O oficial do corpo de bombeiros salientou que ninguém, excepto um médico ou um enfermeiro-chefe de unidade sanitária, deve transportar para a morgue os corpos das vítimas de acidentes nas estradas.

 Nas sessões de esclarecimento, Malonga demonstrou algumas técnicas sobre os procedimentos a observar na prestação de primeiros socorros às vítimas de sinistro.

 Autoridades municipais de ambas as circunscrições, funcionários públicos, efectivos da polícia nacional, autoridades tradicionais e população das referidas vilas participaram na acção educativa.

 

Prevenção de mortes por afogamento

 

Noutra vertente, os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros da província do Cuanza Norte lançaram, em Ndalatando, uma campanha de localização e registo de tanques e poços de água nos bairros da capital da província. Esta acção visa a prevenção de mortes por afogamento de pessoas, sobretudo crianças.

O porta-voz da corporação na região, André da Costa, referiu que a medida permitiu fazer o levantamento do número de cacimbas e tanques existentes na região.

André da Costa disse que os efectivos dos bombeiros estão também a sensibilizar a população sobre as medidas de segurança e conservação de tanques e cacimbas para uma melhor utilização e segurança dos mesmos.

O responsável adiantou que os bairros junto aos lençóis de água, como Kilamba Kiaxi, 1º e 28 de Agosto, Ndalatando, Camungo, Estação e Tala Hady, entre outros, são os que possuem elevado número de cacimbas, enquanto que no tecido urbano os tanques constituem a maioria.

De acordo com um relatório da instituição, em 2014, os serviços de protecção civil e bombeiros registaram 31 afogamentos ocorridos em rios e cacimbas da região – mais 10 que em 2013.

 

 

 

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Técnicos de emergência médica recebem formação

 

Casimiro José | Porto Amboim

Correspondente  no Cuanza Sul

Texto e fotografia

 

O departamento provincial do Instituto de Emergências Médicas (INEMA) no Cuanza Sul decidiu dar formação aos seus profissionais para melhorar o serviço prestado às populações.

 

A iniciativa visa apetrechar a instituição com recursos humanos competentes capazes de responder aos desafios do presente e do futuro, disse em entrevista ao Jornal da Saúde de Angola, o director do INEMA, Moniz Pedro Ncoxi.

Outra aposta do INEMA no Cuanza-Sul, para os próximos tempos, é a instalação de postos fixos nas localidades de maior vulnerabilidade à ocorrência de sinistros, como em alguns pontos da Estrada Nacional número 100, que liga Luanda ao Cuanza-Sul e Benguela, e outras vias com mais trânsito que dão acesso a outras localidades da província, sobretudo às sedes municipais.

Para concretizar o plano de instalação de postos fixos nas administrações municipais terão de ser criadas placas de aterragem para o helicóptero de apoio ao INEMA, afirmou Moniz Pedro Ncoxi.

 

—Passaram 13 meses desde a entrada em funcionamento do INEMA no Cuanza Sul. Que balanço faz do serviço prestado?

—A presença do INEMA na província do Cuanza-Sul, e não só, veio dar às populações um serviço que lhes fazia falta. A realidade mostra-nos hoje que valeu a pena o esforço efectuado nesse sentido pelo Ministério da Saúde. Os cidadãos revêm-se no nosso trabalho, graças ao empenho e amor ao próximo que demonstramos nas nossas actuações.

Devo recordar que o INEMA é uma instituição pública vocacionada para a assistência pré-hospitalar e evacuação assistida em caso de doenças súbitas, ou por acidente de viação.

Os resultados alcançados até agora são animadores, pois no último trimestre de 2014 demos assistência a 572 pessoas em acções terrestres, juntando-se a essas 42 casos que intervenção com recurso ao helicóptero que está afecto ao nosso serviço. É um saldo positivo e vamos continuar a trabalhar nesse mesmo sentido.

—Os meios humanos e materiais do INEMA na província são suficientes para fazer face aos pedidos?

—Quanto aos recursos humanos e equipamentos estamos muito aquém das solicitações. Só temos vindo a dar resposta aos pedidos devido a um esforço redobrado.

