MINISTÉRIO DA SAÚDE

GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Um congresso com importantes reflexos na saúde dos angolanos

 

A Ordem dos Médicos de Angola realiza a 24 e 25 de Janeiro, em Luanda, o IX Congresso Internacional, sob o lema geral “O Compromisso dos Médicos no Âmbito do Sistema Nacional de Saúde - Um Imperativo Ético, Constitucional e Social”. Uma iniciativa marcante para a actividade profissional dos médicos que se enquadra nas finalidades e nos princípios de actuação claramente referidos no seu Estatuto e que pretende ser um contributo digno às orientações globais emanadas do Executivo em matéria de saúde para o período 2012-2017.

Pretende-se, com a realização deste grande evento, rever e lembrar os conceitos clássicos, mas também, e principalmente, trazer o que há de mais recente na área da saúde, transformando as experiências vividas em conhecimentos que visam modificar comportamentos, processos e métodos clínicos em benefício da sociedade. Nesta perspectiva, a actividade dos médicos é fundamental porque estão no centro das decisões clínicas, seja em saúde pública seja em saúde hospitalar.

 

Face ao vasto leque de temas que o programa científico inclui, temos agora oportunidade de partilhar ideias, de analisar problemas comuns, de trocar experiências que, estou certo, promoverão um debate do qual surgirão novas ideias com reflexos na prática clínica.

Agradeço a presença das mais altas individualidades governamentais, presentes ou fazendo-se representar, emprestando, assim, um concreto e institucional apoio e um significativo incentivo à realização do Congresso e, muito directamente, às grandes causas da saúde no nosso país.

Uma palavra de saudação e de agradecimento aos ilustres palestrantes que nos apresentarão os seus conhecimentos e experiências, possibilitando um debate profícuo e enriquecedor.

Compraz-me agradecer o envolvimento das empresas que ousaram apoiar este Congresso, manifestando, desta maneira, um verdadeiro interesse pelo que crescentemente se vai operando no domínio da medicina entre nós.

Finalmente, um apelo a todos os participantes: que se associem activamente aos debates que se desenvolverão durante o Congresso, o qual, tenho a certeza, terá forçosamente imensos e importantes reflexos na saúde dos angolanos.

 

 

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Mensagem da OMS em Angola aos leitores e equipa do Jornal Saúde

 

A Representação da OMS em Angola sente-se regozijada ao expressar os seus votos de felicidade e bem-estar a todos os leitores do Jornal Saúde, assim como à sua equipa de trabalho, por ocasião da quadra festiva 2013-2014.

Tem sido gratificante  acompanhar o dignificante percurso do Jornal Saúde que tem sabido trazer a público a informação de qualidade, e necessária, para que os leitores tenham acesso a conhecimentos e competências pessoais para uma maior compreensão e controlo da saúde, e da melhoria dos factores que a condicionam.

A vossa acção tem sido tanto mais útil e importante, quando sabemos o quanto o fardo de doenças transmissíveis, não-transmissíveis e outros desafios para a saúde em Angola são motivo de preocupação para a sociedade e os órgãos de decisão.

Exortamos, por isso, o Jornal Saúde a prosseguir os seus esforços de divulgação de informação, contribuindo de uma forma ainda mais eficaz para que, em Angola, os indivíduos, famílias e comunidades alcancem  um maior nível de saúde, como premissa para o desenvolvimento social e económico.

A Representação da OMS em Angola reitera a sua disponibilidade em reforçar a parceria com o Jornal Saúde e com os demais meios de comunicação do país, para a promoção de comportamentos favoráveis à saúde e a adopção de estilos de vida mais saudáveis.

De igual modo, continuaremos a prestar a nossa assistência técnica a Angola visando a melhoria da saúde pública e dos seus determinantes sociais.

 

 

 

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Ministério da Saúde lança bases para aplicar o novo Regulamento Sanitário Internacional

 

A implementação do Regulamento Sanitário Internacional de 2005 (RSI) levou o Ministério da Saúde a organizar nos dias 12 e 13 de Dezembro, em Luanda, o primeiro encontro de coordenação de Pontos Focais sectoriais, com a participação de vários organismos e instituições que concorrem para a prevenção de riscos e de ameaças para a saúde pública.

O encontro de coordenação dos Pontos Focais sectoriais responsáveis pela aplicação do RSI decorreu na Caixa Social das Forças Armadas, em Luanda, com a participação de aproximadamente 90 delegados, incluindo representantes dos ministérios dos Transportes, Comércio, Finanças, Interior, Agricultura, Pescas, Ambiente, FAA (Forças Armadas Angolanas) e da OMS.

Discursando na sessão de abertura deste evento, em nome do Ministro da Saúde, a Directora Nacional de Saúde Pública de Angola, Adelaide Carvalho, sublinhou que o encontro teve por finalidade «organizar e desenvolver capacidades básicas das equipas nacionais dos diferentes sectores envolvidos na implementação do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) a nível nacional».

 

O que é o Regulamento Sanitário Internacional

O Regulamento Sanitário Internacional, de 2005, entrou em vigor em Junho de 2007, com o objectivo de prevenir a propagação de doenças e de epidemias e aumentar a segurança sanitária internacional, tendo sido ratificado pela Assembleia Nacional de Angola em Setembro de 2008. O RSI é um tratado juridicamente obrigatório para os Estados-Membro da OMS que o tenham ratificado, impondo como obrigações a designação de Pontos Focais, institucionais, para a sua aplicação; a melhoria da capacidade de detecção, notificação e avaliação de riscos para a saúde pública, assim como a resposta, assim como a revisão de toda a legislação que possa contrariar o espirito desse tratado internacional.

Segundo a Directora Nacional de Saúde Pública, a nova fase de desenvolvimento socioeconómico de Angola e a abertura ao comércio e movimentos transfronteiriços, exige a coordenação de esforços multissectoriais para minimização dos riscos para a saúde das populações. «Urge que as autoridades do sector da saúde e de outros sectores relacionados se empenhem na busca de mecanismos funcionais e sustentáveis para a aplicação do regulamento nacional e internacional», concluiu.

 

Apoio da OMS

Na mesma ocasião, o Representante da OMS em Angola, Hernando Agudelo, felicitou as autoridades nacionais pela realização deste encontro, sublinhando que o mesmo se enquadra no âmbito da resposta internacional aos riscos para a saúde pública e às ameaças de propagação de doenças, derivadas do incremento do comércio e das viagens internacionais.

Hernando Agudelo reiterou o apoio técnico da OMS aos Estados-Membros, para prevenir e travar a expansão de doenças dentro e fora das suas fronteiras, mediante o reforço de capacidades nacionais de vigilância e resposta.

 

 

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Prioridades em 2014

Saúde reprodutiva e doenças crónicas não transmissíveis no centro das atenções do Minsa

 

Em 2014 “queremos aumentar a cobertura da saúde reprodutiva – de modo a que o corte da transmissão vertical cresça exponencialmente –, melhorar as intervenções ao nível da tuberculose, designadamente nas questões das multi-drogas, resistência e abandonos da terapia, e dar uma grande atenção às doenças crónicas não transmissíveis, como o cancro, com rastreios aos da mama e colo do útero”, assegurou o ministro da Saúde, José Van-Dúnem,  em entrevista à Angop, no final do ano.

Melhorar o comportamento das pessoas, no sentido de evitar os acidentes rodoviários, promover a actividade física para retardar e diminuir o peso da diabetes e trabalhar ao nível da legislação dos medicamentos – para aqueles com doenças crónicas que têm de tomá-los ao longo da vida possam tê-los sempre e a um preço acessível – constituem outras das prioridades, de acordo com o responsável do sector.

Se as boas novas são a diminuição da mortalidade materna e infantil e o provável recebimento do certificado de eliminação da poliomielite , a nuvem negra surge no horizonte do Bié com o crescimento exponencial do Sida que passa de uma prevalência de 0,6 por cento, em 2014, para 5,8 em 2011. “Se não se tomar medidas de grande intensidade poderemos ter uma situação muito grave”, adverte o ministro. Todavia, no resto do país “o Sida continua em níveis controlados e temos a seroprevalência mais baixa da região”, assegurou Van-Dúnem.

 

Mortalidade por malária baixa dois terços

A mortalidade por malária baixou dois terços. E continua a decrescer porque “por um lado, há medicamentos que são muito eficientes – a associação à base de artemisinina deu resultados extraordinários –, as pessoas têm mais informação, procuram as unidades sanitárias mais cedo e, finalmente, o diagnóstico com testes rápidos que não exige técnicos treinados, a par de uma forte actividade na luta anti vectorial, quer na fase larval, com biolarvicidas, quer na fase adulta do mosquito, com pulverização intra e extra-domiciliar e a utilização de mosquiteiros”, concluiu.

 

 

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Dezembro marcado pelas  Jornadas Científicas na Faculdade de Medicina da UAN

 

“Doenças crónicas não transmissíveis: problemas, desafios e perspectivas no contexto angolano” foi o tema que juntou, a 5 e 6 de Dezembro, na Aula Magna da Faculdade de Medicina, estudantes e docentes desta instituição, entre outros profissionais da área da saúde convidados, para as suas jornadas científicas.

Segundo o Decano, Miguel Bettencourt Mateus, a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, decidiu trazer um tema que já começa a ser caro para a sociedade angolana, na medida em que implica neste momento uma grande intervenção por parte de todos nós e que tem um significado muito importante em termos de saúde pública das populações.

“É reconhecido pelas entidades sanitárias mundiais que as doenças crónicas não transmissíveis têm um peso nos países em desenvolvimento (como Angola), porque sobrecarregam muito os sistemas de saúde e têm também repercussões a nível da rentabilidade e consequentemente do desenvolvimento do país”, asseverou.

Assim os objectivos que nortearam estas Jornadas Científicas visaram abordar em profundidade o tema, mostrar à comunidade aquilo que a Faculdade tem feito com os professores e estudantes relativamente à prevenção destas doenças e, também, criar um espaço de debate e de discussão relativamente a essa questão.

O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca, convidado para a conferência de abertura, contextualizou o tema no âmbito do programa sanitário em Angola abordando igualmente os desafios e perspectivas.

Outra ilustre figura presente no acto foi  o representante da OMS em Angola, Hernando Agudelo, que tratou de  apresentar a visão daquela organização quanto às doenças crónicas não transmissíveis.

Ao longo dos dois dias que duraram as Jornadas, foram apresentados mais de 35 temas divididos em 7 painéis sendo o primeiro sobre Saúde Comunitária, e os restantes sobre Patologia Médica I e II, Patologia Infantil, Patologia Materna, Educação e Ciências Fundamentais, e, por último, o painel sobre Patologia Cirúrgica.  Também foram discutidos cerca de 11 Posters.

O Jornal da Saúde aproveitou a oportunidade para saber do Decano Miguel Bettencourt como foi este ano académico na Faculdade de Medicina e quais as perspectivas para 2014. Eis que o mesmo assegura estar a terminar bem e sem sobressaltos de maior. Quanto às aspirações para o próximo ano são manter-se na linha de actividade, fazer com que a Faculdade continue a afirmar-se e a expandir-se em termos de pesquisa, de ensino, graduação e pós-graduação.

“Temos desenvolvido um trabalho com a criação de novas áreas de pós-graduação que está visível e que está a dar frutos. Portanto para o ano pretendemos manter esta linha e desenvolver outros projectos que estão já em estudo” garante Miguel Bettencourt.

 

 

 

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Angola na vice-presidência do FARMED

Membros aprovam os objetivos e a estratégia a médio e longo prazo

 

O Director Nacional de Medicamentos e Equipamentos, Boaventura Moura, participou na primeira reunião plenária do  Fórum das Agências Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono (FARMED) que reuniu, a 28 de Novembro, na sede do Infarmed, em Lisboa, representantes das agências reguladoras do medicamento e produtos de saúde dos países do espaço lusófono.

O encontro constituiu a concretização da declaração de compromisso assinada em Luanda, no passado mês de Maio, que formalizou a criação do FARMED e definiu o conjunto dos princípios fundadores que devem orientar a atividade desta rede.

O FARMED visa, através da mútua colaboração, criar um quadro convergente de atuação para estimular o fortalecimento das capacidades nacionais, promover e garantir o acesso e o uso racional de medicamentos de qualidade, eficazes e seguros, contribuir para o desenvolvimento sustentado do setor e dos respectivos sistemas de saúde, e para a eliminação das barreiras a esse desenvolvimento.

Assim, reunidos pela primeira vez em sessão plenária, os membros do FARMED aprovaram os objetivos e a estratégia a médio e longo prazo, as suas regras de funcionamento, a sua identidade visual e elegeram também os seus corpos dirigentes, para um mandato de dois anos.

O Director Nacional de Medicamentos e Equipamentos de Angola, Boaventura Moura, foi eleito como primeiro vice-presidente do Conselho Directivo do FARMED, para cuja presidência foi eleito o Presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, tendo sido também eleitos os membros da Assembleia Geral, do Comité Consultivo de Alto Nível e do Secretariado.

O acesso ao medicamento, reforço da regulamentação, combate aos medicamentos falsificados, comprovação de qualidade e formação de recursos humanos, foram algumas das áreas contempladas no plano de acção acordado durante a reunião.

Boaventura Moura foi acompanhado por Pombal Mayembe e João Novo.

 

Declaração de Lisboa

No final do dia foi assinada a “Declaração de Lisboa” que resume os objetivos estratégicos, as áreas de atuação e o compromisso dos seus membros em tornar o FARMED numa rede de referência indissociável do sector do medicamento do espaço lusófono.

Na ocasião, Eurico Castro Alves, salientou que ”os responsáveis pelas agências reguladoras do medicamento do espaço lusófono, tomaram um conjunto de decisões para que esta rede seja efectivamente um catalisador do desenvolvimento e da consolidação da regulação do setor farmacêutico no espaço lusófono, através da partilha e discussão de boas práticas, de fomento do intercâmbio de experiências, tecnologia e informação na área do medicamento”.

Aludindo ao atual contexto socioecómico que o país atravessa, o Ministro da Saúde de Portugal, Paulo Macedo, que presidiu à cerimónia de assinatura da “Declaração de Lisboa”, salientou que “a partir das dificuldades surgem oportunidades de, numa visão integrada, alicerçar no sector da saúde fontes de desenvolvimento económico e social que se traduzem elas próprias numa resposta estrutural às fragilidades económicas que atravessamos”.

 

 

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Estreia científica

Células estaminais humanas convertidas pela primeira vez em células pulmonares funcionais

 

A caminho do transplante de pulmões feitos a partir das próprias células dos doentes

Pela primeira vez, uma equipa de cientistas conseguiu converter células estaminais humanas – células indiferenciadas capazes de dar origem a todos os tecidos do organismo – em células funcionais dos pulmões e das vias respiratórias. O trabalho foi publicado online, no início do mês, na revista Nature Biotechnology.

“Outros cientistas já foram relativamente bem-sucedidos a transformar células estaminais humanas em células cardíacas, células beta do pâncreas [as células produtoras de insulina] , células intestinais, hepáticas e nervosas”, diz Hans-Willem Snoeck, da Universidade de Columbia (EUA) e autor principal do estudo, em comunicado daquela instituição. “Agora, conseguimos finalmente fabricar células do pulmão e das vias respiratórias, o que é importante porque os transplantes de pulmão têm actualmente um prognóstico particularmente desfavorável.”

Claro que as aplicações clínicas dos resultados “são para daqui a muitos anos”, salienta o investigador. “Mas já podemos começar a pensar em fazer transplantes autólogos de pulmão – ou seja transplantes que utilizam as próprias células dos doentes (células da pele) para gerar tecido pulmonar funcional.”

Em 2011, a equipa de Snoeck descobriu um conjunto de substâncias químicas capazes de transformar células epiteliais embrionárias (colhidas em embriões humanos no início do seu desenvolvimento) e também células pluripotentes induzidas (geradas por “reprogramação” de células cutâneas adultas) em células precursoras das células pulmonares e das vias respiratórias. Agora, graças à descoberta de ainda outras substâncias, conseguiram completar a transformação dessas células precursoras em células funcionais da parede dos pulmões, incluindo células produtoras de uma substância tensioactiva essencial à manutenção dos alvéolos pulmonares.

 

Criação de pulmões

Para já, o resultado poderá permitir criar modelos de doenças respiratórias, testar novos medicamentos ou estudar o desenvolvimento pulmonar, explica o mesmo comunicado.

O derradeiro objectivo, contudo, seria a criação de pulmões biologicamente compatíveis com os doentes – o que permitiria evitar os problemas de rejeição imunitária inerente aos transplantes de órgãos convencionais. Para o fazer, seria preciso partir de um pulmão humano vindo de um dador, retirar-lhe todas as suas células conservando apenas a sua “ossatura”, e a seguir “semear” as células pulmonares derivadas das próprias células do doente para elas preencherem essa matriz e formarem um novo pulmão.

 

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IX Congresso Internacional dos Médicos em Angola

Lema: o compromisso dos médicos no âmbito do sistema nacional de saúde – um imperativo ético, constitucional e social

 

PROGRAMA CIENTÍFICO

 

Sexta - Feira 24 de Janeiro de 2014

07h30 Abertura do Secretariado e entrega de documentação

 

AUDITÓRIO

 

09h00  Sessão solene de abertura

10h00  Conferência de abertura: Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS)  – Um desafio de todos e  para todos

Moderador: Carlos Alberto Pinto de Sousa

Prelector: José Vieira Dias Van-Dúnem - Ministro da Saúde de Angola

11h00  Pausa café. Inauguração da feira Médica Hospitalar 2014

11h30 Mesa redonda: Organização dos serviços de saúde – a municipalização e a diminuição das assimetrias da prestação de cuidados de saúde. Inserção na rede de cuidados.

Moderador: Ana Escoval

• O conceito de proximidade como factor de humanização – o papel dos médicos na rede hospitalar - Isilda Neves

• A especificidade dos estabelecimentos hospitalares municipais - Helga Freitas

• Orientação de boa prática clínica: o papel da avaliação económica para a sustentabilidade do sistema de saúde – João António Pereira

• A definição das responsabilidades a nível nacional, provincial e municipal - Adelaide Carvalho

13h30 Pausa / Almoço

14h30  Mesa redonda: Saúde e cidadania

Moderadora: Ismael Mateus

• Doenças persistentes e as ameaças das novas doenças - Representante da OMS em Angola –Hernando Agudelo

• Educação, comunicação e comportamentos - Victor Kajibanga

• O papel dos media - Amílcar Xavier

• O contributo dos médicos para a educação: na prevenção da doença, na promoção da saúde e no tratamento; as questões éticas. A humanização. - José Manuel Silva

 

16h15 Pausa/Café

16h30 Mesa redonda: O estado da arte médica – Uma avaliação abrangente

Moderador: Roberto D’Ávila, Presidente do Conselho Federal de Medicina do Brasil

• O regime ambulatório – para onde caminhamos? - Lina Antunes

• A utilização dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica e a sua utilização - Vasco Sabino

• A situação actual da oferta em cirurgia e como se adivinha o futuro? - Manuel Pedro Magalhães

• A situação actual da oferta em medicina e como se desenvolve face às exigências das situações emergentes - António Marques

• A educação médica e a investigação – uma visão integradora ao serviço da saúde – António Vaz Carneiro

18h30 Fim dos trabalhos do 1º dia do Congresso

 

sala 1

 

11h30 Temas Livres:

Moderador: Santos Nicolau

• Manual de procedimentos do serviço de farmacovigilância do hospital geral e hospitais municipais

Prelector: Daryanis Guilbeaux Guilarte

• Medicamentos biosimilares: tendências e desafios na prática clínica

Prelector: Sérgio Simões

12h00 Simpósio ARCOXIA: Avanços no tratamento da dor

Moderador: Victória Mangueira

Prelector: Guilhermino Joaquim

12h30 Conferência: Câncer da próstata - O que há de novo no diagnóstico e tratamento

Moderador: Nilo Borja

Prelector: Carlos Manuel Dias Semedo Jesus

13h00 Conferência: Uma experiência de governação hospitalar

Moderador: António V Dias Cunha

Prelector: Constantina Machado

13h30 Pausa/Almoço

14h30 Simpósio: Contributo da engenharia para a melhoria da gestão clínica

Moderador: Rui Veiga Pinto

Prelector: Carlos Tomás / Paulo Sousa

15h00 Simpósio SINGULAIR : A importância de leucotrienos no tratamento da asma respiratória

Moderador: Arlindo Chilumbo

Prelector: Margarete Teixeira Arrais

15h30  Simpósio: Normas de orientação clínica

Moderador: Alfredo Carvalho

Prelector: António Vaz Carneiro

16h00  Temas Livres

Moderador: Inglês Pinto

• Projecto de novo modelo metodológico de relatório de autópsia médico-legal em Angola

 Prelector: Maria de Fátima João Cardoso Almeida

• Projecto metodológico de relatório de avaliação do dano corporal pós-traumático em direito civil

Prelector: Paula Cristina dos Santos Joselino Adriano

• Projecto metodológico de relatório de avaliação do dano corporal pós-traumático em direito penal em Angola

Prelector: Esperança Manuel da Silva Costa

16h45 Conferência: Hidrocefalia em Angola

Moderador: Manuel Filipe Dias dos Santos

Prelector: Mayanda Inocente

17h15 Temas Livres:

Moderador: Mayanda Inocente

• Diagnóstico clínico imagiológico do tumor cerebral

Prelector: Luís Hernandez Arredondo

• Traumatismo vertebromedular. Apresentação de série de 49 paciente operados na clínica Sagrada Esperança

Prelector: Ashley Emílio Obregón Marin

• Onfalocele. Cierre por etapas con anestesia local

Prelector: Alejandro Ramirez Batista

 

sala 2

 

11h30 Temas Livres:

Moderador: Miguel Santana Bettencourt Mateus

• Panencefalite esclerosante subaguda (PEES). A propósito de um caso

Prelector: Elisa Isabel Inglês Pinto

• Neurocisticercose cerebral, a propósito de um caso

Prelector: Alberta Lutucuta

• AVC na nossa realidade. O que podemos fazer?