Estamos a funcionar com 26 enfermeiros, dos quais seis efectivos e 20 em regime de contrato. Eu sou o único médico e acumulo com as responsabilidades administrativas. Para aliviar a situação tivemos de contratar mais dois médicos. Por isso, falta-nos muito em termos humanos para podermos responder aos desafios que nos são colocados.

Quanto ao equipamento, temos três ambulâncias e três moto-ambulâncias, o que também é pouco tendo em conta a extensão da nossa província.

—Quais são as principais preocupações do INEMA no Cuanza Sul?

—A falta de médicos, enfermeiros e também de ambulâncias com tracção a quatro rodas, com capacidade para chegarem a localidades de difícil acesso.

Outra preocupação prende-se com a falta de instalações próprias para acomodar condignamente todos os nossos funcionários, principalmente os que prestam serviço no período nocturno. Neste aspecto estamos muito mal porque dos 26 enfermeiros, 23 são mulheres. Já remetemos a nossa preocupação às autoridades competentes e aguardamos que o problema seja resolvido.

— Quais os desafios do INEMA para um futuro próximo?

—Os principais desafios a curto, médio e longo prazos, prendem-se com a melhoria de assistência às populações. Isso passa pela formação do pessoal, a instalação de postos fixos nas localidades vulneráveis às ocorrências, como na Estrada nacional número 100 que liga Luanda ao Cuanza-Sul e Benguela, e nas Administrações Municipais.

Vamos também ter uma intervenção junto da população no sentido de a sensibilizar, principalmente os utentes de viaturas, para a necessidade efectuarem uma manutenção dos veículos para evitar acidentes nas estradas. Vamos também trabalhar com as autoridades para melhorar as condições das estradas.

 

 

 

 

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Nova Era da saúde num mundo sempre em movimento

 

Magda Cunha  Viana

 

A adaptação ao mundo em constante mutação científica e tecnológica obriga profissionais da saúde, cientistas e investigadores a procurar respostas para a doença. É indubitável que a via do progresso só será potenciada através da inovação.

 

Esta foi uma das muitas conclusões do X Congresso Internacional dos Médicos em Angola, sob o lema “Os desafios da saúde em Angola no contexto de um mundo em mudança”. Contou com a participação de 854 médicos, entre os quais 34 convidados estrangeiros provenientes do Brasil, Bélgica, Cabo Verde, Estados Unidos da América, Israel, Moçambique e Portugal.

O encontro, que decorreu nos dias 26 e 27 de Janeiro deste ano, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, foi promovido e organizado pela Ordem dos Médicos de Angola, com o alto patrocínio do Executivo Angolano, cuja sessão solene de abertura foi presidida pelo Ministro da Saúde, José Van-Dúnem.

Antes do evento, foram realizados 42 cursos pré-congresso que abordaram temáticas eminentemente práticas em áreas diversificadas da medicina, da gestão hospitalar e das tecnologias de informação.

A Ordem dos Médicos pretendeu que o congresso incentivasse o debate de um conjunto de matérias destinadas a reforçar a consciencialização de médicos e cientistas, não apenas face à doença, mas também às exigências plurifacetadas que a medicina acarreta pela sua complexidade, tal como aos novos modelos de organização, atendimento e prestação de cuidados.

“As consequências do desenvolvimento científico e tecnológico em torno da prevenção, promoção, diagnóstico, tratamento, investigação e ensino são enormes”, afirmou o bastonário Carlos Pinto de Sousa.

“Por outro lado, a ética, a bioética e o biodireito vieram introduzir um factor de equilíbrio na relação entre médicos e doentes.”

O Sistema Nacional de Saúde foi considerado um elemento estruturante e decisivo de solidariedade e coesão social, da protecção dos doentes, da promoção da qualidade do exercício da Medicina e da interligação com outros sectores da Comunidade, constituindo um contributo importante para o desenvolvimento humano.

Os participantes consideraram que a informação sobre saúde fornecida às populações deve incidir sobre a adopção de hábitos e estilos de vida saudáveis (os médicos devem assumir um papel fundamental) e sobre a educação e literacia em saúde.

O sector “carece de tecnologias de informação para que a tomada de decisões de política de saúde se fundamente em dados epidemiológicos, utilizando, gradualmente, a aglutinação de dados obtidos aos níveis nacional, provincial e municipal, possibilitando, assim, um envolvimento mais efectivo dos profissionais de saúde, através do aproveitamento de informação colhida junto das populações”.