Prelector: Elisa Isabel Inglês Pinto

13h00 Tema Livre: O valor da probabilidade na análise de rastreio da hipertensão arterial e diabetes mellitus

Moderador: Sandra Neto Miranda

Prelector: José Belchior da Silva

13h30 Pausa/Almoço

14h30 Temas Livres

Moderador: Caetano Prata

• Abordagem do doente grande queimado. Perspectiva da cirurgia plástica e reconstrutiva. A propósito de casos clínicos

Prelector: Águeda Carvalho

• Casuística do serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva do hospital Josina Machel

Prelector: Frank Fernandes

15h00 Conferência: Os avanços da cirurgia plástica em Angola

Moderador: Leonardo Inocêncio

Prelector: Dadi Bucusso

15h30 Tema Livre: Avaliação da infecção por Helicobacter pylori numa população angolana, constituída por doentes que acorreram ao serviço de gastroenterologia do HMP/IS

Moderador: Lurdes Monteiro

Prelector: Belmiro Rosa

15h45 Tema livre: Manifestações cutâneas em pacientes com HIV/Sida

Moderador: Lídia Voumard

Prelector: Claudia Lassaleth Gaspar

16h00  Temas Livres:

Moderador: Edgar Florindo

• Experiência de cirurgia de cabeça e pescoço no hospital Josina Machel

Prelector: Leonel Miguel Guiala

• Experiência da cirurgia da tiróide em Malange

Prelector: Emir Balmaseda

16h30 Tema Livre: Tumor benigno do pâncreas-caso clínico

Moderador: Júlio Neto

Prelector: Emir Balmaseda

16h45 Temas Livres

Moderador: Mário Jorge

• Comportamento da sépsis respiratória em pacientes ventilados com insuficiência renal aguda

Prelector: Cláudia Garcia Raola

• Comportamento de acesso vascular em pacientes com doença renal crónica em hemodiálise

Prelector: Maria Esther Sánchez

• Remissão tardia a programas de diálise em pacientes com doença renal crónica

Prelector: Maria Esther Raola Sanchez

17h30 Temas Livres: Diagnóstico microbiológico de infecções da corrente sanguíneo

Moderador: Adelaide Neto Cardoso Matias

Prelector: Ricardo Cabral

17h45 Tema Livre: Não há saúde sem saúde mental – Experiência de Portugal

Moderador: Fausta Sá Vaz da Conceição

Prelector: Mariana Pinto da Costa

18h00 Temas Livres

 Moderador: Manuel Augusto Rocha

• Epidemia global da doença vascular crónica. Desafio e um novo paradigma

Prelector: Maria Ester Raola Sanchez

• Processo de gestão actual do acesso vascular dos pacientes em programa de hemodiálise. Impacto na qualidade de diálise

Prelector: Maria Ester Raola Sanches

 

Sábado, 25 de Janeiro de 2014

AUDITÓRIO

 

09h00 Mesa Redonda: Saúde, empreendedorismo e inovação.

Moderador: Carlos José das Neves Martins – Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte

• O empreendedorismo e a inovação na saúde – alguns factores potenciadores de novos projectos: (I) informatização da prescrição electrónica; (II) Plataforma de dados em saúde; (III) Benchmarking hospitalar- Tiago Baptista

• Gestão da saúde e bem-estar (investimentos, alocação de recursos, vigilância sanitária, prevenção, factores de risco), como uma necessidade de tornar sustentável o Sistema Nacional de Saúde - Álvaro Moreira da Silva

• Gestão dos medicamentos nas suas várias dimensões e particularidades – Boaventura Moura

• Participação do médico na tomada de decisão na gestão de serviços - José Vieira Dias Cunha

• As parcerias nacionais e internacionais como factores de desenvolvimento de projectos globais inovadores, designadamente na criação e desenvolvimento de centros de excelência - João Pinto de Guerreiro (Reitor da Universidade do Algarve)

11h00 Pausa/Café

11h30 Conferência: Educar é a Nossa Missão

Prelector: Fundação Lwini

12h00 Conferência: Tratamento médico-cirúrgico sem sangue-Enfrentando o desafio

Moderador: João Baptista Sardinha

Prelector: José Roquete (Portugal)

12h30 Conferência: Patologia oncológica em Angola

Moderador: Fernando Miguel

Prelector: Carlos Mariano Manuel

13h00 Conferência: A diferenciação dos cuidados de saúde pela qualidade

Moderador: Miguel Santana Bettencourt Mateus

Prelector: Carla Gonçalves Pereira

13h30 Pausa/Almoço

14h30 Conferência: HIV e doença renal - Experiência da África do Sul

Moderador: Engrácia Barber Van-Dúnem

Prelector: Trevor Gerntholtz

15h00 Conferência: Transplantes renais - Experiência da África do Sul

Moderador: Matadi Daniel

Prelector: Trevor Gerntholtz

15h30  Simpósio: Telemedicina em saúde

Moderador: Luís Bernardino

Prelector: Antoine Geissbuhler

16h00 Conferência: Erro em medicina

Moderador: Paulo Adão Campos

Prelector: João Paulo Conceição

16h30 Conferência: Plano Nacional de Desenvolvimento de Recursos Humanos – A criação de valor humano. Culmina a evidência da necessidade de ser valorizado constantemente o factor humano.

Moderador: José Vieira Dias Van-Dúnem – Ministro da Saúde de Angola

Prelector: Carlos Alberto Masseca-Secretário de Estado da Saúde de Angola

17h30 Sessão solene de encerramento do Congresso

 

sala 1

 

09h30 Simpósio: Reunião de consenso para a revisão das directrizes para o uso clínico dos componentes

sanguíneos

Moderador: Luzia Fernandes

Prelector: José António Duran

10h00 Conferência: Diagnóstico imagem: como vamos?

Moderador: António Capita

Prelector: Vasco Sabino

10h30 Conferência: Gastroenterologia. O que há de novo.

Moderador: Mário Conde

Prelector: Belmiro Rosa

11h00 Pausa/Café

11h30 Conferência: Hepatite viral B e C do diagnóstico, prevenção e tratamento

Moderador: Francisco Belmiro Rosa

Prelector: Joana Mafalda Gameiro Nunes

 12h00 Simpósio JANUVIA: Novos avanços no tratamento do diabetes tipo 2 - o papel das incretinas''

Moderador: Jesus Castro Escalone

Prelector: Manuela Sande

12h30 Conferência: Hipertensão arterial e risco cardiovascular-Particularidades terapêuticas

Moderador: Mário José da Cruz Correia Fernandes

Prelector: Braz Nogueira

13h00 Conferência: Últimos avanços em cirurgia laparoscópica

Moderador: Mário Conde

Prelector: António Lacy

13h30 Pausa/Almoço

14h30 Conferência: Actualização do protocolo de tratamento da malária em Angola

Moderador: Maria Fernanda Dias Monteiro

Prelector: Filomena Fortes

15h00 Conferência: Emergência médicas em Angola: desafios presentes e futuros

Moderador: António Costa

Prelector: Eustáquio Gomes

 

sala 2

 

09h30 Temas Livres:

Moderador: Sílvia Van-Dúnem

• Defeito visual residual em pacientes operados de catarata com LIO e técnica de Blumenthal

Prelector: David Ferrer Cruz

• Irídio laser. Procedimento de eleição no tratamento do glaucoma de ângulo fechado

Prelector: Leonor Rosário Diaz Afonso

• Retina clínica e cirúrgica. Experiência no Centro Oftalmológico de Benguela

Prelector: Jorge Alberto llerena Rodriguez

• Tolerância zero à baixa visão devido a erros de refração nas escolas primárias em Angola

Prelector: Pedro Lara Albuquerque

10h30 Simpósio: Glaucoma

Moderador: Pedro Albuquerque

Prelector: África do Sul

11h00 Pausa/Café

11h30 Temas Livres:

Moderador: Ermelinda Soito Ferreira

• Diarreia em crianças menores de 5 anos no hospital Geral do Bengo

Prelector: Carolina Gasparinho

• Rastreio neonatal da doença de células falciformes em Luanda

Prelector: Brígida Santos

• Sistema de vigilância de morbilidade pediátrica do Hospital Geral do Bengo

Prelector: Ana Oliveira

12h15 Tema Livre: O laboratório de microbiologia do futuro

Moderador: Carlos Salvador

Prelector: Ricardo Cabral

12h30 Temas Livres:

Moderador: Cesaltina Major

• O tratamento Integral das crianças com paralisia braquial obstétrica

Prelector: Isabel Rosa

• Paralisia cerebral infantil-Critérios de diagnóstico para tratamento reabilitador

Prelector: Manuela Escolástica de Oliveira

13h00 Temas Livres:

Moderador: Isabel de Brito

• Avaliação clínica imunológica dos tratamentos anti-bacilar e TARV nos pacientes co-infectados TB/SIDA no hospital Geral de Nova Iguaçu

Prelector: Afonso Zola

• Efectividade do controlo da schistosomíase no Bengo

Prelector: Manuel Lemos

13h30 Pausa/Almoço

14h30 Temas Livres

Moderador: Emília Ribas

• Implementação de um sistema de autópsia verbal no município de Dande

Prelector: Edite Rosário

• Projecto metodológico para a inserção de novo modelo de relatório pericial de sexologia forense

Prelector: Cecília Marina Agostinho Gomes

• Avaliação do dano corporal pós-traumático-Tabela de incapacidades de Angola

Prelector: António Francisco Pascoal

 

 

 

 

 

Cursos Pré-Congresso

 

1 A crise na doença drepanocítica

2 Abordagem da criança com    desidratação grave

3 Abordagem do politraumatizado

4 Abordagem e manuseio do doente   com edema agudo do pulmão

5 Colposcopia e rastreio do cancro   do colo uterino

6 Convulsões: abordagem e tratamento

7 Crise psicótica aguda: abordagem   e tratamento

8 Diabetes Mellitus: abordagem   e tratamento

9 Edema na criança

10 Electrocardiografia básica: como fazer  e como interpretar

11 Emergência hipertensiva: o que há   de novo?

12 FCCS (Fundamentals of Critical   Care Support)

13 Gestão hospitalar

14 Holter e arritmologia básica

15 Imobilização dos membros

16 Investigação de surtos

17 Malária: diagnóstico e tratamento

18 Manuseio do doente nos cuidados   intensivos

19 Noção básicas de otoscopia para   clínicos gerais

20 O clínico e as emergências oncológicas

21 Organização e funcionamento   de um laboratório hospitalar

22 Perícia médica

23 Princípios gerais sobre terapêutica   em dermatologia

24 Queimaduras: abordagem    e tratamento

25 Reanimação do recém-nascido

26 Tripanossomiase: diagnóstico   e tratamento

27 Tuberculose e multidroga resistência

28 Urgência na doente com HIV

29 Urgências cirúrgicas

30 Urgências em ORL

31 Urgências em urologia

32 Urgências obstétricas: abordagem   e tratamento

33 Urgências oftalmológicas

34 VIH/SIDA: diagnóstico e tratamento

 

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Hospital Municipal do Bailundo

Abertura do bloco operatório garante maternidade segura

 

Cesarianas deixaram de ser motivo para a transferência de pacientes do hospital municipal do Bailundo para o hospital geral do Huambo. Com a abertura do bloco operatório, foram efectuadas 76 cirurgias, em menos de três meses, assegura o seu Director-geral, Evaristo Paulino Chissende, num balanço exclusivo para o Jornal da Saúde.

 

— Há cerca de três meses que o bloco operatório funciona neste hospital. Como tem sido a actividade?

— A actividade cirúrgica neste hospital veio dar resposta a um grande constrangimento de saúde pública: as inúmeras transferências de casos de maternidade para o hospital geral do Huambo, quando não ocorriam em condições normais. Essa situação constituía um sério problema porque o governo angolano e nós, aqui “na base”, temos responsabilidades acrescidas em trabalhar para a reduzir a morbi-mortalidade materno-infantil. Entretanto, a partir da data em que se inaugurou o bloco cirúrgico do hospital municipal do Bailundo já não se verifica qualquer transferência dessa natureza.

Começamos num momento um pouco difícil devido a algumas limitações, principalmente no domínio dos recursos humanos. Mas os recursos materiais foram concedidos, preparados com toda a responsabilidade e temos o bloco operatório em funcionamento 24 horas ao dia.

— Qual é a capacidade do bloco operatório?

— Temos dois blocos cirúrgicos com salas anexas, designadamente a de reanimação, com a capacidade de cinco leitos. Em termos de recursos humanos, dispomos de dois médicos especialistas obstétricos, duas médicas especialistas anestesistas, quatro instrumentistas e quatro anestesistas, além de outras equipas de enfermagem e maqueiros para o serviço de apoio.

Desde a sua inauguração, foram efectuadas 76 cirurgias: 25 cesarianas, 10 hemorragias, 10 roturas uterinas, desproporção cefalopélvica em 10 casos e 14 casos de sofrimento fetal agudo. Foram executadas intervenções em duas  pacientes com gravidez ectópica e cinco com placenta prévia. De referir que todos os casos culminaram em cesarianas com êxito.

Das dez hemorragias com cesarianas, um caso culminou em óbito. Tratou-se de uma gravidez gemelar, chegada da comunidade, cujo parto foi inicialmente domiciliar: um dos bebés nasceu em casa, mas o segundo não chegou a acontecer, tendo a paciente chegado à nossa unidade hospitalar já em choque hipovolémico irreversível.

— O que mais o preocupa no bloco operatório, desde o seu arranque?

— A maior preocupação cinge-se principalmente ao domínio dos recursos humanos. Concretamente, enfermagem cirúrgica. Ou seja, precisamos de mais instrumentistas, de mais anestesistas e mais equipas de apoio, como ajudantes para salvaguardar a outra área de suporte que é a reanimação. Estamos um pouco limitados, mas os esforços da Direcção Provincial da Saúde e do hospital já estão a ser envidados. No primeiro trimestre de 2014 vamos injectar mais uma vez uma equipa de enfermeiros ao hospital geral do Huambo para a sua superação e esperamos suprir esta necessidade.

Outra área de apoio que precisamos reforçar é a central de esterilização para que dê as respostas mais adequadas, pois queremos que o bloco operatório funcione sempre 24/24 horas, sem que tenhamos necessidade de enviar  casos ao hospital geral do Huambo.

— Deixa claro que o bloco operatório atende apenas os casos de maternidade. Porém, sabemos que os acidentes de viação têm preocupado em grande medida, devido aos casos de traumatismos que  chegam e que na maior parte das vezes necessitam de intervenção cirúrgica...

— De facto. Mas, numa primeira fase, estamos vocacionados para o bloco cirúrgico obstétrico porque, paralelamente a outras causas de transferências para o Huambo, o maior número de casos são os de maternidade e também por uma questão de prioridades. Para atender os casos ortotraumatológicos causados pelos acidentes de viação teremos a oportunidade de activar o terceiro bloco operatório.

— Sim, mas neste momento qual é o tratamento que se dá aos pacientes com casos ortotraumatológicos?

— Normalmente atendemos esses casos em urgência, tomamos os cuidados exigidos – tal como fazer uma imobilização em caso de fractura e diminuir o limiar de dor do paciente – e transferimo-los com segurança para o hospital geral do Huambo, dado que também não dispomos de especialistas.

 

 

 

 

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Executivo do Huambo implementa estratégia para travar surto de cólera

 

Nas duas primeira semanas de Dezembro foram confirmados mais de 100 casos de cólera na província do Huambo, dos quais resultaram oito óbitos.

Segundo um comunicado de Direcção Provincial de Saúde, a suspeita confirmou-se com exames laboratoriais a partir de amostras enviadas à capital do país. “Está confirmado, o Huambo está afectado neste momento por um surto de cólera em particular no município sede, com maior realce no bairro Benfica Frederico” afirmou o seu porta-voz, Isaac Cassenje.

O responsável afirmou por outro lado que dos oito óbitos, sete foram extra hospitalares.

Face à situação, o director provincial de Saúde, Frederico Juliana, garantiu que estão a ser tomadas medidas necessárias no sentido de travar o surto. Entre outras, a mobilização social para a passagem de informação da existência da epidemia, as suas formas de contágio e prevenção. Para o efeito foi constituída uma comissão integrando representantes das direcções de Energia e Águas, Indústria, Comunicação Social, Ambiente e Protecção Civil e Bombeiros.

O director da Saúde no Huambo apontou a falta de saneamento básico e consumo de água imprópria como as principais causas do surgimento do surto de cólera na região.

 

Envolvimento a todos os níveis

A erradicação da epidemia na província mereceu igualmente o envolvimento dos altos dirigentes do Huambo. Num encontro de análise da situação da doença, o vice-governador local para a área política e social, Guilherme Tuluka, afirmou ser fundamental que autoridades religiosas, tradicionais e outras informem as comunidades sobre as formas de transmissão e prevenção da cólera.

“Temos de nos envolver todos no combate a cólera nos mais diversos níveis e de forma séria, assim como fazer um grande esforço para buscar alternativas orçamentais, no sentido de se acautelar a propagação desta doença nos bairros, sectores, comunas, municípios e em toda a província”, orientou.

Uma das medidas da direcção da saúde foi centralizar o tratamento de todos casos no centro de saúde do Benfica por ser o local onde a maior parte ocorreu e para reduzir o risco de disseminação. Na eventualidade dos casos persistirem está a ser preparado um centro de tratamento de cólera com todas as condições técnicas e humanas, assegurou o porta-voz da instituição.

 

 

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Descoberto gene associado à asma nas crianças

 

Análise de genoma de mais de mil crianças com graves ataques de asma revela cinco genes com mutações associadas à doença, um dos quais desconhecido.

 

Uma equipa de investigadores analisou o genoma de 1173 crianças com crise agudas de asma, que são obrigadas a recorrer ao hospital, para tentar identificar genes que estejam por trás desta crise. Os cientistas compararam mutações genéticas associadas à doença com o genoma de 2500 adultos e crianças sem a doença, e encontraram mutações em cinco genes que, nas crianças asmáticas, estão associadas ao problema respiratório. O trabalho vem explicado num artigo publicado na revista Nature Genetics.

“Os nossos resultados mostram que os ataques de asma de crianças pequenas que necessitam de ser hospitalizadas estão normalmente relacionados com a genética. Os genes têm um papel muito maior nas crianças com asma do que nos adultos”, defende em comunicado Klaus Bønnelykke, um dos investigadores e autor do estudo, que pertence à Universidade de Copenhaga, na Dinamarca. “O nosso estudo apoia a teoria de que a asma não é uma só doença, mas um complexo de várias doenças que deverão ser geneticamente mapeadas e devem ser compreendidas individualmente.”

A equipa serviu-se do sistema de saúde dinamarquês para realizar o trabalho. Primeiro, foi aos registros nacionais de saúde procurar por crianças entre os dois e os seis anos que foram obrigadas a ir mais do que uma vez ao hospital devido a crises graves asmáticas. Depois, os cientistas recorreram ao banco genético nacional dinamarquês para recolher amostras de ADN destas crianças.

De seguida, fizeram uma análise ao genoma para identificaram mutações de genes com fortes associações às crianças com asma. Os resultados que a equipa obteve estiveram de acordo com trabalhos anteriores. Quatro genes foram associados com este problema respiratório: GSDMB, IL33, RAD50 e IL1RL1. Mas, a equipa encontrou um quinto gene, que não estava até agora mapeado, o CDHR3.

 

Papel do epitélio

Este gene é muito utilizado pelas células do epitélio, que compõem a superfície das vias respiratórias. O CDHR3 dá origem a uma proteína que fica localizada na membrana celular. “Os cientistas que estudam a asma têm vindo a estar cada vez mais interessados no papel do epitélio das vias respiratórias no desenvolvimento da asma”, diz, em comunicado, Hakon Hakonarson, pediatra pneumologista, um dos líderes da equipa, do hospital pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos.

“Anomalias no epitélio celular podem tornar um paciente mais susceptível a que características ambientais provoquem uma resposta imunitária exagerada, fazendo com que as vias respiratórias reajam de uma forma exagerada.

O CDHR3 está relacionado com uma família de proteínas envolvidas na adesão celular e na interacção entre células, é plausível que variações neste gene possam impedir o funcionamento normal destas células das vias respiratórias, tornando as crianças mais vulneráveis à asma”, sugere Hakon Hakonarson.

Segundo Klaus Bønnelykke, muitas crianças não respondem aos tratamentos contra a asma. O investigador espera que o mapeamento destes genes ajude à descoberta de medicamentos para estes casos: “Sabemos que as crianças expostas ao fumo têm um risco acrescido de sofrer um ataque de asma, mas para lá disso, nenhum dos nossos conselhos ajudam realmente, e não vamos fazer nenhum progresso até compreender os subtipos de asma que existem e os seus mecanismos fisiológicos subjacentes.”

 

 

 

 

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Nobel da Medicina de 2013 para sistema de transporte essencial nas células

Prémio distingue dois investigadores norte-americanos e um alemão

 

O Prémio Nobel da Medicina de 2013 foi para James E. Rothman (Universidade de Yale), Randy W. Schekman (Universidade da Califórnia em Berkeley) e Thomas C. Südhof (Universidade de Standford), “pelas suas descobertas da maquinaria de regulação do tráfego vesicular, um importante sistema de transporte nas nossas células.”

Já se sabia que as moléculas produzidas pelas células vivas são transportadas para os diferentes locais onde são necessárias dentro de pequenas bolsas ou vesículas. Mas, como explicou esta segunda-feira o comité Nobel em conferência de imprensa, a questão de saber como as vesículas conseguiam entregar a sua carga no sítio certo, na altura certa, permanecia um dos grandes mistérios do funcionamento celular.

 

As células estão divididas em diferentes compartimentos que desempenham funções específicas. E quando as vesículas chegam à membrana do compartimento onde devem entregar a sua carga, a sua membrana funde-se com a membrana-alvo e a carga é libertada. O trabalho dos laureados do Nobel da Medicina deste ano permitiu perceber os pormenores deste sistema de tráfego vesicular, que permite transportar hormonas, neurotransmissores, enzimas - de facto, um sem-fim de substancias diferentes, com funções diferentes - para diversos locais da células, bem como para o exterior, com uma enorme eficiência.

Nos anos 1970, Schekman (n. 1948) estudou as bases genéticas do transporte das proteínas dentro das células de levedura. Identificou então, comparando células normais com células onde o transporte era deficiente, uma série de genes que controlavam esse processo.

Nos anos 1980-1990, Rothman (n. 1950) estudou, por seu lado, a maquinaria celular que permite a fusão das vesículas com a devida membrana-alvo. Descobriu que as vesículas possuem, à sua superfície, um complexo de proteínas específico que "encaixa" em proteínas específicas complementares da membrana-alvo. Isso permite libertar cada tipo de molécula no destino certo. Porém, ainda não se sabia como é que a ordem de fusão e libertação das substâncias era dada.

Esta última fase foi estudada por Südhof (n. 1955) no sistema nervoso, levando à descoberta, nos anos 1990, da maquinaria molecular que comanda a entrega do conteúdo das vesículas. Mais precisamente, esta maquinaria responde à libertação de iões de cálcio, e é esse o sinal que leva as vesículas a fundir-se com a membrana-alvo e a libertar a sua carga, não apenas no sítio certo, mas também na altura certa.

 

Processos celulares

O sistema de transporte vesicular é crucial para uma variedade de processos celulares. Certas doenças imunitárias, neurológicas, e ainda a diabetes, caracterizam-se por defeitos nestes processos habitualmente muito bem orquestrados de tráfego intracelular. "Certas bactérias produzem toxinas que destroem o sistema de transporte vesicular, causando doenças potencialmente letais", explicou um representante do comité Nobel. É o caso, por exemplo, do tétano - ou ainda, do botulismo. E também da diabetes, onde o transporte de insulina para o exterior das células, que depende da libertação de cálcio, se encontra perturbado.

O comité Nobel salientou ainda que, embora estas descobertas não tenham ainda dado origem a novos tratamentos contra este tipo de doenças, o importante aqui é os laureados terem permitido perceber como funciona este sistema de base, crucial para o normal funcionamento de todas as células. Sem ele, a vida celular tornar-se-ia literalmente caótica.

 

 

 

 

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Medtrónica, cada vez mais firme, aposta na expansão em 2014

 

O investimento constante em meios técnicos e humanos, bem como os acordos de parceria que mantém com os maiores fabricantes e fornecedores a nível mundial, são factores que contribuem para que  a Medtrónica  seja uma das maiores empresas em Angola com experiência nos segmentos de imagem, equipamentos médicos e hospitalares, tecnologias de informação, consultoria e formação tecnológica.