Por outro lado, referiram que a investigação-acção deve obedecer a uma abordagem multidisciplinar,  aproveitando ao máximo os contributos provenientes de áreas como a economia, a estatística e a informática.

A criação de mecanismos de formação contínua com oferta variada e flexível que enriqueça a qualificação dos médicos que trabalham nas diversas unidades de saúde, dotando-os de competências práticas diferenciadas e de acordo com as necessidades objectivamente identificadas, é uma medida essencial.

É também necessária a adaptação do plano de estudos da formação médica a uma visão mais abrangente e actualizada da saúde, na qual as questões relacionadas com a ética médica e a medicina preventiva tenham um lugar importante.

A qualidade, em saúde, não tem preço, mas apresenta sempre custos elevados. No entanto, enquanto atitude assumida nas instituições de saúde, está necessariamente a contribuir para a melhoria dos cuidados e para a redução de custos a médio e longo prazos.

As instituições de saúde devem promover a qualidade e segurança do doente de forma gradual e devidamente sustentada.

A garantia de uma relação médico-doente baseada em valores éticos e na comunicação humana foi considerada um elemento fulcral na humanização dos cuidados de saúde.

A população angolana é um exemplo do duplo desafio epidemiológico da existência simultânea de doenças transmissíveis e não transmissíveis, até porque o crescimento económico promoveu mudanças comportamentais na população urbana. Foram, por isso, abordados novos temas de medicina e cirurgia de grande actualidade para a práxis médica.

Foi ainda referida a importância da componente de gestão hospitalar e da economia da saúde como meios de racionalização de custos sem prejuízo da garantia de qualidade e acesso a cuidados de saúde (compreensividade) para todos os cidadãos (universalidade) sem barreiras económicas (gratuitidade no ponto de consumo).

Por regra, as medidas mais eficazes incidem sobre a organização e o financiamento da oferta de cuidados. A defesa de princípios de rigor na gestão dos bens públicos, através de métodos de gestão que valorizam a eficiência, a produtividade e a redução dos desperdícios é um exemplo disso.

Os acidentes de trânsito são a segunda causa de morte depois da malária, o que obriga a uma maior atenção das unidades envolvidas para o tratamento das patologias resultantes, sem prejuízo das medidas a tomar a montante.

Destacou-se ainda a necessidade de adopção de medidas que diminuam ainda mais os factores de risco para mulheres e crianças, tais como: intervenções multissectoriais e interdisciplinares, mapeamentos locais que identifiquem esses factores, melhoria do acesso à informação e educação para a saúde e redução da desigualdade dos géneros.

 

 

 

 

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Programas de saúde em curso mantêm-se em 2015 apesar dos cortes orçamentais

 

O ministro da saúde, José Van-Dúnem, garantiu que, apesar dos previsíveis cortes nas verbas destinadas à Saúde, os programas sanitários em curso não serão afectados

 

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um dos pilares mais importantes do sector social em Angola, contribuindo para a consolidação da democracia, da equidade e da justiça social”, afirmou Van-Dúnem, na abertura do X Congresso Internacional de Médicos em Angola, que decorreu a 26 e 27 em Luanda.

“O direito à saúde é um direito fundamental, constitucionalmente previsto, que o Executivo privilegia para defesa das comunidades e dos cidadãos, enfatizando o desenvolvimento dos cuidados de saúde primários e fazendo apelo à participação das comunidades locais”, frisou.

O responsável referiu que a manutenção dos programas já em curso é um desafio, sendo “necessário proceder a ajustamentos à realidade actual, visando os desafios do futuro, que confiram proximidade aos indivíduos, às famílias e às comunidades, havendo que estabelecer prioridades para preservar e aumentar os ganhos em saúde”.

Será necessária, adiantou, uma gestão mais rigorosa, sem reduzir conquistas, pois os cuidados de saúde primários são um factor-chave, constituindo a porta de entrada preferencial do sistema para a maioria da população.

 

 

 

 

 

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Feira Médica Hospitalar 2015

O salão profissional por excelência

 

Em simultâneo com o X Congresso Internacional dos Médicos em Angola, decorreu a feira Médica Hospitalar 2015, que apresentou toda a oferta do mercado do sector da saúde.