 

A actuar no mercado há cinco anos, com profissionais dotados de uma vasta  experiência de cerca de 15 anos no sector, pautando-se pelo respeito, rigor, competência e uma constante actualização educativa com apoio dos seus fornecedores, a Medtrónica quer continuar a contribuir para o desenvolvimento e a melhoria da saúde dos angolanos.

Em entrevista ao Jornal da Saúde, o director-geral da empresa, engenheiro Mateus Venâncio, afirmou que o contributo está em “continuar a abastecer o mercado com as valências dos bens e serviços de que dispõem no intuito de desenvolver a área da saúde que tanto precisa”.

“O nosso objectivo não é somente a venda, mas também a instalação, a assistência técnica dos nossos equipamentos e, para além destas, a componente formação. Há dois anos que temos implementado acções de formação numa das áreas que representamos, nomeadamente a ecografia 3D para médicos e enfermeiros de unidades que são nossos clientes. Combinadas essas três vertentes que são a venda, assistência técnica e formação, garantimos a fiabilidade. Assim sendo, pensamos estar a prestar um bom serviço” garantiu Mateus Venâncio.

E a verdade da sua afirmação é comprovada pelo vasto e diversificado portfólio de clientes que a Medtrónica possui, sendo os principais o ministério da Saúde, as direcções provinciais de saúde, os governos provinciais, o ministério do Interior, os maiores hospitais e clínicas do país, entre outros.

 

A meta em 2014 será a expansão pelo país

Por enquanto a empresa não tem representações nas províncias. Contudo, segundo o seu director-geral, já está traçado o plano para, a curto prazo, abrirem sucursais nas províncias. “Por enquanto somos contactados a partir de Luanda e enviamos os técnicos para qualquer localidade do país a fim de efectuarem a instalação dos equipamentos, ou a reparação em caso de avarias, pois hoje em dia as vias de comunicação permitem e em 48 horas, no máximo, damos resposta aos clientes. Mas prevemos abrir representações nas províncias para estarmos ainda mais próximos dos nossos clientes” frisou.

O seu outro desafio é continuar a apostar na formação dos profissionais de saúde em varias áreas, estando já confirmadas acções de formação em emergência médica e anestesia.

 

Participações em exposições

A Medtrónica tem conquistado uma reputação elevada no mercado angolano também pelas suas excelentes participações em jornadas científicas, congressos e exposições, fazendo jus ao seu  lema “O melhor para os melhores”.

Recentemente, na Expo Multiperfil, que decorreu em Novembro, participou como patrocinador e expositor platina. A maior parte dos equipamentos expostos tinham a opção tecnológica de 4D, novidade no mercado, que suscitou bastante interesse aos visitantes.

Outra novidade foi o lançamento de um ecógrafo da Samsung com ecrã led de 21 polegadas. A Medtrónica é uma das primeiras a apresentar esta novidade, com aplicações muito interessantes como a elastografia que permite, num toque, detectar um cancro sem necessidade de uma cirurgia invasiva.

ß“A nossa participação é activa porque estamos em todos os eventos das diversas unidades hospitalares e associações do sector.  Já confirmamos a nossa presença na próxima feira Médica Hospitalar, em Janeiro de 2014, onde vamos apostar na melhoria e aumento da nossa representatividade”.

 

 

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Responsabilidade social

Projecto “Pé de Jaipur” vai permitir a reintegração social de vítimas de minas

 

O principal objectivo em Angola é, depois de estar presente neste mercado há mais de catorze anos, poder permanecer por muitos mais anos numa estratégia consistente de longo-prazo, como parceiro interventivo, ajudando no crescimento.  Procurando auxiliar o país, ao tornar acessíveis e disponíveis, às populações mais carenciadas, medicamentos de qualidade, respeitando as regras e leis. Para além disso, implementar alguns projectos de responsabilidade social e sem fins lucrativos, sob os auspícios da Fundação Shalina.

Nesta área da responsabilidade social, é nosso objectivo implementar bolsas de educação e especialização para estudantes finalistas nas áreas das ciências da vida que, concomitantemente, se diferenciem no seu percurso académico e que pertençam às camadas mais desfavorecidas.

Igualmente é nossa intenção implementar o projecto “Pé de Jaipur”. Albergando Angola um grande número de amputados e sendo o segundo país mais minado no mundo, sente-se a Shalina no dever de patrocinar o projecto “Pé de Jaipur”, para aliviar o sofrimento e permitir a reintegração das vítimas de minas em Angola.

O objectivo do projecto é físico, económico e social, para reintegrar o amputado no seio da sociedade, baseado nos seguintes pressupostos:

­

— Fornecer o “Pé de Jaipur” gratui-tamente ao amputado, habilitando-o a andar por conta própria e ganhar o seu sustento vivendo com autoestima;

­—  Tornar a tecnologia Jaipur disponível em Angola;

­— Formar técnicos angolanos para assumirem a responsabilidade de produzir e colocar próteses localmente.

 

 

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A Vitamina C e os seus benefícios

 

A Vitamina C ou ácido ascórbico é uma vitamina hidrossolúvel que está naturalmente presente em alguns alimentos e se encontra disponível como suplemento dietético em numerosas formulações vitamínicas.

 

Função da Vitamina C no organismo

A vitamina C é necessária ao crescimento e reparação dos mais variados tecidos do corpo humano: é fundamental na produção de uma  importante proteína usada na constituição da pele, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos, o colagénio; é essencial  no processo de cicatrização; está presente na reparação e manutenção da cartilagem, ossos e dentes.

 

Presença de Vitamina C no organismo

O conteúdo normal de Vitamina C no organismo varia entre 300 mg (escorbuto) a 2 gramas. Elevados níveis de Vitamina C (concentrações milimolares) são mantidos nas células e tecidos, sendo maiores nos leucócitos (glóbulos brancos), olhos, glândulas adrenais, glândula pituitária e cérebro.

Por sua vez, níveis baixos de Vitamina C (concentrações micromolares) são encontrados nos fluidos extracelulares, tal como plasma, glóbulos vermelhos e saliva.

 

Fontes de Vitamina C

Os frutos e vegetais, de uma forma geral, contêm sempre alguma quantidade de vitamina C.

São exemplo de frutos com elevadas quantidades de Vitamina C: melão, frutas cítricas, como laranja e uva, kiwi, manga, mamão, abacaxi, morangos, framboesas, mirtilos, mirtilos e melancia.

São exemplo de vegetais com elevadas quantidades de Vitamina C: brócolos, couves de Bruxelas, couve-flor, pimentos verdes e vermelhos, espinafres, couve, nabo e outras folhas verdes, batata-doce e branca, tomate e abóbora.

 

Deficiência em Vitamina C

Graves deficiências em Vitamina C levam ao escorbuto e aos diversos tipos desta doença. O seu aparecimento depende da reserva de Vitamina C no organismo. Normalmente o seu aparecimento é lento. Contudo, caso o aporte desta vitamina seja inferior a 10mg/dia os sinais e sintomas podem ocorrer num mês ou, até, num menor espaço de tempo.

 

Tratamento do escorbuto

A dose diária para tratamento do escorbuto é de 100 mg de ácido ascórbico 3 a 5 vezes por dia até ser atingido um total de 4 gramas /dia. A dose deve ser posteriormente diminuída, de uma forma gradual, até se atingir uma dose diária de 100mg.

Em alternativa, o ácido ascórbico pode ser tomado 1g/dia durante os primeiros 3-5 dias, seguido de 300-500 mg/dia durante 1 semana. Recomenda-se que a dose diária seja depois também gradualmente reduzida. A dose deve ser dada repartidamente uma vez que a absorção intestinal está limitada a doses de 100mg. No caso de doentes com má absorção gastrointestinal está recomendada a administração parentérica.

 

A Vitamina C como indicação em outras doenças

Não só pela sua função como antioxidante como também pela sua importante acção no sistema imunitário, a Vitamina C tem sido indicada na prevenção e/ou tratamento de numerosas afecções, como por exemplo: doenças cardiovasculares, degeneração macular relacionada com idade (DMRI – doença degenerativa da retina que provoca perda de visão), cataratas e gripe comum.

 

 

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Causas e consequências da obesidade

 

Sabia que, depois do tabagismo, a obesidade é considerada como a segunda causa de morte passível de prevenção?  Em Angola, em consequência dos novos estilos de vida, está a aumentar.

A obesidade é uma doença! Mais, é uma doença que constitui um importante factor de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças.

Há tantas pessoas obesas a nível mundial que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.

O que é a obesidade?

De acordo com a OMS, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde.

É uma doença crónica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.

A obesidade acarreta múltiplas consequências graves para a saúde.

 

Quais são os tipos de obesidade?

— Obesidade andróide, abdominal ou visceral - quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidémia e, a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como à síndroma do ovário poliquístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal — Obesidade do tipo ginóide - quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É típica da mulher obesa.

 

Como se previne a obesidade?

— Dieta alimentar equilibrada;

— Actividade física regular;

— Modo de vida saudável

 

O que causa a obesidade?

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda.

Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física.

 

Quais são os factores de risco?

— Vida sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos electrónicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade;

— Zona de residência urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade;

— Grau de informação dos pais - quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade;

— Factores genéticos - a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar;

— Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento

 

Que consequências para a saúde acarreta a obesidade?

— Aparelho cardiovascular - hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e  angina de peito;

— Complicações metabólicas - hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;

— Sistema pulmonar - dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;

— Aparelho gastrintestinal - esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;

— Aparelho genito-urinário e reprodutor - infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;

— Outras alterações - osteartroses, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.

A obesidade provoca também alterações socio-económicas e psicossociais:

— Discriminação educativa, laboral e social;

— Isolamento social;

— Depressão e perda de auto-estima.

 

 

 

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Descobertos genes que ajudam a construir a cara que temos

 

Equipa descobriu milhares de reguladores genéticos que definem a actividade dos genes que moldam a cara e o crânio durante o desenvolvimento embrionário.

 

Olhos grandes, queixo proeminente, rosto redondo: podem haver caras semelhantes mas não existem duas caras iguais. Os cientistas têm procurado compreender como é que a forma da cara e do crânio são definidas. Algures no genoma está a chave para descobrir este enigma: avós, filhos e netos com caras semelhantes demonstram que tem de haver um esboço do desenho facial dentro dos genes que passa de geração para geração. Agora, foram descobertos centenas de reguladores genéticos que são activadores dos genes que vão definindo a cara e o crânio de ratinhos durante o seu desenvolvimento embrionário.

O estudo foi feito por uma equipa de investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, que publicou o trabalho na edição impressa da revista Science do mês passado. Apesar destes reguladores genéticos fazerem parte do ADN de ratinhos, muitos deles foram mantidos ao longo da evolução e também existem no genoma humano. Para os investigadores, estes reguladores podem ser importantes para compreender o aparecimento de defeitos faciais como a fissura labiopalatal, mais conhecido por lábio leporino.

 Os reguladores de genes são pedaços de ADN que não contêm informação para a construção de proteínas, como os genes normais. Mas têm um papel importante no funcionamento da maquinaria genética pois activam outros genes. Durante o desenvolvimento embrionário podem, numa determinada altura, aumentar o grau de actividade dos genes responsáveis pelo crescimento e forma do nariz.

 “Os nossos resultados sugerem que é provável a existência de milhares destes reguladores genéticos no genoma humano e que estão, de alguma forma, envolvidos no desenvolvimento craniofacial”, diz em comunicado Axel Visel, geneticista e líder do estudo. “Ainda não sabemos o que é que todos estes reguladores genéticos fazem, mas sabemos que eles estão lá e sabemos que são importantes para o desenvolvimento craniofacial.”

 A equipa identificou 4000 candidatos a reguladores genéticos durante o desenvolvimento da cara e do crânio, depois estudou mais pormenorizadamente 200 e experimentou, em ratinhos, cortar a actividade de três destes reguladores genéticos. Os resultados foram subtis, mas evidentes. Nenhum destes ratinhos mutados desenvolveu qualquer defeito facial, mas houve diferenças na forma da cara e do crânio quando a equipa comparou os ratinhos mutados com os ratinhos controlo. Num dos casos, os ratinhos tinham caras mais longas, mas crânios mais largos e pequenos.

“O conhecimento destes reguladores genéticos, que são herdados dos pais para os filhos, e o conhecimento do seu local no genoma e do seu padrão geral de actividade no desenvolvimento craniofacial poderá facilitar obtermos mais informação sobre a ligação entre as genética e a morfologia craniofacial”, diz Axel Visel. “Os nossos resultados também oferecem uma oportunidade aos geneticistas humanos para procurar por mutações específicas nos reguladores que possam ter um papel nos defeitos congénitos, o que tem também o potencial de oferecer melhores diagnósticos e possíveis terapêuticas.”

 

 

 

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Descoberta quinta estirpe da dengue

Novidade pode dificultar a produção de uma vacina

 

Uma nova estirpe do vírus da dengue foi descoberta recentemente. Até agora, estavam descritas quatro estirpes do vírus transmitido por mosquitos do género Aedes. Há 50 anos que não se descobria uma estirpe nova.

Cada estirpe de vírus apresenta, à superfície, um perfil de moléculas distinto – têm por isso serotipos diferentes, tal como as pessoas podem ter diferentes tipos de grupos sanguíneos. Por isso, o sistema imunitário humano produz anticorpos distintos consoante a estirpe de dengue com que contacta.

Quando se é infectado pela primeira vez por uma estirpe da dengue, o sistema imunitário desenvolve anticorpos contra essa estirpe. Mas, se a mesma pessoa for infectada por uma segunda estirpe deste vírus, não está protegida e pode até ter uma infecção mais violenta, desenvolvendo dengue severa.

A nova estirpe apareceu num surto na Malásia em 2007. Na altura, foi classificada como sendo a quarta estirpe da dengue. Mais tarde, depois de se analisar o seu genoma e que anticorpos é que eram produzidos pelo sistema imunitário de macacos e humanos quando estavam em contacto com este vírus, verificou-se que se estava perante uma nova estirpe.

Esta descoberta torna mais difícil o desenvolvimento de uma vacina contra esta doença. “Até aparecer este novo serotipo, a vacina que estava a ser ensaiada estava relativamente bem”, explica Jorge Atouguia, investigador português do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, citado pela Lusa. O quinto serotipo “vem alterar tudo o que foi feito até agora em relação à vacina”.

 

 

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Manchas nos dentes, porque as tenho?

 

As manchas, ou alterações da cor dentária, podem ser classificadas em dois grandes grupos: as manchas extrínsecas e manchas intrínsecas.

 

Machas extrínsecas

No primeiro caso, as manchas são provocadas pelo meio oral após a erupção de um ou mais dentes e é consequência da imponderação superficial de corantes e pigmentos da dieta do indivíduo sobre a placa bacteriana ou sobre a película aderida.

As substâncias capazes de manchar os dentes depositam-se à superfície do esmalte, sem acarretar alteração da estrutura dentária.

Estas manchas podem apresentar várias tonalidades dependendo da sua origem. Assim:

Manchas verdes - observadas com mais frequência em crianças e jovens. Acredita-se que resulte da acção das bactérias cromogéneas sobre o esmalte. O depósito em geral fica aderido aos dentes superiores da frente (incisivos e caninos), na região próxima à gengiva (justa gengival);

Manchas pretas – Em adultos, está relacionada, na maioria das vezes ao hábito de fumar (acúmulo de alcatrão e resina do tabaco), à decomposição da hemoglobina por hemorragias gengivais crónicas, à ingestão de medicamentos com grande quantidade de ferro e pelo sulfato ferroso proveniente de fermentação de certos alimentos. Nas crianças estas manchas podem surgir como uma linha, acompanhando o contorno gengival.

Manchas castanhas – provenientes de bebidas como o chá e o café como também da acção da mucina salivar. Localizam-se preferencialmente nos dentes posteriores, podendo aparecer também na face interna dos dentes anteriores

Manchas castanhas - amareladas - alguns anti-sépticos orais ricos em clorexidina provocam manchas desta tonalidade nas superfícies entre os dentes e estão directamente relacionadas com a susceptibilidade do paciente, o tempo de uso do produto e claro a concentração.

A boa notícia é que as manchas do tipo extrínseco podem ser removidas pelo médico dentista, estomatologista ou higienista oral com a limpeza e o polimento dos dentes. Como estas manchas aparecem, com mais frequência, em bocas em que a higiene é deficiente, o truque está em melhorar a higiene oral e o controle da placa bacteriana minimizando o reaparecimento das manchas.

Nos casos em que a mancha não é possível eliminar com o procedimento acima referido, o médico poderá utilizar um jacto de bicarbonato de sódio, muito eficaz nestas situações. O branqueamento dentário poderá ser um completo interessante ao tratamento.

 

Machas intrínsecas

No caso das manchas intrínsecas, o caso muda de figura pois estas estão localizadas mais no interior do dente e na maioria das vezes apenas poderão ser atenuadas.

A maioria dos casos as manchas intrínsecas são causadas por trauma, toma de antibióticos (ex. tetraciclinas) ou excesso de flúor em idades importantes de formação dentária, tratamentos endodônticos e por fim o próprio envelhecimento.

O tratamento destas manchas, começa sempre com os procedimentos já referidos para as manchas extrínsecas mais o branqueamento dentário externo ou interno e em casos mais graves o médico poderá optar pelas facetas dentárias do sector anterior.

 

Referências bibliográficas

http://www.ident.com.br/aldamarta/caso-clinico/4592-manchas-dentarias-extrinsecas

http://odontologika.uol.com.br/dentesmanchados.htm

 

 

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Frequentar o jardim de infância

Um grande passo para o desenvolvimento do seu filho!

 

No passado dia 22 de Novembro comemorou-se, em Angola, mais um dia do Educador Nacional. Em 1979, na Fábrica Textang I, o então presidente António Agostinho Neto discursou na abertura da Campanha Nacional de Alfabetização. Para marcar tão importante actividade no nosso País foi instituído esse dia como o dia do Educador Angolano.

 

Entendendo-se como educador todo o adulto que, ao longo da vida, contribui para a educação e formação da criança. Neste artigo decidi escrever sobre o primeiro educador – o educador de infância – e a primeira instituição onde a criança será inserida – a creche ou o jardim de infância.

Sempre que avalio uma criança com qualquer tipo de dificuldade ao nível linguístico ou de comunicação, recomendo, como primeiro passo para a promoção e desenvolvimento da linguagem, a frequência da creche ou jardim de infância, pois será neste contexto que se desenvolvem e adquirem competências essenciais.

 

O educador de infância

Os educadores de infância são profissionais responsáveis pela organização de actividades educativas, a nível individual e de grupo, com vista à promoção e incentivo do desenvolvimento físico, psíquico, emocional e social de crianças dos 0 aos 6 anos de idade.

Actualmente, estes profissionais complementam em grande parte a acção educativa das famílias junto das crianças, contribuindo para a descoberta da sua individualidade e estimulando a sua percepção e integração no meio envolvente.

Cabe ao educador de infância ajudar as crianças a desenvolverem actividades sociais indispensáveis à sua formação pessoal e social ensinando-as, por exemplo, a interagir, conviver e cooperar com crianças da mesma idade e de idades diferentes, através de brincadeiras e actividades em grupo.

Deve ainda o educador de infância envolver as famílias e a comunidade nos projectos a desenvolver. A cooperação com a família permite o estabelecimento de uma relação pessoal de afecto, respeito e confiança com os pais ou educadores, condição essencial para uma acção educativa participada.

Para o bom desempenho desta profissão, é obviamente indispensável não só gostar de crianças, mas também aprender a trabalhar com elas, compreendê-las e desfrutar com elas os múltiplos divertimentos e fantasias que lhes são característicos. É necessária uma clara vocação pedagógica, bem como a capacidade de saber estar com muita atenção e disponibilidade com cada uma das crianças e, simultaneamente, com o grupo no seu conjunto. Neste sentido, é necessário que estes profissionais sejam atentos e capazes de compreender as particularidades de cada criança. Ter imaginação, sentido de humor e espírito alegre incluem-se também nas características da personalidade do educador que podem constituir uma excelente mais-valia para um correcto desenvolvimento da carreira. Esta é uma profissão considerada compensadora por quem a exerce, mas também desgastante dada a atenção que as crianças exigem.

 

A importância de frequentar o jardim de infância

Quando as crianças fazem 6 anos, é chegada a altura da ida para a escola, de aprender a ler e a escrever, de aprender a calcular. A estas e muitas outras aprendizagens junta-se a necessidade de adquirir novos hábitos e de saber viver e comportar-se no grupo turma e no contexto formal que é a sala de aula.

As crianças que frequentaram infantários poderão entrar neste "novo mundo" com vantagens. Afinal já estão habituadas à convivência com outras crianças e adultos não pertencentes à família. Aprenderam a saber estar em grupo. Aprenderam a cumprir regras. Foram desenvolvendo a sua autonomia. A passagem da casa para a escola do 1.º ciclo foi mediada pela estadia numa outra escola muito menos formalizada ou mesmo completamente informal, que possibilitou esta socialização e amenizou a transição.

— A aprendizagem da leitura e da escrita poderão ser facilitadas por actividades desenvolvidas no jardim de infância, se bem que muitas delas podem também ser feitas em casa. Uma delas, extremamente importante, é o contacto com o livro. Existem livros para todas as idades e que podem ser manipulados pelas crianças quase desde que nascem. As vantagens pedagógicas são muitas. Entre elas contam-se o desenvolvimento da predisposição para a leitura e do gosto por ela e o conhecimento da forma de utilização do livro e da direcção da leitura (de cima para baixo e da esquerda para a direita).

— Podem ser desenvolvidos muitos jogos de linguagem: rimas, substituição de sons por palavras, palavras começadas ou acabadas no mesmo som, etc. Estas actividades desenvolvem a consciência dos sons da língua, factor muito importante na aprendizagem da leitura e da escrita.

— Actividades como a modelagem (com plasticina, barro, pasta de madeira ou outros materiais), o desenho, a pintura e os recortes desenvolvem a motricidade fina. As mãos e os dedos vão-se tornando hábeis nos movimentos necessários para a aquisição de uma caligrafia bonita e feita sem esforço.

—  A socialização proporcionada pelo jardim de infância contribui também para o desenvolvimento da linguagem e do vocabulário, importantes na aprendizagem da leitura e da escrita e na aquisição de muitos outros conhecimentos. Jogos e brincadeiras, livres ou orientados, poderão promover o desenvolvimento da criatividade.

Esta listagem de vantagens da frequência do jardim de infância não pretende ser exaustiva. Há, contudo, que referir que os infantários podem seguir diferentes orientações pedagógicas. Nuns estas actividades são feitas num contexto informal e com carácter lúdico. Outros optam por um ensino mais formal, havendo alguns em que as crianças começam já a aprender a ler e a escrever. Compete aos pais, no momento da escolha, informarem-se sobre estas e outras características do jardim de infância, para fazerem a opção que lhes pareça mais adequada.

 

 

 

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Estudo publicado na  revista “Science”

Colesterol elevado aumenta risco de cancro da mama

 

Um subproduto do colesterol funciona como o estrogénio, na medida em que impulsiona o crescimento e disseminação dos tipos de cancro da mama mais comuns, revela um estudo publicado na revista “Science”.

 

Os investigadores do Instituto do Cancro de Duke, nos EUA, constataram igualmente que as estatinas, fármacos habitualmente utilizados na diminuição dos níveis de colesterol, parecem diminuir o efeito desta molécula.