 

Acail  Angola

 

“Feira é uma mais-valia para a inovação”

A Acail Angola, empresa de direito angolano que está no mercado há 10 anos é a principal fabricante e fornecedora de gases medicinais para utilização hospitalar, entre os quais protóxido de azoto, ar sintético, dióxido de carbono, carbox e oxigénio.

Para a Acail, a feira é uma mais-valia para o desenvolvimento e inovação tecnológica do país, considerou o administrador da empresa, Nuno Andrade.

Na Feira deste ano, as grandes novidades apresentadas pela Acail foram a terapia com oxido nítrico (para o tratamento das crianças prematuras e em pacientes com insuficiências cardíacas).

Entre os equipamentos apresentados salienta-se a ecografia a 4D, e a torre de laparoscopia Karl Storz, para efectuar cirurgias sem ter que recorrer a cortes extensos e anestesias prolongadas. Desta forma é possível reduzir o tempo de permanência no hospital, que variava de uma a duas semanas para poucos dias, com consequente diminuição do risco de contaminação hospitalar.

Futuramente, está prevista a instalação de equipamento de Ressonância Magnética fabricado por grandes marcas, o que irá permitir diagnósticos mais finos.

A Acail actualmente encontra-se representada na Província de Malange, Huambo, Benguela, Huíge, Huila, Luanda, e Cabinda, onde são distribuídos os gases medicinais, medicamentos e equipamentos.

 

Crievant

 

“Resultado de um Raio X em 10 segundos”

“Como maior fornecedor de equipamento de radiologia para hospitais e clinicas privadas, a Crievant expôs na Feira Médica Hospitalar as suas grandes novidades, como o equipamento para radiologia digital directa, que permite que a radiografia seja efectuada com equipamento convencional e que, 10 segundos depois, o médico visualize a imagem.

A Crievant expôs também equipamento de ortopedia, de neurocirurgia, um sistema de digitalização de imagem, aparelhos de Raio X, ecógrafos, entre outros produtos.

O director comercial da empresa, Zamir Mussagi considerou que a feira proporcionou várias oportunidades de negócio e de formalização de acordos com antigos e os novos clientes, além de um maior contacto com investidores.

A empresa, que comercializa equipamento médico há mais de 20 anos, conta com representações em algumas províncias, como Malange, Benguela, Cabinda, Cuanza Sul e Norte e Bié.

Nos próximos anos, a Crievant, tenciona trazer para o mercado angolano produtos inovadores e diversificados de elevada qualidade para satisfazer as necessidades das populações e poder aumentar o seu volume de negócios, pois a diversificação da oferta é um dos seus principais objectivos.

 

HOSPITEC

 

“Inovação, eficácia no atendimento e baixo custo”

“A feira é um evento muito importante, uma vez que congrega todos os sectores da saúde”, afirmou Manuel Baião, funcionário da Hospitec, empresa angolana no mercado há mais de 10 anos.

“Hospitec dedica-se à comercialização de equipamentos médicos e hospitalares, nomeadamente de imagiologia. Está presente em todos os hospitais municipais de referência do país, como o hospital Américo Boavida, Josina Machel, o provincial de Benguela, o hospital do Huambo e o de Cabinda.

A Hospitec apresentou pela primeira vez, num país de expressão portuguesa, os medidores de glicose no sangue da marca Roche.

Tem como metas a inovação de produtos, eficácia no atendimento e a comercialização ao custo mais baixo possível.

Nos planos da empresa está a cobertura de todos os municípios do país em termos de equipamento hospitalar.

 

MEDTRÓNICA

 

Ecografia 3D visualizadas em telemóvel

“A Medtrónica é uma empresa vocacionada para a venda de equipamentos médicos hospitalares e consumíveis.

A Feira Médica Hospitalar é uma grande iniciativa que permite alavancar a busca constante de melhorias no sector da saúde, disse Mateus Venâncio, director-geral da Medtrónica.

Quanto às novidades apresentadas, o grupo levou este ano para a feira um ecógrafo, que é o primeiro equipamento no mundo que permite fazer ecografias do feto em 3D e enviar a imagem via wireless para um telemóvel.