 Vários estudos já tinham demonstrado que havia uma associação entre a obesidade e o cancro da mama, e que o colesterol elevado estava associado a um maior risco de cancro da mama, mas ainda não se tinha identificado o mecanismo responsável.

 Estima-se que o estrogénio “alimente” 75% dos cancros da mama. Num estudo levado a cabo pela mesma equipa de investigadores, apurou-se que um metabolito do colesterol, o 27-hidroxicolesterol ou 27HC, comporta-se de forma similar ao estrogénio em animais.

 Neste estudo, os investigadores liderados por Donald McDonnell, decidiram determinar se esta atividade do estrogénio era suficiente para promover o crescimento e disseminação do cancro da mama, e se o seu controlo poderia reverter o efeito por ele produzido.

 Através da utilização de modelos animais, foi demonstrado que havia um envolvimento direto do 27HC no crescimento deste tipo de tumor, bem como na agressividade com que o cancro se disseminava para outros órgãos. Foi também verificado que a atividade deste metabolito do colesterol era inibida quando os animais eram tratados com antiestrogénios ou quando a administração de suplementos de 27HC era interrompida.

 Estudos realizados em tecidos do cancro da mama humanos também mostraram que havia uma associação direta entre a agressividade do tumor e a quantidade da enzima envolvida na produção da 27HC.

“Este é um achado muito importante. Como os tumores da mama humanos expressam a enzima, produzem uma molécula similar ao estrogénio que promove o crescimento do tumor. No fundo os tumores desenvolveram um mecanismo para utilizar uma fonte diferente de alimentação”, explicou o investigador.

 Donald McDonnell acrescenta que estes resultados sugerem que há formas novas e simples de reduzir o risco de cancro da mama, ou seja, através do controlo dos níveis de colesterol, da toma de estatinas ou da adoção de uma dieta saudável.

 

Como diminuir o colesterol?

Privilegie os lacticínios magros e reduza a frequência e  quantidade das carnes vermelhas, substituindo-as por peixe e carnes brancas. É fundamental o aumento do consumo diário de legumes, quer na sopa, quer a acompanhar a refeição, e também de fruta, devendo ainda ser privilegiado o consumo de cereais integrais e leguminosas.

 

 

 

 

 

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Atividade física moderada diminui risco de cancro da mama

 

Estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

As mulheres pós-menopáusicas que praticam exercício apresentam um menor risco de desenvolverem cancro da mama, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.

 Vários estudos têm demonstrado que a prática de exercício físico diminui o risco de cancro. Contudo, ainda existem alguns pontos que não estão perfeitamente claros, nomeadamente se a intensidade do exercício físico é importante, se o efeito da prática do exercício depende das características dos tumores, e se o tempo que se permanece sentado também afeta este risco.

 De forma a tentar clarificar estas questões, os investigadores da American Cancer Society contaram com a participação de 73.615 mulheres em idade pós-menopáusica. Ao longo de 17 anos de período de acompanhamento 4.760 mulheres foram diagnosticadas com cancro da mama.

 Aproximadamente uma em cada dez (9,2%) mulheres revelou não praticar exercício recreativo no início do estudo. Entre aquelas que eram ativas, a média da prática de atividade física era de 3,5 horas por semana. As principais atividades escolhidas eram as que envolviam um exercício moderado como caminhada, andar de bicicleta, prática de exercícios aeróbios e a dançar, em detrimento de exercícios mais intensos como corrida, natação e ténis. No total cerca de 47% das participantes tinha como sua única atividade recreativa caminhar.

 Os investigadores observaram que as mulheres ativas tendiam a ser magras, a manter ou a perder peso na infância, tinham mais tendência a ingerir bebidas alcoólicas e menos tendência a fumar. Adicionalmente estas mulheres também utilizavam mais frequentemente terapia de substituição hormonal e tinham sido submetidas a uma mamografia no último ano.

 O estudo apurou que, entreas participantes para as quais caminhar era a única atividade, as que o faziam pelo menos sete horas por semana apresentavam um risco 14% menor de cancro da mama, comparativamente com as que caminhavam três ou menos horas por semana. De acordo com a maioria dos estudos anteriormente realizados, as mulheres mais ativas tinham um risco 25% menor de desenvolver este tipo de cancro, quando comparadas com as menos ativas. Estas associações eram independentes do estado dos recetores hormonais, do índice de massa corporal, aumento de peso e toma de hormonas.

“Os nossos resultados apoiam claramente a associação entre a atividade física e o cancro da mama em idade pós-menopáusica, sendo que a atividade física vigorosa é a que têm um efeito mais pronunciado. O estudo é particularmente relevante para os indivíduos que encontram informação contraditória sobre a quantidade de atividade física que é necessária para se manterem saudáveis. Caminhar pelo menos uma hora por dia diminui o risco deste tipo de cancro”, conclui o líder do estudo, Alpa Patel.

 

 

 

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Prevenir incêndios na habitação

 

Conheça as causas mais comuns e o que fazer em caso de incêndio na sua habitação.

A maior parte das vítimas dos incêndios não morre das queimaduras, mas sim da asfixia causada pelos gases tóxicos e fumos respirados. Muitas vezes, as vítimas nem chegam a ver as chamas.

Causas mais comuns  dos incêndios na habitação

— Descuido ao cozinhar;

— Cigarros mal apagados;

— Velas, candeeiros a gás e a petróleo;

— Problemas na instalação eléctrica e nos aparelhos eléctricos.

 

O que fazer em caso de incêndio?

— Se vir chamas ou lhe cheirar a fumo, avise todas as pessoas da casa e chame os bombeiros.

— Faça sair toda a gente de casa e ajude os que precisarem, particularmente as crianças e os idosos.

— Não ponha a sua vida em risco (ou a de outras pessoas) só para salvar objectos de valor. O maior valor é a sua vida e a dos seus.

 

Se está num compartimento com a porta fechada

— Nunca abra a porta se ela estiver quente;

— Se o fumo entrar por baixo da porta, mantenha-a fechada e procure calafetá-la com toalhas molhadas;

— Abra a janela para sair, pedir socorro ou respirar;

— Se não vir fumo por baixo da porta e a parte superior não estiver quente, abra a porta lentamente. Cuidado, pode ter de a fechar de novo rapidamente se houver demasiado fumo ou fogo na divisão seguinte;

— Se houver fumo, proteja a boca com um pano húmido e respire através dele;

— Mantenha-se e desloque-se o mais perto possível do chão, pois aí o ar é mais respirável;

— Feche as portas atrás de si quando sair. Isso retardará o avanço do fogo.

 

Se estiver num edifício muito alto:

— Se o fumo começar a entrar no seu apartamento e se o átrio não tiver fumo, saia imediatamente;

— Se o átrio estiver cheio de fumo, feche todas as portas entre si e o fogo e procure calafetá-las com toalhas molhadas;

— Chame os bombeiros imediatamente. Nunca utilize os elevadores. Utilize as escadas.

 

Como extinguir pequenos incêndios no interior da habitação?

— Se o fogo tiver origem na instalação eléctrica ou em aparelhos eléctricos, a primeira coisa a fazer é desligar a electricidade; se não o puder fazer, não use água para extinguir o fogo, mas sim um extintor de incêndios ou, então, abafe as chamas com um cobertor, terra ou areia;

— Feche imediatamente o gás;

— Feche as portas e janelas, para evitar que as chamas aumentem e se propaguem a outras dependências;

— Tente manter-se entre o fogo e a porta de saída, para ter possibilidade de fugir caso não consiga controlar o incêndio;

— Se possível, afaste todos os produtos ou recipientes inflamáveis;

— Se um objecto estiver a arder, coloque-o na pia, lava-loiça ou na sanita;

— Se um líquido estiver a arder, não tente removê-lo. Tape o recipiente em que ele se encontrar e afaste os móveis;

— Se o conteúdo de uma frigideira estiver a arder, cubra-a com uma tampa ou deite óleo frio. Não atire com água para dentro da frigideira se tiver óleo, azeite ou outras gorduras a arder;

— Quando tentar extinguir pequenos fogos, lance a água sobre a base e à sua volta, de forma a evitar que o fogo se propague mais;

— Se a roupa que tem vestida estiver a arder, evite respirar e não corra. Cubra-se com um cobertor e rebole-se no chão. É a forma mais eficaz de apagar o fogo.

 

 

 

 

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Um notável contributo para a melhoria da relação enfermeiro - utente

 

Atenta ao compromisso com o desenvolvimento do potencial humano na prestação de cuidados de enfermagem, no que diz respeito ao aprendizado dos profissionais de saúde, a Ordem dos Enfermeiros de Angola realizou o seu II Congresso Internacional e a 1ª Expo-Enfermagem, entre os dias 26 e 30 de Novembro de 2013, no Centro de Conferências do Futungo de Belas, em Luanda.

 

O lema escolhido para este congresso “ Humanizar para Melhor Cuidar” reflecte a preocupação com o ser humano que, no nosso país, ainda constitui um dos grandes desafios para as autoridades sanitárias e políticas.

Com este evento foi proporcionada a toda sociedade e, particularmente, aos seus profissionais, uma oportunidade de reflexão, avaliação e debate sobre temáticas ligadas ao exercício da profissão, sobretudo da actuação na relação profissional entre o enfermeiro e o utente, no âmbito da ética e deontologia. Ao mesmo tempo, mais do que os conteúdos programáticos, também foram oferecidas oportunidades para troca de ideias, experiências e partilha de cultura entre os mais de dois mil congressistas oriundos das 18 províncias do país e especialistas de países como Moçambique, Portugal, Cuba e  Brasil.

Ao dar as boas vindas aos participantes, a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros,  Maria Teresa Vicente, afirmou que o acto foi organizado numa perspectiva do chefe do poder executivo, o Presidente José Eduardo dos Santos, dar continuidade às campanhas de educação para melhorar o atendimento nos hospitais públicos, cientes de que, do ponto de vista do exercício da profissão de enfermagem, a saúde é um processo que tende a orientar-se decisivamente para a humanização dos cuidados prestados ao paciente.

Já o ministro da Saúde, José Van-Duném, a quem coube o discurso de abertura, felicitou a Ordem dos Enfermeiros por esta iniciativa e sobretudo pela escolha do lema que é significativo para o país no momento actual pois “ traduz a importância de colocarmos as pessoas no centro da nossa actuação como garante do bem-estar dos angolanos e, concomitantemente, do desenvolvimento social e económico do país”, enfatizou o ministro.

De salientar que nos dias 26 e 27 foram realizados dezasseis cursos pré-congresso, atendidos por 800 profissionais, na Universidade Jean Piaget.

O congresso assumiu assim um carácter especial na medida que reforçou a necessidade manifestada igualmente pelos participantes de uma evolução positiva no exercício da enfermagem.

 

Expo Enfermagem

A realização, em simultâneo, da primeira exposição de produtos, serviços e equipamentos para a prática da enfermagem também marcou este evento que teve como patrocinadores-expositores a Shalina HealthCare, a Prometeus, a Chevron, a Nestlé e a Hemges.

As cerca de 17 empresas que expuseram medicamentos, produtos consumíveis e gastáveis, equipamentos e outros artigos, consideraram uma oportunidade única para identificar novos clientes, fidelizar os actuais, receber encomendas, promover a imagem da marca e apresentar os seus produtos junto ao seu público–alvo, num ambiente profissional.

 

 

 

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Governador do Uíge, Paulo Pombolo

“O Centro infantil é uma grande ajuda que a BP deu aos nossos munícipes, principalmente às nossas crianças”

 

Administrado pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, o edifício vai receber diariamente cerca de 130 crianças até aos cinco anos, desfavorecidas e abandonadas, ou cujas mães são trabalhadoras ou estudantes.

 

A obra, no valor de 36 milhões de kwanzas (360 mil dólares), foi financiada pela BP Angola, Sonangol e demais parceiros do Bloco 31.

Após a benção pelo bispo da diocese de Uíge, Dom Emílio Sumbelelo, o ministro vice provincial da Ordem dos Frades Capuchinhos, frei Afonso Nteka, agradeceu ao governo provincial e à BP Angola, lembrou o trabalho da Ordem em Angola desde 1948, garantiu que o “povo está satisfeito” e assegurou terem gasto com o empreendimento “o mínimo necessário e não o máximo permitido”, um “princípio franciscano que seguimos”.

De acordo com o Vice-presidente para área de Comunicação e Relações Externas da BP Angola, Paulo Pizarro,  a obra “é o culminar do esforço de várias entidades, um ato histórico em prol dos mais desfavorecidos”. Trata-se de “um passo modesto mas significativo para melhorar o acesso ao ensino das crianças, futuros quadros responsáveis que são o pilar do desenvolvimento sustentável do país”. Segundo este responsável, a BP Angola elegeu a educação como uma das prioridades, no quadro da sua política de responsabilidade social e corporativa. “Só com uma educação sólida e abrangente o País pode prosseguir a sua rota de desenvolvimento económico e social que vem demonstrando nos últimos anos”, afirmou. Apelou à boa gestão do Centro e prometeu voltar para visitar.

 

Visita guiada

Frei Patrice procedeu à visita guiada do empreendimento. Na parte de baixo, o edifício dispõe de quatro salas: uma para crianças de 1 a 2 anos, uma segunda sala destinada às crianças com 3 anos e mais duas – para os 4 e 5 anos. Esta última com um quadro para o aprendizado das primeiras letras...Tem ainda uma área de pronto socorro, balneários, duas  alas, cozinha e refeitório.

No primeiro andar, dispõe de uma sala de programação, um gabinete para o diretor e outro para o director pedagógico, um gabinete administrativo, duas salas de arrumos, uma sala grande para reuniões, quartos de banho, biblioteca e livraria.

“Em Janeiro abrimos as inscrições, as matrículas, e iniciamos as actividades”, garantiu, com o entusiamo que o caracteriza, Frei Patrice.

Na cerimónia estiveram ainda presentes o bispo da diocese de Uíge, Dom Emílio Sumbelelo, o bispo emérito, Dom Francisco da Mata Mourisca, o vice-governador para a área económica,  Carlos Mendes Sambo, a administradora municipal adjunta, Sónia Arlete, o comandante provincial da polícia e delegado do Interior, Leitão Ribeiro. Da BP Angola, o director do Desenvolvimento Sustentável, Gaspar Santos, os conselheiros José Fernandes, Joyce José, Salvador Ferreira, e o responsável pela segurança, Rui Rosa.  José Luciano dos serviços socias da Sonangol esteve igualmente presente.

 

 

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Cabinda

Parceiros do Bloco 0 investem mais de 200 milhões de kwanzas em programas sociais

 

A Chevron e seus parceiros do Bloco 0 reforçam capacidades institucionais na província de Cabinda com a inauguração de postos de saúde, sistemas de água potável, reabilitação de uma escola, instalação de postes de iluminação com painéis solares e, ainda, através da doação de medicamentos e equipamentos para análises  clínicas.

 

A Chevron-Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC) e os seus parceiros do Bloco 0, Sonangol E.P., Total Petroleum Ltd. e Eni Angola Production B.V. anunciaram  a entrega de diversas obras sociais à população de Cabinda.

Nas aldeias de Mpuela e Tungo foram inaugurados dois postos de saúde com as respectivas casas para enfermeiros. Estas infraestruturas visam facilitar o acesso aos serviços de saúde da população das referidas aldeias e comunidades vizinhas. Avaliado em 88,2 milhões de kwanzas (cerca de  882 mil dólares), os dois postos de saúde beneficiarão cerca de 2.300 pessoas, disponibilizando um atendimento mais rigoroso às gestantes. Tem como objectivo a redução da mortalidade materno-infantil, o combate ao VIH/ SIDA e malária, entre outras doenças. Os postos de saúde também vão apoiar as campanhas de vacinação das crianças contra a poliomielite, BCG e tétano.

 

Combate à tuberculose

Na mesma ocasião, os parceiros do Bloco 0 doaram, também, medicamentos para o programa do combate à tuberculose. De forma a contribuir para melhoria dos diagnósticos e análises clínicas, foram ainda equipados cinco laboratórios de analises clínicas da periferia da cidade de Cabinda, nomeadamente os centros de saúde do Povo Grande, Lombo Lombo, Chiweca, Tchizo e Malembo. Este investimento está avaliado em 40 milhões de kwanzas (cerca de 400 mil dólares).

Na comunidade de Tchiafi foi instalado um sistema de água potável alimentado por bombas movidas a energia solar, beneficiando três mil  pessoas. Foram ainda instalados fontenários e uma lavandaria comunitária, incluindo postes de iluminação pública com painéis solares.

Reabilitação de escola

Foi também reabilitada a escola primária da aldeia do Futila. Construída em 1993, a escola de Futila terá agora melhoradas as condições de ensino e aprendizagem beneficiando cerca de 400 alunos.

 

Desenvolver

zonas remotas

De acordo com a directora geral de Políticas, Relações Públicas e Governamentais, Recursos Humanos e Serviços Médicos da Chevron em Angola,Vanda Andrade, “a Chevron e os parceiros do Bloco 0, com o apoio do Ministério da Saúde e do Governo Provincial de Cabinda, têm promovido esforços conjuntos no sentido de contribuir para o desenvolvimento das zonas mais remotas da província de Cabinda. Estamos engajados em ajudar a população de Cabinda a ter acesso a uma melhor qualidade de vida. Esta é a comunidade em que operamos e de onde provém a maior parte dos nossos trabalhadores e contratados. A melhoria do perímetro de alcance e da qualidade dos serviços prestados em áreas críticas como, neste caso, a saúde e, noutros, a educação, são aparentes pequenos projectos e programas, mas que resultam num impacto significativo para as pessoas, ajudando a ter comunidades mais saudáveis e disponíveis para ajudar no progresso do País”.

 Nestes projectos, a Chevron e os parceiros do Bloco 0 terão investido mais de 250 milhões de kwanzas (cerca de 2,5 milhões de dólares).

 

 

 

 

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Shalina Virji

“Trazemos para Angola novos produtos para melhorar a saúde e o bem-estar das populações mais carenciadas”

 

A CEO da Shalina Healthcare defende a qualidade, a disponibilidade e a acessibilidade dos medicamentos que fabricam. Prepara  o lançamento de novos fármacos e um programa de responsabilidade social.

 

O presidente do Shalina Healthcare, Ltd, Shiraz Virji, denominou Shalina à empresa que fundou, há mais de 30 anos, uma vez tratar-se do nome da sua filha mais nova, respeitando assim a tradição na Índia. Desde então, o negócio continua a ser familiar e Shalina Virji é agora CEO da empresa, conjuntamente com Abbas Virji, seu irmão. Shalina Virji cresceu em Londres e estudou economia na Universidade de Cambridge. Trabalhou durante vários anos em consultoria estratégica. Viveu e trabalhou no Brasil, América do Norte, Suíça e Espanha. Shalina Virji obteve o seu grau de MBA com distinção no Insead Business School, em França, depois de ter integrado a Shalina Healthcare. É apaixonada pela realização e implementação da missão que o seu presidente definiu há mais de trinta anos atrás: prestação de qualidade, medicamentos a preços acessíveis que estão disponíveis e acessíveis em toda a África.

Shalina Virji visitou recentemente Angola, país de que muito gostou. Em entrevista ao Jornal da Saúde revelou as principais actividades da empresa e as suas perspectivas no mercado.

 

 

— Qual a história e as principais actividades da Shalina?

— O grupo Shalina é um conglomerado privado que opera, globalmente, há quase trinta anos. O grupo tem a sua sede no Dubai e escritórios em Londres, na África sub-Sariana, Índia e China. O Grupo emprega directamente mais de  três mil  pessoas nas suas mais diversas operações.

As nossas principais actividades situam-se  em três vertentes: exploração mineira, engenharia (EPCM) e cuidados de saúde.

—  Quando iniciou o seu percurso em África e em que países está?

— A Shalina Healthcare opera em África há quase 30 anos e está presente na República Democrática do Congo, Angola, Nigéria, Gana, Zâmbia, Quénia, Camarões, Sudão do Sul e República Centro Africana.

— Está em Angola desde quando?

— A Shalina está presente em Angola há cerca de 14 anos. Actualmente, detém oito armazéns e pontos de venda em cinco províncias. Perspectiva expandir-se para mais regiões do país, implementando assim, a sua missão de “qualidade, acessibilidade e disponibilidade”.

— Quais os principais clientes?

— Os principais clientes são, no mercado institucional, hospitais centrais, provinciais, clínicas, centros médicos e farmácias, para além de retalhistas autorizados pelas autoridades regulamentares sob alçada do ministério da Saúde.

— Como se diferencia da concorrência?

— A Shalina diferencia-se da concorrência de várias formas, designadamente com base nos seus pontos fortes: a qualidade, potenciando o facto de controlar e intervir em toda a cadeia de valor; as economias de escala, por ter uma presença pan-africana; e pelos seus valores e missão.

Os  pontos fortes na produção residem no facto de possuir instalações de fabrico de classe mundial em cumprimento com as Boas Práticas de Fabricação (BPF).

As instalações de fabrico da Shalina estão em conformidade com as normas de BPF da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estão acreditadas por várias organizações reguladoras, incluindo o Ministry of Health, na RDC, a Pharmacy & Poisons Board, no Quénia, a Food and Drugs Board, no Gana e a National Agency for Food and Drug Administration and Control, na  Nigéria.

Os seus produtos são fabricados e testados nas suas fábricas seguindo os requisitos BFP da OMS  e em laboratórios independentes na Europa (Inglaterra e Portugal), Índia e nos países em que temos operações, de acordo com as suas respectivas leis regulamentares.

Em  Agosto de 2012, as instalações de fabrico da Shalina foram acreditadas com a certificação NS : EN ISO 9001 : 2008 pelo seu sistema de gestão da qualidade, enquanto fabricante e exportador de medicamentos de uso humano.

Também se diferencia da concorrência, ao implementar a sua missão de “Qualidade, Acessibilidade e Disponibilidade”, trazendo para Angola novos produtos que possam melhorar a saúde e o bem-estar das populações mais carenciadas, assim como ao executar projectos de responsabilidade social, sem fins lucrativos, sob os auspícios da Fundação Shalina.

Aliás, a responsabilidade social é uma componente essencial tanto da nossa visão, como dos nossos valores fundamentais. Comprometemo-nos em desenvolver as comunidades nas quais operamos, financiando e construindo infraestruturas regionais e criando ainda oportunidades para a população local através da formação e opções de carreiras a longo prazo.

A nossa prioridade consiste em centrarmo-nos em projectos que sejam auto-suficientes e que concedam o poder à comunidade local de se ajudar a si própria. Até à data, investimos em projectos de infraestruturas, cuidados de saúde e educação. Dois desses projectos são a Shalina Eye Clinic, em Lubumbashi, e o Esquema de Alojamento para Funcionários (Employee Housing Scheme), em Kinshasa.

— Dos medicamentos que disponibiliza em Angola, quais as áreas/patologias a que se destinam?

— Disponibilizamos antibióticos, analgésicos, antipiréticos, anti maláricos, fármacos para doenças crónicas como a hipertensão e a diabetes, produtos nutricionais, produtos hospitalares, testes rápidos e consumíveis.

— Alguma novidade nesta área para os próximos tempos?

— A Shalina vai lançar novos produtos em Angola nas áreas das doenças crónicas – hipertensão e diabetes –, nutrição, e em outras, como fármacos hospitalares e dispositivos médicos.

 

 

 

 

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