A Medtrónica está sedeada em Luanda, mas pretende expandir-se e abrir filiais em todas as províncias do país.

Deste grupo, os angolanos podem esperar serviços de elevada qualidade com equipamentos seguros que garantem maior confiança.

 

NOVA

ANGOMÉDICA

 

“Diversidade surpreendente de produtos”

 

 “A Nova Angomedica é uma empresa de direito angolano, com gestão privada da Angosofar, cujo objectivo é o fabrico local de medicamentos.

A feira teve uma diversidade de produtos surpreendente não só para os participantes como para a classe empresarial do ramo.

Os angolanos podem esperar da Nova Angomédica medicamentos com a qualidade já comprovada, dada a confiança que se orgulha de ter conquistado junto da população.

A Nova Angomédica tem sede em Luanda. Recentemente, abriu uma segunda linha de fabrico que permite fazer quatro milhões de blisters por mês, privilegiando três produtos essenciais e de grande consumo, como o paracetamol, o ibuprofeno, e o omeprazol.

Mantendo a linha de reconhecida qualidade, a empresa está a pensar introduzir no mercado, no final de 2015, dois medicamentos novos.

Segundo Manuel Espada, administrador executivo da Nova Angomédica, a sua empresa não apresentou novidades na feira Médica Hospitalar (os produtos que comercializa já são sobejamente conhecidos), mas em breve tenciona apostar em novas linhas de medicamentos destinados a crianças, grávidas, e pessoas que vivem com o VIH.

Neste momento está a proceder à reabilitação do laboratório para permitir uma maior capacidade na produção local de medicamentos.

 

OMNIFAR

 

“Possibilidade de intercâmbio com empresas”

 

“Um dos aspectos mais importantes da feira foi possibilitar aos expositores contactos com empresas do ramo e com o público em geral.

Da Omnifar, empresa de direito angolano que opera na área da saúde há mais de cinco anos, a população pode esperar o fornecimento de medicamentos com garantia de qualidade, afirmou a funcionária Marina da Costa.

A empresa dedica-se à importação, armazenamento e distribuição de medicamentos, consumíveis, material gastável e equipamentos hospitalares.

A qualidade da Omnifar manifesta-se pelas marcas internacionais que representa, em particular a Novartis, da qual expôs na feira medicamentos de primeira linha como o anti-palúdico Coartem 20/120, o Exforge 5/160, a vacina contra o cancro do colo o útero ou ainda o Voltaren, líder mundial dos anti-inflamatórios.

Além da vasta gama de produtos que já oferece pode satisfazer todo o tipo de encomendas através da rede de contactos internacionais que mantém a nível de laboratórios, fabricantes e distribuidores.

Isto permite que a Omnifar ofereça múltiplas soluções na área da saúde, tais como antipiréticos, hipotensores, antibióticos, citostáticos, substâncias psiotrópicas, anestésicos, reagentes, insulina, soro, material para pensos e sutura, cateteres e outros materiais e equipamentos hospitalares.

A Omnifar está actualmente presente na província de Luanda, mas tem nos seus objectivos expandir-se para chegar a todo o país”.

 

SOCINTER

 

“Acompanhar o desenvolvimento de Angola”

 

“A SOCINTER é um dos mais importantes importadores e distribuidores angolanos de medicamentos e material médico-cirúrgico para hospitais, clínicas e farmácias.

A feira Médica Hospitalar foi extremamente importante porque permitiu formalizar vários acordos de negócios com novos clientes e expositores, disse Debora Almeida directora da farmácia do Kinaxixi, em Luanda.

Os angolanos podem esperar um serviço e uma gama de medicamentos de qualidade, com garantia de segurança e eficácia.

Para chegar mais perto dos angolanos, a Socinter decidiu estabelecer uma rede de farmácias para venda directa ao público (como as do Kinaxixi e Talatona).

As nossas soluções logísticas como o armazenamento e distribuição foram progressivamente adaptadas às necessidades evolutivas do sector da saúde em Angola.

A empresa, sedeada em Luanda e com representação em Benguela, proporciona um atendimento personalizado e dispõe de meios de transporte com climatização que garantem a máxima segurança.

A Socinter tenciona expandir a rede de farmácias para outras províncias, tendo como objectivo acompanhar o desenvolvimento do país.

 

 

 

 

 

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